Notas iniciais
Sim, eu sei que eu não atualizei semana passada. Porém é que o capítulo tava ficando uma bosta e eu tava ficando sem ideia. Mas alguém chamado Troye Sivan e seu EP, TRXYE me ajudaram a pensar em algo. Boa leitura e o capítulo é dedicado ao Troye, se é que isso vai se passar pela cabeça dele.

Depois que chegou em casa naquele dia, Blaine montou sua própria teia de pistas. Ele reformulou tudo o que já havia acontecido e acrescentou a caneta e modo como Kurt havia sido levado. O moreno poderia ter ido naquele exato momento para o acampamento, mas ele não poderia. Ele precisava de pelo menos duas pessoas para surpreender Karofsky, então para o bem e segurança da sua família, teria de esperar.

Pela primeira vez desde que havia entrado nessa procuração, o agente sentia que estava fazendo a coisa certa.

Três dias depois que havia sido dispensado, lá estava Blaine, suando na cama com uma coisa que o moreno havia sonhado. O moreno correu para o andar de baixo de sua casa e foi para seu novo escritório improvisado no quarto de hospedes para poder voltar a trabalhar.

Blaine agora tinha um plano para como conseguir as informações que chegavam na CIA, mas sem ao menos colocar os pés no quinto andar do velho prédio. Blaine Anderson tinha um ótimo plano.

[...]

Por ter trabalhado a madrugada toda, Blaine foi dormir às seis da manhã e acordou ás cinco da tarde. Acabou sendo o horário perfeito para ele.

Blaine levantou da cama, tomou um breve banho, colocou roupas pretas e desceu as escadas para comer alguma coisa. O moreno não sabendo se tomava café da manhã, almoçava ou jantava, decidiu que comeria em algum fast-food no caminho para a loja de departamentos. O Anderson foi até a garagem e ligou o carro, saindo da garagem e logo depois subindo a rua.

Por experiência própria, Blaine deixou a casa toda armada, caso Karofsky resolvesse aparecer novamente para pegar sabe lá Deus o que. Se David entrasse, ele seria amarrado de cabeça para baixo. Ele poderia estar no Acampamento Laranja, mas nada se compara com as armadilhas que Blaine havia aprendido no Acampamento Gale Woods.

Em menos de vinte minutos, Blaine havia retornado com um identificador de chamadas em casa e instalado no seu telefone. A noite ele faria a segunda parte do plano.

[...]

Era oficialmente meia-noite. Blaine ligou o carro e abriu a porta da garagem. Ele saiu de dentro da garagem e depois que o carro estava totalmente para fora e a porta abaixada, ele subiu a rua. As ruas de Los Angeles não eram tão diferentes das de Nova Iorque: agitadas e cheias. O problema da cidade ser perigosa, era que nunca há muitas pessoas em determinadas ruas.

O moreno dirigiu por quarenta minutos até o seu destino. Por se madrugada, as ruas não ficavam tão cheias de carros, facilitando sua chegada até o prédio da CIA.

O Anderson estacionou o carro umas ruas antes da frente do prédio. O moreno conferiu a arma em sua perna, conferiu tudo que estava dentro da mala que estava no banco do passageiro, colocou o capuz do moletom preto e finalmente saiu do carro. Blaine trancou o seu carro, ficou com a mão direita no bolso e caminhou de cabeça fechada até a entrada do prédio.

Por sorte, Mark não havia tomado as chaves de Blaine, o que facilitou extremamente o trabalho do moreno. O agente rapidamente entrou no prédio, cobrindo o máximo possível seu rosto das câmeras de segurança e fechou a porta atrás de si. Blaine preferiu subir as escadas ao invés de chamar o elevador. Como ele sempre desconfiou, Carl, o segurança, roncava em frente as imagens das câmeras de segurança.

Quando chegou no quinto andar, Blaine se certificou que não havia ninguém. Quando viu que o andar estava “limpo”, colocou a mala dentro do moletom e engatinhou até sua sala.

O moreno imaginou que Carl estava dormindo assim que abriu a porta do prédio, porque o homem deveria ter vindo até ele e perguntado o que ele estaria fazendo ali, coisa que ele não fez. Os outros agentes só conferiam as câmeras, se algo tivesse sumido do prédio, o que não iria acontecer, mas o moreno precisava esconde o rosto e evitar elevadores por segurança. Na sala de vigia do Carl, não havia câmeras, já que confiavam nos olhos do homem, então Blaine só precisou não acordar Carl. Nas escadas não haviam câmeras. No quinto andar, havia câmeras, então ele preferiu engatinhar, caso alguém só visse aquela parte da gravação. E colocar a mala dentro da roupa, era para que se alguém o visse, não se perguntasse o que tinha dentro da mala

Quando chegou na porta da sua sala, Blaine abriu ela o suficiente para que ele pudesse entrar e rapidamente fechar. Para não jogar tudo por água abaixo, Blaine não acendeu as luzes da sala, usou uma lanterna de luz fraca.

Assim que ligou a lanterna, Blaine procurou diretamente as pistas novas. Não havia nada marcado. Então depois foi para os papeis que estavam em cima da mesa. Ainda nada. Parecia que os agentes haviam parado de trabalhar depois que o moreno havia ido embora. Mas quando abriu a gaveta, encontrou o que precisava. Mark havia conversado com David há dois dias.

Era óbvio que o ex-jogador iria acabar entrando em contado com a CIA assim que tivesse um plano formado e o número da sala de Blaine. O moreno só teve o azar de ser um dia depois dele ser dispensado. Outro problema era que no papel não informava qual era o número de Karofsky, só havia um tipo de roteiro de como havia sido a conversa.

“Mark: CIA.

David: Achei que essa fosse a sala de Blaine.

Mark: ... David Karofsky?

David: Bingo! Serei breve. Em três dias
você receberá outra ligação com
informações do que eu quero.

Fim da conversa”

Blaine sabia de uma nova coisa: Karofsky faria um pronunciamento no dia seguinte. Sem mais delongas, o moreno foi rapidamente fazendo o que viera fazer. Blaine abriu sua mala em cima da mesa e de lá de dentro tirou um chip de telefone.

O Anderson foi até a sua antiga mesa, pegou o telefone e removeu a tampa dele com uma chave de fenda. Dentro do aparelho havia um chip, para onde todas as ligações são mandadas e faz com que o telefone toque. O moreno conseguiu dois chips com o mesmo código e assim os dois telefones tocariam quando um determinado número ligasse para o escritório. Um dos chips ele colocou no telefone da própria casa e o outro colocou no telefone do escritório. Blaine agora receberia todos as ligações do telefone do escritório, podendo escutar todas as ligações e até as instruções que Karofsky daria no dia seguinte. Depois de grampear o telefone, o homem fechou a tampa do telefone para parecer intacto e conferiu para ver se tudo estava bem com a linha telefônica.

Depois que o telefone havia sido grampeado, faltava a segunda parte do plano. Blaine tirou da mala uma caixa de metal, na qual havia uma antena e um microfone. O moreno agora teria acesso a todas as conversas dentro da sala, para descobrir qualquer decisão vinda dos agentes. Blaine colocou em um canto da mesa, na parte de baixo, assim ninguém jamais imaginaria que ela estaria ali. Depois de instalar, Blaine conferiu se estava tudo certo através de um tipo do walk talk, que indicava com uma luz verde, que tudo estava instalado corretamente. A luz passou de vermelho para verde e Blaine começou a arrumar suas coisas o mais rápido possível.

Do mesmo modo que entrou no prédio, Blaine saiu sem que ninguém o visse e sem deixar pistas de sua visita no meio da madrugada. O moreno foi correndo para o seu carro e assim que fechou a porta, comemorou feito louco. O moreno girou a chave do carro, ligando o mesmo.

– Nunca brinque com um Hummel-Anderson. – Disse Blaine sorrindo e olhando rapidamente para a pequena luz verde acessa no banco do passageiro.

[...]

Quando o moreno chegou em casa, testou todos os equipamentos, ligando para o telefone do escritório, no mesmo instante o telefone da casa dele tocou e era possível ouvir o toque do telefone vindo do auto falante.

O Anderson estava apenas em suas calças de moletom e assistindo televisão às duas da manhã, quando sem aviso prévio começou a chorar. Blaine não conseguia entender porque ele nem ao menos sentiu algo como o coração doendo ou uma sensação esquisita antes de começar a chorar, as lágrimas só caíram. Até que o moreno percebeu que ele estava há quase dez dias sem notícias do marido e sem ouvir a voz do castanho. Não que ele não sentisse falta de Andrew, é que nem mesmo quando o moreno viajava a trabalho, eles deixavam de se falar.

Blaine começou a sentir falta de ar. O agente se levantou e foi correndo escadas acima. Quando chegou no segundo andar, foi para o final do corredor, onde ficava uma sala reservada com o piano do moreno. Blaine se sentou no banco em frente ao piano e passou delicadamente os dedos sobre as teclas do instrumento. Logo o moreno já estava iniciando uma melodia muito conhecida.

I need your love
I need your time
When everything's wrong
You make it right
I feel so high
I come alive
I need to be free with you tonight
I need your love
I need your love

Blaine apertava as teclava e cantava a música calmamente, diferente da versão original, mas por dentro parecia que algo estava rasgando o moreno e que ele precisava cantar aquilo e expelir aquela dor de alguma forma ao invés de só chorar.


I take a deep breath everytime I pass your door
I know you're there, but I can't see you anymore
And that's the reason you're in the dark
I've been a stranger ever since we fell apart
And I feel so helpless here
Watch, my eyes are filled with fear
Tell me, do you feel the same


Hold me in your arms again

Aquilo acabara se torando um pedido de socorro do moreno. No outro instante, estava ele com os braços cruzados sobre o piano chorando.

Notas finais
Sim, hoje coloquei uma música pra lembrar que é meio CSI, mas derivado de Glee. Música:http://letras.mus.br/calvin-harris/i-need-your-love/traducao.html Não ficou lá essas coisas, mas é uma coisa importante e é melhor do que outra semana sem capítulo, porque se eu ficasse toda semana pensando e não fizesse nada, vocês iam morrer esperando porque eu não ia prosseguir nunca. Até semana que vem. BYEEEEEEEEEEEE ;)