Notas iniciais
OLÁ A TODOS! Voltei trazendo bomba, apenas digo isso A fic está perto do fim ( :( ) MAS, do jeito que eu me enrolo muito, a gente ainda vai se ver uma quantidade boa, mas já tô com tudo encaminhado pro final planejado! ^^ (bom sinal, significa que a fic não vai ser abandonada né... cof cof) QUERO AGRADECER A TODO MUNDO QUE COMENTA E QUE FAVORITOU!

O clima no apartamento não estava tenso, porém, o silêncio ensurdecedor ocupava cada centímetro do lugar, All Might fazia um curativo na testa de Mic, fora um golpe tão feio que demorara a parar de sangrar.

—Não durma. –Hizashi não aguentava manter os olhos abertos, mas Aizawa insistia que continuasse acordado.

—Pode dormir sim, não tem problema. –Responde Toshinori.

—Como? Mas ele bateu a cabeça.

—Não é qualquer batida na cabeça que precisa desse cuidado, não se preocupe. Já estou terminando, já já você vai poder deitar, Mic. –O loiro aliviado assente com a cabeça, seus olhos estavam fechados, já quase caindo no sono.

Aizawa nada responde, confiando na palavra do loiro que parecia despreocupado naquela situação, ao contrário de si próprio que se culpava, não apenas por ter batido a porta no rosto do loiro escandaloso, mas também por ter exagerado com este.

Quando termina, Toshinori vai limpar as mãos sujas de sangue e remédio, então é Aizawa quem novamente pega o loiro nos braços para leva-lo do sofá até sua cama. Ao tentar soltá-lo sobre a superfície macia, sente que algo segurava fortemente sua camisa, era Hizashi.

—Me desculpa por ter sido um idiota egoísta.

—Não precisa... –Sua fala é cortada pelo outro.

—Você sempre esteve comigo desde o ginásio e gostava de mim, eu fiquei com medo de agora que gosta de outra pessoa acabar me deixando de lado. –O moreno encara aqueles olhos semicerrados com pesar. –Você é o meu melhor amigo Aizawa. Me desculpa por não te fazer feliz. –Se lamenta referindo-se àquela frase que tinha dito: “Tadinho do galanteador que toda semana ficava com várias pessoas diferentes e o idiota aqui ficava sofrendo calado.”

O moreno engole em seco, tentando manter-se o mais neutro possível.

—Vá dormir, você nem sabe mais o que tá falando. –Afirma Aizawa praticamente fugindo do quarto.

Não esperava que o loiro fosse se sentir tão sozinho, em todos esses anos que o conhece, sempre o viu cercado por pessoas a todo o tempo, nunca imaginou que sua presença fizesse tamanha diferença na vida do outro. Começava a perceber os problemas de nunca terem conversado muito sobre sentimentos um com o outro. Conheciam bem a superfície, mas não o interior.

Ver Hizashi daquele modo estava mexendo consigo, não podia negar. De fato estava errado em nunca ter dado uma chance ao loiro, mas agora já tinha virado aquela página, não podia simplesmente voltar atrás. Então por que seu peito nesse instante doía tanto? Fora muito injusto com ele não apenas nos últimos dias, mas nos últimos anos. De repente aquela fala de Ayato, sibilante como uma cobra, martela em sua mente: “Eu lembro de como você sempre foi coleguinha do Hizashi. Mas fingir ter sido amigo dele esses anos todos quando na verdade o via com outros olhos? Cruel, cara.”

Ele estava certo.

Será que se não amasse o loiro, ficaria ao lado deste por tanto tempo quanto ficou?

Hizashi apenas queria sua amizade. Mas ele próprio esteve ao seu lado esse tempo todo apenas esperando por outras coisas.

—Shouta...? –Toshinori o chama ao ver sua expressão triste enquanto estava parado, imóvel, ainda ao lado da porta do quarto. –O que foi?

—Toshinori... –Ele abraça o loiro, pegando-o desprevenido. All Might contribui o contato, fazendo também um afago nos cabelos negros.

—O que aconteceu?

—Nada. –Mente. –Só quero ficar um pouco assim com você. –Em nenhum momento o moreno ergue o olhar, mantendo seu rosto imprensado contra o peito do mais alto como se escondesse uma expressão triste, expressão essa que Toshinori tinha certeza quase que absoluta que de fato o outro tinha nesse instante.

All Might sabia que o outro estava mentindo, não era de seu feitio parecer triste sem razão, mas também, pelo menos por hora, não queria obriga-lo a dizer o que não queria. Acaba então, apenas aceitando o pequeno gesto de carinho.

—Agora que o Hizashi está dormindo, podemos falar sobre aquilo. –Ele deposita um beijo calmo e demorado no topo da cabeça do outro. Finalmente Aizawa ergue o olhar, em seus lábios, um sorriso divertido despontava.

—Não tenho nada a dizer. –Afirma ficando nas pontas dos pés e puxando o outro para aproximar-se de si, ele o faz. Logo seus lábios estavam selados, completando um ao outro.

Não era a primeira vez que se beijavam, porém, ao ver dos dois, essa era sim a primeira vez. Sem pensamentos cautelosos nublando suas mentes, impedindo-os de simplesmente viver o momento, seus pensamentos estavam completamente em branco. Parece ser combinado quando repentinamente, no mesmo instante, suas línguas se aventuram buscando uma pela outra.

Os sons dos estalos molhados, invadem seus ouvidos de forma prazerosa, assim como as curtas golfadas de ar que tomavam entre cada novo beijo apenas para em seguida, unirem-se novamente. Não saberiam dizer ao certo quando, mas logo suas mãos vorazes passam a desvendar cada parte inexplorada do corpo do outro.

As mãos de Toshinori traçam seu caminho primeiro à nuca, puxando de leve seus cabelos sentindo o moreno arrepiar-se, a seguir, aventura-se pelas costas definidas, tomando um cuidado maior nessa área específica, lembrando-se que da última vez que as tocara. Quando suas mãos chegam à cintura, aproveita para explorar por debaixo do tecido da camiseta escura, sua pele estava quente diferente do que imaginara. Ao chegar ao cóccix, nem ao menos pensa sobre isso, simplesmente aperta firme a bunda alheia, sentido ainda por cima do tecido, sua forma. Aizawa suspira entre o beijo, sua bunda era um tanto rígida, graças aos constantes exercícios, mas não chegava a ser tão dura quanto Toshinori imaginou, ainda era macia, “boa de apertar” como o loiro a define.

Enquanto isso, o moreno não fica para trás. Suas mãos espalmadas sobre o peito do loiro, desenhavam cada detalhe com a ponta de seus dedos, o corpo magricela a sua frente se assemelhava a um terreno irregular, suas várias feridas causavam diferentes relevos que Aizawa estava determinado a conhecer.

De repente o loiro afasta os lábios. Seus olhares se encontram. Se antes o coração do moreno pulsava rápido, agora ele pula uma batida, não se lembrava de outra vez ter sido direcionado a si um olhar tão apaixonado quanto aquele presente no loiro.

—Você pode não ter o que dizer, –Seus braços soltam-se do abraço, que até o momento se mantinha com o outro, buscando com as suas, as mãos do moreno. –mas eu tenho.

A mão de All Might devia estar aproximadamente na mesma quentura da sua, pois não lhe esquentava nem roubava-lhe o calor, apenas mantinha-se junto, aconchegante e convidativa; os calos eram menores do que imaginava vindo do herói número um, deixando-a mais macia que o esperado; e o tamanho, proporcional ao loiro, grande e chamativo.

O moreno enrubesce, já se preparando para o que quer de constrangedor que Toshinori pudesse falar.

—Eu fiquei muito feliz quando você disse aquilo, pareceu que meu coração ia parar, para logo em seguida pular para fora do peito com uma força descontrolada. Meu corpo parecia queimar onde quer que você encostasse. Para onde quer que eu olhasse, parecia que meu foco de atenção estava sempre em você. Eu já sabia disso, mas hoje isso pareceu simplesmente não se aguentar mais dentro de mim. –Vagarosamente, ele leva as mãos de Aizawa até seu peito, para que pudesse sentir sua pulsação. Estava rápida, assim como a do moreno que não parava de arregalar cada vez mais os olhos e ganhar tons e mais tons de vermelho em seu rosto. –Eu devo estar sendo muito clichê! –Ele ri do próprio comentário. –Mas o que eu tô sentindo parece mesmo ter saído de um filme clichê. Eu te amo, Shouta-kun.

Notas finais
QUE NOTAS VOCÊS DÃO PRA ESSE BEIJO DE QUATRO PARÁGRAFOS? Eu tardo mas não falto, minha gente!