In Your Dreams

7 Shattered.


Notas iniciais
08/02/2012 ocorreu a última atualização. Mais seis dias e a atualização iria ocorrer em exatos três anos desde o último update dessa fanfic. Pressinto que acabei de alcançar um novo nível de procrastinação. I'm such a smart cookie! ♥

O som quicava no chão com um barulho estridente. Ritmado, constante, viciante. A tensão mantinha-se no ar. Passadas, choques entre corpos, gritos e ordens. Quando o apito soou, a ruiva ergueu o tom que soou tão imperial que todos os rapazes ali presentes pararam de se mover.

— Tempo! — Com uma mão livre, ela lançou ao capitão do time de basquete a toalha limpa. O rapaz, ensopado de suor, aceitou e veio a secar o rosto. Foi seguido de outros quatro garotos para sentarem-se na arquibancada vermelha do ginásio. Garrafas d'água eram abertas constantemente, as respirações ainda estavam sem freio. O que foram alguns minutos em silêncio, os fez voltar a realidade do treinamento quando Lina ergueu a voz.

— Vocês estão indo bem, pra um último treino . — A voz dela soou tímida no meio de tantos rapazes, enquanto entregava também a Roxas uma toalha. — Foi muita gentileza do seu irmão que mal voltou de viagem nos ajudar. E ainda assim pedir pra um veterano entrar na equipe também!

Pois de fato ali no meio da equipe haviam dois rostos novos para os demais. Na terceira leva de bancos haviam dois rapazes bronzeados, como se tivessem frequentado a praia mais do que o recomendado. Um deles, menor e de madeixas loiras, igualava-se a Roxas, exceto pelo novo tom de pele. Ventus tinha uma tendência a ser mais agitado e afetivo do que o gêmeo, além de ter certo fascínio por aventuras — o que o fez viajar com os amigos veteranos, Terra e Aqua. De surpresa, o moreno veterano agarrou o menor pelo pescoço e bagunçou-lhe os cabelos. Brevemente delineou um sorriso sobre os lábios e encarou Lina animadamente.

— Eu jamais recusaria um pedido pra um esporte tão divertido. Melhor que isso, apenas se fosse corrida de kart! — Com certo esforço, Ventus se soltou do maior, empurrando-o e dando língua.

— ...Mas ainda assim foi muita sorte termos a sua ajuda de última hora. — Riku pronunciou-se pela primeira vez, logo que terminara de beber a água. — Eu não contava que o Tidus fosse obrigado a ficar de fora do time.

— Obrigado a ficar de fora? — Aproximando-se pela entrada do ginásio que vinha das zonas do vestiários, uma garota esguia se aproximou. Alta, mantinha cabelos de anil. Como o mar. Tinha a pele queimada de sol tanto quanto Ventus e Terra, e aproveitou para sentar-se ao lado deles. — Ele tinha notas tão ruins assim?

Aqua não conhecia Tidus como os outros. Logo não fazia ideia sobre como ele gostava de farra, dormir em aula, faltar para ir a praia jogar Blitzball com Wakka, dentre outras coisas. E com um comportamento desses, era quase milagre todos os anos que conseguisse passar de série — se não fosse as aulas de reforço que sempre conseguia de sua prima, Lina. Entretanto isso não o salvou, mesmo longe das provas finais, era necessário manter notas na média, do contrário um aluno poderia tomar suspensão do clube escolar que ele participa. E esse foi o caso.

— Ruins? A notas dele conseguem ser piores do que as minhas! — Sora bateu com o polegar no peito, o choque estampado em sua face. — E eu nem achava que isso fosse possível até o dia da inscrição do clube!

— Mas isso seria completamente ignorado, a fiscalização de notas dos membros dos clubes são extremamente desleixadas. Ele estaria treinando aqui com a gente se... — Roxas desviou o olhar para Lina, o pesar formando sombras sobre seus olhos. — Axel não o tivesse dedurado. Eu não esperava isso dele. Sei que ele tem desavenças com o Riku e o Sora de vez em quando, mas não imaginava que ele fosse entregar o Tidus sendo que eu estava no time.

— E ele se diz o seu melhor amigo! — Sora cruzou os braços ao que olhava o rapaz, insatisfeito. Riku acabou por dar uma cotovelada no garoto pra ele se tocar, ao invés de tentar deixar Roxas em um clima pior.

— De qualquer forma, o que passou, passou. — O albino do grupo jogou a toalha sobre os ombros enquanto se levantava. — O nosso time está completo, conseguimos arcar com uma ótima semana de treinos após as aulas. Todos os cinco integrantes do clube estão em ótimas condições físicas e existe uma alta chance de conseguirmos derrubar as outras três escolas que vem nos visitar pra feira. — Ele começou a andar e se afastar, já a caminho dos vestiários. — E este é o último treino, de qualquer forma. Quero que tirem o fim de semana pra fazerem o que achar melhor, como pensam que devem se preparar. — Quando se afastou, mesmo em meio ao cansaço, os rapazes grunhiram em concordância.

— Essa semana da feira, com muita certeza, vai ser bem longa. — Kairi pegou a bolsa no mesmo instante que todos pareceram se movimentar em uníssono para a retirada. Conforme os garotos se preparavam para o banho nos vestiários, a ruiva e a veterana adiantaram-se, acompanhada da morena que usava óculos. — Principalmente por que eles são apenas cinco. Se algum deles se machucar, por falta de substituto, serão desclassificados na hora!

— E não só isso. — Lina ajeitou os óculos conforme arrumava o uniforme amarrotado de tanto tempo que ficara sentada assistindo os garotos treinarem. — Vocês repararam em como o Riku anda mais sério do que o normal?

— Sim... Ele geralmente é distraído, mas não tem essa cara fechada das últimas duas semanas. — A ruiva afirmou.

— Ele anda assim desde o ocorrido com aquela garota transferida, não é? Aquele estranho surto. Uma crise no meio da praça?! — Aqua abria o portão do ginásio para as outras duas, enquanto observava o céu que já escurecia. — Ela anda dormindo desde então, não é?

— Uhum. Mesmo eu, que tenho andado com a Nina desde antes dela começar as aulas, não sabia dessa doença. Cheguei a pesquisar um pouco, é algo semelhante ao "estado vegetativo", esses surtos. Mas ao contrário do que li, ela apresenta sinais de vida, não fica meramente quieta, dormindo. Pelas reações físicas... Parece estar constantemente sonhando. — Lina encarou as outras duas, que pareciam pensativas quanto ao ocorrido. — Mas o estado dela não muda, desde as últimas duas vezes que a visistei. Ela tá sempre do mesmo jeito. — Após um suspiro longo que escapou das três jovens desanimadamente, não muitas palavras foram pronunciadas até que se dispersassem e fossem para suas ditas casas. Os garotos então, iriam logo depois.

***

— Mas que garotinha burra! — A mulher urrou, agoniada. — É tão difícil fazer rapidamente o que te peço?! Eu não quero que aquela gentalha do subsolo tome controle da situação antes de nós!

— Eu não posso acelerar esse processo... É delicado demais... — Sua voz saíra tão baixa, que claramente não queria ser ouvida dando resposta. Com aquele comportamento, a fraqueza, a inaptidão, o medo era presente na voz de Naminé.

E assim, mais uma vez ela tornou a desenhar em seu caderninho.

***

O grupo de garotos seguia descendo a rua da escola para o centro comercial, o burburinho e as conversas agitadas a espera da feira de esportes estava mantendo a chama acessa de tamanha animação. O céu aquela altura já estava coberto por um manto azul escuro, salpicado de estrelas e uma lua redonda que iluminava quase tanto quanto os postes nas ruas. Pelo horário, as crianças já eram postas para dentro de suas casas, algumas lojas fechavam, pais de família voltavam de seus devidos serviços. Daquele momento de calmaria, tudo se manteria perfeito, se próximo a fonte do centro da praça não houvessem cinco rapazes — todos veteranos — a encarar a equipe de basquete.

My, my!— O ruivo esguio mordeu o picolé, antes de prosseguir. — E não é que você conseguiu mesmo montar uma equipe? Seria uma pena se três de cinco dos jogadores de basquete fossem pequenos demais para encarar alunos que tem mais de 1,80cm. — Como uma deixa, os outros rapazes ao redor de Axel riram — exceto por Saïx, que parecia encarar os recém-chegados da região como quem analisava algo seriamente.

— Digo o mesmo de você. Soube que também estava desfalcado com mais da metade da sua equipe. — Riku parou brevemente a caminhada para responder a cortesia. Daquele momento os olhos do ruivo brilharam e se estreitaram, como se tivesse sido espetado dolorosamente por uma agulha.

— E é no mínimo engraçado você querer julgar os outros pela altura, quando você mesmo me chamou pro time de vôlei! — Roxas tomou a dianteira, um sorriso provocante a face e o olhar fixo no "melhor amigo". — Mas aparentemente, por sorte, eu já tinha aceitado o convite do Riku primeiro!

Os risos não só cessaram, como Axel encarou o loiro em choque. Melhores amigos ou não, o ruivo aquela altura estava em chamas pela raiva. O time de basquete teria prosseguido a caminhada, se o rapaz não tivesse se pronunciado em tom ameaçador.

— No lugar de vocês... Eu tomaria cuidado. Com as equipes formadas apenas por caras grandes, eu não me surpreenderia se um de vocês, no mínimo, saísse dos jogos por lesão. — E o olhar do ruivo recaiu sobre Sora brevemente, até voltar a encarar Riku com um sorriso evidente.

Houve um silêncio mórbido naquele instante, e sem palavras, a equipe de basquete se afastou deixando a de vôlei para trás. Prolongar a discussão naquele momento só resultaria em mais danos. E um conflito pré-feira escolar só faria ambos os lados já começarem em desvantagem. Por hora, era apenas calar e prosseguir.

Em certo ponto da caminhada, os garotos também se dividiram, cada qual tomando uma rota, exceto pelos gêmeos e Terra, que viviam na terceira e a mais isolada das ilhas do Destino. Conforme ao que se afastou até mesmo de Sora, Riku adentrou a rua na qual vivia, bem como sua mãe. Seguia sem pressa, sem ânimo, sem fome, sem cansaço. De passos calmos, o semblante a não exprimir emoções vinha se tornando um hábito nos últimos dias. Tudo por que ele não queria que vissem o medo que o próprio estava sentindo. O rapaz simplesmente não conseguia evitar de pensar em tudo o que acontecera desde que Nina chegara na ilha. Ele sabia que ela era de fora, que não pertencia também as outras ilhas — pois a mesma afirmara isso. Sua existência rompeu-se misteriamente nas Ilhas do Destino, sem ninguém jamais ouviu falar dela antes. Não só estranhava isso, afinal, Riku conhecia bem aquele mundo e o quanto era pequeno, mas sim pelo fato dela ter super reagido a uma pergunta simples dele.

"O que há além do mar?"

Daquele instante, parou a caminhada mais uma vez. Nas últimas duas semanas desde que Nina começara a dormir, habitualmente Riku a visitava todos os dias e perguntava ao responsável dela — um mecânico rabugento chamado Cid — se ela teria melhorado ao menos um pouco. Mas era sempre a mesma coisa. Ela mantinha-se em um sono tão doce, tão suave... Parecia que acordaria a qualquer momento. Mas existia algo de estranho ao redor dela. O fato de Riku — que afirmava não conseguir sonhar — ter sonhado com ela, as reações, tudo.

Existia uma peça fora do lugar.

E contrariando o hábito, não que ele quisesse fazer isso, naquele dia ele decidiu que não a visitaria. Mesmo que ele sentisse o remorso, a culpa de que ele fora o culpado da garota estar em sono profundo naquele momento. Talvez, por apenas um dia, precisava de um momento para si. Organizar as ideias. O que havia de tão errado no desejo do rapaz em abandonar as ilhas para trás, conhecer outros mundos? Por que tanto suspense em volta disso? De um suspiro, ele continuou a andar e ultrapassou o portão da casa de Nina, seguindo até a dele.

***

Mantinha o casaco escuro fechado até o limite do zíper, o gorro cobrindo-lhe a face. A calça folgada ia até os pés e arrastava junto do chão e aos tênis. Pôs uma mochila inchada nas costas e caminhou na direção da saída do quarto, a porta sendo encostada suavemente com um clique. Conforme tentava descer as escadas sem fazer barulho, ao alto desta, um vulto surgiu e interferiu naquele ato furtivo.

— Já pretende sair? — A voz imperial ribombou pela casa, fazendo o pequeno ser que tentava escapar congelar de pavor na escadaria. Em um movimento robótico, nada disse, apenas fez que sim com o gorro e no ato seguinte o puxou, reajustando sobre a cabeça. Bufando, Cid retomou: — Certo. Mas só, eu não permito. Squall está em uma cafeteria, na extremidade da ilha, junto de Yuffie. Seja lá o que for fazer, fique perto deles.

De outro "sim" com a cabeça, o ser encapuzado apressadamente desceu o resto das escadas e sumiu de vista, enquanto o grande mecânico deixava escapar um suspiro e relaxava a coluna, desanimado. Não conseguia exercer total controle e nem queria fazer o responsável durão, logo deixou que partisse. De passos suaves, um novo rosto apareceu no andar debaixo, buscando pelo loiro.

— Você deixou que saísse..? — Aerith encontrou ao alto o olhar de Cid. Encarando-a com pesar, ele coçou a nuca desajeitado enquanto o queixo torto mordiscava um palito.

— Deixei. Sabe que não adianta tentar prender. — O homem passou a descer, enquanto a jovem florista dava espaço para que ele viesse a passar. — Ela nunca se lembra dos surtos. Acorda perfeitamente bem, com fome pra um café da manhã... Como se tivesse dormido o suficiente pra apenas perder o horário da escola.

— Você... Tem medo de falar disso com ela, não é? — A moça uniu ambas as mãos e as levou até a boca, o olhar infeliz exprimido por olhos tão verdes. — Medo que ela piore e se prive por causa disso.

— Se fosse tão simples assim, eu não ficaria tão preocupado. O problema é que... Aerith. Eu pensei muitas, muitas vezes sobre o assunto e eu não consigo sequer saber como te explicar isso sem parecer um maluco. Então vou me resumir a uma pergunta. — A morena o encarou com atenção redobrada, principalmente por que era extremamente raro que o visse falar daquela forma. Tão repentino quanto a mudança brusca de clima, ele entregou. — Quando... Nós conhecemos a Nina?

A princípio a florista não entendeu. Como assim conhecer? Eles sempre a conheceram, a criaram. Cid deixou a terra natal resgatando Aerith, Squall e Yuffie consigo de um ataque, mas...

— ...A Nina. A Nina sempre esteve conosco, não é? — Ela respondeu assustada.

— Sim. — Cid a observava severamente. — De um momento nas minhas memórias, ela não estava lá. Quando de repente parecia que eu a conhecia desde sempre. Como se eu estivesse sempre a criando. Todos nós. Nunca nos foi apresentada. Um dia ele simplesmente surgiu. — O homem disse tão lentamente quanto possível. Como se ele estivesse finalmente tendo noção do peso daquelas palavras que ele mesmo levou tanto tempo pensando, agora que ele finalmente as colocava para fora.

— Essa... Foi a primeira vez que ela dormiu tanto tempo, não foi? — Questionou, pensativa.

— Sim. Doze dias, por pouco não foram duas semanas cravadas... Até ela acordar uma hora atrás como se não fosse nada. Como se tudo estivesse na mais perfeita paz. — O homem coçou a barba, avaliando os acontecimentos anteriores. — A única preocupação dela foi a feira de esportes que começa após esse fim de semana.

— Eu não acho que ela seja boba. Apenas acho que ela faz tudo parecer normal. Finge que nada acontece. Mas tem total noção do problema que carrega consigo. — Virando-se, Aerith olhou pela janela e fitou o céu estrelado. A dúvida era sincera e mais que iminente em seu tom de voz. — Apenas me pergunto o que a existência dela significa, não só para si mesma, mas para o mundo todo.

***

— ...É claro que eu vou ficar perto do Squall e da Yuffie. — Da zona mais isolada das ilhas do Destino, contudo, ainda na segunda e principal ilha, havia uma zona de decks para navios que não era movimentada a noite. Uma pequena praça pública com inúmeros brinquedos para crianças e uma quadra estavam a disposição somente dela. Puxando a mochila, ela retirou de lá três objetos: a bola de basquete — que ocupava quase todo o espaço -, uma garrada d'água e uma toalha. Deixando-os no chão, a garota abriu o zíper e amarrou o casaco a cintura, assim como prendeu os cabelos castanhos presos em um rabo-de-cavalo. Ela suspirou e então lembrou-se das palavras que lhe foram ditas dias antes. "...Se você fosse mais rápida..." — Rápida, é?

De uma breve inclinação, arqueou as pernas. No instante seguinte, quicando a bola poucas vezes contra o chão, ela seguiu tão veloz que praticamente tornou-se apenas um vulto a locomover-se erroneamente pelo campo. Contra o poste que carregava o cesto, pisou duas vezes tomando o impulso para, de um pulo, agarrar o aro por trás. O corpo balançou-se, suspenso no ar, enquanto a bola escorregava da mão de Nina. A movimentação fora impecável, mas o ataque e a conclusão foram péssimos, dado o fato de que em um jogo real ela perderia a bola para o outro time no ato.

Viu a bola perder o ritmo aos poucos e por segundos rolar. Por fim, ela encostou-se ao sapato negro de algum recém-chegado. Este, reclinando-se para a frente, pegou o objeto, enquanto Nina saltava da cesta, correndo até o outro. Fitando-o erguer-se, os cabelos negros e rebeldes eram espetados para todos os lados, contrastando com olhos profundamente dourados.

— Deixou isso aqui cair... Ann Marie. — O maior sorriu para a garota enquanto a frustração tornou-se presente no rosto dela.

Parecia que tinha visto um fantasma.

— De todas as pessoas no mundo inteiro, a última que eu esperava ver aqui era você... Vanitas. — Ela tentou acompanhar o sorriso sarcástico do moreno, enquanto tomava das mãos dele a bola laranja.

— Oras, mas por que? — E em um piscar de olhos ele desapareceu. Quando a menina olho para o lado, este ressurgira, o queixo dele apoiando-se ao ombro dela. De um movimento gracioso com a mão esquerda, ele desenhou no ar uma coroa que ao se encaixar na cabeça de Nina, dissipou-se. — Logo eu, que a tornei rainha dos sonhos, não estaria presente no mais incrível deles?

A garota abanou com uma das mãos a fumaça negra que formara o desenho e caminhou para afastar-se dele. Sem virar-se, afirmou com total convicção. — O seu problema é que dessa vez não se trata de um sonho.

— Hahaha, ah... Não, é? — Seu tom de voz era frio, mas contido em um prazer doentio. Quando arrastava a singela risada, a crueldade poderia ser firmemente sentida ali. — Então você se importaria se eu destruísse tudo? Se importaria... Que eu matasse seus amiguinhos, não ateasse fogo nas três ilhas?

Naquele momento a garota abraçou a bola, sem nenhuma vontade de respondê-lo. Um gesto tão simplório o fez arder em satisfação. A caminhar e a deixá-la para trás, riu-se mais uma vez. — No fim vou te fazer desejar que isso seja um sonho!

Nina perdera qualquer força para continuar a treinar, e conforme Vanitas se afastava, a garota encolheu até o chão. Pode sentir no ar noturno como a própria face ficava morna. Vermelha, a sombra da franja sutilmente tampou-lhe os olhos, estes a origem do rolar das lágrimas.

***

Naquela noite, mais uma vez, Riku não sonhou.

Tampouco dormiu.

Notas finais
Não esqueça de deixar um review me metralhando com críticas e esporros sobre quantos séculos levo pra atualizar essa fanfic!