Notas iniciais
E o fim! UYAGSUDYG
Eu disse que ela era pequena ):
Para a tristeza da Caa Iero que gosta de fics grandes. UAGSDUYGUYASGSYDU
Não irei enrrolar muito mais, ai vai.

Gerard começou a piscar e desceu da mesa. Elevou uma sobrancelha e abriu a boca, mas dela não saiu nenhum som.

-No começo ninguém te via -Disse Frank -Mas ha oito meses que te vi na televisão e pensei que o mundo conspirava contra mim ou que estava muito louco. Comecei a perguntar a minha mãe se via o mesmo que eu na televisão. Se esse jovem era real ou só minha imaginação. Minha mãe me olhou assustada e me disse que estava louco, que claro que existia, que era um cantor famoso e que minha irma gosta de ti. -Desviou o olhar. -Mas é tão estranho...

Iluminado pela idéia de Frank, Gerard abriu a porta da sala e perguntou a primeira pessoa que passou (que resultou ser uma maquiadora) se via o garoto naquele lugar. A mulher o olhou surpreendido, mas assentiu. Gerard a deixou ir e continuou perguntou ate que sete pessoas lhe disseram que sim.

Devia ser uma loucura em massa! Uma epidemia de demência!

Não havia explicação mais lógica que essa.

-Por Deus, Frank. Não pode me pregar uma peça tão pesada! Depois de dois anos apareces como um garotinho tímido e me diz que agora sou eu o imaginário?

-Hey -replicou chateado -Não sou um garotinho, e acalme-se porque senão rasgarei todos os pôsteres que tenho pregados na parede e queimarei cada CD que comprei seu.

-Vá, eu irei morrer. -Respondeu sarcástico e rolando os olhos.

Frank lançou um grito assustado, pôs as mãos sobre sua boca e deixou cair à revista.

-Não diga isso. -Gerard entendeu apenas -Não fale de morte, quando estava tão perto dela. -As mãos caíram. -Você me salvou Gerard. E soará estúpido, mas você me salvou da leucemia.

Gerard abaixou o olhar e passou a mão pelo cabelo. Mas que situação tão ilógica!

Houve minutos de silencio em que ambos pareciam perdidos em seus pensamentos, ate que Frank voltou a falar.

-Eu gostei da sua musica. -Disse Frank, sem saber o que dizer para romper o silencio incomodo. Com aquela frase Gerard começava a crer que era mais parecido com o Frank de sua imaginação. Incomodado pelo silêncio e disposto a falar de tudo, frente a frente, só para rompê-lo.

-Enquanto a cantava esperava que não me cobrasse os direitos por usar uma estrofe que você cantou no dia... Que me salvou da morte.

Frank voltou a lançar um grito de surpresa e a abrir os grandes olhos.

-Isto é tão estranho...

-Só diz isso.

-Ao menos digo algo! -Reclamou Frank aproximando-se do cantor em uma atitude defensiva.

-És um insuportável -Disse como um pequeno garoto insulta outro da mesma idade -. Você não é meu Frank. Meu Frank era doce, terno, e... -Ficou em silencio. O garoto em frente a ele o observava com o olhar e o convidava a continuar -E um cabeção. -acrescentou em um sussurro. -Frank, como disse que te salvei da leucemia?

Frank abaixou a cabeça e corou. Seus corpos estavam a centímetros de distancia, mas parecia que a proximidade os fazia bem.

-Me beijaste

Gerard quis desmaiar neste instante, mas alcançou a mesa justamente quando seus joelhos se dobraram sem razão aparente.

-Eu sou teu. -Disse o cantor, olhando Frank com intensidade.

-Sem você não existo. -Respondeu Frank, ainda mais vermelho, mas desta vez olhando-o nos olhos.

-Por Deus, Frank, é você. É o Frank!

E Gerard abraçou, sentindo a imperiosa necessidade de saber se era real. O abraçou como fez quando era garotinho, quando se sentia só e assustado. O aproximou de seu corpo e Frank se deixou ir, amontoando-se em seu peito e abraçando-se á suas costas. Ambos inalaram com força tratando de capturar o conhecido aroma. E em suas mentes a mesma pergunta:

<>

Como o destino, a magia ou Barney poderia ter tanto poder? Como explicar que duas pessoas se conheciam na imaginação do outro sem soar como um diálogo da Disney?

Gerard não sabia, não o entendi, mas não podia opor-se a vontade de Deus. Se queria que tivesse o menino entre seus braços, por Barney, o faria! E agora que havia confirmado que era o Frank que salvou sua vida, quem lhe inspirou e a quem dedicou a musica, não tinha mais que agradecer-lhe, porque a ultima vez havia ido e nem tempo de agradecer-lhe de verdade. Havia ocupado seus pensamentos, sim, o amava igual ou com maior intensidade, sim, mas havia sido dois longos anos, e nesse tempo muito agradecimento acumulado.

Separou Frank de seu corpo, para olhá-lo nos olhos. Eram grandes, redondos, cor de avelã e perfeitos, justamente como se lembrava.

-Muito obrigado pro salvar minha vida, Frank.

-Igualmente.

E sorriram. Gerar pode ver esses lábios alargando e curvando-se deixando ver o rosto mais doce que alguma vez havia visto justamente como se lembrava.

Agora só havia algo para se lembrar, e sorriu mentalmente por isso.

Aproximou seu rosto ate tocar o nariz de Frank. Neste desapareceu o sorriso e fechou os olhos, inclinando os lábios um pouco, como se oferecesse. E quem era ele para negar?

Voltou a sussurrar um "obrigado" antes de beijar os delgados lábios e confirmar que o sabor era idêntico. Doce e salgado ao mesmo tempo. Um sabor que nem com os beijos tidos em dois anos poderia ser igualado. Sua língua agora sim poderia responder e Gerard deu graças a Chuck por Frank no final da lista. Não estava disposto a dar só oito minutos ao melhor amigo imaginário de sua vida.

O segurou pela cintura e o fez sentar sobre a mesa de trabalho. Separou seus lábios e se dirigiu ao pescoço, ainda pensando no quão estúpido e irreal que isso soava. Com o primeiro gemido saído da boca de Frank, as criticas se foram, e ambos se dedicaram a agradecer, com suavidade, a vida que havia sido salvada pela irreal força do amor que tinham.

Ao menos essa era a hipótese.

Se algum dos dois tivesse voltado o olhar para o piso, onde a revista que havia sido escudo de Frank e entretenimento por minutos, estava aberta no meio, onde um artigo com letras vermelhas sobre saia sobre um fundo preto.

Se seus olhos não tivessem se perdido no do outro e seus cérebro não houvesse derretido no momento em que seus lábios se beijaram, talvez pudessem ler o que o artigo mostrava.

"O encontro das almas gêmeas acontece muito antes de ocorrer o conhecimento em plano físico. Esse encontro vai se realizando através de estágios que, uma vez ocorridos, permanecem latentes e vão encadeando uns com os outros."

Mas já era tarde demais, e agora a enorme mesa era cúmplice deste encontro.

Talvez as razões não importassem, quando as conseqüências fossem tão boas. Talvez acreditassem em almas gêmeas e no quão brega soa "o poder do amor". Talvez o apóie, talvez o odeie, eu só conto o que me contaram. Quem quiser que acredite, e quem não quiser, trate de brincar com sua imaginação.

Quem sabe não se surpreende?

Notas finais
GENTE! ADIUSHIUSDHASDIU
Invejinha deles. É Caa, ele era imaginario. O Ger tambem era para o Frank, mas no fim eles existiam. q
AUGSDUYGDUYGADSUYADS
Obrigada mesmo por quem leu, eu gosto bastante dessa fic, e ela me deixa... *babando*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!