In The Dark Beside You
9 Último Recurso (Parte 3)
Notas iniciais
Ultima parte! Finalmente! Nyah maldito me fez dividir o capitulo de dois em dois povs. Mas tudo bem, o importante é que eu terminei muito antes do que previa! Ele ficou gigantesco, e com MUITOS acontecimentos importantes! E a boa noticia disso tudo é que quanto mais capitulos eu tenho, mais reviews vocês podem deixar! Yay! E é isso que eu queria pedir para vocês. Amigos, primos, familia, até sua avó, por favor, me ajudem a divulgar inthedark! Mas tomem cuidado, se sua avó tem problemas cardiacos, eu não recomendo esse capitulo.
Sam Pov
Tentei entender porque todos se amontoavam ao redor do palco, foi quando percebi quem estava em cima dele. Allison dançava desinibidamente, eu ainda não conseguia acreditar. Pedi para que Alex, a menina com quem eu dançava, esperasse ali. Tentei passar por cima da multidão, que cada vez mais ficava maior. A gota d’agua foi quando a vi tirar seu vestido, agora tudo que ela vestia no palco era uma lingerie preta e vermelha, extremamente sensual e provocativa. As pessoas que assistiam estavam indo literalmente a loucura; batiam palmas, assoviavam e gritavam seu nome. Ela tinha perdido a cabeça. Finalmente eu havia conseguido atravessar o mar de gente e subir no palco, todos me vaiaram assim que cobri a visão que eles tinham de seu corpo, por parar em frente dela.– O que diabos pensa que está fazendo? – perguntei irritado.– Estou dançando – ela sorriu e me puxou pela gravata para perto dela.– Você está drogada?– Não! – ela soltou uma gargalhada – Mas eu estou, muito, muito, muito bêbada.– Exatamente por isso não vai ficar aqui por mais nenhum segundo – tirei meu paletó e a vesti, peguei seu vestido que estava jogado no chão com pressa e a arrastei para os fundos do palco, o camarim.– Sam! – ela gritou- Porque fez isso? Por que tem que estragar tudo? Eu estava me divertindo, você não viu? – ela falava mole, tropeçou em seus próprios pés e por sorte caiu no sofá.– Você perdeu a cabeça? – suspirei — Olivia tinha razão, eu realmente não te reconheço.– Me reconhecer? Sam por favor, você nunca chegou a me conhecer de verdade. Não tem o direito de usar essa frase.– Ponha seu vestido – pedi com autoridade.– Você é quem manda – ela sorriu maliciosamente e tirou meu paletó. Ela estava extremamente provocante. Se controle. Se controle.– Isso é muito apertado – ela passou a mão pela lingerie – Posso tirar isso também? – ela começou a desamarrar o corselete que a envolvia. Fui até ela e segurei em seus braços. Ela me olhou fixamente, estava próxima o suficiente para que eu a beijasse. Ela praticamente pedia por isso. Tentei colocar meus pensamentos no lugar.– Allison olhe para mim. Você vai por sua roupa. E não tirar o que resta. Entendeu?– Ok – ela deu de ombros – Tanto faz – e voltou a cair no sofá. Garotas alcoolizadas eram extremamente irritantes, e ainda sim eu não conseguia simplesmente deixa — lá ali. De repente Amber e Tom cruzaram a porta com autoridade, em busca de Allison.– Ela fica com a gente – Amber disse – Obrigada Sam.– Amber! – Allison gritou e veio se apoiar em mim – Ela é uma puta maldita – Allison sussurrou em meu ouvido, pelo menos, era o que ela pretendia fazer, pois Amber pode escutar perfeitamente bem. Amber sorriu.– Vamos Al. Vamos te levar pra casa. Chega de escândalos por hoje.– Como se você se importasse – Allison gritou – E Tom – ela sorriu – Ele é tão bom de cama. Revirei meus olhos. Lembrei-me do que Olivia havia me dito: ‘’ Ela se transforma perto dessas pessoas. Espero que não se decepcione demais. ’’Sua aparência inocente era completamente contraditória ao o que eu via agora. Eu jamais imaginaria que ela era esse tipo de pessoa. Senti que qualquer esforço que eu fizesse a partir de agora, seria completamente inútil.– Pode leva – lá – murmurei.– Sam! – Allison gritou – Isso tudo é só por causa de você – ela disse com tristeza – Eu sei que você nunca vai poder gostar de mim pelo o que eu sou.– Bela história Al, me comoveu – Amber fez com que ela se apoiasse em seu ombro – Vamos embora.Adeus Allison. Minha cabeça girava e latejava pela enorme quantia de informação em uma única noite. Tudo que eu precisava agora era voltar pra casa. Era três e quarenta da manhã, eu estava exausto. Eu só queria achar Dean, e não atender a mais nenhuma festa por uns próximos cinco anos.Olivia Extra Pov Eu corria o mais rápido que minhas pernas agüentavam, eu precisava de ar, mas era o que mais me faltava. Peguei o primeiro táxi que vi na minha frente. O motorista era um mexicano, gordo e simpático, que sorriu para mim assim que entrei no carro.– Para onde querida? – ele perguntou.– Hospital Princeton Plainsboro – gaguejei o nome do hospital.– Você está bem? – o moço perguntou assustado.– Rápido! – gritei. Ele obedeceu e permaneceu em silencio o caminho todo. Eu estava com medo, não sabia o que tinha acontecido, passavam-se tantas coisas pela minha cabeça que eu era incapaz de decifrá-las. Eu suava frio e tremia, tinha medo de que todos os meus pesadelos se tornassem reais esta noite. Quando chegamos ao local, sai correndo do taxi sem pagar. O motorista não se manifestou.Música 5 Entrei no hospital sem fôlego, tropeçando em meus próprios pés. O lugar era imenso, muito claro, com azulejos brancos em todos os lugares, minha cabeça começou a girar, eu me sentia tonta. Andei rapidamente até encontrar a sala de espera, onde encontrei minha mãe sentada, aos prantos. Fui me aproximando, com medo, eu não queria ter que lidar com isso, eu estava relutante em encaixar as peças do quebra cabeça, eu não queria saber o que estava acontecendo.
– Mãe – eu tremia.– Olivia – ela veio correndo e me abraçou, não reagi. Esperei até que ela me soltasse. Olhei para ela desolada, eu não tinha certeza se minha voz sairia se eu tentasse falar.– Foi um acidente Olive – ela soluçava. Lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Fechei meus olhos, tentando inutilmente controlar minha respiração.– O que aconteceu? – sussurrei.– Ele estava nervoso, eu tinha acabado de pedir o divórcio...– Ele? – sussurrei – Ele? – minha voz foi aumentando gradualmente. Agora eu gritava, e o hospital todo olhava para nós duas.– Ele entrou na casa com uma arma... –ela tremia dos pés a cabeça.– Mãe – eu chorava muito, incontrolavelmente, aquilo parecia um eterno pesadelo – Cadê a Lisa?– Foi um acidente. Foi um acidente – ela repetia como uma doente mental. Senti uma enxaqueca imensa, eu tinha ânsia de vomito, achava que iria morrer a qualquer momento.– Onde está Lisa? – berrei. – Foi um acidente. Um acidente – seu nervosismo deixava mais aparente aquilo que ela não tinha coragem de dizer.– Ela... Ela morreu? – sussurrei aos prantos, eu soluçava, a dor que eu sentia era imensurável, vinha de dentro de minha alma. Me consumia de dentro para fora. Eu sentia meu corpo se desintegrar. Meu pulmão estava pesado, eu não conseguia pensar. Faltava oxigênio em meu cérebro. Minha mãe teve outro acesso de choro e gemidos, não precisava mais nada para responder minha pergunta.– Como? – gritei – Não! Isso não é verdade. Pare de mentir pra mim! Isso não pode ter acontecido. Não! Isso tudo é culpa sua! – ela chorava cada vez mais, me olhava com dor, mas eu não sentia o mínimo de misericórdia por ela – Sua vida toda você foi uma covarde! – ralhei – Nunca fez nada para nos proteger! Nunca! – cuspi as palavras que estavam presas dentro de mim desde meus quinze anos – Você deixou que isso acontecesse! Isso é sua culpa! Eu tenho nojo de você! – Percebi que eu quase bati nela, as enfermeiras vieram me segurar. Ela chorava descontroladamente, pedindo desculpas. Tentei me acalmar, então finalmente me soltaram. Olhei para ela que havia se jogado ao chão. Patético.– Eu vou sair por essa porta – sussurrei – E você não espere me ver de novo. Nunca mais.– Olivia não faça isso comigo. Por favor – ela gemia e gritava – Eu sou sua mãe!– Sim Lilian! Infelizmente você é minha mãe. Mas a única coisa que temos em comum é o sangue, porque você nunca agiu como uma mãe. Ela se ajoelhou em meus pés, tirei suas mãos de minha perna, e lhe dei as costas. Eu não conseguiria agüentar mais nem um segundo em um local tão deprimente. Comecei a vagar pelas ruas frias, que me congelavam dos pés a cabeça e faziam com que meus pulmões ardessem ainda mais. Comecei a correr sem direção, não sabia para onde minhas pernas me levariam então segui meu coração. Me encontrei em casa. Abri a porta com um único murro, estava tudo destruído. Móveis, copos e pratos, havia sangue por todos os lados e quatro tiros na parede. Preocupei-me tanto com a Lisa no hospital que me esqueci de verificar o estado da minha mãe, e também esqueci de me perguntar para onde aquele monstro havia ido. Senti um súbito medo, de ele ainda estar no apartamento. Permaneci em silencio, tentando detectar qualquer barulho que houvesse ao meu redor, mas tudo que eu ouvia era minha respiração, em minha mente a risada de Lisa tomou conta. Lembrar-me de Lisa fez com que eu sentisse uma dor aguda no peito, uma dor tão forte que eu comecei a gritar. Ajoelhei-me no chão. Era demais, eu não iria suportar. Subitamente, Dean apareceu em meus pensamentos, lembrei com fervor das palavras que havia me dito: ‘’Ela era a coisa mais importante na minha vida e eu ainda não consigo aceitar que ela nunca mais vai estar aqui.’’Agora eu entendia. Juntei todas as minhas forças, para dar meu ultimo passo, porque agora, nada mais tinha sentido, nada mais valia a pena. Tudo ao meu redor estava embaçado, eu não conseguia enxergar absolutamente nada. Fui ao quarto da Lisa, parei por alguns segundos para observar seu berço, suas fotos, seus bichinhos de pelúcia, os brinquedos espalhados pelo chão, dos quais costumávamos a brincar juntas. Minha alma gritava para que esse sofrimento acabasse, era frustrante não saber como. Arrastei-me até o banheiro e me fitei no espelho. Eu estava pálida, sem vida alguma, não me reconhecia. Sem pensar com um único acesso de raiva, dei um murro no espelho, gritei ao sentir vários pedaços de vidro penetrarem minha mão. Um dos cacos me chamou atenção. Minha alma pedia por salvação, pedia para que eu calasse os gritos de dor dentro da minha cabeça, junto com a risada doce de Lisa e a voz de Dean. As lágrimas de meus olhos não cessavam. Peguei o pedaço de vidro, tudo parecia tão simples. Tentei consolar a mim mesma: já vai acabar; a dor vai passar. Eu não tinha que suportar isso. Pressionei o vidro contra meu pulso esquerdo, as primeiras gotas de sangue caíram no tapete, assisti elas escorrerem pelo meu braço. Finalmente senti um alivio, um alivio que jamais havia sentido em toda minha vida. Era como se toda minha dor, todo meu sofrimento, estivesse sendo expulso de meu corpo através daquelas gotas de sangue. Não existia mais nada para mim, eu realmente não tinha mais nenhum motivo para viver. Minha vida, minha família, tudo acabou. E eu estava prestes a acabar. Fechei meus olhos, feliz e satisfeita, pois uma das ultimas coisas que presenciei em minha vida, foi um beijo de Dean. Imaginei-o ali comigo, segurando minha mão, tudo aquilo parecia tão real, eu ouvia sua voz distante dizer: Fique comigo, eu estou aqui. Me desculpe Dean.Finalmente pude me despedir de um mundo do qual eu não pertencia.
Notas finais
Segurem suas lágrimas! Não entrem em panico, nem em desespero! E por favor, COMENTEEEM! Quero MUITOS REVIEWS! Afinal de contas, passei a madrugada inteirinha ontem para terminar esse capitulo. Fui terminar exatamente as cinco da manhã. Depois de tanto esforço, eu mereço muitos reviews! Terminei o capitulo muito antes que o previsto. Mas infelizmente, o proximo capitulo nao tem data de previsao. Minhas provas vão começar em alguns dias e eu não sei se vou conseguir escrever, mas o importante é que enquanto isso, vocês tem o querido Last Resort para entreter vocês! Eu quero saber de tudo! O que acharam da trilha sonora? As fotos? Os acontecimentos bombasticos? Passei horas tentando criar um capitulo que contagiasse vocês emocionalmente, espero que tenha conseguido! Quero saber de todos os detalhes e sua mais sincera opinião! Com amor, JB.
Fale com o autor