In a separate sky

22 It was a long and dark december


Notas iniciais
Palavra de hoje: reiterar. Gente, na vida real, o Chris não bebe de jeito nenhum (é o que ele diz), eu não sei o que ele toma quando tá na bad (vergonha na cara, maybe), então eu usei da licença literária e pamz.

Estava cumprindo a velha promessa de curtir um pouco a família, aproveitando o recesso da banda, quando uma estranha ligação o obrigou a falhar com sua palavra. Era doloroso ver o desapontamento nos olhos das crianças, que apesar de serem inocentes o bastante para não entender muito bem o que acontecia, podiam sentir.

Jurando — muito mais para si mesmo — Jonny vestiu o casaco e saiu para o frio de Londres. A voz de Chris ao telefone o deixara preocupado, ainda mais porque, da última vez que se falaram, ele estava em Los Angeles.

Encontrou a porta da casa de Martin aberta e o dono sentado no sofá com uma garrafa na mão.

— Chris, o que aconteceu? Você está bêbado? — perguntou como se para reiterar a constatação que sua mente fizera. — A resposta de Martin foi um grunhindo ininteligível. Jonny achou melhor tomar logo a garrafas das mãos do amigo. Chris protestou, mas ele conseguiu mesmo assim. — Você vai odiar a si mesmo por isso quando a ressaca passar — considerou. — O que aconteceu?

— Acabou, Jonny — Martin soluçou e surpreendeu Jonny ao atirar os braços ao redor do seu pescoço e chorar em seu ombro. — Ela disse que não consegue mais continuar.

Notas finais
[continua] Porque se eu colocasse essa palavra ali, ia passar uma. Mas continua mesmo, não sei quando.