In My World.
30 Capítulo 30: Paulo e suas brincadeiras
Notas iniciais
Ficamos ali jogados até que Jorge vai embora e eu sorrio. Então vejo Erick do outro lado.
– O que é? — ergo a sobrancelha para ele.
– Muitas coisas mudaram por aqui — ele disse sorrindo — Boa noite Gusman — eu apenas o vi saindo de meu quarto. Até me senti aliviada, não estava afim de começar a falar o quanto as coisas mudaram, o quanto tudo mudou. Deitei em minha cama, nem puxei cobertor nem nada, apenas caí no sono.
– Alicia — era a voz de alguém que me cutucava abri os olhos lentamente e dei de cara com a Eliana, mãe de Erick.
– Ai que susto — eu disse indo um pouco para trás.
– Não sabia que era tão feia assim — ela soltava um riso e eu sorri meio sem jeito e olhei para o relógio marcava 6:30. Levantei da cama e fui pro banheiro tomar um banho, entrei ao banheiro e tranquei a porta com a chave, me despi e liguei o chuveiro e entrei de baixo, senti aquela água gelada cair sobre meu corpo e depois começar a esquentar, peguei a bucha ao meu lado e passei sabão a mesma, e levei a bucha rapidamente ao meu corpo, me limpando, foi um banho rápido, até porque acordar de manhã e tomar banho é guerra, desliguei o chuveiro, e me sequei. Me enrolei a toalha e entrei em meu quarto e deparei com Erick em minha cama, tomei um susto, eu to de toalha, puta que pariu, o que esse menino tá fazendo aí?
– Querido eu quero me trocar — eu disse o encarando que olhava pra mim e eu fiquei corada.
– Desculpa aí, pelo jeito continua mandona — ele disse saindo do meu quarto e me deixando sozinha ali. Tranquei a porta do quarto por segurança, e coloquei meu uniforme, soltei o meu cabelo e sorri. Peguei meus materiais, fiz a lição de casa super rápida, e chutei todas as de alternativas e saí do meu quarto para tomar café, cheguei a mesa e lá estava várias coisas gostosas, queria mesmo ter ficado ali para comer, mas já estava atrasada, e Jorge tocava minha campainha.
– CALMA CRIATURA — eu gritei abrindo a porta e encarando-o. Peguei alguns pães de queijo, pedaço de bolo, suquinho de caixinha e taquei tudo em um pote, sorri e vi Erick vir com uma roupa legal, uma calça branca, blusa regata que parecia mais um vestido no seu corpo e um boné azul, o encarei e ergui a sobrancelha — Aonde se vai?
– Pra escola pra onde mais! — ele disse revirando os olhos
– E assim? A diretora sabe disso?
– Seu pai ligou para lá, vou pegar o uniforme hoje, agora a gente vai ou vai fazer mais perguntas?
– Vai se fuder — eu disse saindo com os dois para casa de Marcelina.
Pov Marcelina.
Corri em direção a porta assim que a campainha tocou, observei Erick de longe, desde o primeiro dia olho para ele disfarçadamente, ele sempre foi um gato, e agora conforme cresceu tá mais ainda. Mas então desviei o olhar para Jorge e abri um sorriso.
– Vou chamar Paulo — eu disse me virando e correndo para dentro de casa. Encontrei Paulo amarrando o tênis em seu quarto, entrei com tudo no quarto dele.
– JÁ FALEI PRA NÃO ENTRAR SEM BATER NA PORTA, O QUE É — ele gritava irritado
– Desculpa, é que já vamos.. — eu o avisei e saí dali. E logo escutei passos atrás de mim, era Paulo. Sai pela porta e seguimos para a escola.
Quando entramos na escola, vi os olhares tudo em direção a Erick e Paulo. Eu revirei os olhos e saí em direção as minhas amigas com Alicia.
– OOOOOOOOI — Valéria dizia cumprimentando eu e Alicia.
– Oi — Alicia respondeu sem muito ânimo.
– Oi meninas, como vocês estão?! — eu perguntei me sentando ao lado de Maria Joaquina.
– To bem — elas responderam. Eu sorri e ficamos fofocando.
– NOSSA QUEM É AQUELE VINDO EM NOSSA DIREÇÃO? — Valéria perguntava, mas ele já havia alcançando a gente quando chegou, era o Erick. Ele foi para perto de Alicia e deu um peteleco na cabeça dela.
– Erick vou te matar seu filho da pu...
– ERICK? — as meninas gritaram surpresas.
– Não não é o homem de ferro, claro né idiotas. Acharam que fosse quem? — Alicia disse balançando a cabeça negativamente.
– Então quer dizer, que você está de volta? Ihhhhhhhh Alicia e agora Paulo ou Erick? — Bibi disse encarando Alicia.
– Gente, Erick sempre foi meu amigo, porque isso agora? — ela explicava.
– Você gostava dele! — Laura falou a Alicia.
– Eu tinha 9 anos Laura. — antes das meninas fazerem mais pergunta seguimos para a sala. Erick sentou atrás de Bibi.
Pov Alicia.
As aulas foram um saco! Ainda mais que aprontaram comigo de novo, e claro quem foi? O Guerra, odeio esse menino, odeio... ai que sorriso lindo que ele deu agora, porque eu sou bipolar assim? Ai Alicia que saco você fica pensando essas coisas justa na aula de Geografia, quando tem a professora fazendo pergunta e se ela te perguntar alguma coisa o que irá responder? Eu me distraio até com uma formiga, ai deuses, porque meu sátiro não vem me buscar? E me deixa fora desse mundo inferior aqui na terra, que se chama ESCOLA. Porque não me leva para o Acampamento Meio-Sangue ou pode ser o Acampamento Júpiter, ou se não, me mostre um Jason da vida, um menino quente, igual Leo Valdez, mas não no sentido que ele consegue fazer fogo, em outro sentindo se é que me entende. Quero viver, quero acabar com todos aqueles que ficam fazendo macumba pra mim, mais que sociedade de lixo é essa? Ainda mais que somos julgados o tempo todo, mas quem disse que eu ligo pra isso? Quem disse que EU me importo com a opinião dos outros? Quero mais que todo mundo viva sua vida, não to aqui para agradar ninguém.
– ALICIA — a professora de geografia me chamava. Agora fudeu ela vai querer que eu responde uma das perguntas dela, eu to ferrada, muito ferrada. Socorro.
– Sim — eu respondo atenta.
– Vá se limpar! Você ainda está cheia de tinta verde — ela me explicava. Ah claro, aonde eu estava com a cabeça? Paulo havia aprontado comigo, ele vai ver só o que vai acontecer com ele. Sorri para ela e assenti com a cabeça.
– Claro, se não se importa só vou em minha bolsa pegar uma roupa reserva, sempre deixo roupa reserva em minha bolsa depois do ocorrido de tinta vermelha — sorrio sínica para o Guerra que fica rindo e logo leva um grito da professora. Eu sorrio e me retiro da sala indo até o banheiro me trocar.
Vou até o banheiro e entro em uma cabine, me limpo com papel higiênico, tiro meu uniforme e me limpo com algumas partes dele que não foi atingindo, coloco a roupa que trouxe, que no caso era uma calça jjeans branca um pouco desfiada e uma blusa verde cor de água e um blusão preto com uma estampa foda, calço o meu vans vermelho que estava e saio do banheiro com a roupa em mãos, coloco em uma sacola que Graça havia me trazido. Coloco meu cachecol preto por final e saio do banheiro. Quando retorno a sala todos desviam o olhar pra mim, ergo a sobrancelha e sento em meu lugar calada.
Pov Paulo.
Quando toca o sinal pro intervalo espero a Alicia e Marcelina para irem comigo ao intervalo, elas logo chegam e vamos andando até o pátio.
– Que roupa linda amiga, quem te deu? — Marcelina perguntava a Alicia.
– Eu comprei — ela explicava a Marcelina sem jeito — É meu estilo, sempre me vesti assim — e isso é verdade é que ninguém reparava nisso antes, apenas eu. Mas não queria comentar com ninguém.
– Tá linda em — eu assoviei para provocá-la e ela me encarou séria.
– Não to de brincadeira com você, você tacou tinta em mim Guerra! — ela disse séria e eu comecei a rir lembrando da cena.
– Se é pra você ficar gata desse jeito vou tacar todo dia — e então senti um leve tapa vindo no meu braço. E ela sorriu e riu.
– Eu sou gata querido — ela disse jogando o cabelo pro lado e rindo e eu balancei a cabeça negativamente. Então vejo Erick chegar e abraçar, estava pronto para xingar o filho da puta, mas então senti a Margarida me puxar pelo braço.
– Oi Guerra — ela disse apertando seus peitos um contra outro. Como pode uma menina de 12 anos apertar os peitos pra conseguir um beijo meu? Que puta, eu revirei os olhos e voltei a olhar Alicia que já estava brava com Erick, ela deve ter percebido que eu fiquei sem jeito. Ela se aproximou de mim e me puxou pela mão indo até um corredor vazio.
– Finalmente sozinhos, desde ontem a noite quando se foi embora, estava doida para fazer isso — ela me encostou na parede e me beijou.
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