Notas iniciais
Olá. Tarde eu sei, mas pelo menos teve u_u Boa leitura.

Eram por volta de oito horas da manhã e Blaine tirou o rosto de cima do piano. O moreno tinha dormindo em cima do instrumento. O fato dele estar despertando tão cedo, se dava pelo motivo de um barulho infernal que não parava de tocar. Ele se certificou que não estava com as mãos em qualquer uma que fosse as teclas, mas não estava.

Blaine olhou em volta para tentar achar de onde o barulho vinha, mas não era de dentro da sala. Ele então encarou uma parede branca a sua frente, para tentar localizar mentalmente de onde estava vindo o barulho. O moreno tentou ao máximo se concentrar, já que ele havia acordado cedo e precisava de um tempo para colocar sua cabeça em ordem.

Parece vir do andar de baixo... – Pensava Blaine enquanto tinha os olhos cerrados por conta da luz que entrava no quarto branco. – Isso me lembra muito um- Droga! – Blaine saiu de seus pensamentos depois que recordou-se que o barulho vinha do telefone grampeado.

O moreno saiu batendo nas paredes do corredor, enquanto tentava se acostumar com a luz que entrava por várias janelas da casa. Blaine chegou a ponta da escada e desceu correndo até que parou em frente ao telefone.

Antes de anteder, Blaine foi rápido. Ele não poderia anteder o telefone agora, porque Mark não havia atendido na empresa, motivo pelo qual o telefone ainda estar tocando e se quem estava ligando soubesse que ele está escutando as conversas, contaria para Mark e o telefone seria trocado. O agente ligou o viva voz do telefone, então assim que Mark atendesse o telefone, a transmissão começaria na hora. Até o momento só era possível escutar o telefone chamando.

O telefone parou de tocar e Blaine foi para cozinha. Ele olhou no relógio da cozinha e eram oito e meia da manhã. Blaine sabia que daqui a alguns minutos Mark estaria chegando no escritório. O moreno se sentou em um dos bancos do balcão da cozinha e ficou imaginando milhões de motivos para Karofsky estar acordado tão cedo.

Blaine imaginou as condições onde o filho e o marido estariam, como estaria a alimentação deles, se é que eles estivessem comendo, onde eles estariam dormindo. O moreno imaginou se Kurt e Andrew pelo menos estivessem juntos, na presença um do outro. O moreno saiu dos seus devaneios ao ouvir o telefone tocar novamente. Blaine olhou no telefone e eram 9:14. Ele nem percebeu que o tempo havia passado tanto.

O agente se sentou no sofá e aguardou a resposta de Mark vinda do telefone, já que o telefone estava em uma mesa atrás do sofá. O telefone parou de tocar e logo ouviu-se a voz de Mark. Blaine já ligou o gravador.

– Alô?

– Bom dia, flor do dia. – Disse Karofsky. Blaine se sentiu enojado com o tom sínico na voz do homem. Ele também se atentou para ver se daria para escutar algum gemido ou choro no fundo.

David Karofksy? Não achei que você iria se comunicar tão cedo. – Da empresa, Mark tinha feições de preocupado, já que havia sido pego de surpresa.

– E essa nem é a primeira vez que eu estou ligando hoje. Achei que vocês agentes trabalhassem mais ou que pelo menos alguns de vocês ficassem no escritório. Devo chamar isso de incompetência? – Apesar de odiar Karofsky, nesse ponto Blaine concordava com ele. Ele sempre achou completamente errado o prédio ter somente um vigilante, que nem fazia seu dever corretamente. Blaine presumia que Mark estaria soltando fumaça pelas orelhas por ter seu trabalho ofendido.

Vou ignorar esse seu último comentário. Vou deixar uma coisa clara aqui: Não pense que em não estar tratando com Blaine, serei o tipo do agente legal com você. Me importo muito com Kurt e Andrew, então não pense que teremos intimidade para gracinhas. O que você quer? – Blaine se controlou para não sorrir.

Vou ignorar esse seu último comentário. Eu poderia muito bem desligar esse telefone e só voltar a me comunicar em alguns dias, mas não sou tão ruim. – Karofsky soltou uma risada que fez Mark e Blaine fecharem os olhos de ódio. – Para mostrar quem é que manda, eu não vou dizer o que eu quero ainda, mas vou dizer onde vamos nos encontrar. Você conhece o ponta da montanha que fica atrás do letreiro de Hollywood?

– Conheço.

– Ótimo, nos vemos lá. Não demore ou será descontado nesse. – Pode-se ouvir o som de um gemido de Kurt. Blaine não teve nem tempo para respirar, pois Karofsky já continuava. – Caso fure comigo, meu novo saco de areia terá esse som. – Agora era possível ouvir o gemido de uma criança. Obviamente Andrew.

Não me atreveria. – Disse Mark tenso.

Gosto do som disso. Adeus, querido. – Disse Karofsky desligando o telefone.

Naquele momento a vontade de Mark era esmagar o telefone em sua mão, mas ele apenas bateu ele com força no gancho, para a sorte de Blaine.

Já o moreno tinha corrido para seu escritório improvisado para ligar as provas com as novas informações. Blaine ligou o notebook e confirmou onde ficava o Acampamento Laranja. Do acampamento até o letreiro dava quinze minutos de carro. Então provavelmente de fato Karofsky estivesse no acampamento. Mas se estava arriscando em um lugar tão perto do seu esconderijo, depois do encontro com os agentes com certeza sairia de lá. Blaine anotou isso.

Outra coisa Blaine levou em conta, foi que se ele fosse no encontro, que poderia acontecer a qualquer momento, ele não precisaria ir no acampamento para surpreender Karofsky. Ele poderia ir no encontro e se precisasse de reforços, os outros agentes já estariam ali e não o negariam ajuda.

Blaine começou a remoer uma coisa da conversa. Karofsky poderia realmente ter desligado na cara de Mark, mas pelo contrário. Então o quer que seja que ele precisa, ele tem pressa e se ele tem pressa, é importante. Blaine estava sentindo que Karofsky entraria em contanto com os agentes mais cedo possível.

Naquele mesmo dia houve uma reunião de agentes. A única coisa que eles conseguiram formular, foi que eles deveriam ir nos letreiros atrás de pistas de Karofsky. Enquanto Blaine já tinha começa a formular um plano.

[...]

A semana foi se passando e com ela chegou mais uma informação vinda de Karofsky. O sequestrador ligou na quinta, onde disse que o encontro deveria acontecer ao meio dia. Era domingo e até o momento não houve mais respostas.

Blaine já tinha todo o seu plano formado. Ele já sabia às horas que iria sair, havia calculado quanto tempo demoraria para chegar no letreiro, sua arma estava carregada caso preciso fosse usar ela, o colete a prova de balas do mesmo modo, Blaine até se garantiu que seu carro já estivesse com o tanque cheio.

Quando foi duas da tarde, o telefone tocou. Blaine, que tinha uma colher cheia de lasanha na boca, foi correndo para o telefone com colher e tudo. O Anderson ligou o viva voz e depois de um toque Mark atendeu o telefone.

CIA.

– Oi, Mark.

– Karofsky. Veio me informar mais alguma coisa?

– Na verdade vim lhe informar a última coisa. Mark, é amanhã. – Disse Karofsky, espantando apenas os agentes que estavam no escritório.

Espera. O que?

– Te vejo amanhã, hein?! Tchau. – Karofsky desligou o telefone.

Blaine ia correndo para o escritório improvisado, quando parou ao escutar uma coisa vinda do microfone transmissor.

E agora? – Perguntou um dos agentes que Blaine não reconheceu. O moreno voltou e foi chegando mais perto do transmissor.

– Não sei. E-eu achei que se afastasse Blaine seria mais fácil, mas acabei complicando mais a missão. Nós estudamos para isso, mas nossos sentidos não são tão aguçados quanto os de Blaine.

– Devemos chama-lo de volta? – Perguntou outro agente.

– Eu não acho que Blaine aceitaria voltar tão em cima do campeonato e forçar ele à isso não vai ser a melhor solução. A melhor coisa que temos a fazer agora é montar nossa ida até o letreiro e amanhã fazermos o que quer Karofsky pesa pelas vidas de Kurt e Andrew.

Blaine entendeu a mão até o transmissor.

– Será que eu... – Blaine ficou encarando o aparelho, mas logo se afastou balançando a cabeça. O agente voltou a correr para a sala.

[Acampamento Laranja]

– Amores de minha vida? – Disse Karofsky chegando ao cativeiro de Andrew e Kurt. Como sempre, o menino foi se esconder atrás do pai. – Amanhã é o grande dia. Vamos ter uma grande reunião com os agentes da CIA.

Andrew, tinha vontade de socar a cara de Karofsky toda vez que via o homem. Kurt e o menino estavam no chão, eles tentavam se esconder em um canto do quarto sujo. O castanho tinha o rosto machucado, assim como o resto do corpo. Os dois estavam sujos de barro e tinham as roupas rasgadas.

Karofsky jogou comida para eles. Era um tipo de pão. Andrew foi correndo pegar, já que aquilo estava sendo raro de se ver. Assim que colocou os dentes no pão, o menino percebeu que só tinha aquele.

– Pai...

– Coma o quanto for necessário, meu menino. – Disse Kurt sobre o ombro para o menino, sorrindo suavemente.

– Acho lindo essa coisa de família. – Kurt voltou a encarar Karofsky com toda a fúria em seus olhos. – Pena que amanhã não vou poder ver todo o drama da família Hummel-Anderson, já que Blaine Hummel-Anderson deixou de ser um problema para mim. – Karofsky arregalou os olhos e aproximou o rosto um pouco mais do chão.

Kurt juntou as sobrancelhas para o homem. Assim que os olhos do castanho foram de cerrados para arregalados, Karofsky ficou ereto e saiu da sala dando gargalhas.

Não...

Notas finais
Agora começa a corrida para o final da fic. Os próximos cinco capítulos estão babado. Até semana que vem (: