In the End
4 Capitulo 3
Notas iniciais
PDV FELICITY
Theres always something in the way.
(Sempre tem algo no caminho.)
Theres always something gettting through
(Sempre tem algo passando.)
Its not me, its You. Its You.
(Não sou eu, é você. É você.)
Finalmente desembarquei em Coast City, estava começando a pirar dentro daquele avião fechado com todas as pessoas quietas fechadas em seus mundinhos do celular e tablet. O que me fez lembrar que poderia ter baixado um joguinho para me distrair durante a viagem, e não me distrair com um roteiro para quando encontrasse Oliver Queen.
Olá Felicity, ele diria.
E eu responderia com:
Olá pra quem? Ou então, Olá Oliver, com um sorriso enorme para mostrar que sou muito feliz sem ele na minha vida.
E quando o assunto do divorcio surgisse:
Estarei esperando sua presença na data marcada, espero que leve a sério isso pelo menos. Meu tom de voz seria firme, onde ele não pudesse revidar.
Qual era mesmo a minha idade para ficar criando roteiros para saber o que falar ou fazer? Sou uma mulher crescida.
Então depois de uma viagem entediada e cansativa meu humor mudou um pouco quando ao sair do desembarque do avião vi a enorme fila que estava para poder alugar um carro. Thea tinha me colocado em um aeroporto que ficava a quilômetros de distancia da casa de Diggle e Sarah, e para chegar demoraria cerca de algumas horas, sem um carro seria quase impossível chegar a meu destino antes do anoitecer.
Mas também não era motivo para entrar em crise, fui ate a saída do aeroporto para onde ficava os taxis, mais desisti no mesmo instante, a fila estava ainda maior que a do aluguel de carros, e chegar ate a casa de minha mãe de taxi poderia ser ainda mais difícil, já que não sabia se eles me levariam direto para lá por ser longe. Então voltei para a fila do aluguel de carros, carregando minhas malas para dentro do aeroporto novamente.
Foram duas horas de fila quando minha vez finalmente chegou.
– Boa Tarde! – falei à mulher que me atendia
– Boa Tarde. – respondeu ela, não tão empolgada quanto eu.
A mulher aparentava ter uns vinte e sete anos e obtinha um sorriso simpático no rosto.
– Gostaria de alugar um carro por uma semana. – falei.
Não pretendia ficar mais que dois dias na verdade, e durante os dias que antecediam ao aniversário de Sara, poderia sair e visitar alguns amigos. O carro seria bem útil.
– Seu nome completo e endereço de onde irá ficar por favor. – pediu.
– Felicity Smoak. – respondi e em seguida passei o endereço.
Entreguei a ela meus documentos e ela revezou olhares entre mim e o documento em sua mão. Depois de analisar mais um pouco terminou de fazer a fixa.
– Senhorita lamento dizer, mas terá que esperar o próximo carro chegar. Tivemos um aumento da procura em nossos serviços hoje, assim que o carro estiver disponível a chamaremos, se não tiver problema, ou caso prefira recorrer a outro meio fica a vontade.
Olhei para ela desconfiada, meu outro meio chamava-se Thea Queen que nem se quer tinha tido o trabalho de me buscar no aeroporto.
– Sem problema algum. – respondi – Estarei esperando logo ali. – apontei para umas cadeiras que estavam vazias.
As duas pessoas que estavam atrás de mim murmuram algo irritadas e sumiram de vista, talvez decidindo pegar um ônibus ou então um taxis.
Estava cansada, com dor de cabeça e morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas não podia sair daqui agora, e com essa quantidade de malas que havia trazido seria impossível entrar no banheiro sem que deixasse a maioria delas para o lado de fora. Como me recusava a ser roubada preferi ficar sentada esperando meu carro chegar.
A hora que tinha chegado o aeroporto estava lotado com varias pessoas desembarcando de voos comerciais, e devia ser por isso que tive uma grande dificuldade em retirar minha mala daquela coisa que ficava girando. Ela passou por mim no mínimo três para então conseguir pega-la com a ajuda de um homem muito bondoso, se não provavelmente estaria ainda lá tentando pega-las.
Porém agora o aeroporto estava calmo e com poucas pessoas circulando nele, a maioria delas estavam acompanhadas da família, provavelmente aproveitando as ferias. Cost City era um lugar com muitos pontos turísticos e com belíssimas praias, um ótimo lugar para descansar.
Depois de analisar o lugar por um breve momento comecei a procurar meu celular que não tinha o visto desde que saíra de casa, procurei primeiro na minha bolsa de mão mais não consegui encontrar, cheguei ate a abrir as outras mais não obtive sucesso.
Tinha ficado de mandar um mensagem para Roy e Barry avisando que havia chegado.
– Cadê você celular – falei sozinha enquanto revirava novamente uma das bolsas. – Por favor que não tenha esquecido em Central City.
Joguei a bolsa em cima da outra derrotada, abaixei a cabeça segurando meus cabelos enquanto apoiava meus braços em minhas pernas. Tinha que aceitar o fato de ter esquecido o celular em casa e que não tinha como ligar para ninguém por não saber nenhum numero de cor.
Na verdade ate existia um que conhecia muito bem, mas me recusava a pedir ajuda dele. Conseguiria me virar sem um celular. Ainda me restara um pouco de orgulho.
Por isso liguei meu tablet e mandei uma mensagem para minha mãe avisando que demoraria mais que o esperado para chegar. Como eu amava a tecnologia, e a odiava por me deixar tão preguiçosa a ponto de não lembrar o numero de ninguém a ponto de ter que usar o Messenger do facebook.
Códigos eram super fácil certo Felicity? Rackear a Inter Pol também — não que eu fizesse muito isso — mas gravar o numero do celular da sua mãe era complicado? Cadê sua inteligência nessas horas?
– Falou comigo? – perguntou um Senhor ao meu lado.
– Não, desculpa. – sorri amarelo, pelo jeito eu havia falado sozinha de novo.
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