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2 As cartas anônimas e a despedida.
Uns dois dias depois de Katy contar seu plano para Marie, começou a de alguma forma receber cartas anônimas, que diziam saber o plano da garota. Ela imaginou que seria Marie fazendo alguma pegadinha, e então resolveu ligar para sua amiga já crente que era apenas uma brincadeira.
– Alô? Amiga?. — Dizia Katy já rindo da situação.
– Oi katy, o que foi?
– É você quem está me assustando com aquelas cartas idiotas né? (risos). Se acha que está me colocando medo com aquilo está muito enganada viu?!
– Cartas? que cartas? Você está louca? Eu não mandei carta para ninguém, aliás nem em casa eu estou. Estou no condôminio da minha prima, e você sabe que é muito longe daqui para o correio, e eu não iria até lá para mandar cartas assustando você. Mas o que dizem estas cartas tão "idiotas" ?
– Oi? Não foi você quem me mandou cartas dizendo que sabia de todo o meu plano do lance da vingança? Não tem como Marie, só pode ter sido você. Você é a unica pessoa para quem eu contei...
Marie já cansada de dizer que não foi ela quem mandou diz:
– PORRA, DÁ PRA VOCÊ ENTENDER QUE NÃO FOI EU QUEM MANDOU ESTAS MALDITAS CARTAS?! (gritando)
Katy levou um susto ao ouvir os berros da amiga no telefone, e então percebeu que não havia sido Marie que enviou as cartas anônimas mesmo. Então com um ar preocupado resolveu desligar o telefone apenas dizendo um tchau e encerrando a ligação. Estava ficando preocupada, pois quando sua amiga faz brincadeiras idiotas com ela, não aguenta e logo confessa que foi uma brincadeira de mal gosto. Katy conhecia o jeito de Marie, e sabia que a amiga não seria capaz de contar para ninguém aquilo que só ela e Katy poderiam saber.
E então, Katy sabia que algo havia de errado ali, mas não fez nada naquele momento, apenas deu bença a sua tia que estava fazendo o jantar e disse:
– Tia, não irei jantar ok? Tenho que estudar algumas matérias e nem estou com fome, se caso bater aquela fominha depois eu venho e belisco algumas besteiras.
– Ah, tudo bem Katy. Estude mesmo viu, não quero ver você repetir! — Dizia Carla, tia de Katy.
Katy então sorriu para sua tia, e logo foi para seu quarto. Mas ao invés de ficar estudando, ficou pensando em um jeito de dar o primeiro passo para achar os assassinos ou simplesmente os autores daquelas cartas. Então pensou rápido, enquanto sua tia estava jantando á espera de seu namorado, Katy teve a idéia de arrumar sua bolsa colocando apenas coisas necessárias. Como facas, canivetes, enfim, qualquer arma branca. E para não magoar a tia e a deixar preocupada com um simples desaparecimento, a garota resolveu escrever uma carta que dizia exatamente assim:
"Tia, lembra de quando eu disse para você que ainda sentia minha mãe perto de mim, e meu pai também? Eu quis dizer que mesmo eles não estando aqui eu ainda os amo, e a falta que eles fazem para mim é enome. Então tomei vergonha em minha cara pálida e estranha, e correr atrás dos assassinos que fizeram isso com eles. Pode ser arriscado, mas se tem duas coisas que eu tenho é coragem e fé, por isso não se preocupe, e nem dê a louca e vá até a delegacia e me procure, se não, eu não voltarei mais. Sei que quando ler isso vai ficar uma fera, mas eu também fiquei quando tiraram as pessoas que eu mais amava de mim. Espero que entenda, sentirei sua falta, mas voltarei dando boas noticias, COM CERTEZA! Peço pra você que ligue pra Marie e diga o que eu escrevi aqui, fala pra ela não ficar com raiva de mim, porque eu não sou nenhuma criança que está fazendo merda. Eu sei bem o que eu faço. Então é isso, o número dela está na minha agenda, faça isso por mim tudo bem? Beijos da sua sobrinha que tanto te ama, Katy. ♥"
Katy sabia que a reação de sua tia seria das piores, mas lá foi ela, mundo a fora. Colocou sua mochila nas costas e foi embora pela janela de seu quarto, cantarolando a música Beautiful da Christina Aguilera (Ela amava aquela música e a dava sorte). Então lá se foi, com toda coragem temendo o melhor, mas crente que o mal também existe (...)
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