Notas iniciais
Primeiramente, fora Temer! Segundamente, obrigada a Forcharina e Talita por favoritarem a fic, vocês fizeram o meu dia! XD E em terceiro lugar, eu jurei que jamais seria uma mendiga de comentários, quando postasse uma história. Mas cá estou, me humilhando, pedindo um comentariozinho de vocês, não precisa ser muito elaborado, qualquer coisa serve, porque eu fico muito feliz quando eu os recebo. Agora, vamos a história

MadameRegal,

RES: Vaga de amigo.

Qualificações:
— Bom ouvinte;


— Ombro forte para deitar a cabeça e chorar;

— Uma mão para high-fives;

— Disponível como babá, caso decida sair num encontro;
— Assistirei qualquer filme, exceto Nicholas Sparks.

Espero que minhas qualificações para preencher a vaga de amigo lhe agradem. Claro que eu não seria contra caso uma promoção apareça.

Melhor?

Eu vou te fazer rir um dia. Eu juro. Dito isso, com os perigos da internet, você não seria, por acaso, uma assassina ou um pervertido, é? Eu juro que não sou nenhum dos dois.

Quanto ao seu filho, deixe-me adivinhar. Pré-adolescente? 12 anos? Assim que ele tiver 16 anos, você vai virar sua melhor amiga quando ele quiser sair com o carro. Apesar de que eu te imagino sendo a motorista dele, quando se trata da proteção do seu filho. Isso é bom, sério. Apenas confie que ele irá voltar para você. Honestamente, eu não conseguiria desenhar para você uma imagem do que eu fiz com minha família aos 12 anos. Eu não era muito próximo dos meus pais e faz muito, muito tempo que não os vejo. E, não, sua maternidade não me assusta. Eu ficaria aterrorizado de errar com meu filho, mas esse pensamento me ocorreu umas duas vezes ano passado.

Boa sacada com a referência à armadura. Uma amiga que inventou o nome, e eu não sou criativo o suficiente para mudá-lo. Mas e "MadameRegal", hein? É como se eu estivesse conversando com uma rainha, quando eu sou apenas um pobre camponês.

Acho que vou falar mais sobre mim. Eu me mudei muito quando criança, logo não aprendi a fazer amigos direito, até que tive que me virar sozinho. Para manter o ar de mistério, eu não vou te dizer explicitamente com o que eu trabalho, mas me mantém andando por Storybrook em um dia bom. Seria eu um florista, fazendo entregas? Um pescador com uma boa pesca? Ou, ouso dizer, o sr. Gold procurando um terreno para construir algo? Vou confessar e dizer que não sou o último. Pode ficar tranquila sem a visão de estar num encontro com o sr. Gold.

Minha cor favorita é vermelho. Recentemente, descobri os prazeres da comida caseira (talvez você possa me ensinar algo virtualmente). Sei como consertar carros. Meu livro favorito é As Aventuras de Tom Sawyer. Meu filme favorito é Kill Bill.

Espero ansioso por sua resposta quanto a vaga.

Abraços,

CavaleiroEmArmaduraEnferrujada.
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Regina estava atravessando o corredor do supermercado, fazendo compras com Kathryn e Henry seguindo atrás, jogando no celular.

— Então, — Kathryn falou com um sorriso suspeito — eu vi que você não excluiu o seu perfil.

— É verdade. — Regina revirou os olhos e foi pegar uma alface.

Kathryn comemorou, batendo quadris com Regina e recebeu um olhar que foi rapidamente ignorado.

— Alguém te chamou a atenção? — O queixo da loira caiu com a agradável surpresa, quando Regina virou a cara com os lábios pressionados. — Alguém chamou!

— Não era este seu objetivo desde o começo? — Regina questionou, indo para a seção de carnes e pedindo por quatro peitos de frangos.

— Eu não esperava que fosse conhecer alguém tão cedo. — admitiu a loira, esticando-se para pegar umas embalagens e entregá-las a Regina.

Regina fez uma cara que poderia se dizer que era uma versão dela encabulada, o que fez com que Kathryn sorrisse mais largamente. Antes que pudesse responder, Henry gritou por ela:

— Mãe? Você recebeu uma mensagem. De CavaleiroEm...

Regina arregalou os olhos e correu até seu filho e arrancou o celular de suas mãos. Olhando para o aparelho, ela rapidamente o bloqueou contra olhares curiosos. Ela se levantou e jogou os cabelos para trás, arrumando-os de maneira digna.

— Aquilo era o negócio de namoro? — Henry perguntou curioso.

— A não ser que você conheça algum outro cavaleiro em Storybrook — Kathryn provocou e parou ao lado da amiga.

— Bem, tem a Emma — Henry brincou. — Ela é o Cavaleiro Branco no meu livro.

— Henry, por que você não vai pegar algo para lanchar? — Regina interrompeu, dando uma cutucada no garoto.

Ela não se virou para a loira até ter certeza que o menino já estivesse bem longe.

— Então, você está falando com um cavaleiro?

Regina suspirou exasperada e continuou suas compras:

— O nome dele é CavaleiroEmArmaduraEnferrujada. Ele que que veio falar comigo primeiro.

— Há quanto tempo vocês estão se falando? — Perguntou a loira, enquanto se dirigiam para os caixas.

— Esse é o terceiro e-mail entre nós dois. — Respondeu a morena, com um tom de animação por querer ler a nova mensagem. Ela ainda estava cautelosa e cética, mas se as coisas não ocorressem a sua maneira, não seria difícil descobrir a identidade do mensageiro, morando em uma enfeitiçada e pequena cidade. Ela tinha certeza de que Sidney poderia descobrir alguma coisa, mas havia um sentimento agradável dentro dela que dizia que ela não precisaria da ajuda do repórter apaixonado.

Kathryn parou a morena no meio do caminho com a mão em seu braço e um sorriso caloroso em seu rosto:

— Eu te desejo o melhor, Regina.

A morena inspirou profundamente com a sinceridade da amiga. Tudo que ela pôde oferecer em troca foi um sorriso hesitante e um aceno com a cabeça antes de Henry se juntar a elas, escondendo um pudim de chocolate no carrinho da mãe.

A espera de três horas para ler a mensagem foi a mais longa de sua vida. Ela não pôde lê-lo enquanto passavam no caixa, enquanto dirigia para casa ou quando estava fazendo o jantar de Henry. Então, Regina esperou até que o menino gritasse "boa noite" da porta do quarto para acessar o computador e ler o e-mail.

No seu rosto, abriu-se um sorriso largo só pelas primeiras linhas da mensagem. O currículo para a amizade a fez rir tanto que suas bochechas estavam doendo. Ela tinha que admitir, ela gostava desse humor. A promessa de fazê-la sorrir fora cumprida.

Parecia que seu amigo misterioso estava ciente das fases de uma criança. Talvez tivesse filhos ou sempre estivesse perto delas. Saber que ele também não crescera em um ambiente familiar normal aliviou um pouco do estresse dela. Era mais uma coisa em comum entre eles.

Ela gargalhou quando ele a provocou quanto a sua identidade e estremeceu ao pensar que ele poderia ser o sr. Gold. Apesar de não falar quem era, ela se pegou intrigada para saber quem ele era.

Ela dedilhou o queixo pensando, incapaz de chegar a uma conclusão. Ao invés disso, ela rapidamente clicou o botão de responder.
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Emma estava sentada em seu apartamento com uma enorme tigela de cereal no meio de suas pernas. Era horrível quando sua colega de quarto tinha que corrigir trabalhos escolares. Isso fazia com que Emma ficasse com pouquíssimos recursos ou sem vontade de fazer algo bom para jantar. Por causa disso, a Xerife se encontrava no sofá com uma tigela de Sucrilhos. O toque do celular a deixou animada. Ela correu em direção à mesa onde celular estava, derrubando um pouco de leite por onde passava.

Ela abriu a caixa de entrada, louca para ler o e-mail de Regina.

Sr. Cavaleiro,

Você ficará feliz em saber que após cuidadosa consideração, seu currículo foi aceito, apesar de que será necessário que você revise essa regra de "sem Nicholas Sparks", se você realmente quiser o emprego. Seu currículo ficará guardado caso uma promoção apareça.

Emma sorriu. Por acaso a Prefeita estava flertando com ela? Ela realmente esperava que sim.

Eu te asseguro que não sou nem uma assassina, nem uma pervertida, apesar de que algumas pessoas me chamam de esmagadora de corações. Pode fica tranquilo, sua vida está a salvo.

Quase, meu filho tem 10 anos e já acredita que quero controlá-lo. Lembro quando eu era sua melhor amiga e ele costumava falar comigo sobre qualquer coisinha que acontecesse no seu dia. Agora, tudo que ele mais se interessa é em me arranjar um namorado, possivelmente para eu me afastar dele.

Emma fez uma careta com as palavras de Regina. Ela podia sentir a tristeza e o leve desabafo que a morena colocou na mensagem e já pensava em maneiras de conversar com Henry.

Para uma pessoa sem família, você parece conhecer bem a cabeça de uma criança (isso não foi um insulto). Eu perdi meu pai há muito tempo e minha mãe, há muito mais tempo. Honestamente, eu fiquei com muito medo de ser uma mãe como ela. Não sei se eu fugi do meu medo ou corri para ele.

Emma se inclinou sobre o celular enquanto lia, mexendo sua cabeça enquanto pensava. Nunca lhe ocorreu que Regina tivesse pais. Óbvio que ela sabia que Regina tinha pais, mas nunca se perguntou como eles eram. E pensar que Regina tinha medo da mãe? Aquilo soava como uma criança que foi aterrorizada, se bem ela conhecia uma. E Emma estava muito familiarizada com isso.

MadameRegal me conquistou, mas admito que uma amiga minha me colocou nessa.

Ah, o mistério do seu trabalho. Eu acho que posso trapacear aqui e fazer uma pesquisa rápida sobre trabalhos que necessitem de loiros vagando por Storybrook, mas onde estaria a graça nisso? Hum, deixe-me pensar. Seria você o motorista do ônibus escolar? Ou, talvez, o carteiro do bairro? Estou perto?

Emma gargalhou alto. A Prefeita estava muito longe.

Se você realmente quiser uma lição, anexei uma de minhas receitas favoritas de macarrão com queijo. É simples o suficiente, mas fará com que seus amigos te vejam como um Masterchef. Se eu ouvir notícias de incêndio, finalmente descobrirei quem é meu correspondente misterioso.

Emma semicerrou os olhos divertidamente ofendida. Ela não era tão mal assim na cozinha, ela pensou enquanto levava uma colher de cereal à boca. Ela fez uma careta. Umas lições não seriam tão ruins assim.

Mark Twain é um clássico, apesar de seu gosto por filmes me fazer pensar duas vezes. Primeiro, sem Nicholas Sparks e ainda é fã de Tarantino? Eu talvez reconsidere seu currículo.

Eu amo jardinagem, tenho uma extensa coleção de literatura Vitoriana e canto no chuveiro.

Atenciosamente,

MadameRegal.

A última linha fez a cabeça de Emma girar. Regina canta no chuveiro. Regina no chuveiro. Regina nua no chuveiro. É, a cabeça dela tinha oficialmente explodido.