In Vein
7 Sangue original
Tudo em Hamelin parecia vazio, a Cidade de Chocolate virou uma Cidade de Chocolate Amargo, com pessoas amargas como recheio. Peter atraiu influencias más para a cidade, e Klaus acabou atraindo a Morte. Ninguém servia melhor os vampiros, do que a própria Morte. Mas fique tranquilo. Não é a hora do Trio de Veias Vazias morrer, ainda não.
Klaus estava atrás de Wendy e Peter, seguindo Wendy até a fonte central, a qual ficava um pouco longe do parque onde estavam.
– Não se preocupe comigo, eu não posso morrer. Sou um imortal lembra? Não um imortal qualquer, mordida de lobo mata vampiro, mas não me mata. — Peter cochichou para Wendy.
– Han? Ah é! Eu nem tava me preocupando com você, mas... Ta! — Disse Wendy com o tom de nojo dela de sempre.
– O que vocês estão cochichando ai? Andem logo — Fala Klaus sério.
Chegam na fonte central, Wendy estende a mão para a fonte dizendo: "Ta-dah"
– Agora me da a droga do seu sangue que quero ir para casa e tomar um banho, esse salto ta me matando — Wendy fala para Klaus.
– Escuta aqui, só vou sair daqui quando me derem a Caixa de Pandora — Diz Klaus para Wendy.
– Para que você quer tanto essa caixa, Klaus? Você é um original. Já foi príncipe. Tem tudo e ta matando pra ter uma caixa? Qual é? — Questiona Wendy.
– O veneno, está passando pelas suas veias, sendo bombeado pelo coração e indo para o cérebro. Se você não me ajudar logo, eu não vou te ajudar — Diz Klaus
– Ok... Viadinho, faz logo a bruxaria ai, essas merdas loucas que bruxas faz, tô cansada já — Diz Wendy de braços cruzados
Peter revira os olhos. Peter sempre teve a bruxaria na veia. Na Terra do Nunca tudo era bem mais fácil, era só querer, que acontecia. Mas no mundo dos humanos, a magia é diferente. E muda dependendo da região.
– Preciso de você loirinha. Você precisa dizer qual feitiço você mandou uma bruxa usar para proteger a caixa na fonte — Diz Klaus à Wendy.
– Eu não lembro! Era uma língua estranha sabe... Espera... Era algo como... tueri Pandora... est arca... Como que é "Proteja a caixa de pandora" em latim? — Disse Wendy
– Tueri Pandora est scriptor arca archa! Mil anos de vida é muito tempo para aprender algumas linguas... — Disse Klaus sorrindo. — Estenda a mão para a fonte e repita essa frase com muita concentração na fonte, até a Caixa de Pandora aparecer.
Peter olha para Klaus, depois olha para a fonte e faz o que Klaus disse. Ele repetia a frase, e repetia, nada acontecia. O veneno foi se espalhando no corpo de Wendy, e a mordida de vampiro estava infeccionada, uma mancha com sangue e veias rochas apareciam no seu pescoço. Peter não sentiu o veneno se espalhar nele. A mordida tinha se curado sozinha. Peter era, um híbrido original. O primeiro bruxo vampiro.
– Faz logo!! — Grita Klaus.
Então Peter intencionou o feitiço. Ele tinha que acreditar que não era uma simples frase em latim, e sim, um feitiço. Wendy grita. A pressão de duas pessoas gritando para você fazer algo, lhe traz raiva. E Peter era movido pela emoção, inclusive, seus feitiços. A fonte se abre, tijolo por tijolo se afasta um do outro. Abrindo um caminho. Eles olham para o "túnel" que a fonte formou. Klaus manda Peter descer e pega a caixa. Peter pula.
A Caixa estava lá, em cima de um caixão, estava meio que óbvio de mais. Peter anda em direção à caixa e a pega. Ao pega-la, uma aranha gigante aparece de repente.
– Oque você pensa que está fazendo criança? — Disse a aranha à Peter
– Pegando algo que é meu. — Disse Peter
– Hum... Acho que você não vai a lugar nenhum — Disse a aranha. — Vão, bom apetite meus filhos. — A aranha gigante atiça seus filhotes para ir na direção do Peter.
Peter se desesperou por 2 segundos, apesar de ser imortal. Ele tinha medo de aranhas. Então seus filhotes pularam em cima do Peter, e Peter fechou seus olhos. Um campo de força saiu de Peter e empurrou todas as aranhas para a parede, e todas morreram. Inclusive a maior.
Aquilo foi estranho para ele, mas ele vivia com coisas estranhas o tempo todo. Uma pergunta que não saia da cabeça dele: como sair dali?
Peter grita dizendo que conseguiu e Wendy manda ele subir. Klaus avisa a ele que ele agora pode dar pulos altos e ele sai dali.
– Muito bem — Diz Klaus estendendo a mão para Peter entregar a caixa.
– O que me impede de não te entregar a caixa e ir embora? — Diz Peter.
– Wendy! Ela está morrendo — Disse Klaus
– Vem cá! Quem disse que eu ligo para a Wendy? Por mim ela já estava morta — Disse Peter
– Escuta aqui você! Se não der a caixa agora. Eu mato todas as pessoas que você ama, que nem eu fiz com seus queridos pais. — Falou Klaus sério.
– Vão dar, vocês! EU QUERO TOMAR BANHO — Diz Wendy estressada.
Peter entrega a Caixa de Pandora ao Klaus. Klaus some, sem dar o seu sangue à Wendy.
– Espera ai! Esse idiota faz esse show todo e não me da o sangue dele? Era isso que você queria não era? Me ver morrer? — Disse Wendy. — Você é imortal, você é híbrido, um híbrido original inclusive. Tem aproximadamente a idade dos vampiros originais, acredito que é mais forte que eles. Se o sangue do Klaus me cura. Porque o seu não curaria?
– Tem razão... — Disse Peter
– Anda, me da seu sangue — Diz Wendy
Peter morde o pulso, mostrando para Wendy e deixando ela tomar o sangue. Wendy toma o sangue, e o veneno some. O sangue do Peter a curou. Agora eles precisavam recuperar a caixa de pandora. Mas Wendy e Peter queriam a Caixa para coisas diferentes. Por isso não poderiam trabalhar juntos. Apesar de não se suportarem. Hook e Peter estavam fazendo um bem para Wendy, mesmo que não quisessem. Wendy tinha recuperado sua humanidade. O orgulho foi embora e Wendy abraçou Peter.
– Vou jantar no Plarge, aqueles garçons me deixam louca! Não quer vir? — Disse Wendy.
– Vou mais tarde, prefiro ficar um pouco aqui na fonte, refletindo. — Disse Peter.
Wendy vai, e Peter fica.
Depois de um tempo, Peter vai para o Plarge, ele vai para o salão achando que encontraria Wendy. Mas não tinha ninguém, depois de tudo aqui, ele tinha perdido o apetite, então subiu para dormir. Chegando no quarto, Peter avista Wendy e Hook deitados na cama, nus. Eles já tinham adormecido. Wendy acorda e repara o Peter na porta e sorri. Tinha coisa pior? O coração de Peter se repartiu em cacos de vidro, de novo.
Ele sai do quarto fechando a porta com muita força, e fez barulho o bastante para Hook acordar e perceber o ocorrido. Peter deixa uma lágrima cair e enxuga, a camareira percebe que ele tava triste e pergunta o que houve, Peter não responde e sai dali apressado sem falar nada. Ele desce até o salão e senta no bar.
Um garoto loiro aparece e senta do lado dele. Ele era magricelo, tinha olhos claros e um sorriso lindo. Com aquele sorriso — Peter pensou — Ele nem precisava de olhos.
– Um wisky, por favor! — Disse o garoto.
Peter o fitava meio triste, como quem observa algo sem intenção alguma. O garoto percebe sua presença e se apresenta.
– Olá! Eu sou Rudy Meminger. Vi você quando cheguei à cidade com o Klaus e outros amigos... você deve ser o Pan, não é? — Se apresentou Rudy.
– Peter Pan, prazer!
Rudy percebe que os olhos do Peter brilham, mas não é um brilho de felicidade, é um brilho de decepção. O qual Rudy conhecia muito bem. Rudy quis oferecer uma bebida para o Peter, o mesmo aceitou. No momento em que Rudy se dirigiu ao Peter, Peter sentiu uma grande paz. Pessoas que transmitem paz, são raras, muito raras.
Tinha uma placa jogada na bancada, que dizia "Abraço grátis" a placa foi usada por uma garota. Fazia parte da tradição em Hamelin sobre o Dia do Vegetariano. Rudy pegou a placa, se levantou e mostrou ao Peter. Peter entendeu o que ele quis dizer, sorriu e o abraçou. Era um começo. Um começo de uma amizade... Ou outra coisa.
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