Notas iniciais
OI DE NOVO, AQUI ESTOU E TRAZENDO UM CAPÍTULO SAINDO DO FORNO!!!!! Não olhei ele com muita calma, tava com uma certa pressa pra postar, então se tiver me escapado algum erro me apontem por favor! Quero expressar aqui minha tristeza por não ter achado nenhuma fanart que combinasse com o cap :D Sem mais delongas:

—Eu... –Aizawa desvia o olhar, nunca antes alguém tivera tamanha habilidade em desconserta-lo apenas com palavras. Engole em seco, repentinamente sente sua garganta secar por completo, não fazia ideia do que dizer. –não sei falar essas coisas bonitas assim do nada. –O loiro abre um sorriso descontraído em resposta.

—Não precisa dizer nada, além de que você já tinha dito que não tinha nada pra dizer. –Ele deposita um beijo calmo na mão que continuava junto a sua. –Você diz tudo de outras formas. –Sua mão desliza até a nuca do moreno, depositando um beijo em seus lábios, porém, acaba por se assustar quando repentinamente sente um par de mãos o imprensar contra a parede oposta à que estavam mais próximos.

A língua atrevida de Aizawa parecia sedenta enquanto se aventurava com a do outro que ainda tentava entender de onde viera tamanha agressividade. Quando estava perto de acostumar-se com o contato feroz, se surpreende novamente ao sentir algo entre suas pernas, era a mão do moreno alisando-o. Tão repentino quanto começou, Shouta encerra o contato, ambos já estavam ofegantes, não tinham nem ao menos respirado entre o beijo. O mais baixo aproveita para encurtar ainda mais a distância entre os dois, ficando na ponta dos pés para sussurrar rente à orelha de Toshinori.

—Vou “falar” várias coisas quando estivermos sozinhos. –Quase gargalha quando, ao se afastar do loiro, percebe sua face completamente vermelha, os olhos arregalados e as sobrancelhas arqueadas, como se tivesse visto um fantasma.

Nesse momento o loiro finalmente tira aquela ideia da sua cabeça, ele não era um intruso atrapalhando a história de Romeu, na verdade, era o próprio Romeu.

De onde estava, o que passava mais longe de sua mente era sorrir.

Dorme... dorme logo, por favor dorme! —Era só o que pensava Hizashi, ter que ver aquele beijo apaixonado pela fresta entre aberta da porta estava corroendo-o, mas, ao mesmo tempo que não queria ver, não conseguia desviar o olhar. De onde estava, não conseguia os lábios juntos, porém, seus corpos colados, suas mãos curiosas e seus suspiros eróticos que ecoavam naquele apartamento imerso no mais absoluto silêncio, eram mais do que o suficiente para que qualquer um soubesse o que estavam fazendo.

Esquece isso, só dorme. —Seus olhos não fecham, parte de si negava-se a acreditar na credibilidade daquela cena. Apenas agora percebia que nunca antes vira o moreno tendo algo tão íntimo com alguém. Tinha plena consciência de que ficara com outras pessoas, mas nunca antes na sua frente.

Quando vê a mão do outro loiro deslizar pelas costas alheias e marcar os dedos na carne da bunda do moreno, seus olhos se arregalam, seus dentes cerram. Logo percebe que ele era o errado da história. Aizawa não o devia nada, eram única e simplesmente amigos e nada mais.

Estava doendo ver aquilo, mas nem tanto quanto pensava. Talvez, por já saber que hora ou outra isso iria acontecer, ou talvez por estar de certo modo feliz pelo amigo ter achado alguém que o ame mutuamente.

Você pode não ter o que dizer, mas eu tenho...

Ah não... cale-se

A cada palavra daquele discurso, Hizashi queria mais e mais socar a cara do loiro. Mas o principal motivo para querer chorar, era por perceber o amor que carregavam tais palavras. De fato Aizawa provavelmente seria muito feliz com aquele homem, e naquele momento, como se fosse um irmão mais velho, ele percebe que dava graças àquele casal. Nem ao menos ele próprio conseguia compreender seus sentimentos, então até que os compreendesse, decide não atrapalhar o que estava acontecendo entre aqueles dois pombinhos a sua frente.

Passadas longas horas, Hizashi acordar sem lembrar-se de ter dormido, como se em um instante simplesmente tivesse desmaiado pela dor de cabeça. Quando abre os olhos, percebe que Toshinori estava ao seu lado checando os curativos de sua testa.

—Olá, finalmente acordou. –O sorriso amigável no rosto do outro loiro faz Hizashi sorrir junto. –Já são sete da noite. –Seus olhos se arregalam e ele levanta em um pulo.

—WHAT?! Holly shit… Eu já devia ter ido embora. All Might, eu tinha ficado com certo ciúme de vocês dois eu acho, já me sinto estúpido por isso, então me desculpe. Mas percebi que vocês formam um casal muito fofo. –Nesse momento, a cada palavra que proferia, o coração dos dois se machucava. Toshinori sentia pena, enquanto Hizashi se perguntava se realmente era aquilo o que queria dizer. –Então só tenho uma coisa a diz-. –Antes que pudesse concluir, o moreno adentra o quarto.

—Olha só, finalmente acordou. Está tarde Yamada, vai pra casa, não sou sua babá pra ficar cuidando de você. –Toshinori o encara com um olhar desaprovador, mas o outro loiro gargalha.

—Você sempre diz isso e sempre acaba cuidando de mim mesmo assim.

—Humpf, se eu não cuidar é capaz de você acabar se matando.

Toshinori tinha se esquecido da tamanha intimidade que aqueles dois têm um com o outro. Sem nem ao menos precisarem dizer isso um ao outro, parecia que já se desculpavam, e sabiam também que o outro pensava da mesma forma. Realmente devia ser incrível ter uma amizade desse tipo, é o que pensava All Might.

—Eu te devolveria os óculos,- –Sua fala é cortada pelo loiro escandaloso.

—MEUS ÓCULOS! Sabia que tinha esquecido aqui!

—mas eu acabei quebrando.

—O quê?! Por quê?!

—Fui tirar da cômoda, acabei deixando cair. –Não iria simplesmente falar a ele que havia tido uma crise de pânico simplesmente em ver as lentes alaranjadas, mas Toshinori, que o ajudara a limpar a casa, sabia bem o que tinha acontecido aos óculos do outro loiro.

—Como? Aqueles óculos eram feitos pra eu usar mesmo em batalha, eram muito resistentes!

—Deixei cair de um lugar muito alto.

—Shoutaaaaaa...

—Eu te pago outro, para de reclamar inferno. –Hizashi ri da irritação do moreno, não estava de fato irritado por ter quebrado seus óculos, apenas queria perturbar o amigo.

Novamente aquela sensação, All Might estava completamente a par da conversa daqueles dois, que mesmo falando na mesma língua, pareciam ter um dialeto próprio.

—Levanta daí e vai embora logo, não tenho outra cama.

—Já vou, já vou, não precisa me expulsar. –Ao mesmo tempo que se levanta lentamente, Mic sussurra baixinho, para que apenas All Might que estava próximo a si pudesse ouvi-lo. –Só tenho uma coisa a dizer, se você chatear o Shouta mesmo que minimamente, não terei medo do seu posto de herói número um, All Might-san.

O tom de sua voz fora ameaçador, sabia que não estava brincando, mas quando o mais alto o encara nos olhos, estes estavam com o mesmo ar divertido de poucos segundos atrás enquanto conversava com Aizawa. Sem pestanejar, Present Mic se põe de pé, e caminha junto de Aizawa até a porta de entrada do apartamento, onde se despedem e o loiro ferido finalmente se vai.

—Acabou que você não conversou com ele, não foi? –Afirma se sentando em uma das cadeiras da cozinha, a sua frente o moreno estava de pé preparando um café.

—Não foi necessário, a gente sempre se entende sem precisar de uma conversa chata e longa.

—Entendi, entendi. Lamento se te forço a ter conversas chatas.

Aizawa estaca a colher de pó de café a meio caminho da cafeteira, não acreditava no que tinha ouvido, se vira para o loiro com um suspiro. Tinha percebido o desconforto de Toshinori enquanto conversava com Mic, mas não achou que fosse dar em algo.

—Não foi isso que eu quis dizer, você sabe disso. Como a gente se conhece há muito tempo essas coisas são um pouco mais fáceis, só isso. –Seus olhos se encaravam neutros, porém, com várias emoções escondidas.

—Eu sei. Só que sempre que vejo vocês dois conversando não consigo acompanhar, parece sempre que estão em um mundo tão íntimo, tão próprio, me sinto um intruso.

—Então você ficou com ciúme. –Com um sorriso debochado no rosto, Aizawa volta sua atenção à cafeteira, terminando de por as colheres de café.

—Talvez. –O moreno deixa o café coando e se debruça sobre a mesa, usando o cotovelo para apoiar o rosto.

—Eu disse que ia ter várias coisas pra te “falar” quando estivéssemos sozinhos. –Ele olha ao redor, como se checasse se há mais alguém ali. –Parece que não tem mais ninguém aqui. Vou te mostrar que não precisa ter ciúme de ninguém. –Aizawa abre um sorriso malicioso quando percebe as bochechas alheias ganharem uma coloração avermelhada de vergonha.

Notas finais
E ENTÃO, O QUE ACHOU? PRÓXIMO CAPÍTULO: LEMONZÃO MINHA GENTE O/ Deixe aqui seu comentário emputecido por eu não ter colocado o lemon logo nesse capítulo idnfuyesbryubefu bye bye, até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.