In the End
8 Capitulo 7
Notas iniciais
Queria pegar meu celular e mandar milhares de mensagens ameaçadoras para Thea por me deixar passar por isso. Queria obriga-la a vir me buscar onde quer que ela estivesse, mas ao mesmo tempo queria mostrar que não era infantil e que poderia sim ficar quatro horas no mesmo lugar que Oliver Queen, afinal de contas era só um carro.
Agora por causa dessa minha amiga maluca, estava pressa neste carro fechado por horas incontáveis e intermináveis com meu ex marido, sentindo o cheiro de seu perfume se espalhando pelo carro, o cheiro entrando pelas minhas narinas de um jeito perturbadoramente delicioso que deveria ate mesmo ser expressamente proibido, que me despertava sentimentos e memórias que queria deixar guardadas.
Eu ficaria louca antes mesmo de chegar na metade do caminho.
Naquele dia ao sair para trabalhar fiquei surpresa em vê-lo dentro de seu carro parado em frente ao meu apartamento.
Assim que comecei a andar em sua direção, ele abaixou desceu a janela do passageiro e se esticou todo para poder deixar a porta aberta.
Um pouco confusa olhei para trás para ver se ele não estava esperando outra pessoa que não fosse eu. Ficaria bastante constrangida se a porta não estava sendo aberta para mim.
A verdade era que estava totalmente impressionada ao vê-lo. Fazia um tempo que havia virado amiga de Oliver Queen e John Diggle mais nossas conversas eram sempre limitadas ao café preferido deles ou minha mesa no departamento de TI. Mesmo que isso no caso fosse frequente e já um ano. Havíamos desenvolvido uma amizade incomum, porém forte e verdadeira.
— Olá Felicity. – ele disse quando me aproximei o bastante do carro para ouvi-lo.
Ele estava bonito como sempre, porém diferente dos outros dias, não estava com seu terno de negócios como nas Consolidações Queen, vestia uma calça jeans escura e uma blusa de moletom cinza, bem mais a vontade de qualquer outro dia que já tenha o visto.
Como não disse nada ele continuou.
— Entre Felicity. Irei acompanha-la ate o serviço.
Constrangida de uma forma que nem eu mesma sabia que poderia ficar, tentei recusar, mas Oliver não aceitava um não como na maioria das vezes.
— Chegarei bem mais cedo do que costumo chegar. – comentei enquanto colocava o cinto de segurança. – Obrigada.
— De nada respondeu sorrindo. – Mas esta é a minha intenção.
— Me fazer trabalhar mais?- perguntei — Pensei que você tinha acabado com aquele negocio de retirar arquivos de notebooks acertado com balas.
— E acabei mesmo. – respondeu rindo. – Mas não é sobre me ajudar, e sim para você poder tomar café comigo. Chegando mais cedo sobra tempo não é mesmo?
Ele se aproximou de mim tirando uma mecha de meu cabelo que havia caído em meu rosto, chegou tão perto que eu podia sentir sua respiração, e meu coração começou a acelerar me traindo.
Oliver Queen era o sonho de homem para qualquer mulher que admirasse a beleza de um homem, e se ele queria que mantivesse o foco em qualquer coisa, ele não devia chegar assim tão perto de mim.
Minhas bochechas esquentaram porque logo imaginei como seria um beijo seu, tinha plena consciência de nossa proximidade tanto fisicamente como sentimentalmente, já havia percebido uma tensão de nós, Diggle sempre me enchia em relação a isso, mas para mim era normal, eu havia me sentido atraída por Oliver Queen desde o primeiro dia que o vi.
Sempre fantasiava com algo inalcançável.
Estava consciente naquele momento de cada movimento seu, o perfume que estava impreguinado em seu carro e me senti um pouco constrangida quando me peguei aspirando aquele cheiro como uma adolescente maluca.
E então Oliver se afastou e deu partida em seu carro, nos levando para algum, ia começar a listas alguns desses lugares em minha mente mais perdi a linha de raciocínio quando ele acariciou minha mão e a entrelaçou em seguida, deixando as duas em seu colo. Não sei como ele conseguiu dirigir com apenas uma das mãos, mais fomos assim o caminho todo. Meu coração acelerando cada vez mais, que tinha quase certeza que ele poderia ouvir.
Reespirei fundo tentando me concentrar na estrada, assim como naquele dia tinha plena consciência de quem estava ao meu lado, do seu perfume, da nossa proximidade mesmo que neste casso estivéssemos distante dos sentimentos amorosos.
Ele me agarrou por trás e beijou meu pescoço fazendo com que me arrepiasse toda. Ele sabia como me distrair com facilidade.
— Oliver! – reclamei soltando minha caneta e o caderno.
— Amor... – resmungou se afastando lentamente.
— Oliver preciso terminar isso e você não esta ajudando. – falei o encarando.
— Só quero um beijo. – pediu erguendo um dedo indicador.
Olhei bem para sua carinha, como eu amava esse homem, como ele conseguia fazer eu esquecer das coisas, e me fazia fazer tudo por ele, apenas com um olhar, ele não precisava nem se esforçar.
— Um apenas. – respondi rindo.
Ele não perdeu tempo e colou nossos lábios em um beijo calmo. Suas mãos subiram para minhas costas e as minhas foram parar em seus cabelos. Ele me segurou pela cintura e me puxou para mais perto ainda de seu corpo.
Ai meu Deus! Gritei internamente, de repente sentindo o espaço entre nós diminuir.
Abri a janela do meu lado fazendo com que o vento gelado me deixasse longe do passado e me mantivesse na realidade.
— Esta maluca? – Oliver falou ao ser atingido pelo vento.
Aqui onde estávamos devia estar fazendo uns dez graus, então resolvi deixar passar sua pergunta sobre eu estar maluca.
— Esta calor. – me defendi, mas ele não pareceu ligar e mexeu no painel do carro subindo a janela.
— A janela desde lado é minha. – falei enquanto parava em sinal vermelho e me virei para ele – Então eu escolho como ela deve ficar, e vai permanecer aberta. – abaixei novamente.
Oliver era insuportável de mais, apenas tinha essa carinha de bom moço , a verdade era que apenas enganava, não conseguia entender como havíamos nos casados.
— Felicity pelo amor de Deus a rua. – gritou ele desesperado.
Pela segunda vez no dia havia pego a mão errada da rua. Voltei imediatamente para a certa assustada e com o coração acelerado, recebi algumas buzinadas e alguns xingamentos.
— Chega! – ele gritou retirando o cinto. – Encosta o carro, eu assumo daqui.
— Não.
— Encosta o carro Felicity. – disse ameaçadoramente.
Seu tom de voz me assuntou e meu nome sendo dito por ele dessa forma fez meu coração apertar. Parei o carro retirei o cinto de segurança e sai do veiculo, meus olhos se encheram de lagrimas. Lembrava apenas de Oliver usar esse tom comigo em nossas ultimas brigas antes da separação.
Dei a volta por trás do carro para não dar de frente com ele, obriguei as minhas lagrimas a não saírem e entrei no carro.
Passei as mãos no cabelo respirando fundo tentando não me sentir sufocada por aquele sentimento que costuma sentir, de quando Oliver começou a agir dessa forma comigo, meu coração se apertava e se tornava difícil respirar.
Encostei a cabeça no encosto fechando os olhos tentando não me lembrar das coisas que lutava todos os dias para esquecer.
— Desculpa Felicity. – disse baixinho.
Me limitei a responde-lo ou fazer qualquer movimento.
— Não quis falar deste jeito com você, só não queria que algo...
— Chega Oliver, eu entendi.
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