Notas iniciais
Como vão? Tudo bom? Ignorem o fato desse capítulo estar mais curto que os outros, pelo menos eu o trouxe mais cedo, né? ;-; Está mais curto porque eu queria muito postar hoje, MAS a inspiração me fugiu várias vezes... acontece.

O que aquilo significava? O que ele tinha feito de tão ruim para aquele que, há poucas horas confessou estar apaixonado por si, não querer vê-lo por “um tempo”? Não, alguma coisa não estava certa, tinha certeza disso. Aizawa nunca seria infantil a ponto de não querer conversar mais sobre aquilo apenas por ter levado “um fora” o que na verdade nem foi o caso.

Ele lê novamente aquelas mensagens, não havia motivos para All Might-san estar mentindo para si, mas ele simplesmente não podia crer. Logo ele se lembra, aquela sensação que o rondara por toda a tarde, alguma coisa tinha acontecido com o moreno, tinha que ser isso, algo que de alguma forma jogava a culpa para si, mas o que teria sido?

Eu (03:52): O que aconteceu, All Might-san? Eu não fiz nada com o Aizawa, ele que fugiu de mim de repente logo de manhã e não voltou mais pra casa. Please, tell me como ele está.

Enviada. Não sabia se deveria contar a confissão do outro, provavelmente não, não queria ter de enfrentar a raiva do moreno quando descobrisse que contou.

Yagi Might (03:52): Não fez nada? Então está me dizendo que aquilo que você disse não é nada?

O que disse pra ele? O que tinha dito a ele? Não conseguia entender o que o loiro estava dizendo, todas as mensagens pareciam não ter sentido algum aos olhos do dono dos orbes esverdeados.

Eu (03:52): Não All Might-san, eu não disse nada pra ele. BUT já que você parece saber tanto, me diz o que caralho você ACHA que eu disse.

Já perdia a paciência, aquele tinha sido um dia longo, onde ficara o tempo todo pensando no que tinha feito, se de fato tinha agido de forma errada, mas não tinha. E agora precisava receber desaforo de quem nem ao menos sabia da história toda? Era o bastante para fazê-lo perder a cabeça.

Yagi Might (03:53): Perdão Yamada. Acho que ambos devemos nos acalmar agora, seria ótimos nós nos encontrarmos para conversar isso, mas por enquanto seria um problema você vir até minha casa.

Hizashi revira os olhos, todos pareciam agir como se ele ainda fosse um adolescente que não sabe esfriar a cabeça. Mas ele sabia exatamente o que iria fazer, estava farto de não saber o que acontecia com o moreno, e de não saber o motivo para o outro loiro ter se metido na história toda. Decidido então pela pior atitude que poderia ter na manhã seguinte, o loiro escandaloso manda aquela mensagem.

Eu (03:53): Ótimo.

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Não conseguia dormir, na verdade, mal conseguia fechar os olhos sem ver os olhos verdes exalando frieza o encarando. Ele leva as mãos até o meio das pernas, –Com o movimento sente alguns músculos do braço e das costas, enrijecidos pelo estresse, doerem, como se há muito não fossem usados. –a elevação que se encontrava novamente ali faz seus olhos arderem de raiva.

Pensava que o efeito daquela maldita droga tinha ido embora junto ao banho frio, porém, ali estava ele novamente, tentando ignorar o membro rígido dentro de suas calças enquanto tentava esquecer aqueles olhos que agora atormentavam seus pensamentos, sendo que há poucas horas eram eles o que o acalmava.

Aizawa se vira para o outro lado. Deitado há poucos metros de si estava a pessoa que, de repente, sem nem ao menos pensar sobre, o estava ajudando. Ele crispa os lábios, não podia fazer o que queria na casa do loiro, não daria esse trauma àquele que se dispôs a salvá-lo quando mais precisava, não sendo culpa dele o fato de não querer ser salvo.

Não sabe ao certo quando, mas o moreno acaba caindo no sono, afinal, estivera o dia inteiro andando pela cidade, nada mais normal do que estar exausto.

Na sua frente, dois loiros o encaravam preocupados, um par de olhos azuis elétricos e um par de olhos esverdeados, seus braços estavam erguidos, como se para ajuda-lo a se levantar. Não sabia o motivo, mas eles estavam altos em demasia, pensa então que estava preso em um buraco, mas ao olhar para baixo percebe que na verdade ele que estava muito baixo, como uma criança acuada sendo amparada pelos pais.

Seu corpo se movia sozinho, antes que pudesse perceber estava aceitando o par de mãos erguidas para si. Por um momento, sente como se todos os males fossem levados para milhas de distância. Sentia-se mais leve, a liberdade inebria todo seu corpo, não tinha como saber e mal se importava com isso, mas naquele momento, seus olhos negros ganham novamente algum brilho de vida, naquele momento não importava o que tinha acontecido consigo, até porque ele nem ao menos se lembrava.

Mas logo esse momento belo se transforma; os loiros o erguem apenas alguns centímetros antes de ter suas feições mudadas por completo. Antes ele conseguia enxergar por completo as feições preocupadas de Hizashi e Toshinori, porém, ambas somem, tudo ao seu redor se torna negro, assim como o rosto dos dois, conseguia enxergar agora apenas o brilho maligno que ambos exalavam. O moreno se assusta, consegue soltar seus braços das mãos que os apertavam, pensando que cairia novamente no chão onde antes estava caído. Mas esse “chão” não existia mais.

Como se caísse em um buraco, Aizawa se sente ser engolido pela escuridão. Todavia, não era aquela uma escuridão comum; pura, sem qualquer sombra de luz, porém ainda sabendo onde está e o que pode estar a sua volta. Não fazia ideia de onde estava, e aquela escuridão não parecia se limitar apenas aos seus olhos, sentia ela engoli-lo por completo, adentrando por completo seus pulmões e roubando seu ar. Mesmo assim, ele não se debate, apenas se permite ser levado cada vez mais adentro daquela escuridão sem fim.

Um som alto o faz olhar para o lado, com muito esforço ele consegue enxergar, também sendo engolido por aquele líquido negro estava aquele loiro; Watabane Ayato. Ao contrário de si, ele se debatia e parecia ser puxado para baixo por mãos famintas. De repente tudo para, as mãos e o homem, ele se vira lentamente e encara fixamente os olhos do moreno que observava. Um sorriso sádico desabrocha nos seus lábios.

Olha quem está aqui! Finalmente poderemos brincar de verdade. –Sua voz estava abafada pela água, mas ainda assim, de alguma forma, Aizawa sabia o que ele tinha dito.

Logo que termina aquela frase, o moreno nem ao menos tem tempo para assimilá-la antes de sentir várias mãos puxarem-no para baixo. Com o susto, acaba soltando o pouco ar que ainda tinha nos pulmões, ele tenta inutilmente se agarrar as bolhas que se afastavam, como se pudesse voltar a respirar desse modo, o que obviamente não acontece. Aizawa luta contra as mãos, queria livrar-se da apneia que o fazia entrar cada vez mais em desespero.

De repente, aqueles olhos verdes aparecem na sua frente, Hizashi tinha o tirado do líquido negro, ele puxou sua cabeça para fora da água pelos cabelos, e agora machucava seu couro cabeludo. Nos lábios alheios, um sorriso sádico se destacava.

Sempre pensei que fosse mais resistente que isso. Parece que essa casca séria de superioridade is fake, right? –Uma gargalhada histérica, é isso que o moreno recebe antes de ter sua cabeça novamente enfiada naquele líquido negro.

Aizawa acorda em um sobressalto, assustando o loiro que mandava mensagens a Hizashi. All Might larga o celular no mesmo instante e se põe de pé, não pelo outro ter acordado de repente e o encarado nos olhos; mas pelo fato do moreno ter acordado chorando. O loiro pensa em se sentar na beira da cama e abraça-lo, mas logo percebe, não sabia se de novo isso apenas assustaria ainda mais o outro. Porém, quando um par de mãos é erguido para si de modo convidativo, All Might o abraça. Abraça apertado o corpo menor que o seu, que de novo tremia nos seus braços. O moreno aperta o rosto contra o peito do outro, que apoia o queixo no topo de sua cabeça como resposta, esperando pacientemente que se acalmasse.

—Foi só um pesadelo, está tudo bem. –O dono dos olhos azuis beija o topo dos fios negros. Mesmo que ainda não tivesse dito, Aizawa sabia o fim daquela frase. –Eu estou aqui. –De alguma forma, sente seu peito aquecer minimamente. Aquilo que pensou já não ter a menor utilidade emocional, repentinamente voltara a bater dentro de si, mas ainda era uma chama pequena de mais para ele ao menos considera-la, apenas um carvão em brasa; porém, ainda assim, era aquele um sinal que de fato, ainda havia alguma coisa que valia a pena.

As lágrimas não paravam de escorrer, aquelas imagens vinham em sua mente uma depois da outra, Hizashi em cima de si, estuprando-o, dizendo coisas horríveis, o ferindo de várias formas; simplesmente não conseguia desviar os pensamentos para qualquer outra coisa que fosse.

—O que é isso? –All Might pergunta inocente, de fato não sabia a princípio o que era o volume não identificado sob a coberta. Mas antes que o outro pudesse ao menos dizer algo, o loiro toca ali, recebendo um gemido surpreso do outro.

Silêncio, é isso que se instaura ali. Os dois coram no mesmo instante, All Might por ter percebido o que fizera e Aizawa pelo outro tê-lo tocado sem se dar conta.

—M-me... me desculpe! –Ele demora alguns segundos para se desculpar, não conseguia crer que fora tão estúpido, mas como poderia imaginar que o moreno estava duro enquanto chorava?

O dono dos olhos negros nada responde, pois ainda estava surpreso com aquilo. Não queria que ninguém tocasse seu corpo, não queria ver outras pessoas, não queria nem ao menos ainda estar ali, respirando; porém, em tudo isso All Might parecia ser uma exceção, mesmo não sabendo o que aquilo era, seu toque era tão gentil o tempo todo, apenas uma simples olhada no herói número um parecia o bastante para aquecer o inferno gelado que se tornara seu peito.

Os olhos negros ficam nublados, ele engole em seco. Não saberia nunca explicar o motivo para aquilo, mas muito provavelmente atribuiria a culpa às drogas se por acaso o perguntassem, mas naquele momento, Aizawa, sem pensar muito a respeito, leva a mãos aos fios loiros e puxa-os para mais perto, selando seus lábios repentinamente. Sem entender, All Might entreabre os lábios para dizer algo que nunca chega a sair de sua garganta, pois o moreno aproveita a deixa para entrelaçar suas línguas.

No mesmo instante, sente um arrepio na espinha. Como poderia começar a definir o sabor daqueles lábios? All Might carregava consigo um sabor e variava entre o doce e o amargo, como se fosse um chocolate caro, sentia que poderia passar a noite inteira apenas provando e tentando descobrir de onde viera aquele gosto tão peculiar e que tanto combinava consigo; o doce de sua personalidade combinado ao amargo de seu passado.

Enquanto isso, o loiro se afogava em meio a tantos “por quês”. Por que Aizawa o estava beijando? Por que ainda não tinha o afastado? Por que o outro estava excitado? Por que ele próprio começava a aproveitar o contato? Simplesmente não sabia, e na verdade, não queria se importar. Não percebe quando suas mãos atrevidas passam a se aventurar pelas costas do moreno, apertando-o ainda mais contra si, todavia, assim como mal se dera conta desse ato, acaba não se lembrando das várias marcas nas costas alvas, encarrando o contato de seus lábios com um grunhido de dor por parte do mais baixo.

Quando o contato encerra, ambos estavam arfantes e se encaravam desconcertados, suas bochechas coradas, revelavam o constrangimento que sentiam, aquilo fora muito repentino e sem cabimento. Eles dois se sentiam culpados pelo que aconteceu ali, Aizawa por ter sido ele o estopim do contato, e All Might por não ter encarrado o contato logo que começou, deixando tudo ainda mais estranho que antes. Os olhos azuis se aventuram pelo corpo do moreno até o baixo ventre, onde o volume, não apenas continuava presente, como agora estava maior.

O loiro se levanta e sai do quarto. Naquele instante, Shouta percebe o quanto estar sozinho era apavorante, ainda mais em um lugar que recém conhecera. À sua volta, apenas enxergava a escuridão, a mesma escuridão do pesadelo que acabara de acordar, ele cobre a cabeça com as mãos, nem ao menos podia ter vergonha da ação impensada que tivera, pois estava com a mente muito ocupada no momento sentindo medo, imaginando aquele par de olhos verdes o encarando o tempo todo.

All Might não demora mais que dois minutos para voltar, mas quando o faz, encontra o que já esperava, um corpo encolhido, sentado na mesma posição de antes sobre a cama e encarando todos os mínimos cantos do quarto. Quando ouve o barulho da porta, o moreno dá praticamente um pulo, como se fosse um gato assustado, encontrando apenas o loiro com uma caixa de papeis umedecidos em mãos.

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O que aconteceu? –Se pergunta pela milésima vez. Estava deitado há horas, mas simplesmente não conseguia pregar os olhos com aquela pergunta sem resposta em mente. Nunca antes sentira os globos oculares tão ardentes, –talvez seja assim que Aizawa se sente sempre que usa demais seu poder. –precisava dormir de alguma forma, mas sentia que não o conseguiria antes de conseguir alguma resposta satisfatória para sua pergunta.

Checa o relógio, eram seis e meia; de fato tinha ficado horas e horas ali deitado sem saber o que fazer. Espreitando pela fresta da cortina, um feixe de luz declarava a chegada da manhã, batendo justamente onde estavam seus olhos, obrigando-o a de fato desistir da ideia de dormir aquela “noite”.

Colocaria sua ideia em pratica, não se importava, pelo menos naquele momento enquanto caia de sono, em o que suas ações poderiam causar. A culpa não era dele afinal, quem não o dera todas as informações que pediu e nem ao menos se preocupou em como ele ficaria não tinha sido ele próprio, mas sim aquele que o deixara sozinho um dia inteiro e aquele que de repente parou de mandar novas mensagens.

Finalmente levanta e estala a coluna antes de vestir-se às pressas e logo sair de casa, rumando para onde poucas pessoas sabiam ser a residência do detentor do One for All.

Notas finais
E É ISSO, EU SEI QUE FOI RÁPIDO, NEM PRECISA DIZER, OKAY? auysduahsauhi O que achou? O que acha dessa atitude (CUZONA, COF COF) do Hizashi? O QUE SERÁ QUE VAI ROLAR, EIN? uahsuahuas nos vemos no próximo! Não deixem de apontar os erros na caixa de comentários.