In The Night
1 Capítulo 1 - A Lost Girl?
Notas iniciais
Espero que gostem, tenho muito carinho por essa fanfic. Quaisquer criticas são aceitas, apenas não sejam rudes.
Estava escuro. Já passava de meia-noite, e as ruas de Londres estavam praticamente desertas. Poucas carruagens levavam seus passageiros de volta as suas mansões.
Enquanto uma dessas carruagens fazia seu trajeto de volta, sua passageira avistou uma garota, aparentando ter menos de 15 anos, sozinha e escondida. Logo a mulher fez com que a carruagem parasse. Então, desceu.Era uma mulher bonita, de 23 anos, com os cabelos cacheados castanhos e os olhos verdes. Usava um vestido verde-esmeralda, e estava enfeitada com lindas joias. Andou para perto da menina, que correu para longe. A moça, então, a seguiu até uma rua mal-iluminada, onde a menina parou de correr e se escondeu.“Garotinha, está perdida?” Disse a mulher, fitando a pequena e assustada garota com um pequeno sorriso nos lábios.A menina apenas fez que sim com a cabeça. Ela se assustava com qualquer barulho, tremia e estava quase chorando.“Qual seu nome?” Perguntou a moça, tentando fazer com que a menina falasse.“Lilith” Respondeu a garota, em um sussurro. A mulher aproximou-se dela e tocou em sua mão. Ao sentir o toque, em uma reação automática, afastou-se do afago.Lilith correu para um poste de luz próximo, se escondendo da mulher estranha. Agora, banhada em luz, suas feições eram claras. Tinha os cabelos negros e olhos vermelhos, grandes e inocentes. Usava um vestido vermelho, enfeitado com rendas pretas. Trazia, na cabeça, um lindo chapéu, combinando com o vestido. Usava, também, luvas pretas que cobriam seus braços até acima do cotovelo. Estava enfeitada com pérolas negras.A moça estranhou o modo em que a menina estava vestida. Sempre vira as meninas do tamanho dela usarem vestidos de cores vivas, como rosa e azul, mas nunca tinha visto uma menina vestida de cores fortes e escuras como vermelho e preto.Afastando tais pensamentos, a moça tornou a aproximar-se.“Quantos anos você tem, Lilith?”“Tenho 14 anos.” Respondeu ela, em um sussurro quase inaudível.“Meu nome é Katharine. Prazer em conhece-la.” Disse Katharine. “Mas pode me chamar de Kath.” Acrescentou ela.“Não posso dizer que tenho prazer em conhece-la.” Lilith disse.Katharine quase gritou com a garota, mas segurou-se.De repente, a menina olhou para cima. Lilith recuou, ainda olhando para cima.“Corra..” Lilith sussurrou. “CORRA!” Ela gritou. Segurando o vestido, ela começou a recuar.Katharine fitou a árvore que Lilith olhava. Não viu nada de incomum, apenas um pequeno morcego.“O que houve, Lilith? É apenas um morcego.” Katharine disse, olhando para a menina.Voltando a olhar para a árvore, espantou-se. Procurou o pequeno morcego que antes estava ali, mas não achou nada. Olhou, então, para frente, e viu um homem.O homem tinha os cabelos negros e longos, um pouco abaixo dos ombros, presos com uma fita azul. Os olhos eram de um azul bonito, claríssimo. Vestia roupas nobres, em tons de azul e dourado. Ele sorria, e olhava para Lilith.“Ora ora ora, minha pequena Lilith. O que uma senhorita com sua idade faz, sozinha, nas ruas de Londres a noite? Você, mais do que ninguém, sabe os perigos que a noite traz.” Disse o homem.“O que faço não é de sua conta, Julian.” Disse Lilith. Ela parecia outra pessoa – Agora, ela parecia mais confiante. Quem era aquele homem misterioso?“Quem é você?” Perguntou Katharine, hesitante. Não sabia por que, mas estar perto daquele homem lhe dava arrepios.“Oh. Não vi que a senhorita estava ai. Meu nome é Julian. É um prazer conhece-la, minha querida.” Ao dizer isso, os olhos dele ficaram vermelhos e brilharam. Katharine recuou.“O..O que você é?” Perguntou ela, com os olhos arregalados, recuando.“Ora, não é óbvio? Sou o que vocês, humanos, chamam de vampiro.” Respondeu Julian, sorrindo e mostrando as presas.Katharine virou-se para correr. No mesmo instante, sentiu uma mão, fria, em seu pescoço e um braço passando por sua cintura, impedindo-a de correr. Seus olhos se arregalaram e sua respiração ficou acelerada. Olhou para Lilith, em um silencioso pedido de ajuda, porém esta apenas sorriu, e ficou parada onde estava.“Ah, as presas que tentam fugir são as melhores. O coração bombeia o sangue mais rápido, tornando tudo mais fácil.” Julian sussurrou no ouvido de Katharine.Katharine tentou, desesperadamente, fugir, mas sem nenhum sucesso. Quando estava prestes a gritar por ajuda, Julian cobriu sua boca. Ele lambeu seu pescoço. Lentamente ele aproximou seu rosto que destacava em meio a escuridão da noite, estava próximo ao pescoço de Katharine, ela sentiu arrepios. Julian respirou profundamente inalando o cheiro do sangue que pulsava nas visíveis veias do pescoço dela, a cada segundo seu vigor aumentava, ele estava sedento, sedento pelo sangue dela... Ele se aproximava com delicadeza como se apreciasse o pavor que Katharine demonstrava; vagarosamente abriu sua mandíbula, encostando apenas as presas em seu pescoço, movimentando-se lentamente para baixo, deslizando suas presas tornando-as dançarinas no pescoço de Katharine.
Lentamente as cravou, Katharine pulsou assustada, um impacto. Julian em estado de frenesi, sugava seu sangue com prazer, forçando cada vez mais a boca em seu pescoço, não se via mais as presas, seus lábios estavam grudados no pescoço dela, ele sugava e sugava, como se não desejasse parar nunca mais, e tanta força o fazia enchendo sua boca de sangue que leves gotículas começaram a surgir dentre seus lábios, escorrendo delicadamente por seu queixo e pingando logo em seguida.Lilith, que estava afastada dos dois, olhou para outro lado, não querendo ver mais nada daquela cena. Olhou para a lua, sentindo um súbito interesse por ela.Virou-se quando ouviu um baixo 'thud' e viu a moça jogada no chão, já sem nenhum sangue, a expressão congelada. Ela estava pálida como papel. Olhou para Julian, que lambia o sangue que havia deixado pingar.“Já acabou de se alimentar, então vá embora.” Disse Lilith.“Ora, pequena, não seja tão rude. Não prefere que eu a leve para sua mansão? Sabe o que acontece a noite.”“Mas é claro que eu sei. Mas você, se oferecendo, sem ser chantageado, para me levar até minha casa? Isso é raro. Bem, melhor eu me aproveitar, não?”Julian riu. “Não posso agradecer pela comida? Você fez bem em atrair ela até aqui. Mesmo que tivesse dito para ela correr. É uma boa atriz, sabia?”“Eu sei. Se não fosse, não sei como teria sobrevivido nesse mundo obscuro.”“Tem razão. Agora, sem mais delongas, vamos, antes que meu bom humor se dissipe.”Julian pegou Lilith no colo, estilo de noiva. Seria muito mais rápido, além de mais fácil, desse modo. Além disso, os raios de sol já podiam ser vistos, e se ele não entrasse em um lugar logo, viraria pó.Não demorou muito até chegar na casa da garota. Os imponentes portões estavam fechados, e os guardas a postos.Olharam-o de cima a baixo, decidindo se ele era uma ameaça ou não.“Deixe-nos passar. Ele é um aliado.” Lilith disse por fim. Estava cansada e queria dormir.Os guardas assentiram, abrindo o portão e dando passagem.Todos ainda estavam acordados. Isto é, muitos não dormiam, ou simplesmente não precisavam dormir. Por quê, você se pergunta. Ora, não é óbvio? Todos naquela mansão, desde o mordomo até o jardineiro, eram alguma criatura sobrenatural, tirando Lilith e Rachel, que era a maid da garota.A garota crescera e vivia entre demônios, vampiros, lobisomens e afins. Também era médium, o que a permitia ver fantasmas e poltergeists. Nada era mais normal para si do que ver um demônio ou um vampiro perambulando por ai.Lilith fora cercada por criaturas desde seu nascimento. Sempre estivera isolada do mundo afora, pois seus pais tinham medo do que podia acontecer. Diziam que ela tinha que ter medo também, pois nem todos eram amigáveis como os que ela crescera com.Mas ela ignorara os avisos. Um dia, quando saiu escondida a noite, fora atacada por um demônio. Como ainda estava perto de casa, gritou desesperadamente, e logo viu seus pais vindo em sua direção, sem armas, dispostos a se entregar em troca da menina se fosse necessário.Lilith gritou, berrou e chorou, implorando para que o demônio deixasse seus pais irem embora, mas sem nenhum sucesso. Por fim, viu seus pais morrerem nas mãos do demônio, que sugara as almas dos dois, e então partiu, deixando a garota sozinha e chorando.Foi carregada de volta para a mansão por um dos criados, que a deixou em seu quarto. Não dormiu a noite inteira, e assim que a noite caiu novamente, convocou uma reunião com os aliados de seus pais. Parecia outra menina, uma pessoa completamente diferente. Tinha apenas 9 anos quando o acidente acontecera, mas na reunião parecia uma adulta.Conversou com todos, pedindo a ajuda deles, em troca de favores e presas. Alguns não acreditaram que aquela garota poderia satisfazer ao estômago de todos sem se sobrecarregar, mas foram surpreendidos.Ela era uma boa atriz, e atraia presas com facilidade, fingindo ser inocente e muitas vezes, uma garota perdida. Eventualmente, ganhou o apoio de todos.Saia quase todas as noites, geralmente quando não havia quase ninguém nas ruas, e nunca tinha falhado em atrair alguém. Já havia sido atacada algumas vezes, e em uma dessas vezes quase morreu nas mãos de uma feiticeira.Muitas vezes vira fadas. Eram invisíveis aos que não acreditavam, ou aos que simplesmente não ligavam, mas ela conseguia ver, e como. Estavam por todas as partes, e eram tão pequenas que várias caberiam em sua mão. Geralmente eram amigaveis, até que você provocasse uma delas. Eram bastante ocupadas e coloridas, também.Uma delas vivia no terreno de sua mansão e tornara-se amiga dela. Seu nome era Eli. A fada sempre tentava ajudar Lilith, e era uma das poucas pessoas que conseguia fazer a garota sorrir.Lilith encontrou sua maid esperando por ela em seu quarto. Era a única humana ali além de Lilith, e seu nome era Rachel. Tinha cabelos cor de mel e olhos dourados, e estava ali há mais de 10 anos. Sempre cuidara da pequena, e ao longo dos anos, a mais nova tinha se afeiçoado a ela."Parabéns, mestra. Agora tem um novo aliado." A maid disse, um sorriso nos lábios.A garota abriu um pequeno sorriso também. "Obrigada, Rachel. O banho já está pronto?"“Está sim.” Respondeu Rachel, e pôs-se a despir a jovem.Depois de um longo e relaxante banho, Lilith praticamente se jogou na cama. Ser a isca e fingir ser uma garotinha perdida sempre drenava toda sua energia. Alguns meses atrás, era bem mais fácil, mas assim que os seres sobrenaturais que trabalhavam sob ela aumentaram em número, as mortes, antes esporádicas e raras se tornaram muito mais frequentes, o que chamou a atenção da polícia. A partir daí, menos pessoas ficavam nas ruas de noite, tornando tudo mais difícil.Mesmo estando cansada, a garota demorou a dormir. Perdeu-se em pensamentos, fazendo diversos planos. Não gostaria de perder ninguém, por mais horrível que o ser fosse.Depois de mais alguns minutos olhando para o teto, Lilith afundou mais na cama e dormiu.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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