Notas iniciais
Olá. Sim, hoje eu cheguei bem mais cedo. Boa leitura.

Mesmo depois de três dias que Kurt havia sido sequestrado, Blaine não havia descansado um segundo sequer. O moreno estava até dormindo e tomando banho no escritório. Blaine e uma parte dos agentes estavam com o rosto colado nas provas tentando resolve-las e Mark e a outra parte dos agentes estavam por todas as partes de Los Angeles.

Flashback

Blaine desligou o telefone na cara de Morris, pegou a carta, seu celular, suas chaves e seu casaco e saiu correndo de casa, direto para o carro. O percurso que o moreno fazia em uma hora, ele conseguiu fazer em meia hora. O agente entrou no estacionamento e deixou o carro em duas vagas e já saiu correndo para o elevador.

O Anderson chegou no prédio e desde que ele havia saído, poucas pessoas também haviam deixado. Para sua sorte, assim que parou no quinto andar, ele conseguiu ver os cabelos loiros de Mark e correu para a mesa do amigo.

– Blaine? O que você-

Blaine entregou a carta para o Mark, que em alguns instantes leu e voltou a olhar pra o amigo com os olhos totalmente arregalados. Mark rapidamente abraçou Blaine, que não teve forças e nem psicológico para chorar agora.

– Mark, e-eu-

Reunião! Ninguém sai do prédio. Quero todos os agentes na sala de reuniões em cinco minutos! – Gritou Mark para todos na sala. – Vamos, não podemos nos atrasar. – Blaine concordou com a cabeça e os dois foram rapidamente para a sala.

[...]

– O que está acontecendo? – Perguntou uma agente loira no fundo da sala.

– Se já estávamos falhando por não achar o menino Andrew, falhamos mais ao deixar Kurt ser sequestrado dessa vez. – Mark deixou um tempo para todos raciocinarem e perceberem o que estava acontecendo. Alguns suspiros de surpresa puderam ser ouvidos. – Agora mais do que nunca precisamos honrar o nome que CIA recebe. Estamos deixando inocentes pagarem pela nossa irresponsabilidade. Nós vamos pegar todas as provas que Blaine tem e estuda-las. Karofsky já deixou uma pista escapar uma vez, não é como se ele não fosse deixar outras. Não existe crime perfeito.

Mark bateu a mão no ombro de Blaine, que acenou para todos.

Flashback

Mark e mais quatro agentes entraram no andar e foram direto para a sala de Blaine, que agora era a sala geral, onde todos se reuniam para investigar. O loiro entrou na sala, seguido dos outros agentes. Blaine rapidamente se virou para eles.

– Conseguiram alguma coisa? – Questionou o moreno.

– Ele foi visto no centro. – Disse Mark. Blaine não poderia estar mais indignado com aquela afirmação. – Pois é. Ele foi em um daqueles armazéns e comprou uma caixa de velas e cordas.

– Se ele comprou a caixa era para não voltar lá tão cedo. – Disse Blaine.

– Foi exatamente nisso que eu pensei. – Mark afirmou se sentando na cadeira em frente à Blaine. – O que você acha que poderíamos fazer agora?

– Poderíamos checar prédios abandonados e sem luz elétrica. Eles disseram que dia ele comprou essas coisas? – Perguntou Blaine.

– Há quatro dias. – Disse Alf, outro agente.

– Um dia antes de sequestrar Kurt... Então significa que as cordas tinham um propósito. – Apesar de calcular que Kurt estaria amarrado nesse momento, Blaine manteve a postura. – Verifiquem pra mim se nesse dia houve alguma queda de energia e as casas que tiveram sua energia cortadas.

Alf, Tasha e Hannah saíram da sala e Mark continuou sentado olhando para Blaine. O moreno que tinha virado de costas, virou novamente para o amigo, quando sentiu olhares sobre ele. Mark reparou nos olhos de Blaine, que estavam brilhando por conta das lágrimas. O moreno deu um sorriso para o amigo.

– Blaine, vá para casa e veja se David não deixou alguma coisa. Uma pegada, uma pista. Qualquer coisa, já que você saiu de casa correndo e até agora não voltou, seria bom você verificar. Aproveite e leve suas roupas que estão aqui, tome um banho lá. Assim você poderá voltar novo para cá e quando chegarmos com alguma novidade, você poderá analisar melhor. – Disse Mark. Blaine demorou um pouco para concordar, mas fez.

[...]

Blaine pegou a caixa papelão com suas roupas do banco do passageiro e foi para a porta que ficava na garagem. O Anderson pegou as chaves dentro da caixa e abriu a casa. Blaine foi até a lavanderia e ligou a máquina de lavar e logo colocou todas as roupas para lavar.

Antes que ele começasse a investigar, resolveu tomar um banho. O moreno demorou no máximo vinte minutos e logo saiu do banho. Ele vestiu uma roupa casual, já que em algumas horas voltaria para o escritório.

O moreno começou a colocar sua mente de agente em ação. Blaine tinha um caderno para ir anotando coisas incomuns. O banheiro estava molhado antes dele entrar, então significava que Kurt iria sair. Então ele lembrou que Kurt havia ligado para Phill e avisado que iria gravar naquele dia. Como próximo passo, Kurt deveria ter ido se arrumar, então Blaine foi até o closet. Ao entrar Blaine não notou nada de diferente, nenhuma peça de roupa jogada no chão ou bagunça, mas ele notou no carpete que haviam dois tipos de pegadas, ou seja, duas pessoas estavam no closet.

Blaine se sentiu enojado de pensar em David vendo Kurt nu, mas precisou continuar. O moreno se esforçou em pensar mais um pouco e imaginou que se Kurt estivesse nu, o secador do castanho não estaria em cima do sofá do closet, já que ele primeiro se vestia e depois arrumava o cabelo. Blaine riscou do caderno a possibilidade de Kurt ter sido pego nu. Blaine saiu do closet e viu que a cama estava marcada com uma silhueta, ou seja, Karofksy havia amarrado Kurt no andar de cima.

O moreno desceu as escadas e foi para a sala. Na sala, Blaine encontrou tudo revirado. Ele concluiu que Karofsky havia deixado Kurt no sofá, enquanto escrevia o bilhete e o castanho aproveitou para tentar se soltar ou dar alguma pista para Blaine, porque Kurt odiava bagunça, então Blaine iria sacar que aquilo foi de propósito. O moreno foi para a cozinha, que estava organizada, por isso não notou nada de incomum até achar o bilhete de Karofsky. Blaine procurou por alguma coisa, mas quando ele foi para a frente da geladeira, ele achou exatamente o que precisava.

Blaine sentiu algo embaixo do seu pé, quando viu, era uma caneta. Ele a pegou e a analisou. Aquilo não era da casa do moreno e só tinha um motivo para não ser. Blaine sorriu para si. O moreno desligou a máquina de lavar, pegou a caneta, o bloco de notas onde havia anotado as pistas e saiu correndo para a garagem.

[...]

Blaine demorou uma hora para chegar no prédio. O moreno assim que estacionou o carro, foi direto para o elevador. Quando chegou no quinto andar, caminhou para sua sala, pois sabia que todos estava lá. O moreno nem ao menos bateu na porta, porque afinal a sala era dele, e já foi entrando.

– Mark- — O moreno ficou em silêncio assim que viu todos os agentes em reunião. – Posso... E-eu posso saber o que está se passando aqui? – Perguntou o agente.

– Blaine?! Eu não sabia que você ia tão cedo. – Disse Mark.

– É, e-eu consegui umas ótimas informações então eu vim o mais rápido que pude. Mas o que está acontecendo?

Todos os outros agentes olharam direto para Mark. O loiro sentiu vários olhares questionadores sobre ele. O agente saiu de trás da mesa e foi até Blaine.

– Vamos conversar lá fora. – Mark com as mãos nas costas do moreno e guiou o mesmo. Assim que os dois saíram, Mark fechou a porta e ficou de costas para mesma, Blaine ficou de frente para o loiro, com os braços cruzados. – Blaine, quando você estava fora, eu tive uma conversa com os outros agentes...

– Uma conversa. Porque aquilo me pareceu mais uma reunião do que uma conversa. – Disse Blaine.

– Enfim, conversamos como você está lidando com tudo isso. Eu disse que quando era apenas Andrew, você tinha alguém para se apoiar. Kurt. Mas agora os dois estão desaparecidos, você acaba ficando aqui o dia inteiro, não tendo nada para descarregar. Blaine eu- nós, nós achamos melhor você-

– Não, você não vai ser capaz de fazer isso comigo. – Blaine sentiu lágrimas queimarem em seus olhos, enquanto ele apontava o dedo no rosto de Mark.

– Blaine, eu sinto muito em te dizer isso, mas você está comprometendo a missão. – Mark olhou no fundo dos olhos de Blaine. – Você está sendo forçado a ser dispensado. Vamos continuar com o resgate do seu marido e filho, mas você não irá mais fazer parte. Sinto muito. – Mark deu as costas para Blaine e voltou para a sala do moreno.

Blaine por uns alguns instantes ficou encarando a porta, mas então explodiu.

– Vai se foder, Mark! Vai você e qualquer um que está com esse tipo de pensamento ridículo e infantil. – Dizia o moreno enquanto enchia porta de murros. Todos que estavam dentro da sala, apenas tinham suas cabeças abaixadas e escutavam aquilo que estava vindo de uma pessoa que era praticamente chefe deles. Blaine rapidamente parou de chorar e socar a porta, em seguida deu as costas para mesma. O moreno colocou a mão no bolso e retirou algo de lá. — Acampamento Laranja de Los Angeles. – Leu as palavras na caneta.

Blaine era um ótimo agente, melhor ainda quando conseguia resolver as coisas sozinho. Ele tinha acabado de se provar aquilo. O moreno poderia estar sozinho, mas estava na frente nesse jogo.

Notas finais
Já sei quantos capítulos faltam para acabar a fic. Mas enfim, me contem o que vocês acharam sobre a merda do Mark. PS: O motivo da caneta não ser da casa de Blaine, é que Andrew nunca foi para um acampamento. Até semana que vem. E BEM-VINDA "ROYALS" DE VOLTA AO MUNDO DAS ATUALIZAÇÕES!