In peaceful
11 Capítulo 11
Assim que Frank partiu para o lado oposto de meu fui atrás do meu filho pelas lojinhas do local.
Avistei uma que mais parecia uma casa, entrei e me deparei com dois homens, um era magro de olhos azuis clarissimos e outro era negro e empacotava algumas reliquias em uma caixa de papelão.
- Olá, boa tarde, o que deseja senhor? — Perguntou o magro.
- Boa tarde, é que eu estou procurando uma senhora, ela é esguia, tem olhos verdes mais puxados pra castanho claro, cabelos lisos e loiros até a cintura, você a viram? Ah, ela carregava um bebê.
- Olha rapaz, varias mulheres com características parecidas com a que você me descreveu passam aqui diáriamente, mas como é o bebê?- Perguntou o rapaz que estava empacotando as reliquias.
- Eu tenho uma foto dele aqui na minha carteira. — Abri a carteira e mostrei a foto que eu e Arthur haviamos tirado, mas ele ainda era um bebê rescém nascido e havia mudado muito.- Olha a foto que eu tenho dele é um pouco diferente de como ele está agora. Bem ele é branco, olhos castanhos, cabelo meio preto e tem um sinal na bochecha. viram ele por aqui? — Os rapazes se entreolharam e balançaram a cabeça negativando. Agradeci pra atênção e fui procurar em outras lojas dali.
No fim das contas procurei por todas as lojas e não os achei e nem achei informações os me levasse até eles.
As 18 h fui até o local aonde havia marcado de encontrar Frank, me sentei em uma das mesas de uma pequena lanchonete ao ar livre e fiquei lá deixando as lágrimas escorrerem pelo meu rosto pálido.
Logo depois sinto uma mão no meu ombro,olho esperançoso para trás e vejo que era apenas Frank que balançou a cabeça em negação, significando que ele também não tinha os achado.
- O que vamos fazer agora? Eu quero o meu filho, porra! — Abaixei a cabeça e comecei a chorar insensantente até Frank puxar uma cadeira e se sentar ao meu lado, me abraçando chorando também.
- Vamos a policia dar queixa, okay? — Ele disse.
Nada respondi, meu corpo não se mexia, minha cabeça rodava em tom de desespero, eu apenas queria o meu filho, queria daber que ele estava bem e estava próximo de mim, só isso que eu precisava.
- Vamos Gee, vamos para a delegacia dar queixa.
- Liga pro meu irmão. — Disse ainda com a cabeça afundada entre os meus braços e a mesa.
- Não é melhor você ir dar queixa primeiro?
- Liga pra ele! — Gritei.
- Okay. Mantenha a calma Gee, logo vão achá-lo, pode ficar tranquilo.
- Ficar tranquilo? E a culpa que está parada sobre a minha cabeça. E a vontade de morrer, onde entra a calma aí? Ele é o meu filho, Frank. Meu menino, a coisa que me mantém vivo nessa desgraça de vida todos os dias. Eu o quero agora! Eu sei que eu provávelmente nunca tenha o seu perdão um dia por ter o deixado sair com uma mulher que me enganou dizendo que era a mãe da desgraçada da Helena.
- Se der queixa eles poderam achá-lo, é melhor irmos e eu ligo pro Mikey lá da delegacia. — Estava a ponto de espancar o Frank de nervoso. Eu queria apenas que aquela desgraçada que ráptou meu filho aparecece ali e o devolvesse, queria que ele chorasse demasiadamente e ela o trouxesse de volta, mas eu tinha medo que ela fizesse algo de ruim com o meu filho, isso estava me dando agonia.
- Vamos ou não vamos?
- Pode ir, eu não consigo sair daqui mesmo.
- Tá bem, quer que eu ligue pro Mikey vir ficar com você em casa, ou é melhor você ir pra delegacia?
- Eu não sei, Acho é melhor eu ir junto de você mesmo. — Frank me puxou pelo braço e funguei o nariz e fomos caminhando até a delegacia local.
Ao chegar lá, Frank foi conversar com o delegado e eu fiquei sentado em umas das cadeiras do corredor que dava para as salas do local.
Logo após, Frank saiu com uma moça baixa, olhos cor de mel e cabelos cacheados que ia até a metade das costas.
- Olá, eu me chamo Gwene Brandon, e eu sou da área de retratos falados, bem eu queria que os senhores me acompanhecem até a minha sala, pode ser?
Ela subia a escada à frente com rápidez e eu e Frank fomos acompanhando atrás.
Nos deparamos com uma porta de tom amadeirado que era aparentemente nova e tinha uma placa afirmando ser a sala de retratos falados.
- Entrem rapazes e me descrevam como é a mulher e o bebê? — Ela se sentou em uma mesa e abriu um notebook da apple cor de rosa, bem informal para esse tipo de trabalho.
Frank sentou em uma das cadeiras que ficavam de frente a mesa e eu sentei na do lado.
Descrevi as caractériscas de Lisa e as de Arthur. Ela checou em seu notebook e nos olhou com um olhar preocupado.
- Bem, de acordo com as caractéristicas que você me descreveu essa moça já tem passagem pela policia. Em 1990 ela foi presa por sequestro de 2 crianças, sendo que uma morreu atropelada. E em assim que conseguimos libertar a outra criança que era uma menina chamada Alex. Bem ela conseguiu fugir com o seu companheiro que se chamava Timothy. Acho que essa mulher estava de olho no filho do senhor, Bem, investigue bem o local aonde você ia com seu filho, não se recorda de tê-la visto alguma vez?
- Bem, eu não saia muito com o Arthur, mas o meu irmão talvez possa tê-la visto uma vez. Bem eu vou averiguar com ele.
- O retrato falado dela já está aqui, então eu vou enviá-lo para colegas meus de delegacias de Jersey e da Califórnia, aonde ela sequestrou as outras crianças.
- Está certo. Muito obrigada Gwene. — Disse Frank estendendo sua mão para que ela a aperta-se.
- De nada, e o senhor, seu Gerard, pode ficar tranquilo que iremos encontrar seu filho e iremos trabalhar para que seja o mais rápido possível.
- Assim espero. — Me levantei e fui até a porta, depois saímos de lá e fomos para casa.
Ao chegar-mos em casa, me jogo no sofá e volto a chorar novamente.
- Gee, eles vão achá-lo, pode apenas esperar um dia?
- Eu não posso esperar nem mais uma hora, Frank. Eu quero sei lá, morrer. Imaginar que essa louca me contou a história de crianças sequestradas como se fossem filhos dela.
- O que me deixa encucado é como ela soube da Helena, como ela sabia de tudo isso.
- Não sei.
Fui para o meu quarto e cai nos prantos novamente por lá, eu queria o meu pequeno, aquele que fazia meus dias brilharem depois de uma tempestade.
Fiquei fazendo uma higiêne mental de como ela poderia ter nos achado e pinba! O hospital!
Notas finais
Beijos Para todas.
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