In Vein
1 Prólogo
Notas iniciais
O mundo está cheio, na verdade, repleto de humanos que gritam meu nome, me desejando e, as vezes me desejando à outros. Não sou para todos, você sabe. Só me entrego à quem precisa extremamente. Fui amiga de Christopher, bem íntima, você sabe, não tenho muitos amigos à quem ajudar, me distanciei dele quando ele teve um filho, o pequeno Rumpletiltskin. Christopher não precisou mais de mim quando se transformou no Amado Adolescente Imortal ou como os humanos o chamam: Peter Pan.
Logo após Peter sair da Terra do Nunca, para ir para o mundo dos humanos, eu podia jurar que ele sentiu um pouco de nojo da Terra e de seus habitantes, mas ele tinha uma missão: preencher o vazio entre seus ossos que circulava nas veias que eram bombeadas pelo coração. Sim, o vazio não é no coração. Éna veia.
Peter atravessou a barreira entre a Terra do Nunca e a Terra (humana) com um navio, um navio comandado pelo Hook, Capitão Gancho, como chamam aqui na Terra.
– Tudo deve ser perfeito. — Peter cantarolou, e vi um sorriso irônico de lado.
– E por isso, cada um dos mínimos, mesmo microscópicos detalhes devem funcionar, de acordo com o plano — Continuou Hook.
Na verdade, não tinha plano nenhum, os dois procuravam coisas diferentes. Peter e Hook nunca foram amigos. Hook o usou para chegar a Terra. E o Peter, idem.
Chegaram à Hamelin, uma cidade na Alemanha ex-nazista. O Roubador de sonhos e o Hook saem do navio, e vão a procura do que desejam. Mas para conseguir o que deseja, precisa sonhar, e nenhum tem essa capacidade.
Tomar o que não é seu, é errado, mas para Peter, o certo e o errado não são antônimos
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