In The Dark Beside You

7 Último Recurso (Parte 1)


Notas iniciais
E ai negada branca! Vocês devem estar se perguntando o porque do (P1) no começo do cap. Bem, eu fiz um capitulo tao grande, e com tanto link de foto e musica que o nyah ficou de viadagem comigo e não me deixa postar o capitulo de uma vez só. Ou seja, vou ter que dividir o mesmo em partes. ISSO É UMA PUTARIA DESSE SITE #@$@#%¨$#%#$% MAS TUDO BEM (Brincadeira, galera do nyah eu amo vocês)Aproveitem a leitura picotada ¬_¬ kkkk

Sam Pov

Música 1

O local estava incrivelmente bem decorado. Era magnífico como conseguiram transformar uma quadra de esportes em o que poderia tranquilamente se passar por um clube noturno. Holofotes giravam em torno de toda a rua, faixas de seda estavam penduradas na entrada e um imenso tapete vermelho era a passagem. Milhões de carros diferentes estacionavam e deixavam algumas pessoas no local, algumas eu poderia dizer com certeza que não eram nem da escola. As roupas que muitos vestiam eram tão sofisticadas quanto o local. Me senti aliviado de estar vestindo um terno. A música já era bastante contagiante, o som era abafado por estarmos do lado de fora. Esse tipo de ambiente me deixou a borbulhar por dentro, a ansiedade era ainda maior por finalmente estar aqui.

Elizabeth notou minha expressão de surpresa com tudo aquilo.

– Espere só até ver lá dentro – ela sussurrou.

Elizabeth estava usando um vestido branco, curto o suficiente para deixar sua perna inteira à mostra, decorado com algumas pedras que refletiam a luz do cenário. Só uma parte de seu cabelo estava presa, todos que passavam paravam e olhavam para ela, nem que fosse por alguns segundos, senti-me um tanto quanto satisfeito e orgulhoso. Ela estava comigo. Discretamente passei minha mão por sua cintura, mantendo-a ao meu lado. Ela me olhou de canto e sorriu.

Dean se aproximou, nervoso. Ele não conseguia parar em um único lugar.

– Dean fique calmo.

– Eu ainda não sei o que eu estou fazendo aqui – ele parecia frustrado.

– Você quem fez essa bagunça, agora concerte.

Ele olhava para todos os cantos, a procura de uma das duas meninas. Amber ou Olivia, eu só não podia ter certeza de qual ele torcia para encontrar primeiro.

Esperávamos ali na frente, cumprimentando todos que paravam para falar com Elizabeth. Até que um menino, provavelmente mais velho que eu, se aproximou. Assisti Elizabeth ficar cada vez mais tensa. Ele parou em nossa frente, sorrindo e olhando diretamente nos olhos de Liz. Seu cabelo era de um loiro quase branco, alto e extremamente musculoso, me senti intimidado.

– Você está linda – ele a olhava como um leão olhava para suas presas.

– Me diga algo que eu não saiba Tom – ela parecia irritada.

– Uma das coisas que eu mais sinto falta em você. Sua humildade.

– Aposto que Allison era muito mais humilde. Onde está ela? Ainda não foi procurá-la?

Ele sorriu.

– Duvido que ela tenha coragem o suficiente de dar as caras aqui.

– Você teve – ela disse incisiva.

– Já está na hora de esquecermos isso, não acha Liz?

Ela segurou minha mão com força.

– Eu já esqueci – deu de ombros.

Foi quando minha ficha finalmente caiu.

‘’Por favor.Elizabeth está te usando. E você sabe disso. ‘’

Senti meu sangue ferver, sempre fui tratado como o ingênuo e o manipulável. Agora eu via por que. Simplesmente porque eu era manipulável. Não dessa vez.

– Se me dão licença... – pedi

Elizabeth segurou minha mão com mais força e deu um sorriso nervoso.

– Sam, onde pensa que vai?

Suspirei.

– Eu vou achar alguém que realmente queira passar essa noite comigo. Não vou ser seu showzinho para ex-namorados Elizabeth. Sinto muito.

– É a melhor coisa que você faz – Tom colocou a mão no meu ombro.

Tirei sua mão violentamente. Dean se aproximou para certificar de que tudo estava correndo bem. A tensão era palpável.

– Algum problema? – Dean perguntou.

– Nenhum – murmurei – Vamos entrar. A festa já começou faz tempo.

Tentei manter minha respiração controlada enquanto nos afastávamos. Milhões de perguntas dançavam em minha cabeça, o que Allison tinha a ver com tudo aquilo? O que ela escondia, que nem mesmo seus piores inimigos eram capaz de mencionar em voz alta? As poucas insinuações não foram o suficiente para que eu entendesse quem exatamente era Allison, muito menos se valeria a pena eu tentar descobrir. Eu genuinamente acreditei que Elizabeth passou a semana toda me arrastando para todos os pontos turísticos da cidade porque se interessava em mim, da maneira mais difícil, aprendi que minha ingenuidade era meu ponto fraco. Hoje, eu não seria vulnerável a mais ninguém. Allison provavelmente era igual a todas as outras.

– O que diabos foi aquilo? – Dean perguntou assim que chegamos à porta do salão.

– Nada que valha a pena mencionar. Achou Olivia?

– Ela ainda não chegou.

– Porque querem a Olivia? – uma voz calma e suave surgiu atrás de nós. Era Amber.

Dean me lançou um olhar de desespero.

– Porque ela vai ser meu par hoje à noite – sorri para ela.

– Pensei que Elizabeth viria com você hoje.

– Complicações surgiram e foram resolvidas. Agora Olivia é meu par.

Ela me olhou desconfiada. Amber era de um gênio forte, até por sua postura era fácil de identificar. Ela andava confiante e de cabeça erguida, como se tudo ao seu redor a pertencesse. Ela chegava a ser um pouco intimidadora, não se podia decifrar do que ela era capaz. Em seus olhos se podia ver o ódio e em sua voz podia sentir o veneno que circulava em seu sangue. Mas eu não podia deixar de mencionar o quanto ela era bonita. Tinha uma beleza selvagem, e uma insinuação sexual involuntária, ou talvez voluntaria, que fazia com que todos os olhos permanecessem nela. Ela queria chamar atenção, ela precisava chamar atenção, e não se esforçava muito para isso.

Ela se apoiou no ombro de Dean.

– Vamos, é sua vez de me levar lá pra dentro.

– Vá entrando, eu estou logo atrás de você – Dean sorriu.

Amber fechou a cara e mesmo relutante entrou no salão.

– Sam, socorro.

– Entre com ela, ou as coisas irão piorar para você. Quando Olivia chegar, peço para que ela espere você aqui. Você vai ter tempo o suficiente para lidar com Amber.

Ele assentiu com a cabeça.

– Dean, não beba. Você sabe como você fica quando bebe.

– Eu fico relaxado. Eu vou entrar em combustão espontânea a qualquer momento se não tiver nenhuma gota de álcool no meu sistema.

Eu consegui rir.

– Ande logo.

Dean entrou e eu me virei para observar os carros que chegavam. Foi quando eu vi a pessoa mais deslumbrante que podia existir. Ela estava tão linda, que era quase um crime. Allison desceu do carro, e se apoiou no braço de um menino que a acompanhava. O arrependimento ardeu dentro de mim. Naquele instante, tudo que eu queria era ser quem a acompanhava. Não, quem eu estava querendo enganar? Tudo que eu queria era arrancar seu vestido com meus próprios dentes. Ela nunca esteve tão sensual. Culpando ou não minha testosterona, eu precisava dela. Em todos os sentidos.

Olivia Pov

Eu definitivamente não nasci pra isso. As festas das quais eu participava antes de entrar nessa escola eram festas em barracões abandonados, com no máximo seis convidados. Nós nos rodeávamos por cigarros, drogas e muita bebida. A festa durava dois ou três dias. Tudo dependia da quantia de drogas ilícitas que havíamos consumido e o tempo em que o efeito delas duravam. Tudo isso está muito atrás de mim, eu já não faço mais parte desse mundo. Graças a Xavier.

Agora, esse lugar era incrível. O nível social dos convidados com certeza era muito alto e eu não poderia nem fazer a conta de quanto foi gasto para essa única noite. Os pais dos alunos mais ricos sempre contribuíam com algum dinheiro para que todas as festas saíssem exatamente como o planejado. Apenas pelo simples fato de que seus filinhos estavam entediados e queriam algo para fazer no final de semana. Para mim, era outra realidade.

Elizabeth se aproximou de nós três. Ignorou por completo a presença de Josh e gritou com um falso entusiasmo para Allison.

– Você veio! – abraçou-a – E olhe pra você Olivia! Uau! Ninguém pode dizer que você mora no Brooklin. Você está irreconhecível!

Forcei um sorriso.

– Levarei isso como um elogio Elizabeth.

– Está conseguindo se manter em pé com isso ai? – ela apontou para minhas sandálias.

– Estou perfeitamente confortável. Obrigada.

– Até educada você está sendo. Quem diria o quanto uma festa pode transformar alguém, não é mesmo? – ela puxou Allison para um canto, parecia estar tendo uma conversa séria.

Resolvi esperar, mas infelizmente, esperar significava passar alguns segundos sozinha com Josh, o que era algo que não me deixava nem um pouco confortável.

– Elizabeth tem razão – ele disse confirmando todas as minhas suspeitas da sua personalidade de um porco – Você realmente está irreconhecível. E por irreconhecível eu quero dizer, muito gostosa.

Soltei uma risada de escárnio.

– Por favor, você realmente que eu sou tão estúpida? – perguntei irritada.

– Todas as outras foram – ele disse suavemente.

Cada palavra que saia de sua boca fazia com que eu tivesse cada vez mais nojo dele.

– Pois bem, você terá que se lembrar que eu não sou igual todas as outras. Eu consigo algo muito melhor que você Josh. Não me contento com tão pouco – fitei-o com desprezo.

– Então... Dean Winchester é melhor?

– O que?

– As informações correm – ele deu um sorriso cínico.

– Qualquer um é melhor que você. Até sua sombra.

– Essa doeu – ele fingiu ressentimento – Então você é do tipo difícil?

– Pra você Josh, eu sou do tipo impossível.

Esse garoto me dava nos nervos, me afastei antes que eu perdesse a compostura. Prometi para Allison que iria me comportar, já que ela tinha coisas mais importantes para lidar do que me separar de uma briga. Uma delas era restaurar sua honra. Eu duvidava que ela conseguisse fazer algo do tipo. Allison perdia a cabeça quando estava rodeada por essas pessoas. Eu estava esperando pelo pior.

Avistei Sam na entrada e corri ao seu encontro.

– Hey – sorri.

Ele parou para olhar pra mim e se demorou em minhas pernas.

Revirei meus olhos.

– Quem é você? – ele perguntou em tom de brincadeira.

– Recebeu uma dose extra de testosterona hoje Sam?

– Você não faz idéia – ele murmurou, tinha o olhar fixo em Allison que estava no outro lado da rua.

–Vai ficar querendo – sussurrei em melodia.

– É o que veremos – ele disse determinado.

– Sam sinto muito lhe informar, mas você não sabe com quem está lidando. Se achava que a Allison já era complicada antes, agora sua única opção é sentar e chorar. Ela está em território inimigo. Ela se transforma perto dessas pessoas. Espero que não se decepcione demais.

– Não se preocupe. É uma relação meramente física.

– Você esqueceu de acrescentar o ‘’platônica’’ depois de ’’relação’’ – brinquei

– Ela me convidou primeiro! Isso não é platônico, ta legal? – ele parecia perturbado.

– Se não era antes, agora definitivamente é. Ela nem lembra quem você é mais Sam. Você desperdiçou sua chance.

Ambos a observávamos. Ele permaneceu em silêncio.

– Por mais que destruir todas suas esperanças seja muito divertido... Eu preciso encontrar seu irmão.

Ele me puxou pelo braço.

– Você não pode entrar ai.

– Não posso?

– Digo... Você tem que esperar aqui. Dean quer te mostrar algo.

– Isso é ridículo, eu não vou esperar aqui.

– Olivia! Não! – agora ele beirava a nervosismo.

– Sam! O que está acontecendo?

– Por favor, prometa que não vai ficar brava com ele.

– Brava porque Sam? – minha paciência já estava no fim.

– Olha, você tem que entender que Dean não é bom pra lidar com esse tipo de coisa. Relacionamentos. Desde que nossa mãe morreu, ele vive em constante medo de perder quem ele gosta, mas ele realmente gosta de você Olivia. Ele só não sabe lidar com tudo isso – ele tropeçava nas palavras.

– Espere, sua mãe morreu? – perguntei confusa.

– Sim, ano passado. Pensei que soubesse.

– Não – respondi seca – Ele não me disse nada.

– Espere aqui. É só o que eu peço.

– Não– Impedi-o – Eu vou entrar você querendo ou não. Uma das coisas que você tem que aprender sobre mim Sam, eu odeio que me digam o que fazer.

Soltei meu braço de sua mão e entrei no salão.

Música 2

O lugar era gigantesco, as luz estavam em constante movimento, o que fazia com que fosse difícil reconhecer alguém dentro do local. Um palco gigantesco estava no fundo da quadra, onde uma banda tocava animadamente e fazia com que todos no salão os acompanhassem. Era quase um formigueiro, o salão estava lotado de pessoas. Em cada canto havia um open bar, onde os garçons brincavam com as bebidas fazendo malabarismos e entretendo todos que não estavam na pista de dança. Nesse exato momento vi meu primeiro rosto familiar, Amber arrastando Dean em direção a pista de dança. Senti muitas coisas de uma vez só, traição, raiva e a pior delas arrependimento, ódio de mim mesma por ter sido tão estúpida e ter acreditado que ele era diferente.

Dean me avistou de longe, parecia assustado, soltou rapidamente sua mão de Amber e veio correndo em minha direção. Meu sangue fervia, eu não conseguiria manter uma conversa civilizada com ele, sem quebrar ao menos uma garrafa em sua cabeça. Eu precisava sumir dali, eu sentia uma dor imensurável, eu não queria ver seu rosto, muito menos ouvir sua voz. Entrei no meio da multidão com a intenção de me misturar, eu lutava contra minhas lágrimas que queriam escapar a todo custo. Enquanto corria, trombei com a última pessoa que eu esperava ver hoje.

– Charles!

Ele sorriu.

– Você está incrível.

Éramos obrigados a manter a voz alta por culpa da música.

– O que faz aqui? – tentei me situar e esquecer a cena que havia acabado de presenciar. Charles era meu bote salva vidas. Como de costume.

– A escola precisava de um professor para certificar que nenhum aluno entrasse em coma alcoólico – deu de ombros — Eles têm um nome a zelar.

– Escolheram o professor errado pra isso – consegui rir.

– Assim você me ofende – ele riu e parou para procurar meu olhar – Liv o que aconteceu? Você está pálida.

Respirei fundo e olhei em volta, Dean ainda me procurava.

– Me tire daqui – pedi.

Ele assentiu com a cabeça. Fomos para o lado de fora do salão, era um belíssimo jardim onde estava a piscina usada para as competições de natação. A decoração era magnífica, várias tochas rodeavam a área da piscina, não tinha mais ninguém ali.

– Será que é uma boa idéia? – perguntou – Só nós dois aqui... Liv, as pessoas falam.

– Se te incomoda, por favor, se retire – fitei-o com seriedade – Não estou te obrigando a ficar aqui comigo.

– Olivia, não diga isso. Eu penso por você. Você é a única coisa com que eu me importo. — ele se aproximou e segurou minha mão.

Eu estava dividida. Com Xavier as coisas eram tão simples, tão fáceis, as palavras saiam tão facilmente de sua boca, tão suaves e verdadeiras. Ele não tinha problema algum em dizer como se sentia em relação a mim. Ele é maravilhoso. E aqui estou eu, perdendo meu tempo tentando decifrar cada passo, cada suspiro e cada palavra de Dean. Tentando analisar se elas eram verdadeiras. Porque precisava ser tão complicado?

– Liv... Eu cansei de esconder.

– Charles, você não sabe o que está dizendo – me senti nervosa, eu sabia para onde isso estava indo. Eu não estava em condições de fazer uma escolha agora.

– Olivia eu te amo.

– Não. Não ama. Charles, eu não posso.

– Eu não estou esperando uma resposta Olivia. Só quero que saiba. Simples assim.

– Nada é simples.

– Isso é – retrucou.

Xavier se aproximava, devagar, aos poucos nossas respirações ficavam cada vez mais altas. Fechei meus olhos com força, eu não conseguia decidir, eu não sabia se aquilo era o que eu queria, meu corpo tremia. Eu o amava, mas com tudo que havia acontecido, eu já não tinha certeza em que categoria esse amor se encaixava. Tudo que vinha em minha cabeça era o rosto de Dean. Céus! Porque você não sai da minha cabeça? Porque não me deixa optar pelo caminho mais fácil?

– Olivia! Finalmente te achei! – ele gritou, fazendo com que Xavier se afastasse rapidamente e eu abrisse meus olhos. Meu alivio era imenso.

– O que você quer Dean? – não consegui soar tão irritada o quanto pretendia tudo havia acontecido tão rápido, meu cérebro ainda estava a processar a situação.

– Por favor, você tem que me ouvir – ele pediu.

– Eu não tenho nada para ouvir de você – ralhei – Agora, me deixe em paz.

Xavier parecia frustrado. – Olivia mantenha a calma — passou de leve a mão em meu braço — Vou deixar vocês dois conversarem.

Dean olhava para ele com ódio, era quase como se ele estivesse ali o tempo todo, e quando viu que algo estava prestes a acontecer, gritou meu nome, impedindo de que fossemos adiante. De certa forma eu o agradecia.

Tentando controlar minha raiva, me virei de frente para Dean e olhei diretamente em seus olhos.

– Você quebrou sua promessa. Não importa o que diga nada vai mudar o jeito que eu te vejo agora – sussurrei.

– E você acha que eu não sei disso? E ainda sim eu estou aqui Olivia. Porque eu não consigo simplesmente te dar as costas. Então por favor, me escute. Porque independente da sua reação, eu vou sair daqui com a consciência limpa, sabendo que eu tentei de tudo.

Notas finais
Rápido! Próxima parte! >> O capitulo ainda mal começou!
REVIEW REVIEW REVIEW, nao esqueçam.