Estava a descer de meu cavalo, quando ouvi um farfalhar de folhas vindas de trás. Saquei minha arma e mirei. Ele me olhava com aqueles olhos gananciosos, já não podia fazer mais nada, meu braço foi se abaixando lentamente, quando lembrei que já não era mais uma simples brincadeira de criança.

Ele foi se afastando, percebendo no que me tornara, percebendo que me tornara perigosa.

Seu olhar passava de ganância a tristeza. Virou-se, e rapidamente sumiu dentre a mata. Eu continuava a olhar fixamente para aquele mesmo ponto, como se ele fosse voltar, como se eu fosse voltar a ser quem era antes de fugir a procura de meu passado.

Já não podia mais deixar as coisas como eram, ele não poderia continuar a ser quem era, e eu não poderia deixar acontecer novamente. Puxei as rédeas de meu cavalo e cavalguei, seguindo as pegadas cobertas por sangue. Ele não poderia ir tão longe, não com a ferida.

A escuridão era tanta que já não podia mais ver, porém, seus olhos brilhantes lhe entregaram. Estava deitado, com uma flecha em seu abdômen. Seus olhos transbordavam misericórdia, tentavam relembrar os velhos tempos, tentavam mostrar que aquela criança ainda existia. Por esse motivo, não pude atirar, mas as manchas de sangue no tapete, o sangue de minha irmã, o mesmo que cobria teus pelos naquela noite, me fizeram ter ódio, mesmo que não amasse minha irmã tanto quanto o amo, meu coração transborda ódio. Atirei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.