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14 Capítulo 14
Notas iniciais
Emma ficou esperando do lado de fora da mansão desde manhã cedo na segunda-feira seguinte. Ela sorriu quando Henry saiu vestido com o uniforme, indo até o ponto de ônibus no final da rua. 10 minutos depois, Emma se desencostou do lado do passageiro do fusca quando Regina saiu da casa e parou ao vê-la. Ela andou pela pequena trilha, com as mãos enterradas nos bolsos, até chegar perto de Regina:
— Srta. Swan. — Regina suspirou.
— Eu não estou fazendo você de boba. Me desculpa se o que eu falei fez parecer isso, mas eu não estou com você só pelos benefícios. — Emma disse rapidamente. Regina nada disse e apenas encarou a loira.
"Eu sei, todos temos segredos e eu já sabia que você era reservada — Emma falou. — Eu só pensei, sabe, que nós tínhamos nos conhecido mais um pouco por e-mail, e por que não agora?
Ela suspirou e fez contato visual com a Prefeita quando Regina continuou quieta:
— Sabe qual é o meu maior arrependimento? Dar o Henry para a adoção, — ela continuou falando quando Regina abriu a boca — mas se eu não tivesse dado ele, você não o teria, ele não teria me achado e eu não teria te conhecido.
— Srta. Swan, sua admissão máxima não foi suficiente para mudar o fato de que você está exigindo muito de mim. — Regina disse com firmeza.
— Eu me expus por aí, — Emma falou no mesmo tom — eu deixei segredos sobre mim por toda a cidade por você. Coisas que eu nunca contei para ninguém.
— Quem pediu para você fazer isso? — Regina perguntou na defensiva.
— Eu só quero um relacionamento verdadeiro com você, Regina, é muito para se pedir? — A súplica na voz da loira pairou no ar.
— Sim. — Ela respondeu com tanta firmeza que pegou Emma de surpresa.
— Eu não tenho mais nada, — Emma suspirou abatida, balançando a cabeça — era só isso que eu tinha. Você já sabe tudo sobre mim. Eu não vou mais insistir.
Ela abaixou a cabeça, perdendo o olhar vacilante no rosto da morena e se virou em direção ao carro.
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Por acaso Emma acabara de terminar com ela? Regina se perguntou, enquanto entrava no carro. Ela viu a Xerife dirigir para longe e continuou parada com os lábios entreabertos. Ela tinha que admitir que a loira fez um ótimo trabalho preparando os encontros delas, quase nunca demonstrava intimidade publicamente e era ótima para lembrar o que ela tinha dito nos e-mails.
Contudo, Regina tinha dificuldade para se abrir completamente quando ela não estava escondida atrás de uma tela de computador. Ela saiu da garagem, ainda cheia de pensamentos. Ela sabia que Emma só estava pensando no bem dela quando a levou para os estábulos, mas o cheiro do local foi o suficiente para fazê-la lembrar de Daniel e da vida que fora roubada dela. A facilidade em, literalmente, enfrentar o mesmo desafio com alguém que não fosse Daniel e formar uma família a confundia. Assustava ela, na verdade. Logo, ela se fechava. Ela ofegou quando ela ultrapassou uma placa de pare e quase bateu numa pick-up.
"Vai ficar tudo bem", Regia prometeu a si mesma, enquanto aproximava sua Mercedes cuidadosamente do cruzamento. Emma iria voltar e tudo ficaria bem. Elas iriam fingir que nada tinha acontecido e seguiriam com a vida.
Mas Emma não tinha voltado, Regina percebeu quando o fim do dia se aproximava. Emma não tinha ligado, não tinha mandado e-mail e nem SMS. Emma não poderia simplesmente ter desistido tão facilmente. Era só uma briga. A vibração do celular a fez suspirar aliviada, enquanto atendia o aparelho rapidamente:
— Já caiu em si, Xerife?
— Ah, sou eu. Kathryn.— A mulher do outro lado da linha respondeu.
Regina abriu a boca e tirou o telefone da orelha para ver o identificador de chamadas que ela não tinha visto:
— Eu estava esperando...
— Emma. Eu percebi. Está tudo bem?
— Tudo ótimo. — Nem Regina pôde negar a dificuldade ao falar.
Regina ficou quieta durante o resto do dia, com o celular constantemente em sua posse, pronta para receber a loira de voltar. Kathryn a tinha perguntado sobre o que a estava chateando, porém Regina simplesmente desconversou, confirmando a ida ao supermercado e depois ficou esperando o telefone tocar.
— Ei, mãe, — Henry questionou cuidadosamente aquela noite no jantar — está tudo bem com você e a Emma?
— O que te fez perguntar isso, querido? — Regina perguntou secamente.
— Você geralmente fica com o celular escondido no seu colo. — O menino respondeu com um sorriso.
Regina franziu o cenho. Quando foi que Emma se tornou uma grande parte da sua vida? Ela balançou a cabeça, espantando aqueles pensamentos e forçou um sorriso:
— Está tudo bem, meu bem.
— Você parece triste.
— Eu não estou. — Regina disse com firmeza, seu tom indicando que ela não queria mais perguntas.
— Emma parecia triste essa manhã. — Henry comentou, cutucando os vegetais em seu prato com o garfo. Ele nem precisou olhar para cima para saber que sua mãe tinha levantado a cabeça com aquele comentário com o conflito brilhando atrás de seus olhos.
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— Miracle está tocando no repetido e mais uma torradeira quebrou. — Mary Margaret falou quando ela encontrou a colega de quarto sentada na sala de jantar com uma tigela enorme de cereal na frente dela.
— É uma boa música — ela apontou com a colher, nem se incomodando em dar uma explicação para a torradeira. Mary Margaret direcionou a ela um olhar reprovador, antes de pegar uma tigela e colocar um pouco de cereal para si. — Eu estou sendo irracional?
Emma pressionou:
"É culpa minha?"
— Não. — Sua amiga respondeu gentilmente.
— Você tem que dizer isso. — Emma desconsiderou a resposta e enfiou a colher para pegar um pouco de cereal.
— Você gosta dela? — A morena questionou.
— Quase sempre. — Ela murmurou a resposta.
— Você foi com tudo para tentar conhecer a pessoa mais reservada de toda a cidade e conseguiu — Mary Margaret a lembrou. — Não é sua culpa por querer conhecê-la mais agora que estão juntas.
— E por que parece que é? — Emma ficou mais cabisbaixa.
— Você está sentindo falta dela — a professora respondeu com certeza. Ela franziu o nariz. — Meu Deus, é provável que você a ame.
Emma bufou:
— Eu posso ter gostado dela desde há muito tempo, mas não sei esse negócio de amor, não.
— Você quer se rastejar de volta para ela sem ter feito nada de errado. — Mary Margaret riu.
— Eu não vou me rastejar. — Emma grunhiu.
— Se eu olhasse as notas do seu celular agora, eu iria encontrar rascunhos de pedidos de desculpas para Regina? — Emma ficou quieta. — Foi o que eu achei.
— Então, o que eu devo fazer? — A loira resmungou.
— Ela sente o mesmo o que você sente por ela? — Perguntou a professora.
— Eu achava que sim. — Emma encostou a cabeça sobre a mão.
— Não quero saber o que você acha. Ela sente ou não sente? — Hesitando um pouco, a loira acenou que sim. — Então, espera.
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Regina estava agitada. Já fazia quatro dias desde que Emma tinha se afastado dela, fazia mais de quatro dias desde o dia nos estábulos e fazia quatro dias que Regina ainda negava ter um relacionamento com a loira. Tinha sido quatro dias de silêncio. Emma não tentou entrar em contato com a morena e Regina, sendo Regina, também não tentou. Tinha vezes em que ela descia a lista de contatos até o nome de Emma e ficava fortemente tentada a inventar um relatório de orçamento da delegacia para a Xerife completar. Ela nunca se rastejava. Ela nunca implorava. O orgulho dela não permitia tais comportamentos, mas o coração dela gritava para ela fazer aquilo.
Com um suspiro pesado, ela empurrou a porta do Granny's com mais força que o necessário e marchou até o balcão:
— Boa tarde, Prefeita Mills, — Ruby sorriu — eu já vou trazer o de sempre.
Regina acenou, agradecendo e tomou um lugar para se sentar perto do balcão. Por hábito, Regina começou a mexer no celular, seus dedos clicando no ícone de e-mail por reflexo e, então, indo direto para o nome de Emma. Nada. Ela meio que estava com raiva de Emma por se comportar daquele jeito.
"E o que ela estava mesmo pedindo? Um pouco de honestidade", Regina bufou para si mesma. "Que ironia". Ela olhou para cima confusa quando Ruby pôs na sua frente duas sacolas de viagem e um suporte de copos com uma lata de refrigerante e um café:
— O que é isso, srta. Lucas?
— Hoje é sexta-feira, não é? Você e Emma almoçam juntas nas sextas. — A garçonete respondeu confusa com a reação de Regina.
Regina balançou a cabeça, espantando a confusão, e se inclinou sobre o balcão, claramente tentando achar uma pausa na corrida da hora do almoço:
— É muito fofo vocês almoçarem juntas todas as semanas. Emma está ocupada hoje? Geralmente, é ela quem vem buscar o almoço.
Ao invés de responder, Regina franziu o cenho, processando as palavras de Ruby. Elas realmente almoçavam juntas toda sexta-feira. Ela não conseguiu não sorrir quando ela lembrou de Emma argumentando o motivo do porquê na segunda semana.
"Você não precisa me trazer almoço toda semana só porque nós vamos nos ver daqui algumas horas."
"Eu só estou tentando recriar nosso primeiro encontro. — Emma disse, dando uma piscadela."
E ela conseguira. Por quase cinco semanas, Emma tinha feito coisinhas para as duas, organizando encontros especiais, escrevendo recadinhos e agindo como se fossem um casal. Caramba, quando elas tinham virado um casal? Era muito fácil entrar naquele papel. Mas não era esse o ponto? Não era para isso que serviam todas aquelas histórias com finais felizes melosos não importava o quê? Tudo o que Regina tinha que fazer era relaxar e gozar. E ela tinha feito isso. Até ter ficado com medo. Até que ela teve que tomar as rédeas das coisas:
— Prefeita Mills? — Ruby a chamou com cuidado.
Regina balançou a cabeça e se recompôs imediatamente, falando como se ela não tivesse viajado na frente da garçonete:
— Sim, Emma está atrasada com alguns relatórios. — Ruby sorriu.
— Fazendo ela ralar, hein?
Regina parou, enquanto estava se levantando. Foi uma frase normal. Era para ter sido uma piada leve. Para Regina, contudo, foi levado a sério:
— Sim. — Ela disse baixo, com um toque de remorso no tom.
Sem nem dizer tchau, o que teria sido o protocolo apropriado para uma figura pública, Regina pegou as sacolas e saiu do restaurante, endurecendo o maxilar e visualizando somente o seu objetivo.
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Mary Margaret entrou ansiosa no apartamento naquela noite de sexta e ficou feliz quando viu a colega de quarto de bom humor. Ela tinha algo para ela, e apesar da maneira como ela conseguira aquela coisa ter sido aterrorizante, ela o tinha mesmo assim:
— Você está cozinhando. — A morena disse um pouco surpresa.
— Eu aprendi — Emma se defendeu imediatamente. — Eu queria agradecer e fazer a janta, já que você me trouxe o almoço.
Mary Margaret parou, enquanto estava colocando o casaco no cabide;
— Almoço?
— É — Emma falou por sobre o ombro da cozinha. — Você não trouxe meu lanche da Granny's durante a patrulha?
— Ah, é mesmo. — A professora confirmou rapidamente. Ela não tinha saído da escola o dia inteiro, muito menos da sua mesa para almoçar. Ela, porém, se lembrou de ter visto uma sacola de viagem da Granny's mais cedo e, então, ela sorriu largamente. Ela pediu licença para ir se lavar antes do jantar e para preparar a surpresa de Emma.
— Por que você está tão estranha? — Emma mordeu um pedaço grande de galinha.
— O quê? Eu não estou estranha — Mary Margaret negou rapidamente — eu estou normal. Como que estou estranha?
— Você está me assistindo comer como se fosse uma águia. — Emma apontou para o prato vazio de Mary Margaret, que tinha comido tudo depois de 10 minutos a mesa. Tinha sido a coisa mais estranha e fascinante que Emma já tinha presenciado, ver a menor comer com pressa a galinha e as batatas.
— Eu só estava com fome. Estava muito bom. — Para enfatizar, a morena até esfregou a barriga.
— Tá bom. — Emma levantou uma sobrancelha para não rir.
Antes que Emma pudesse continuar a comer, seu prato foi tirado dela quando Mary Margaret se levantou e pegou as duas louças:
— Você deveria guardar o resto para almoçar amanhã. — Emma se virou no lugar com a boca aberta, confusa e ainda segurando o garfo.
— Eu fiz muito e amanhã é sábado.
— Porém nunca é o suficiente — a morena disse já guardando o resto de galinha meio comida numa tapaué. Quando ela guardou toda comida, ela se forçou a bocejar exageradamente, espreguiçando os braços. — Eu estou morta. Está ficando tarde, deveríamos ir para cama.
Emma se virou para o relógio:
— Não são nem 20 horas, o que você está fazendo?
A professora simplesmente sorriu e andou até seu quarto, fechando a cortina. Emma franziu o cenho, se perguntando o que diabos tinha acontecido. O som da cortina se arrastando fez a loira olhar para a colega de quarto que tinha colocado a cabeça para fora:
— E eu preciso acordar cedo amanhã, então nada de TV ou de música e você deveria ir para o seu quarto. — Emma parecia estar com nojo.
— Por favor, não diga que o Whale...
— Crê em Deus Pai, não! — Mary Margaret gritou imediatamente, antes de fechar a cortina de novo.
— Tudo bem. — Emma disse para si mesma, confusa. Ela pegou a tapaué com a galinha que ela estava comendo e enfiou o garfo na boca para carregar com a mão livre uma bebida.
Normalmente, Emma não comeria no quarto. Apesar do fusca ser uma bagunça, a loira odiava ter migalhas na cama, mas, aparentemente, ela estava de castigo durante a noite. Ela subiu as escadas e usou o cotovelo para acender a luz. Sua boca se abriu e o garfo caiu no chão quando ela viu uma barra de Snickers sobre a cama dela, com um post-it grudado nele. Ela rapidamente pôs a comida sobre a penteadeira e se virou para a cama, pegando o pedaço de papel para ler. A respiração dela parou. Ela reconheceria aquela escrita em qualquer lugar. Os lábios dela tremeram, formando um sorriso feliz e seu coração se agitou quando ela leu aquelas duas palavrinhas, perfeitamente escritas no papel.
Me desculpa.
Não era uma informação sobre o passado de Regina, mas já era algo e Emma sabia. Era algo grandioso. Ela balançou a cabeça, rindo da colega de quarto e depois colocou a barrinha de chocolate no bolso da jaqueta, virando-o para vesti-lo. Ela correu escada à baixo, batendo a bota contra metal do mesmo e pegou as chaves do carro:
— Boa sorte. — Mary Margaret colocou a cabeça para fora do quarto com um sorriso levado no rosto.
Emma retornou o sorriso antes de sair de casa.
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Aquilo tinha sido inesperado, Emma pensou, enquanto estava sentada na varanda da mansão da Prefeita. Regina não estava em casa. Sua Mercedes não estava na garagem e ela presumiu que Henry estivesse com ela. Ficar esperando tinha o efeito de ser tanto um estraga-prazeres quanto de aumentar a ansiedade. Por 15 minutos, Emma sentiu uma montanha-russa de emoções, variando de "essa foi uma péssima ideia" para "ela vai chegar daqui a pouco, o que diabos eu vou falar?". Ela não teve tempo de pensar numa resposta para essa última pergunta quando a Mercedes passou pela frente da casa e virou para entrar na garagem. Emma se levantou com as mãos enterradas nos bolsos da calça jeans.
Regina andou devagar até a frente da casa, despejando toda a confiança dentro dela, apesar das palmas das mãos estarem suadas:
— Oi. — Emma foi a primeira a falar, chegando para o lado para dar espaço para Regina na varanda.
— Olá. — A voz de Regina estava firme, mas o modo como os olhos dela estavam arregalados diziam o contrário.
— Cadê o Henry?
— Ele queria ir pescar com o David amanhã de manhã.
Elas ficaram em silêncio, Regina não se movendo para entrar em casa e Emma não se movendo para ir embora. Emma tirou o chocolate e o post-it do bolso, finalmente encontrado a voz:
— Eu recebi a sua mensagem.
— Você não comeu? — Regina soou quase nervosa com o fato. Emma soltou um riso, envergonhada com a explicação.
— Eu gosto de...
— Guardar coisas que considera especiais — Regina terminou por ela. Ela continuou quando a loira a olhou. — Eu te escuto.
Regina se aproximou quando Emma abriu a boca para falar, interrompendo os pensamentos dela. A proximidade das duas era o suficiente para se tocarem, mas nenhuma das duas fez qualquer menção de fazê-lo:
— Eu não sou boa com relacionamentos.
— Eu sei. — Emma a olhou sob os cílios. A loira pôde ver um esforço físico pelo qual a morena estava passando para soltar as próximas palavras.
— Eu tive um casamento sem amor e meu relacionamento secreto, bem, meu noivo morreu nos estábulos. — Emma estremeceu, se sentindo uma completa idiota.
— Eu...
— Você não sabia — Regina pôs a mão sobre o braço da outra. Ela continuou fazendo contato visual com Emma e sua mão apertou o braço da loira inadvertidamente para senti-la ali com ela e, apesar da linguagem corporal, sua voz continuava polida tal qual a de uma política que era. — Eu não sei se eu posso te falar tudo sobre mim, antes de eu ter adotado o Henry, mas eu posso tentar porque não seria de todo ruim se nós continuássemos isso.
Emma teve que sorrir. Até se desculpando, Regina tinha que fazer tudo do jeito dela:
— Continuar o quê?
— Nosso relacionamento. — Regina disse com obviedade, se aproximando mais um pouco para acabar com a brecha que estava entre elas, sabendo exatamente aonde Emma queria chegar. Emma se aproximou mais um pouco, pairando a cabeça a poucos centímetros do rosto de Regina.
— Nós estamos num relacionamento agora.
— Sim. — Regina falou ofegante, encontrando a boca de Emma num beijo avassalador que não passava de lábios se beijando.
Aquilo já era um começo, Emma pensou, enquanto mantinha a boca pressionada contra a da Regina. Uma admissão da morena era como ganhar na loteria e Emma era sortuda por ter ouvido duas. Emma pegou na mão de Regina e falou com a voz rouca, enquanto olhava intensamente a mulher pressionada contra ela:
— Quer um beijo para cada verdade?
— Quem está usando o corpo agora? — Regina gracejou.
— Isso não é justo — Regina gemeu, sentindo os lábios de Emma chupar a base do pescoço dela. A maior parte das roupas delas estava descartada, exceto pela blusa de Regina, que estava pendurada no braço dela, e pela calcinha de Emma. A loira tinha se acomodado entre as pernas da Prefeita, afastando os lábios do pescoço dela. Regina abriu os olhos e moveu a mão para pressionar Emma contra ela. — Aquilo era verdade.
Emma sorriu contra a pele marcada, usando a língua para suavizá-la da mordida que ela tinha dado há alguns minutos atrás. Ela tinha aprendido muita coisa sobre Regina na última meia hora. Por ter dado o nome do Henry por causa do pai, fez a morena ganhar uma lambida no lóbulo da orelha; revelar que tinha sido educada em casa, fez a loira chupar por vários minutos os mamilos da morena, provocando-os até endurecerem. Emma tinha uma proposta para uma das maiores verdades, quando a loira perguntara sobre o noivo dela e ficou mais do que surpresa e orgulhosa quando, quando menos se esperava, Regina revelou que ele trabalhava nos estábulos. Ela imediatamente se abaixou pelo corpo da Regina e se deitou para se deliciar com o sexo dela.
Com cada beijo, lambida e mordida em locais bem selecionados, a loira tinha levado a morena quase ao clímax mais vezes que podia contar, nunca concedendo ela ter o tão desejável alívio.
A Xerife continuou a atacar o seio de Regina, usando a mão livre para massagear o seio negligenciado, enquanto esfregava o seu quadril instintivamente contra a quadril da morena, contra o clitóris sensível dela. Emma nem estava mais se importando em fazer perguntas. Ela sabia que Regina fazia muito esforço para falar e ela confiava que com o tempo a morena iria falar tudo.
Sua boca se moveu para o seio negligenciado, dando o mesmo tratamento que tinha sido dado ao outro, enquanto a ponta dos dedos se moviam bem devagar na entrada de Regina, fazendo a morena ofegar e tremer por antecipação. Emma manteve a mão ali, provocando sem parar a Prefeita, enquanto esticava o copo para lamber o pescoço de Regina e depois encostar o rosto no dela, num gesto íntimo. A loira relaxou um pouco, beijando a bochecha de Regina para depois soltar um sussurro quente no ouvido dela:
— Obrigada por se abrir para mim.
Mãos insistentes arranharam as costas de Emma de cima para baixo, mantendo-as juntas, enquanto Regina replicava com a voz rouca:
— Em mais de um jeito?
— Nos melhores jeitos. — Emma beijou com força a Prefeita na boca. Seus dedos, simultaneamente, entraram em Regina, fazendo a morena gemer de prazer e afundar as unhas nas costas de Emma com satisfação.
Ela abriu mais ainda as pernas, apoiando um pé sobre a cama, trazendo a loira mais para perto e mais fundo. Ela acompanhou o ritmo das mãos habilidosas de Emma, estocada por estocada, usando as mãos para trazer a boca de Emma para o dela quando a loira se moveu para acabar com a pele não marcada.
Regina delirou quando cada estocada dos dedos de Emma entraram em sintonia com a língua dela. Tudo isso era quase demais para ela aguentar, até que Emma usou a outra mão, que estava livre, e num gesto íntimo, contrastando a ferocidade do outro membro, ela tirou uns fios de cabelo grudados no rosto suado de Regina e os colocou atrás da orelha dela. Só com esse gesto, Regina sucumbiu ao amor genuíno que Emma tinha oferecido a ela. Ela afastou a boca da de Emma, mas a colocou perto do lóbulo dela para manter os lábios pressionados em qualquer parte de Emma, enquanto um tremor delicioso acabava com cada fibra de seu corpo e preenchia cada sinapse de seu cérebro com uma satisfação inegável e felicidade.
Emma tirou os dedos de dentro dela, deixando a umidade trilhar o interior das coxas de Regina e depois massageou o quadril da morena perto de seu sexo latejante para aliviar o tremor sobre o qual a Prefeita não tinha controle:
— Eu acho que te amo.
Emma parou os movimentos dela e levantou a cabeça para olhar para mulher debaixo dela. Apesar da luxúria evidente nos olhos dela depois do orgasmo, a vulnerabilidade e a hesitação eram simples de ver:
— Verdade? — Emma perguntou baixo, olhando nos olhos da Prefeita.
Regina engoliu em seco, antes de acenar, suas mãos passeavam pelas costas e nuca de Emma para o caso da loira decidir fugir. Num movimento rápido, Emma rolou na cama para ficar de costas para a cama, puxando a blusa de Regina fora e empurrando a coxa firmemente contra o sexo sensível dela, fazendo a morena gemer e fechar os olhos:
— Eu acho que te amo também. — Emma sussurrou de volta, com a mesma expressão amedrontada no rosto.
Regina abriu os olhos e procurou os olhos da outra do mesmo jeito que Emma tinha feito com ela momentos atrás:
— Verdade? — Regina perguntou devagar.
Emma sorriu, beijando o canto da boca da morena, todo o semblante de pânico tendo ido embora:
— Pode crer.
Regina mordeu o lábio para segurar o sorriso do rosto, mas de nada serviu. Ela beijou Emma, movendo a coxa para o meio das pernas da Xerife e pressionou contra a calcinha molhada de Emma, criando uma fricção contra o sexo já sensível da mais nova. Elas se mantiveram abraçadas, enquanto Regina as movia para ficarem de lado e nunca desgrudando as bocas uma da outra, ou do pescoço ou maxilar, enquanto se beijavam desesperadamente com a nova descoberta de que elas poderiam fazer isso todo dia, sempre que quisessem e seria incrível e genuíno. Ambas mulheres começaram a se esfregar contra a coxa abrigada entre as pernas, movendo os quadris de maneira sensual, aumentando a umidade entre elas. Regina agarrou a perna de Emma e a puxou para circular seu quadril, abrindo mais ainda a loira e pressionando com mais força a coxa contra calcinha que estava grudada no sexo de Emma.
Regina sabia que o clitóris de Emma estava inchado pelo movimentos curtos, decididos e circulares que a loira fazia com o quadril, então, Regina pressionou a coxa com força contra ela, puxou ela mais para perto e a beijou com mais paixão, querendo devolver tudo o que Emma tinha feito por ela nos últimos meses. Finalmente, Emma gozou, afastando a boca da boca de Regina para ofegar por ar e gemer alto, vendo estrelas e fogos de artifício explodirem atrás de seus olhos. Sexo nunca sido tão bom entre as duas. Nunca tinha sido tão real. O quadril dela continuou a se esfregar na coxa de Regina, que continuava segurando Emma o mais perto possível, enquanto ela se agarrava às costas de Regina para segurá-la do mesmo jeito. Regina salpicou beijos desde a boca de Emma, pelo queixo dela, seguindo pelo pescoço até o ombro, esperando a loira acalmar a respiração. Com cada beijo, cada verdade e com a admissão dada por livre e espontânea vontade, tudo ficou mais claro para Regina.
Emma levantou a cabeça e depois de encará-la, ela juntou a boca dela com a da morena, onde elas pertenciam, mordendo suavemente os lábios já inchados. Não havia mais necessidade de palavras, as duas perceberam, enquanto os beijos delas, quente e necessitados, doce e insistentes mantinham a verdade.
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