In The Line
14 Capítulo 14
Notas iniciais
– Blaine Devon Anderson... O melhor agente da CIA. O qual já resolveu os melhores casos já registrados na cidade de Los Angeles, mas nada disso foi capaz de te ajudar a perceber o que eu quero. – Blaine estava muito focado com as palavras do homem. – Lembra-se da noite em que fiz a você e Kurt uma visita? – O castanho fez questão de fechar os olhos para não lembra-se daquela noite terrível. – Lá, eu já te dei uma dica do que eu queria hoje.
Blaine levou um tempo para pensar no que poderia ser. Até que fez.
– Kurt. – Sussurrou o moreno.
– Din-din-din-din, parece que temos um vencedor. Exatamente, Frodo. – A expressão de Karofsky mudou rapidamente de satisfação para ódio. – Esse pequeno pedaço do céu, foi o que eu sempre quis, desde que o conheci nos corredores do McKinley. – David aproveitou e passou levemente os dedos sob a pele de Kurt, que só sentiu nojo. – Mas você acabou com tudo isso.
– Qual é o seu problema? Você fez ele sair do McKinley, se esqueceu? Ele tinha medo de você. Como supostamente eu roubei ele de você? – Aquilo era uma pergunta retorica vindo de Blaine.
– Você não entende mesmo, né? Eu tinha tudo planejado. Quando Kurt estivesse no pior de seus dias, seria eu quem iria atrás dele, mas ao invés disso, ele foi para Westville e acabou com tudo. – Continuou Karofsky. – Então, depois das insinuações que ele me deu no hospital, eu entendi tudo. – Kurt conseguiu enxergar o próprio cérebro depois daquela declaração. — Mas quando finalmente fui atrás dele, descobri que estão casados e quase adotando um abandonado. Eu deveria ter casado com ele e você jamais ter saído de Ohio. – Karofsky respirou fundo e controlou seu ódio. — Aquilo foi a gota d’agua. Naquela noite na prisão, eu prometi para mim mesmo, que se Kurt Hummel não tivesse a mim, ele não teria mais ninguém. Eu tive que montar um plano antes, coisa que eu fiz todos os dias dentro daquele inferno. Eu sabia que se eu conseguisse Kurt primeiro, Andrew seria mais difícil pegar, porque você provavelmente teria escondido ele. Mas então eu lembrei que Kurt sempre foi de bancar o herói, imagina para o filho dele? Então eu só esperei vocês vacilarem com o menino e o peguei. Aí conseguir Kurt foi questão de tempo. – Karofsky sorriu com sua vitória. — Então cá estou eu, na ponta de um precipício, acabando com tudo is-
Nesse momento, Kurt deu uma cotovelada no estomago de Karofsky e saiu em disparada em direção a Blaine. O ex-jogador não seria tão rápido ao ponto de atirar nele com a mão esquerda e segurar Andrew, quem dirá trocar a arma para a mão direita. O castanho assim que chegou atrás de Blaine abraçou o moreno e deu um beijo na parte traseira do pescoço do moreno. Ele finalmente estava se sentido protegido e em casa. Estava com o amor da vida dele. Ele se perguntava como aguentou ficar tão tempo longe do moreno e de tudo que era característico dele: cabelo, cheiro, pele...
– Você com esse discurso todo auto suficiência acabou que nem viu eu mandando Kurt fugir. – Disse Blaine com um sorriso. – Ainda quer competir comigo? Realmente, Karofsky?
– Parabéns, tenho que admitir, mas já reparou que ainda estou com o menor? Estamos empatados. E sabia que esse daqui não vai fugir, porque a atenção será dobrada em cima dele agora. – Agora era Karofsky quem sorria.
– Kurt, eu preciso que você saia daqui. – Sussurrou Blaine.
– Daqui eu não saio. Estamos juntos nessa. – Disse o castanho atrás do marido. Blaine, sem ter muitas opções, fez o que foi necessário.
– Thomas! Retire Kurt daqui. – Gritou Blaine. O castanho achou que um plano seria formado, até que ouviu o resto da frase.
– Não. Não! Blaine, não faz isso! – Pedia Kurt enquanto Thomas se aproximou e tirou o castanho de perto de Blaine, erguendo-o e o colocando atrás da barreira de carros. Dos carros até Blaine e Mark, havia um metro. De Blaine e Mark até Karofsky uns 6 metros. De Karofsky até a ponta do precipício dava 30 centímetros. Thomas se pós a frente de Kurt e o castanho pôde assistir tudo por cima do ombro do rapaz.
– Você liberta o menino e te deixamos livre. – Disse Mark sem pensar muito na proposta.
– Oh não. Isso não é questão de liberdade, é questão de honra. Eu quero ter o que você tem. Eu quero ser você. Tem o marido que você tem, o filho que você tem, o emprego que você tem e a vida que você tem. Mas não existem dois Kurt no mundo, então um de nós precisa ser eliminado e esse não serei eu. – Disse Karofsky sorrindo. — Se eu quiser, eu mato cada um de vocês, nem que eu mesmo leve todos os tiros de suas armas, mas ainda morro tentando ficar com Kurt só para mim e saiba que você irá para debaixo da terra comigo, porque me certificarei que seja a última coisa que eu faça. – Karofsky olhou rapidamente para Andrew, que segurava o choro. — Começarei pelo menino, já que assim que Kurt e eu estivermos juntos, poderemos adotar o nosso, sem vestígios de você em nossas vidas. Então não vejo mal algum ele ser o primeiro, porque assim, não verá o “papai Blaine” morrer. – Karofsky segurou o gatilho com a arma grudada na cabeça de Andrew. O menino só conseguiu olhar nos olhos de Kurt e Blaine e finalmente fechar os olhos. Ele iria morrer.
Então o som de um novo tiro tomou conta da pedra. Todos ficaram em silêncio como da última vez. Andrew estava morto. Então veio outro tiro. O moreno se assustou e tinha os olhos arregalados. Blaine provavelmente havia piorado e agravado tudo para Andrew com um novo tiro. O moreno sentiu um embrulho no estomago e uma fraqueza por todo o corpo. Ele não sabia se gritava de dor ou chorava de profunda tristeza.
Outro som de tiro e o corpo de Blaine entrou em atrito com o chão. Agora ele tinha tomado um tiro. Blaine tinha uma visão destorcida do que estava acontecendo. O moreno não estava sentido nada em seu corpo. O Anderson se sentou no chão da pedra e olhou em volta. Primeiro viu Karofsky e Andrew jogados no chão. Ao seu lado, Mark estava na mesma situação. No fundo, Kurt estava segurando uma arma.
O moreno finalmente se levantou e foi até Kurt.
– O-o que aconteceu? Eu acho que apaguei por alguns minutos. – Blaine perguntou segurando o rosto de Kurt. Mas o castanho ainda tinha os braços esticados e os olhos para longe. Foi quando ele abaixou os braços e fechou os olhos, chorando. Kurt se pôs de joelhos, sem forças.
Blaine olhou para Thomas em busca de respostas.
– Kurt foi mais rápido e atirou em Karofsky. Duas vezes...
– Eu ouvi um terceiro...
– Karofsky ia te acertar, mas Mark entrou na sua frente.
Então começou a correria. Alguns foram de encontro a Mark, que parecia ter levado um tiro no ombro, mas ainda estava consciente. Blaine correu para Karofsky, ele já estava inconsciente e perdendo muito sangue. Ao que parecia, os agentes diziam que ele havia levado o primeiro tiro na região do fígado e outro no quadril esquerdo. Blaine estranhou por um momento, mas não imaginou o porquê.
O pai foi até o filho, que ainda estava no chão. Blaine se aproximou e viu que tinha sangue de Karofsky nele. Kurt havia escapado dos braços de Thomas e corrido para junto de Blaine.
– Andrew, está tudo bem agora. – Disse o homem tirando a mão do rosto do menino. Que tinha os olhos fechados.
Blaine deitou Andrew de peito para cima e viu que não era sangue de Karofsky, era dele. O segundo tiro, que pegou o lado esquerdo do quadril de David, havia encontrado Andrew antes. O peito de Kurt começou a subir e descer rapidamente conforme ele ia entendendo a situação e o que havia acontecido. O castanho começou a chorar e tremer como um louco.
Seu filho havia sido baleado e estava inconsciente. Kurt havia matado Karofsky e Andrew.
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