In Real Life
1 Prólogo
Notas iniciais
Narração de Demi Lovato.
E mais uma vez estou em frente do computador falando com a pessoa que mais importa comigo, Taylor. Eu me chamo Demetria, tenho 17 anos, completo 18 daqui a algumas semanas, não sou nenhum pouco sociável e minha melhor amiga não mora na mesma cidade que eu, ou seja, sou classificada como a “esquisita” da cidade. Moro em uma cidade pequena, e minha família não é rica e eu sofro com vários problemas que só a Taylor sabe. Taylor... Bem, eu a classifico como uma irmã que nunca tive, apesar de termo nos conhecido pelo fake, eu a considero como nunca considerei ninguém e nosso único problema é morar uma longe da outra, o que não será um problema daqui a algumas semanas.
•••
Algumas semanas se passaram... Nada de importante, eu sempre sendo zoada, uma dor que sempre guardo pra mim.
Acordei empolgada, hoje era o dia mais esperado por mim, meu aniversário, o dia que eu completo 18 anos e posso fazer o que quiser da minha vida, realizar meus sonhos, ser pela primeira vez em muito tempo, feliz.
Levantei-me rápido, tomei meu banho, e vesti uma roupa que tinha comprado no dia anterior, uma blusa de rendinha, uma calça jeans, e uma sapatilha azul. Escovei meus dentes, peguei minha bolsa e desci correndo.
- ADIVINHA QUEM ESTÁ FICANDO VELHA – gritei para quem quisesse ouvir, hoje eu estava feliz, isso não acontecia há muito tempo.
- A garotinha do papai. – meu pai abriu a porta da frente, com sua roupa do exercito e lágrimas nos olhos.
- Pai? – sai correndo para abraça-lo, eu não via meu pai a anos, ele é do exercito e estava em uma missão no Iraque e revê-lo bem no dia do meu aniversario, faria daquele dia o mais perfeito.
- Eu não poderia deixar de comemorar o aniversário da minha princesa. – Ele disse chorando de alegria, o que me fez cair em lágrimas.
- Vejo que já viu seu presente surpresa. – Minha mãe apareceu descendo as escadas, ainda de pijama.
- Eu tenho que ir, senti tanta a sua falta papai. Tchau mãe – abracei meu pai correndo e fui em a pé até a minha escola, ainda estava cedo, teria tempo – e eu preciso queimar uma calorias.
Fui dançando e cantando, afinal era meu aniversário, uma data importante – pelo menos para mim.
Foi só eu pisar na escola, e todos os alunos começaram a me zoar, levando a minha alegria embora.
- EI, BIPORLARZINHA, VEM CÁ, DEIXA EU TE DAR OS PARABENS, SOUBE QUE É SEU ANIVERSÁRIO — Megan, Megan Fox, uma das populares mais irritantes de todos os tempos. – ANDA LOGO RETARDADA, NÃO TENHO TODO O TEMPO DO MUNDO – hesitei muito antes de ir, mas com certeza seria melhor do que ela me arrastar pelos cabelos. – Olha como ela está arrumadinha hoje, até parece que é bonita. – engoli o choro, com todas as minhas forças, não iria ficar triste, não hoje. – Então, meus parabéns, não vou te desejar muitos anos de vidas, por que do jeito que você é, acaba se matando um dia desses. – E ela me abraçou, foi inesperado. – PRONTO, ATAQUEM! – e quando dei por mim, todos estavam me jogando ovos, tomates, sucos e coisas indecifráveis, nunca fui tão humilhada. – MEUS PARABENS, VADIA DE QUINTA. – eu a olhei, com todo o ódio que eu tinha em mim, mas eu sou fraca de mais para fazer alguma coisa, sai correndo e chorando, mas de uma coisa eu sou certa, nunca mais pisarei naquela escola e todos pagaram caro pelo que fizeram, eles que aguardem.
Narração de Taylor Swift.
Bom, meu nome é Taylor Alison Swift, mas, se preferir me chame de Senhorita Sempre Invisível, já que é isso o que eu sou. Tenho dezessete anos, na verdade, dezoito, pois, hoje é meu aniversário. Estou no ultimo ano do ensino médio – graças a Deus! Digamos que, eu não sou uma pessoa muito popular. Tenho cabelos lisos, apesar de gostar muito deles cacheados, mas, é assim: Não tem cabelos lisos, é excluída de tudo. Apesar de que parece que com cabelos lisos, enrolados ou de qualquer jeito, ninguém nunca vai ligar para mim.
Ok, minha vida não é algo tão ruim assim, mas também não é um mar de rosas.
Minha melhor amiga chama-se Demetria Devonne Lovato, mais conhecida, por mim, como Demi Lovato. Ela é linda, mas é a única que não vê isso. Sofre pelos mesmos problemas que eu, o que me deixa no instinto de protegê-la, sempre. Mas existe um problema: Ela não mora na mesma cidade que eu.
Nos conhecemos por uma coisa linda chamada Fake, o nosso mundo alternativo, que nem diz ela. Somos amigas desde quando eu tinha quinze anos, ou seja, são quase três anos que eu aturo essa menina. Mas eu não me importo. Ela é a pessoa que mais me conhece nesse mundo, é a única que me entende e não fala mal dos meus óculos, pelo contrário.
Ah, sim, eu uso óculos. Não são os tais óculos fundo de garrafa, afinal, são ridículos. São modernos, mas mesmo assim, eu não uso eles.
- Ei, Swift... – olhei para o lado e me deparei com Lucas, um cara bonito, mas, metido demais para o meu gosto (e para o de todo mundo). Me recusei a responder. – Fez aquela lição de matemática? – sabia!
- Não. – menti – E mesmo se tivesse feito... Nunca que eu iria dar pra você copiar. – sorri cinicamente.
Ele iria dizer algo, mas os amiguinhos dele chegaram, e ele achou melhor se afastar de mim. E, bom, não foi só ele que achou melhor, porque né...
Logo depois que Lucas saiu de perto de mim, apareceu Amanda. Amanda Bynes. Uma garota idiota, que deve ter uns 20 anos e parece que não vai deixar o ensino médio tão cedo. Amanda tem o prazer de estragar a minha vida, mas, eu não me importo com isso, afinal... Hoje é meu aniversário, não é?
- Olha gente, hoje a nerd completa 18 aninhos... – riu debochadamente – Que tal cantarmos feliz aniversário pra ela? – segurou a risada – Mentira, mentira. – não respondi – Fale alguma coisa, sua inútil! – revirei os olhos.
Continuei no meu lugar, sem dizer uma palavra. Ela resmungou mais algumas coisas e foi embora – e eu agradeci mentalmente. Não gosto nem um pouco dessa Amanda Bynes e acho que já deu para perceber o porquê, não é mesmo? Essa menina nasceu para me deixar triste. Estuda comigo desde a quinta série e sempre tenta ser superior a mim. O que ela consegue, claro. Sempre foi a mais bonita, a mais tudo. E eu não a invejo por isso. Eu só queria – e ainda quero – um pouco de respeito.
Depois das cinco aulas chatas, o sino finalmente tocou. Eu me levantei, peguei minhas coisas e fui para o estacionamento, meu pai disse que viria me buscar, o que eu não acredito muito, pois meu pai nunca cumpre o que diz, mas, vai que ele aparece? É melhor não arriscar.
Pude perceber Amanda a poucos passos atrás de mim, mas, é claro que não é motivo para eu ficar... Estranha. Ela vem dirigindo para a escola então é mais que óbvio que ela vá para o estacionamento, né? Não.
Assim que cheguei ao estacionamento, Amanda deu um assovio e então apareceram os amiguinhos dela – que também me odeiam. Segundos depois, eu já estava coberta de ovo podre, farinha, penas de travesseiro o tudo o que se possa imaginar.
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