In My World.

38 Capítulo 38: Acabou tudo Guerra, tudo..


Notas iniciais
Oi gente, como vocês estão? Eu to ótima, porque hoje to com tempo pra postar, vou postar uns 3 pra vocês, me digam o que vão achar desse capítulo, e por favor, não me matem. O que irá acontecer depois disso... haha. Amanhã tenho prova de inglês, porém a professora passa a resposta, então de boa. E gente, em breve trarei noticias sobre a segunda temporada... mas isso é mais pra frente, gosto de escrever pra vocês e ver que tem gente que gosta do que eu escrevo. Boa leitura a todos! * Obs: NÃO ME MATEM *

Pov Paulo

A aula se passou rápida, não estava entendendo, nem Marcelina e nem Alicia, nunca haviam me contado que Alicia já participou de um circo, e porque será que ela não quis tocar no assunto? Ouvi o sinal do intervalo tocar e sai com Jorge para o recreio, eu e Jorge havia nos aproximado bastante, e não, eu não estava trocando Koki por ele, ou estava?

– Cara? – Jorge me olhava. Eu estava viajando e nem tinha me tocado que ele falava comigo – Paulo?

– Oi – o respondo coçando a nuca – Disse algo?

– É estava perguntando o que seu pai disse, ele proibiu de eu ver Marcelina?

– Não, com certeza ele não faria isso. Ele nunca iria magoar o coração da minha irmã, só veio tirar satisfações comigo, mas tudo de boa cara – eu digo e desvio o olhar para Marcelina e não vejo Alicia ali.

– Está a procura dela? – Jorge diz olhando para a mesma direção que eu

– Estou. Viu ela? – eu digo e saio procurando o infeliz do Erick, ele está conversando com Sofie.

– É que cara... Alicia é mulher agora.. – Jorge me diz. Alicia era traveco? Não.. já entendi, ela havia virado mocinha.. ela já havia menstruado. E porque ela havia contado para Jorge e para mim não? Senti um pouco de ciúmes.

– E porque ela não me contou?

– Ela nem sabe que eu sei. Sua irmã que me disse, provavelmente ela deve estar no banheiro.

– Ah – digo por fim. Vejo Juliê e Margarida se aproximarem, Marcelina no exato momento fitou Jorge de longe e eu. Margarida se sentou no colo de Jorge e Juliê em uma de minhas pernas, ia me levantando mas ela me impediu e cochichou algo no meu ouvido.

– Se você sair, eu te beijo aqui mesmo – ela me ameaçou – E se duvida, não se esqueça que to na sua perna, e eu posso sentar no seu colo inteiro. Você decide – ela disse e agora o que iria fazer? Marcelina olhava para Margarida puta da vida e bufou. Ela se levantou e foi em direção do banheiro feminino. Eu olhei para Jorge que ergueu a sobrancelha, ele se levantou rapidamente empurrando Margarida e a deixando no chão, e empurrou Juliê com tudo, e eu e ele saímos dali e fomos para outro banco.

– Meninas loucas – Jorge comenta e eu balanço a cabeça concordando – Será que Marcelina tá brava comigo?

– Ela viu que foi elas que começaram, se Alicia tivesse visto aí que ia ser pior.. – vejo Alicia aparecer do meu lado, com um sorriso sínico e me encara.

– Visto o que? – ela pergunta e Marcelina explica tudo que viu – VOU MATAR ESSA VADIA – ela diz já revoltada ela saiu andando e eu atrás dela, ela chega na Juliê e a cutuca nas costas, quando Juliê se vira ela mete um tapa na cara da mesma, e elas começam a brigar, Alicia começa a puxar os cabelos de Juliê enquanto a mesma grita com gritos frescos.

– SOLTA A ALICIA – eu grito entrando no meio da briga. Puxo Alicia pela cintura e a levanto, vejo ela não conseguir colocar os pés ao chão, e ficar se rebatendo contra mim.

– ME SOLTA PAULO, EU QUERO ACABAR COM ESSA OFERECIDA – ela grita e todos desviam o olhar para a gente. Com uma mão seguro a cintura de Alicia e a outra tampo a boca da mesma, ela tenta morder minha mão e eu a solto e a prenso na parede rapidamente. Ela encara meus olhos e eu encaro os olhos dela, nossas respirações ofegantes, ela coloca suas mãos em minhas costas e vai descendo sua mão até chegar em minha bunda, ela aperta minha bunda e morde seu lábio, eu rio e ela sorri corada.

– Acalmou? – pergunto e ela se lembra e tenta partir para cima da Juliê que está do outro lado do pátio.

– EU MATO ESSA PUTA DO CARALHO, ESSA PATRICINHA DE MERDA – ela grita e eu coloco minha mão na boca dela a fazendo parar de falar, ela consegue morder minha mão e eu reclamo. Ela começa a xingar todos os palavrões possíveis do mundo, eu a prenso mais na parede, e a beijo fazendo ela se calar.

Pov Alicia

Eu estava revoltada com a Juliê, assim que Marcelina me contou que ela tinha sentado no colo de Paulo, eu me revoltei, só de pensar que ela iria ficar com ele, eu me revoltei toda. Eu amava implicar com Paulo, mas eu morro de ciúmes dele, e quando senti ele me prensar na parede com tudo, esqueci tudo, todos aos nossos redores que desviavam seus olhares para nós, só via ele e eu, ele me prensando na parede, não pensei duas vezes, e quis me aproveitar da situação, apertando a bunda dele. E quando ele me lembrou de Juliê, minha raiva subiu novamente, mas logo ele conseguiu me ceder novamente e ele me beijou. Senti nossos corações acelerados, ele me beijava com facilidade, nossas bocas se encachavam e eu sentia suas mãos percorrerem meu corpo, ele alisava um pouco minhas costas e depois minha nuca, me beijava com tanta intensidade que pensei que iria morrer ali, quando ele terminou o beijo, ele me deu um selinho no meu pescoço, o que me fez eu me arrepiar toda. Ele sorriu e eu sorri de volta, ele iria falar algo mas o sinal nos interrompeu, quando ele parou de me prensar na parede, olhei em volta e todos estavam nos encarando.

– QUE É? NUNCA VIRAM NINGUÉM SE BEIJAR NÃO? – gritei no meio do pátio, e todos começaram a ir para a sala e voltar o que estavam fazendo.

– Acalma aí patricinha – Paulo me disse provocando.

– PATRICINHA TEU CU GUERRA – eu gritei e sai andando para a sala. Assim que entrei na sala, me larguei na carteira, e prestei atenção na aula, fiquei mais viajando do que prestando atenção na aula, eu nem liguei muito para isso, o professor contava mais da vida dele, do que dava aula. Suspirei quando as aulas acabaram, guardei minhas coisas rapidamente e fui para a saída com meus amigos.

– Alicia – Caio me chamava

– Oi – eu o respondi educadamente

– Viu a Victória? – ele perguntou confuso. E eu apontei para Victória que estava ao lado de Erick, dando altas risadas, encarei os dois se aproximando.

– OI – Erick disse colocando suas mãos em volta da minha cintura e beijando minha testa de um jeito carinhoso.

– Oi bobalhão – eu sorri

– Saudades desse apelido, faz um bom tempo que você não me chama assim, como é... mesmo? Ah sim...maria macho – ele riu e eu dei um tapa no braço dele com tanta força que ficou vermelho.

– Maria Macho? EU TE MATO – eu gritei.

– Não era assim que o Samuel te chamava? – Me lembrei de Samuel, um menino que eu havia estudado, não nós dávamos bem, e esse apelido era que ele deu para mim, eu o chamava de Rena.

– Era. Mas ele não tá aqui – eu disse revidando. Paulo chegou e encarou o braço de Erick em volta da minha cintura, ele ergueu a sobrancelha e saiu andando. Ele acho que mandou eu ir atrás dele, me soltei de Erick, e fui andando em passos lentos até o Guerra, quando cheguei nele o encarei.

– Hum – ele quebrou gelo.

– Hum – eu respondi olhando a ele.

– É isso? Vai ficar abraçando o Erick aí?

– Ele me abraçou Paulo! E ele é meu amigo.

– Vou sair abraçando a Juliê – ele revirou os olhos e eu me aproximei dele.

– CARALHO JÁ DISSE QUE O ERICK É SÓ MEU AMIGO – nessa hora Margarida estava passando no corredor, ele puxou ela pela cintura a encostou na parede e a beijou. Minha raiva subiu a cabeça – FILHO DA PUTA, ACABOU TUDO GUERRA, TUDO! – essa foram minhas últimas palavras, ver aquele beijo doeu muito em mim, como se meu coração tivesse quebrado, achava que quando as meninas, minhas amigas, especificamente, falavam isso era drama. Mas eu senti como se tivesse uma pontada no peito, coloquei meu skate no chão e sai andando com ele até o pessoal.

– Alicia? – Erick me olhava e eu o ignorei – Licia? Tá tudo bem?

– Tá sim – menti

– Eu te conheço, eu sei que você não tá bem – Jorge disse me abraçando de lado – Vamos lá para minha casa, e aí você desabafa.. Erick avisa Marcelina que fui com Alicia e depois falo com ela – Erick assentiu. Jorge me abraçou de lado e fomos caminhando até a casa dele em um silêncio.

Notas finais
E então? Vão me matar? Fim de PAULICIA.. e aí será que eles vão se tratar como se nunca tivesse acontecido isso?!