Inapropriado

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Ahhhh, consegui escrever pro dia deles! Espero que esteja com algum sentido porque não revisei muito x'DDD

Choromatsu tinha a habilidade de atingi-lo onde mais podia doer. O terceiro irmão não precisava ser um especialista em beisebol, ele só tinha que estar no lugar errado, na hora errada... Melhor, Jyushi quem era o mais desafortunado, uma vez que tinha o privilégio de ver o amor da sua vida contente por causa de alguém além dele.

Era uma questão que vinha de lugar nenhum para também desaparecer do nada como bolhas de sabão que aparecem para ter um tempo de vida breve. Tratava-se de algo que ele esperava ter superado quando conheceu sua quase namorada, pois eles tinham se divertido tanto... mas a relação deles tinha chegado a um ponto que não podia ser mais superado. Permaneceram amigos.

E ele se manteve com o coração quebrado duas vezes. Uma pela relação daqueles irmãos mais velhos que superava a de irmãos: eram parceiros de brincadeiras, eram os melhores amigos de infância. A segunda vez porque, uma vez que não tinha realmente conseguido se apaixonar por outra pessoa, Jyushi não poderia se ver livre daquele ciclo de ver o terceiro irmão e sentir um sentimento amargo que ele gostaria de não sentir.

Osomatsu podia interagir com qualquer um dos irmãos, assim como Iyami, Chibita, Totoko, seus pais... mas Jyushimatsu não podia negar para si que sentia um sentimento de que tinha perdido o jogo quando via Choromatsu feliz e isso o perturbava. Não queria odiar, era um peso que parecia querer consumi-lo sem deixar qualquer pedaço.

Era Akumatsu em seu ouvido, sussurrando de forma convidativa, para tentar estrangular Choromatsu em seu sono, discretamente e sem dor.

Ele devia ser o mais brilhante de todos, ele devia ser o oposto do terceiro irmão. Jyushi era os sorrisos que Choromatsu apenas daria em seus momentos mais tranquilos. Contudo, devia ser como o irmão mais novo uma vez havia teorizado: seria a sombra do sol tão alta quanto o seu brilho? Ele seria o mais obscuro? Porque mesmo Ichimatsu não seria capaz de imaginar um homicídio a cada noite... Ichimatsu queria amigos mais do que tudo. Ele não.

Porque ele sempre foi o mais feliz de todos eles. Não tinha porque ele ficar triste, não tinha porque Jyushimatsu tentar arruinar a felicidade de seu irmão mais velho. E por Osomatsu se preocupar tanto com Choromatsu, mesmo que na maior parte do tempo tentasse camuflar isso, era um motivo a mais para mantê-lo em uma linha de sanidade.

Entretanto, acabava que a paranoia aparecia e sumia como as bolhas de sabão. Em cima do telhado, com a manga do moletom sobre a boca, de expressão pensativa, muitas coisas se passavam pela sua cabeça.

Às vezes via com surpresa o fato de ainda estar respirando e bem. E, mais importante, sem machucar o cotidiano que ele tanto prezava. Jyushimatsu ainda conseguia sorrir para o terceiro irmão e ser sincero quando fazia aquilo, ainda que não fosse sempre. Osomatsu puxava as suas bochechas de brincadeira e Jyushi ria.

E o quinto irmão quase revelava alguma coisa. Todavia, antes de fazê-lo, se calava colocando as mangas do moletom sobre a boca. E com a desculpa de ir fazer um dueto com Karamatsu, saía dali, quase chorando, quase se perdendo outra vez.

O céu estava tão azul quanto no dia anterior para então se tornar o laranja lindo que seria a história dele e do primeiro irmão se Jyushimatsu agisse como estava em seu doujin. Não era como se ele fizesse aquele tipo de coisa sempre, pelo menos utilizando ele mesmo como personagem. Jyushimatsu não gostava de fazer aquilo por mexer ainda mais com suas esperanças.

Então, geralmente evitava, mas aquele em especial ele guardada com alguma obsessão.

Falar alguma coisa era como explodir várias bolhas de sabão ao mesmo tempo. Palavras frágeis e parasitas que de tanto tempo alojadas em seus pulmões os tinham enfraquecido a ponto de que ele tinha medo que ele em si já teria apodrecido antes de as libertar. Talvez fosse verdade. Mais do que nunca ele via tudo tão transparente... De alguma forma, ironicamente, ele conseguia ver asas, mas não em si mesmo.

— Jyushimatsu. Olha o que eu achei! Que sorte, hein? — Osomatsu disse, levantando um pote de lámen instantâneo de forma triunfante.

O tempo que tinha passado sozinho no telhado ainda estava presente em sua cabeça, então ele divagou um pouco antes de responder:

— Ah... três minutos! Sem trapaça, Osomatsu-nii-san!

— Quem você acha que eu sou, a confiança em pessoa. — Osomatsu apresentou a si mesmo com a mão livre. Para depois se aproximar de Jyushimatsu, a ponto de apenas alguns centímetros separarem um rosto do outro, com um olhar desconfiado. — Hum, deixando isso de lado por um momento... ‘tá com algum problema, Jyushimatsu? Choromatsu disse que você anda um pouco estranho... Karamatsu também... Todomatsu... ah, você entendeu! Não está apaixonado de novo, não é?

Primeiro Jyushimatsu tinha engasgado com a aproximação repentina do outro. Depois, ficou branco com a acusação para então o rosto ficar vermelho, não como Karamatsu poderia ficar, mas perto.

Dessa forma, Jyushimatsu poderia desviar o olhar, mas o olhar de Osomatsu estava muito intenso para ele conseguir fazer algo assim. A pressão poderia ter feito Todomatsu começar a chorar, Karamatsu falar mais simples, Choromatsu apagar, Ichimatsu defecar e, como parceiro de brincadeira de Ichimatsu na infância, Jyushimatsu foi por um caminho parecido: ele acabou mijando nas calças.

Como estava bem perto dele, Osomatsu não demorou a sentir os efeitos da ação e falou aborrecido:

— Ai! Você só precisava ter negado e eu fingia que acreditava! Não precisava ter chegado nesse extremo não!

Depois de tanto tempo de questões aparecendo e sumindo de sua mente, naquele momento de reações fisiológicas Jyushimatsu não estava pensando em muita coisa além de que, estranhamente, não haveria um momento melhor para uma questão inapropriada ser resolvida do que uma outra.

Então, Jyushi pegou Osomatsu pelo colarinho do pijama e o beijou. Ouviu alguns gritos de incredulidade por parte do primeiro irmão que, apesar de não ser alguém tão sério com a limpeza quanto Todomatsu provavelmente não gostaria de ter sua roupa suja por mijo alheio. Por isso, o beijo não teria sido tão longo. Contudo, nada que tirasse o sorriso dos lábios de Jyushi depois.

Ainda que Choromatsu e Todomatsu, que provavelmente estavam voltando da ida ao banheiro que o sexto irmão havia pedido até ouvirem os gritos, tivessem flagrado o que Jyushi havia feito, menos o beijo, e ficado histéricos acordando os Matsunos restantes.

Nada apagava de sua mente o rosto vermelho de Osomatsu ao encará-lo durante e após toda a confusão ter se acertado. Talvez Jyushimatsu pudesse desenhar mais alguns doujins deles dali em diante.

Notas finais
Nos vemos! (Osojyushi/jyushioso day yeaaah)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!