Notas iniciais
Voltei! Enfim, semana passada não teve porque bateu a preguiça e a falta de criatividade. Nem sei se esse ficou tão bom. Boa leitura.

Depois do dia em que Blaine descobriu que o pior de seus pesadelos estava de volta, ele pediu que alguns agentes do escritório fizessem escolta na frente de sua casa, para manter o marido e filho seguros e tentar descobrir para onde o fugitivo estava se escondendo. Blaine mantinha tudo em segredo, para Kurt não desconfiar de nada, e funcionava. Ele também havia grampeado o telefone de sua casa, então sabia que não houve mais ligações misteriosas, nem visitas de carros pretos; os agentes voltaram para a estaca de espera, mas mesmo assim o telefone continuaria grampeado e a vigia na ativa.

Kurt também havia mantido seu segredo de que alguém misterioso havia ligado para ele, mas ele nem imaginava que Blaine já estava bem a frente dele nessa investigação. Kurt tentava achar um jeito de descobrir quem havia ligado para sua casa naquele dia, mas não havia sido ninguém que o castanho conhece.

[...]

Era uma segunda feira de manhã e naquele dia as investigações estavam completando um mês. Blaine as vezes se perguntava se a vida de seu marido era muito corrida, porque ele nem ao menos havia percebido o carro que ficava todos os dias a alguns metros da casa.

O café da manhã estava posto e logo Blaine desceu as escadas com um sonolento Andrew no colo. O menino tinha a cabeça no ombro do pai e os dois ainda estavam em seus pijamas. Kurt havia descido há algum tempo e preparado o café. Quando Blaine chegou na cozinha, encontrou Kurt colocando uma cesta com pães em cima da mesa.

– Bom dia, querido. – Disse Blaine com os olhos quase fechados e um sorriso com o canto da boca. Kurt saiu de seus devaneios e olhou pra cima, sorrindo para o marido.

– Bom dia. – Kurt foi até Blaine, deu um beijo nos lábios do moreno e arrumou os cachos que estavam totalmente bagunçados. O castanho foi atrás de Blaine e beijou a testa do filho. – Ei, bom dia. – Kurt também arrumou os cabelos do filho em um gesto carinhoso. O menino assim que percebeu o pai em sua frente, ergueu os braços para ele.

Kurt desde o momento que adotou Andrew, teve uma conexão muito forte com o menino, que também sentiu essa conexão. Não só por passar muito tempo com Kurt, mas Andrew se dava muito bem com o pai. Kurt sempre atendeu aos pedidos do filho e como dessa vez não poderia ser diferente, pegou o filho no colo, que colocou a cabeça no ombro de Kurt, os braços envoltos do pescoço e as pernas envolta da cintura do castanho.

– Acho que preciso passar mais tempo em casa. – Disse Blaine um pouco impressionado com aquilo. Kurt deu os ombros e falou algo bem baixinho no ouvido do filho, que concordou. Kurt colocou Andrew na cadeira e foi preparar o leite do menino. Andrew tinha as duas mãos nas bochechas e os olhos fechados, se deixasse escapar, bateria a testa na mesa. – Como foi sua noite, And? – Pediu Blaine se sentando e pegando um pão. – Noite passada cheguei tarde e nem pude te colocar para dormir. – Depois de algum tempo, Andrew levantou o rosto para o pai.

– Curta, preciso do final de semana de novo, pai. – Disse o menino conseguindo se sentar novamente.

– Sei bem como se sente, querido. Seu leite. – Kurt deixou o leite na frente do menino, deu a volta na mesa e se sentou na cadeira que sobrava. – E sua noite Blaine, como foi? Desculpa não ter te esperado, é que ontem eu realmente estava cansado. – Disse o castanho colocando café em sua caneca. No domingo, ele e Andrew haviam ido ao shopping, o que para os dois era cansativo.

– Já te disse milhões de vezes que não precisa me esperar, eu entenderei perfeitamente. Ontem é um exemplo, eu cheguei três da manhã, você não precisava me esperar. – Blaine mandou um sorriso para Kurt, que respondeu. Andrew se escondia atrás do copo de leite e dividia o olhar entre Kurt e Blaine. – Mas acho que poderei passar o dia com você hoje...

– Está de folga hoje?! – Kurt praticamente se engasgou com sua torrada. Blaine concordou com a cabeça, ainda mantendo o sorriso. Kurt fez uma rápida comemoração.

– Ei, só eu vou fazer atividades normais hoje? – Perguntou Andrew com um grande bigode de leite. Os pais se dirigiram ao menino e deram uma risada do mesmo.

– Sim, querido. – Kurt indicou o liquido acima do lábio do menino, que entendeu e limpou. – Mas hoje seu pai iremos te levar e te buscar na escola. – Kurt mandou um enorme sorriso. Blaine vendo que o marido estava tentando animar o filho, imitou Kurt e abriu um sorriso para Andrew.

– Eu deveria fazer algum tipo de comemoração? Porque não vai rolar. – O menino conseguiu tirar uma boa gargalhada de Blaine e Kurt.

Mais um dia normal para uma família onde “tudo” era tão perfeito, que parecia ter saído de uma televisão.

[...]

– Vamos, And. Você vai se atrasar desse jeito. – Gritava Blaine de dentro do carro.

Blaine já estava dentro do carro esperando pelo filho e marido. O moreno estava com carro estacionado bem na frente da casa, com os vidros abertos e procurando um de seus CDs. Andrew saiu correndo da casa, arrastando sua mochila com Kurt logo atrás. Andrew já foi entrando no banco traseiro e Kurt ainda estava fechando a porta da casa. Depois de atravessar o jardim, Kurt entrou dentro do carro e fechou a porta.

– Não está esquecendo de nada? – Perguntou Kurt ao menino pelo retrovisor. Andrew negou com a cabeça. – Então vamos. – Disse Kurt colocando seus óculos escuros e abaixando o espelho para poder arrumar seus cabelos.

Blaine girou a chave na ignição e olhou no retrovisor para sair da vaga. Quando passou do lado do carro dos agentes, abaixou os óculos e concordou com a cabeça para eles. Kurt nem ao menos prestou atenção, assim como Andrew.

Da casa do casal até a escola de Andrew durava cerca de vinte minutos. Andrew estudava na Dalton de Los Angeles, mais uma das instituições que havia se espalhado pelo país. Blaine deu uma volta pela fonte, que ficava logo na entrada, e parou em frente as escadas da escola.

– Tchau, pai. – Andrew beijou o rosto de Blaine e em seguida o de Kurt. – Tchau, papai. – Ele pegou a mochila e saiu correndo porta a fora.

– Tchau, And! – Disseram Kurt e Blaine juntos. O menino se virou rapidamente e acenou para os pais.

O carro de trás buzinou e o carro dos dois homens teve que seguir viagem. Depois que os dois saíram do estacionamento da escola, Blaine segurou a mão de Kurt.

– O que você quer fazer hoje? – O moreno dividia a atenção entre a rua e ao marido.

– Eu quero ir para sua casa. – Kurt levantou uma das sobrancelhas para o marido e a mão que estava debaixo da de Blaine, colocou sobre a coxa do moreno. Blaine deixou um suspiro escapar e pisou fundo no acelerador.

[...]

Kurt saiu de cima do quadril de Blaine e se jogou ao lado do corpo do marido. Os dois respiravam pesadamente. O quarto estava quente, um ar pesado e abafado; e os dois estavam suados. Kurt e Blaine poderiam dizer que tinham a vida sexual ativa, não como a de alguns casais que conseguiam fazer todos os dias; mas quando surgia oportunidades como naquele dia, eles aproveitavam.

Kurt se virou e deitou a cabeça sobre o peito de Blaine. Kurt podia escutar o coração de Blaine batendo tão forte e tão rápido quanto uma escola de samba. Blaine tinha as mãos atrás da cabeça e tinha os olhos fechados para tentar focar somente em sua respiração.

– Isso... Foi demais. – Disse Kurt em meio sua respiração.

– Sim... Acho que por ficarmos muito tempo separados, acabamos ficando muito inspirados quando temos essas oportunidades. – Como Blaine era um agente e praticamente corria todos os dias, conseguia controlar melhor sua respiração, então já estava respirando normalmente. Ele se virou e ficou com nariz colado com o de Kurt. – O que acha de uma terceira rodada? – Blaine já foi subindo as mãos pelo corpo nu de Kurt.

– Acho que temos buscar nosso filho. – Disse Kurt se sentando na cama e olhando em volta.

Eram quase duas e meia da tarde e Andrew saia às três.

– Vamos tomar banho juntos antes de ir então. – Blaine se levantou e deu a volta na cama, ficando de frente para Kurt e estendendo a mão. Kurt a pegou e os dois foram para o banheiro da suíte.

[...]

– Blaine, você cogitaria em tentar voltar para os palcos? – Kurt tinha aquela pergunta guardada por muito tempo.

Blaine não conseguiu entender muito bem o porquê da pergunta, principalmente agora. Ele pensou um pouco antes de responder, mas acabou não chegando em conclusão nenhuma. Blaine sabia quanto o marido o queria de volta ao mundo dos palcos: por precisar dele por mais tempo, por sua profissão atual ser extremamente perigosa, poder revelar finalmente com quem ele era casado e outra infinidade de questões, mas ser agente era o que Blaine amava, assim como tocar em um piano, porém ele não poderia parar agora.

– Eu não sei, querido. Eu nunca parei para pensar nessa possibilidade. – Mentiu o moreno. – Eu sinto falta de poder cantar, mas em me envolvo tanto com a CIA, que não me vejo fora dela. – Confessou Blaine.

– Nem depois que você se afastar? Por que você vai se afastar um dia, certo? – Perguntou Kurt. Blaine mordeu o lábio e apertou a mão no volante.

– Eu não sei se vou me aposentar... – Blaine fechou um dos olhos atrás de seus óculos.

– O que? Blaine você só pode estar brincando! Você vai ficar na CIA até levar um tiro ou quando chegar aos 80 anos? Blaine, você tem um marido e agora um filho que precisam de você. Você viu como Andrew é comigo, coisa que também deveria ser com você. O menino tem que ficar te esperando todas as noites para que ao menos você possa colocar ele na cama e ter um momento com você...

Blaine estava escutando o sermão de Kurt em silencio porque sabia que o marido estava coberto de razão. O moreno estava chegando à escola do filho, ele só precisaria virar à direita daqui a duas entradas, mas o que o moreno não estava contando, era o carro preto que estava na frente de sua casa no mês passado, passando na maior velocidade a duas ruas a frente.

O moreno freou no mesmo momento. Ele estava na rua da escola do seu filho. Na hora que Andrew estaria saindo da escola. Blaine olhou no relógio, já se passavam dez minutos que seu filho havia saído da escola. Blaine no momento pensou em correr atrás do carro, porém não podia assustar Kurt. Ele também não poderia informar os agentes que estavam na frente de sua casa, pois Kurt iria escutar; e até ele chegar na frente da escola e descer, para poder ligar, o carro já estaria muito longe.

Blaine, o que diabos você tem na cabeça?! – Gritou Kurt com as mãos na frente do painel. – Era só pedir para eu ficar quieto, mas frear desse jeito foi totalmente desnecessário. – Disse o homem se recompondo.

– É... F-foi um gato que passou correndo e eu tive que frear. – Blaine voltou a andar com carro em uma velocidade maior, para conseguir chegar o mais rápido na escola. – Me desculpa. – Pediu Blaine ainda um pouco chocado.

– Não... Esquece. Espero que tenha sido um gato mesmo, porque essa conversa ainda não terminou. – Disse Kurt abaixando o espelho do carro e ajeitando seu cabelo.

Blaine chegou rapidamente na escola e parecia que todos os pais resolveram se atrasar naquele dia, porque a fila de carros estava gigantesca. Blaine batucou no volante para ver se a agonia passava, mas ela só piorava. Quando o moreno pôde ficar na frente da escada, finalmente viu seu filho sentado na escada conversando com uma menina. Assim que o garoto viu o carro dos pais, se despediu da menina e saiu correndo para o carro, arrastando sua mochila.

– Oi pessoal. – Disse o menino entrando no carro e fechando a porta.

– Oi, filho. – Respondeu Kurt.

– Oi, garoto. – Disse Blaine olhando para trás e sorrindo para o filho. – Como foi na escola? – Perguntou o moreno já seguindo o fluxo dos carros e saindo da escola.

– Foi legal e triste ao mesmo tempo. – Explicou o menino.

– Como assim? – Pediu Kurt olhando para trás.

– Foi legal porque o novo professor é super atencioso comigo e explica as coisas muito bem. Ele conseguiu transformar a aula de matemática legal. Por mais esquisito isso soe. – O menino sorriu se lembrando da aula de matemática.

– Professor novo, querido? – Perguntou Blaine um pouco intrigado. Era extremamente raro trocarem de professor, principalmente nessa altura das aulas.

– Sim, o antigo professor, senhor Parker, sofreu um acidente nas escadarias da escola. – Kurt achava que aquilo havia sido informação demais para Andrew. – Mas agora o senhor Wall está substituindo ele. Queria que vocês tivessem o conhecido, mas ele teve que ir embora correndo há alguns minutos.

Blaine novamente freou bruscamente.

Droga!

Notas finais
ARERÊ, UM LOBBY, UM HOBBY, UM LOVE. COM VOCÊ, Ê Ê ♪ Gente que babado. Até semana que vem e me digam se esse capítulo ficou bom.