Notas iniciais
OLÁ OLÁ! Venho aqui informa que não estou morto e também que ficarei um tempinho postando caps toda semana aaaaaa Tomei vergonha na cara e vou voltar a postar no Nyah! ^^ Gostaria imensamente de agradecer a Marceline por ter me tirado dessa e.e você é 10/10 Perdão pela qualidade ruim da imagem, o desenho não fui eu que fiz, apenas editei (MERDAMENTE PARA FAZER SENTIDO NA HISTÓRIA, NÃO SEI MEXER COM IMAGEM, NÃO ME JULGUEM) e fiz há vários meses essa imagem aaaaaa eu perdi o nome dx autorx; então quando eu achar de novo, edito aqui dando os devidos créditos!

Diante aquelas palavras, o tempo parece parar para o detentor do One for All. O chão que o estabilizava fora repentinamente tirado dos seus pés sem que tivesse qualquer preparação para isso. Nem ao menos paredes nas quais pudesse se segurar ou uma luz que pudesse seguir existia naquele momento.

Seus olhos não se arregalam, suas mãos não se fecham em punhos, suas sobrancelhas não se arqueiam, mas seu coração pula uma batida enquanto encarava os olhos negros, tentando de alguma forma compreender a frase simples que lhe foi dita. Lembrava-se de poucas outras vezes onde se sentira tão desolado, e ao mesmo tempo confuso por se sentir assim.

Aizawa não percebe o efeito que suas palavras têm sobre o loiro, logo estranha quando este não reproduz uma palavra sequer em resposta.

—Bem... Eu não sei muito bem como vou reagir quando o ver, e na verdade sinto que não vou me sentir muito bem quando o fizer então... queria saber se tudo bem você estar comigo nessa hora.

—Eu-. –Naquele momento All Might se permite refletir sobre o que fazer. Tinha certeza que não se sentiria confortável estando presente em uma situação tão íntima de dois amigos. Certamente se sentiria mais como um intruso. Porém, olhando para aqueles olhos escuros e sinceros que lhe pediam uma simples ajuda, se sente desconfortável em dizer “não”. –acho que tudo bem.

Um curto sorriso se forma nos lábios alheios. Aizawa tinha uma pequena ideia do que estava se passando na mente do loiro, mas não sabia reagir a isso, não sabia ao certo o que dizer, afinal, nem mesmo ele sabia como aquela conversa iria se desenrolar. Na verdade, nem ao menos sabia de o loiro escandaloso gostaria de falar consigo.

—Obrigado, Toshinori. –O moreno desbloqueia a tela do celular e sente seu estômago revirar, já presenciando uma prévia da apreensão que sentiria.

—_________

Quando ouve seu celular começar a tocar a mesma música irritante de sempre, Mic o puxa do bolso sem muito entusiasmo, imaginando que fosse All Might que finalmente tivera tempo para falar consigo. Porém, quando vê escrito na tela brilhante, que ofusca seu olhar em meio à escuridão que se encontrava, o nome: “Shouta EH”, sente seu peito gelar. Mas ao contrário de uma pessoa receosa, que evitaria ao máximo atender, que esperaria um tempo para respirar antes de saber perfeitamente o que aconteceu; ele rapidamente aperta o verde euforicamente, mas nada diz antes de ouvir do outro lado a voz do amigo.

—... Alô?... Hizashi?

Ele não sente medo vindo daquela voz, mas não havia engano, era definitivamente Aizawa.

—SHOUTA! –Sem pensar direito ele grita no telefone, sabia que o outro odiava isso desde sempre, mas naquele momento, onde pensava que o que o moreno menos gostaria era de falar consigo, mas agora o estava fazendo por livre e espontânea vontade, enevoa qualquer pensamento racional que poderia ter. –ARE YOU CALLING ME? WHAAAAT?! Quer dizer... sorry but... meu deus, eu nem acredito nisso. Eu não vou ficar falando all the time, please, plase, talk to me! –Uma risada anasalada como resposta quase faz Hizashi dar um pulo de alegria, mas ele espera pacientemente o outro dizer alguma coisa.

—Eu quero fazer diferente dessa vez. Não vou fugir e acho que resolver as coisas por telefone ou mensagem é muito infantil, então...—Ele faz uma pausa, escolhendo com cuidado as palavras que usava. —Gostaria de saber se não poderíamos nos encontrar uma hora dessas.

—Sim! Agora mesmo eu tô indo praí! Are you in home?! Em vinte minutos eu chego!

—O quê?! Não! Já tá muito tarde, Yamada. Amanhã pode ser por volta de meio dia e meia? –Um tanto a contra gosto ele aceita. Queria resolver tudo naquele mesmo instante, queria novamente poder passar o tempo irritando o moreno como sempre fizera, mas entendia que aquele foi um dia cheio, até mesmo ele próprio já estava exausto.

Tá, tudo bem. Amanhã então eu passo aí. Good bye. Hizashi não desliga de imediato o telefone depois de se despedir, ele mantém o aparelho junto a orelha, com medo que o moreno diga algo e ele não ouça. Mas isso não acontece. Depois do “adeus” o bipe repetitivo indica que a chamada estava encerrada.

Se antes da ligação, ao ter em mente o que poderia fazer para enfiar na prisão aquele que causou tudo o que estava tendo que lidar agora, já estava no mínimo aliviado, agora, depois de finalmente conseguir trocar alguma palavra com seu melhor amigo, sentia-se verdadeiramente feliz. Mas o sorriso largo que pela primeira vez em vários dias era presente em seu rosto, é presenciado apenas pela tela ofuscante de seu celular.

Melhor amigo?

Até o momento não tivera tempo para pensar nisso. Não teve um só instante que sua mente estivesse livre para pensar em um problema secundário que até agora tinha sido obstruído por todo o resto daquela situação preocupante.

Aizawa é apaixonado por si.

Não sabia dizer o motivo, mas sente seu peito apertar, causando-lhe não uma dor insuportável, mas sim incomoda, uma dor que lembrava-se perfeitamente de sentir há poucos dias atrás na manhã onde o moreno o deixou sozinho o dia inteiro em seu apartamento. Era a dor da incerteza.

Sabia plenamente que amava o moreno há muitos anos, mas sempre fora um amor de amigos, do tipo que sabe-se que não importa o que aconteça, a discussão que tenham ou desentendimento, a amizade sempre prevaleceria. Mas agora, a incerteza pesava em seu peito. Não sabia se era devido ao fato de não ter certeza do que sente pelo outro, ou por ter medo da reação que este teria quando o visse.

Aquela cena de Aizawa o encarando no mais completo medo ainda martelava em sua mente, perguntando-se se isso aconteceria de novo. Lembrava-se de vários anos atrás quando, ainda no primeiro ano da UA, o moreno treinava a todo tempo o controle de sua habilidade, que costumava se ativar sem querer quando estava com medo ou irritado. Se naquele momento que o viu, sua individualidade se ativou inconscientemente, significava que o temor gritava ainda mais alto dentro de seu amigo sempre tão racional do que a própria racionalidade.

O que será que vai acontecer?...

___________

Quando desliga a chamada, Aizawa solta o ar dos pulmões que nem ao menor percebera que estava prendendo. Sentia suas mãos tremerem tanto de ansiedade para reencontrar o velho amigo e resolver o que estava acontecendo, quanto de medo de encará-lo. E se All Might tivesse sido enganado por Mic e ele aceitou encontra-lo apenas para fazer novamente todas aquelas coisas consigo? Logo percebe que não apenas suas mãos tremiam, mas todo seu corpo tremia causando-lhe um frio irracional. Ele abraça o próprio peito tentando inutilmente acalmar a si próprio e dispersar parte da friagem que sentia, porém, quando sente um par de braços grossos o envolverem por completo e um queixo se apoiar no topo de sua cabeça, sente-se acalmar quase que por completo, ainda mais depois daquelas palavras:

—Você não precisa já fazer isso se não quiser ou não estiver pronto. Mas... se acha que tem que fazer isso logo, lembre que eu tô aqui com você. –Toshinori assumiu sua forma heroica provavelmente para dar maior intensidade e confiança ao que acabou de dizer. Aizawa se permite encostar completamente as costas no peito quente e convidativo, sentindo o outro apertá-lo ainda mais no abraço.

Aizawa ergue os olhos, encontrando um sorriso brilhante nos lábios alheios. O moreno não consegue deixar de sorrir junto.

—Obrigado, mas eu realmente preciso fazer isso. –E Toshinori concordava.

Em silêncio, os dois fazem o jantar. Porém, quando finalmente põe-se a comer, o silêncio torna-se constrangedor a eles dois que tanto haviam conversado nos últimos dias. All Might se perguntava o que aconteceria depois daquela conversa, aqueles dois voltariam a ser bons amigos? Algo mais? E como ele próprio ficaria em meio a isso? Não queria simplesmente voltar para seu apartamento como se nada daquilo tivesse acontecido e ser obrigado a voltar a ver Eraser Head apenas como um colega de trabalho que um dia acreditou que poderia ser algo mais.

Enquanto isso, a mente de Eraser vagava entre a conversa que teria no dia seguinte, e relembrar tudo que acontecera até então. Desse modo, lembra novamente o quanto o loiro sentado à sua frente, entretido com sua tigela de arroz, o ajudara excessivamente esses últimos dias, trazendo uma dúvida novamente à sua mente.

—Toshinori, quando você se apaixonou por mim? –A pergunta simples e direta faz o loiro engasgar com sua comida. Todo seu rosto ganha uma coloração avermelhada e seus olhos se arregalam até o limite. Ele tosse repetidas vezes para engolir a comida que ficou entalada em sua garganta, somente após virar seu copo de água é que consegue se desengasgar. A tudo isso, Aizawa apenas observou impassível, aguardando uma resposta.

—Bem... eu... –Uma longa pausa deixa o clima ainda mais constrangedor para o detentor do Ona for All. –por que quer saber isso?

—Eu imagino que não tenha sido nesses últimos dias já que me ajudou tanto até com coisas que não realmente precisava. –Responde se referindo à vez que All Might o masturbara para tirar completamente os efeitos da droga de seu corpo.

—...Você tá certo. Mas, bem... eu ainda não tinha reparado que te amava na verdade, eu achava que era só admiração e... é eu já tinha uma queda mesmo. Então quando eu vi você naquela situação, caído no chão daquele beco, acho que poucas vezes eu me senti tão impotente. Então eu percebi que queria te ajudar sempre, queria estar do seu lado, queria... queria... você entendeu. –Toshinori discursa com o olhar focado em sua tigela, sem coragem nenhuma de encarar o moreno nos olhos.

—Entendi.

Apenas, isso, é essa a resposta que todos os sentimentos do loiro ganharam do dono dos olhos negros como a noite. Mas não era uma resposta vazia, o modo como foi entoada não era indiferente, na verdade exalava sinceridade. No entanto, a resposta simples serve apenas para constranger ainda mais All Might. O herói número um não teve como perceber por estar com a cabeça abaixada, porém, a cada palavra por si pronunciada, chegava como uma flecha no moreno que também sentia suas bochechas esquentarem, mas diante aquilo, nunca sabia como deveria reagir.

—Quer tomar um chá antes de dormir? –Questiona com um sorriso amável no rosto e já tirando a louça da mesa.

—Eu adoraria...

Quando Aizawa finalmente deixa seu campo de vista, Toshinori cobre o rosto com as mãos, sentindo-o esquentar de novo. As palavras que disse martelando em sua mente, fazendo-o se perguntar como pudera dizer coisas tão constrangedoras a alguém que nem ao menos sabe se compartilha de tais sentimentos. Todavia, ao mesmo tempo ele se sentia mais leve, como se um grande peso fosse tirado de seus ombros, agora pelo menos o moreno sabia exatamente o que sentia por ele.

Aizawa volta após longos minutos com duas canecas em mãos, a princípio não diz nada, apenas coloca uma delas na frente do loiro antes de se sentar no mesmo lugar de antes e bebericar seu chá em sua caneca branca com o desenho de um gato. Toshinori faz o mesmo, leva a caneca aos lábios e sente o cheiro característico do chá de hortelã.

—Acredito que um chá de camomila seria mais apropriado para tomar antes de dormir, mas acabou e ainda não tive tempo de ir ao mercado. –Afirma quando o loiro ergue sua caneca.

Em algum momento que não saberiam precisar, Aizawa pousa seu antebraço na superfície de madeira, com a mão levantada e os dedos separados, como se pedisse que a mão do loiro tocasse a sua. E ele o faz. Apenas as pontas dos seus dedos se tocavam levemente. All Might encara aquilo curioso, se perguntando o que se passava na mente do moreno.

—Sabe, All Might-san. –Quando começa a falar, Aizawa apoia o rosto na mão. –Há um tempo que eu reparei certas coisas... quando estou com você me sinto muito mais tranquilo e confortável que o normal. Até esse simples toque de dedos me acalma. –Afirma balançando de um lado para o outro os dedos ossudos junto dos seus.

Toshinori não sente nada mais que um misto de choque e felicidade, seus olhos arregalados dão total destaque à suas íris azuis que por momento algum Aizawa consegue deixar de encarar. Não conseguia acreditar no que tinha ouvido, para si, aquilo contava única e exclusivamente como uma declaração. Enquanto ouvia aquelas palavras saírem docemente dos lábios do moreno, inconscientemente All Might entrelaça seus dedos, como se temesse que a qualquer momento o outro poderia fugir de si.

—E...Então...? Você- você me...? –As palavras fugiam de si. Assim como não tinha coragem de formar a frase que queria formar, queria saber a resposta do outro.

Aizawa se mantém alguns segundos no silêncio, não apenas um silêncio de falas, mas também de reações em seu rosto. All Might encarava aquela imensidão negra, tentando de alguma forma saber o que se passava ali dentro, para que assim, tivesse ao menos algo para se equilibrar quando a resposta chegasse a si. Aquele silêncio estava matando o loiro que gritava internamente em ansiedade.

—Eu... quero ao máximo ser sincero com você Toshinori-san.

Aquele honorífico*, geralmente quando Aizawa o usava é porque estava prestes a dizer algo ruim. All Might engole em seco, já se preparando para o que quer que o outro diria.

—Eu gosto muito de você e quero você sempre ao meu lado. Mas,...

É agora...—Pensa Toshinori, já sabendo que após um “mas”, nunca vem coisa boa.

—eu acho que não estou pronto para dizer que amo outra pessoa depois disso tudo.

Logo Toshinori percebe, não era Aizawa que estava sendo insensível esse tempo todo, era ele próprio. O moreno teve o amor que nutrira por certo alguém arrancado de si há muito pouco tempo, e ele estava ali, esperando com sinceridade uma resposta afirmativa que pudesse fazê-los cruzar mais uma barreira em questão de relacionamento.

Aizawa não sabia o motivo para dizer aquilo, amava Toshinori, ainda mais depois daquela declaração fofa que o outro fez a si. Então por que ainda não conseguia expressar seus sentimentos? Por que sempre que o tentava, sentia seu peito doer como se estivesse fazendo algo errado? Nesse momento ele se dá conta de algo. Seria o amor que nutrira por outro loiro ainda presente dentro de si, lutando para sobreviver mesmo depois de tudo aquilo? Aizawa crispa os lábios, não queria mais sofrer pelo mesmo motivo de sempre, não queria sofrer por Yamada. Quando levanta o olhar, percebe que Toshinori também estava distante, pensando em alguma coisa que não saberia dizer o que era. Seus dedos ainda estavam entrelaçados, ele abre um sorriso quando percebe isso. Queria ter mais daquele contato carinhoso com o loiro mas,...

Mas... mas.... mas! Esses malditos “mas”. —Pensa Aizawa soltando sua mão do aperto carinhoso, fazendo All Might deixar o transe de pensamentos que se prendera, e levantando-se da cadeira, pegando as duas canecas para leva-las à cozinha.

—Acho que finalmente tá na hora da gente dormir né?

Notas finais
O que achou? Não esqueça de deixar seu comentário bla bla auhsuhsud... mas sério não esquece, eu ficarei muito, muito feliz e motivada ♥ ♥ QUEM AÍ ESTAVA ESPERANDO POR ESSA CONVERSA EIN? Devo dizer que vai ser diferente de como a maioria imagina e.e ATÉ SEMANA QUE VEM MEUS AMORES!! *Honorífico: Chamamentos usados no Japão, como por exemplo: -chan, -san, -kun...