Inazuma Eleven Advance: Road to Victory
2 Capítulo 1: A disputa pela representação da Escola Rosa do Amanhã: Parte 1.
Notas iniciais
Tenma abriu os olhos lentamente e rapidamente percebeu que o tenso dia anterior já havia passado. O intenso sol perturbava tanto o seu olho que o menino foi obrigado a levantar e fechar as cortinas do seu quarto. Em seguida, dirigiu-se para o banheiro e tomou um relaxante banho para despertar, após o ato rotineiro do jovem, este colocou o relógio no pulso e seguiu em direção a cozinha.
Graziela estava acabando de colocar algumas comidas típicas do local em cima da mesa junto com o suco de laranja que tinha preparado. O pré-adolescente desceu as escadas e esboçou um leve sorriso de animação, a noite fora capaz de apagar praticamente todas as lembranças más que ele tivera.
– Filho, vou trabalhar e não se esqueça de se arrumar bem e escovar os dentes, ok? – Falou a mãe do garoto, pegando sua bolsa e já preparando para sair de casa.
– Por quê? Pelo que eu saiba não tem nada pra fazer hoje... – Disse Tenma, começando a ficar preocupado e bocejando consecutivamente.
– Eu fiz a ficha no Colégio Rosa do Amanhã ontem, então tem aula hoje! Arruma depressa e vai pra lá, tem um mapa em cima do sofá pra você não se perder. – Ordenou a mulher, vendo que o filho tinha feito uma cara de desânimo. – E nem pense em me desobedecer, hein! – Em seguida, a bela adulta foi embora.
– Tá... – Reclamou o menino pegando um misto que sua mãe tinha preparado e abrindo a porta para sair da residência.- Fala sério, é impossível se livrar da escola... Ninguém dá desconto pra mim...
Olhando o endereço que estava desenhado no mapa, o garoto seguiu várias ruas até chegar ao destino. O lugar onde ele estudaria era a única escola de Veneza, e lá já era possível ver o número de imigrantes apenas pelo jeito de agir e vestir. Os japoneses e chineses para Tenma eram os mais fáceis de ser reconhecidos. Surpreendente o jovem não tinha puxado a característica dos olhos puxados do pai.
– Eu não imaginava que era tão grande aqui!- Exclamou o pré-adolescente, olhando o tamanho do lugar e vendo que haviam vários prédios para os estudantes e professores.
– Ei, fecha a boca, senão vai comer mosca! – Avisou um jovem passando perto do recém-chegado e esboçando o leve sorriso.
– Gio! – Falou Tenma sorrindo alegremente ao encontrar o colega que tinha visto no dia anterior.
– E aí? – Cumprimentou Giotto, levando sempre nas mãos o caderno com os desenhos que fazia. – Você tinha razão, hoje vou testar a formação 4-3-3!
– Legal, hehe! – Disse o menino de cabelos marrons, ficando feliz com a sugestão ter sido aceita. – E qual série você tá?
– 3º ano do Ensino Médio! – Admitiu o garoto de pelos pretos. – E a sua?
– Bom, provavelmente vai ser a 8ª, minha mãe que me inscreveu! – Falou Tenma, impressionando Gio e ficando meio triste pelo fato do colega estar em outro lugar.
– Mas você parece ser novo demais pra tá lá... – Analisou Giotto, olhando de cima a baixo o recém-chegado.
– Mais ou menos, tenho facilidade em algumas matérias e estudo muito, por isso no Japão já me adiantaram para outra série. – Encerrou Tenma, olhando o relógio e vendo que já estava atrasado para seu primeiro dia.- Tenho que ir, tchau!
– Então tá... – Disse o garoto, abrindo o caderno e pensando em como convenceria o seu time a usar a nova formação.
Matsukaze começou a correr velozmente seguindo as placas que encontrava que apontavam a sala onde ele estudaria. Estranhamente elas pareciam ter sido desenhadas por alguém de péssimo talento artístico, talvez essa pista pudesse acabar com a armação de algum estudante travesso. Contudo, o menino imigrante não podia perder tempo e por isso acabou seguindo as orientações falsas, até dar de cara com um professor que levava algumas pranchetas na mão. Sem perceber, Tenma acabou batendo de frente com o profissional que jogou todos os materiais para cima no impacto caiu no chão.
– Opa, foi mal... – Disse o pré-adolescente colocando a mão na cabeça indicando vergonha e percebendo que o homem tinha ficado com raiva.
– Correção, vai ser mal! Matsukaze Tenma, não é, o moleque novo... – Falou o adulto, escrevendo algumas coisas num papel que tinha pegado do chão. – Meu nome é Accoli Amadio, sou professor de Física. – Em seguida, o desconhecido apontou com o dedo para uma porta que havia por ali perto.- Vai, antes que eu já te coloque na suspensão! E amanhã venha com o uniforme, aqui não é parquinho de diversões ou alguma festa!
Seguindo o mestre, o jovem chegou rapidamente a sua sala e imediatamente sem olhar para os colegas sentou-se numa carteira que havia por ali perto. Mas ele sabia que era ao lado da menina que ele tinha evitado no dia anterior.
– Tenma! – Exclamou Carina ao ver que o pré-adolescente iria sentar perto dela. – Que legal, somos da mesma sala, deixa eu adivinhar você também mudou de série por causa que é muito inteligente, não é? Viu como combinamos! Quer ver? Qual o seu filme favorito, livro mais lido...
– Calma, não precisa se desesperar... – Interrompeu o jovem, abaixando a cabeça e mexendo a cabeça negativamente para si mesmo.- O que fiz para merecer isso?
Logo, o Professor entrou na sala de aula e velozmente já foi indicando com o dedo para todos se sentarem, visto que ainda havia alguns alunos de pé. O adulto possuía olhos pretos, cabelos castanhos e feição séria, muitos estudantes acabaram ficando espantados ao perceber que o instrutor parecia bravo.
– Meu nome é Accoli Amadio, sou professor de Física. Meu filho me acha muito calmo, mas quando me irritam... – O homem nem precisou continuar, pois todos já tinham se espantado com o rosto do mestre.- Por isso se comportem e nunca me verão nervoso. A propósito eu não gosto de perder tempo e por isso, Matsukaze Tenma, o menino novo não será apresentado. Depois vocês se conhecem!
– Sim! – Respondeu a classe inteira, vários olhares de várias meninas que olharam de modo estranho para o estudante novo.
– Puxa, ele é um gato, hein! – Disse Rita, provocando ciúmes em Carina.
– Pode até ser, mas já tem dono! – Falou a garota, agarrando o braço de Tenma e ficando nervosa.
– Ei! – Tentou rebater o menino, mas percebeu a feição extremamente raivosa da adolescente.- Deixa pra lá...
Accoli inicou a aula e começou a explicação sobre vetores, Matsukaze estava entediado com a matéria e acabou dormindo. Carina ao perceber que o garoto havia dormido agarrou o mesmo pelo pescoço e deu alguns tapas nele acordando-o no mesmo momento.
– Que isso! – Perguntou Tenma, dando um forte grito e chamando a atenção do Professor.
– Ora, é somente a hipotenusa dos dois vetores que resulta em somar as direções. – Explicou o Profissional, mas se espantando com o modo como o aluno tinha perguntado.
– Legal, valeu... – Disse o menino, sentando consecutivamente e pensando: ”Ninguém merece, nem dormi posso mais, que menina chata!”
As horas demoraram a passar e a cada aula o jovem se desinteressava cadê vez mais, como se não bastasse a pressão que recebia de Carina, nenhuma matéria lhe interessava e quando chegasse em casa teria que estudar tudo o que tinha perdido. Contudo, o recreio tinha chegado e pelo menos por trinta minutos poderia descansar de tudo que já estava passando. Fugindo da “amiga” o pré-adolescente pode finalmente se dirigir ao campo de futebol da escola.
Alguns jovens já jogavam uma partida e aquele ato pode finalmente abrir um sorriso no pequeno homem de doze anos de idade. Quem se destacava era Gio que tirava a bola de todos os atacantes facilmente. Tenma não aguentou e correu até o campo interceptando com velocidade um passe e driblando vários defensores até marcar o gol.
– Incrível! – Falaram todos os jogadores, com exceção de Giotto que ficou sério.
– Interessante, você parece ter muita experiência no futebol... – Disse o menino de cabelos pretos aproximando de Matsukaze.
– Sim! Eu fazia parte do time titular da Nova Raimon, mas tive que sair por motivos pessoais. – Explicou o garoto, sorrindo com alegria e pegando a bola que estava presa na rede.- Mas deixa de papo vamos jogar!
– Só com a minha permissão! – Gritou uma voz vinda das escadas onde dois estudantes iam guiando o principal até o campo.
– Enzo! – Exclamou Tenma, ficando com muita raiva ao lembrar-se do que o jovem tinha feito.
– Sinceramente, eu preferia jogar com pessoas da minha classe, mas devemos levar em conta que são poucos que se parecem com alguém tão perfeito como eu! – Disse o rapaz, aproximando do garoto de cabelos marrons e rindo com ironia. – É verdade que você tem a honra de estudar num Colégio tão honrável como esse?
– Olha aqui, já estou cansado de suas palhaçadas, você fica se achando só porque possui uma habilidade? – Perguntou Matsukaze, indo até o centro do lugar e colocando a bola no chão. – Quero ver você me vencer sozinho, sem técnicas!
– Hum, pode até ser um treino bastante interessante, afinal treinar com vermes nunca é demais... – Caçoou Enzo, andando até o meio de campo e esperando o chute inicial.
–Então vamos lá! – Esbravejou Tenma dando um forte chute para o alto e saltando para dominar a bola com perfeição.
– Haha, que patético! – Disse Leonel, correndo com uma velocidade intensa que parece ter sido teletransportado para cima.
Em seguida, o rapaz tentou tomar a bola de Matsukaze que tentava mantê-la sobre os pés, mas a velocidade do rival acabou desequilibrando o mesmo que bateu o traseiro na grama e sentiu a pontada de dor. Consecutivamente o pré-adolescente se levantou e tentou ir atrás de Enzo que ficava parado esperando a chegada do adversário.
– É inútil! Minha qualidade é muito melhor que a sua! – Falou o estudante rico, pegando a bola e fazendo um chapéu em “Tenma” que se sentiu profundamente humilhado. – Haha, chega, o recreio está acabando e preciso concentrar minha mente na aula.
Enzo deu um pequeno toque na bola para cima e chutou com intensidade mandando-a na direção do gol com uma força espantosa. As redes foram destroçadas pelo impacto da esfera e todos se assustaram com aquele ato. Giotto acenava a cabeça negativamente para o pré-adolescente que permanecia deitado na grama sem ter vontade de levantar, ele não conseguira nem dar aperto para o rival.
– Você não devia ter feito isso. Enzo Leonel é muito bom no futebol, está na minha equipe. Mas, numa coisa concordo com o pessoal da escola, ele é chato demais. – Falou Gio, ajudando o novo amigo a levantar. – Vou pedir ao diretor para me deixar jogar pela classificação no time da 8ª série, não suporto mais essa idiotice dele...
– Como assim? Que competição é essa? – Perguntou Matsukaze, limpando da sua roupa alguns pedaços de grama que ficaram presos no seu corpo.
– Sempre ocorre no Colégio uma disputa pela representação nos jogos nacionais. Disputam quatro etapas, oitava série, primeiro ano, segundo ano e terceiro ano, o vencedor será escolhido com base no resultado das competições. De forma que três vitórias consecutivas classificam o time para a partida final. Sempre o time de Enzo se classificou com facilidade e por isso nunca teve aperto nenhum nesses jogos. – Explicou o menino de cabelos pretos, despedindo do amigo.
– Hum... Talvez possa ser a oportunidade que eu estava esperando... – Pensou Tenma, voltando para a sala de aula ao perceber que o sinal tinha sido tocado.
Continua...
No próximo capítulo:
Olá, Tenma voltando!
Quando volto para a sala de aula, Carina está me esperando novamente. Cara, essa garota é muito chata e infelizmente não posso fugir dela porque sinceramente ela me deu medo na hora em que fui falar com ela. Ah, mas enfim, no final da aula conheço finalmente o time da 8ª série e junto com a notícia que Giotto virá para a equipe também entrarei no time! Sem contar que o técnico é muito misterioso galera!
Capítulo 2: A disputa pela representação da Escola Rosa do Amanhã: Parte 2:Eraldo Giacomelli!
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