Notas iniciais
Feliz dia de São Valentim!
"Sim, temos saído todas as noites esta semana. Eu diria que somos quase oficialmente namorado e namorada."
- Freddie Benson em iWill Date Freddie.
Quando Fevereiro chegava, Samantha Puckett se tornava ainda mais ignorante e tímida do que o normal. Sua melhor amiga, Carlotta Shay, agora vivia extremamente longe dela, o que às vezes era bem triste... E em outras, como por exemplo, nesse dia específico, algo muito feliz.
Carly sempre recebia milhares de convites, todos os anos, para escapadas para o amor, enquanto Sam se limitava a dizê-la, ao ser questionada sobre o que iria fazer no dia dos namorados: Quem liga pra um garoto idiota? Ou pra essa comemoração idiota? É só mais um dia no ano, Carls.
Mas Sam sempre houvera sido muito romântica. Negava, mas era. Seu desejo secreto era passar o dia idiota com alguém idiota de quem realmente gostasse.
O primeiro encontro que teve no dia quatorze de fevereiro, foi com Fredward Benson, seu ex-namorado. Ele a levou para jantar, comprou-lhe orquídeas e eles passaram o resto da noite entrelaçados embaixo dos lençóis, se amando intensamente como de costume.
Sam não poderia se sentir mais sortuda quando acordou na outra manhã, incomodada com a luz do sol em suas pálpebras, porém, feliz ao constatar que estava nos braços do simplesmente, homem de seus sonhos.
Quando todo aquele sonho acabou, voltou a ser só mais um dia sem sol.
Assim como naquela quinta-feira. Sentada no sofá dos Shay, comendo o segundo pote de sorvete, Sam nem riu quando Lindsay Lohan se afogou em Celebridades debaixo d'água. Ao contrário de Freddie, que se engasgava em gargalhadas, ficando com o rosto mais vermelho do que a camiseta listrada que usava.
É, agora suas tardes se resumiam em passar um tempo com a Rainha dos Nerds.
– Você realmente acha isso engraçado? — Ela perguntou de boca cheia. Ele enxugou algumas lágrimas de debaixo dos olhos e a olhou.
– Com certeza. Você não?
– Freddie, você continua o mesmo nerd de sempre, sabia disso? — A loira brincou, colocando um pouco de sorvete no nariz dele. — Agora trate de limpar esse sorvete daí; caso contrário, está obrigado a me levar pra fora desse apartamento e me divertir.
Ele arqueou a sobrancelha, mas aceitou o desafio. Colocou a língua para fora e tentou de todas as maneiras limpar o sorvete, antes que derretesse, o que não durou muito. Escorreu para seus lábios e Sam sorriu vitoriosa.
– Ganhei. — Disse calçando os sapatos.- Agora me pague algumas almôndegas, Fredweird.
– Espera, Sam. — Ele segurou-a pelo pulso. — Ainda tem um pouco aqui na minha boca. Você não quer limpar pra mim?
Ela enrubesceu com a provocação, porém, agiu como se aquilo não tivesse a afetado e revirou os olhos.
– Anda logo — falou já na porta -, hoje os restaurantes ficam cheios de bobões apaixonados.
– Então isso é um encontro? — Freddie perguntou, enquanto ela trancava a porta com um grampo. Spencer havia saído para um jantar e Sam sentiu-se obrigada de proteger o lar.
– Não. Você só vai me pagar comida. E porque eu estou sem grana. — O cortou, apertando o botão do elevador continuamente.
Ouviu Freddie rir baixinho, mas ignorou. Entraram naquele cubículo e ele tentou segurar sua mão. Ela cruzou os braços e sorriu boba.
– É um encontro, Sam. — Ele sussurrou contra seus cachos.
– Ah, cala a boca, Freddie.
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