In My World.
13 Capítulo 13: Nada haver.
Notas iniciais
Chegamos em um lugar bem bonito e iluminado, não havia ninguém ali além de mim e de Alicia, sentamos em um banco e ficamos conversando sobre Percy Jackson, era íncrivel o quanto estavamos nos dando tão bem, nunca tinha acontecido isso, sempre brigamos igual cão e gato. Então nos encaramos e começou a tocar uma música muito legal e Alicia me puxou de volta pro show.
- EU AMO ESSA MÚSICA VOU TER UM TRECO — ela gritava
- Que música é essa?
- Icona Pop/ I love it — ela disse e começou a pular no ritmo da música (Atenção procure no youtube "Icona Pop — I love it" escute a música e imagine os dois nessa cena, solte a música somente quando o ritmo vir) Ela pulava no ritmo da música e jogava os cabelos pra cima, enquanto eu a acompanhava, todos nós estavamos pulando e tirando o pé do chão e dançando feito malucos, essa música mexia com todos que estavam escutando, Alicia foi se aproximando de mim dançando e eu sorrindo feito bobo, ela passava as mãos em meu cabelo enquanto dançava sensualizando, eu acho que ela tava sensualizando porque ela estava sexy daquela maneira, ela mordeu o seu lábio inferior e eu pude perceber e soltei uma risadinha enquanto a acompanhava na dança e pulava com todos. E ela não desgrudava de mim, ela dançava bem pertinho de mim acho que era pra me irritar, eu não vou resistir a essa boca dela pedindo para ser beijada, então a puxei pela cintura, mas ela virou de costas pra mim e começou a dançar comigo enquanto eu passava minhas mãos pela sua cintura então ela se virou e tomou a iniciativa e puxou meu rosto e foi se aproximando então não havia espaços entre nossos lábios, eles estavam colados, e nós começamos um beijo quente então só vi meu coração pulando e as pessoas em volta nem se importando que a estava beijando, ela me beijava e passava as mãos pela minha nuca com rapidez, então ela cedeu a entrada para minha língua adentrar a boca dela e eu pude sentir ela chupar minha língua de leve e morder ela em seguida, nos separamos e continuamos a dançar a música feito malucos, sinto Daniel chegar e pular com a gente super alto, e começamos a dançar, não estávamos bêbados e nem nada, ainda não tinha idade para bebermos, mas aquela noite foi a melhor da minha vida.
- PUTA QUE PARIU — Alicia gritou enquanto a música ainda rolava alta — 10 MINUTOS PRA TÁ LÁ PRA IR EMBORA — ela gritou irritada. Então a abracei por trás e dei um selinho no seu pescoço e senti ela se derreter em meu colo e então senti nossas respirações mais ofegante do que já estava, e ela se virou e me abraçou — Temos que ir — ela disse em um tom triste. Então saímos enquanto a música ainda estava rolando (Tire a música). Todos nós chegamos e todos estavam lá, quando deu a hora exata começamos a subir no ônibus.
- Quer ir na janela agora? — Alicia perguntou.
- Quero — eu disse. Ela abriu um espaço pra mim passar e eu passei e me sentei do lado da janela e ela do outro lado. Então abri um sorriso para ela e ela sorriu — Pena que esse passeio acabou estava tão legal.
- Estava mesmo — ela me respondeu e pegou seu ipad, e encachou seus fones de ouvido, roubei um fone de ouvido dela — Guerra pedia né — ela revirou os olhos.
- Mal — respondi colocando o fone ao meu ouvido. Ela sorriu e bocejou.
- Posso deitar no seu ombro?
- Pode — eu respondi. Ela abaixou o banco e eu também, então ela colocou sua cabeça em meu ombro, e então ela colocou na rádio e começou a tocar "De janeiro a janeiro — Roberta Campos". Alicia se aconchegou em meu ombro e eu dei um sorriso bobo e fechei os olhos. Então só escuteu Alicia cantando baixinho, sua voz era linda.
- Não consigo olhar nos fundos dos seus olhos e enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar, as várias fases, estações que me levam com o vento e o pensamento bem devagar. Outra vez, eu tive que fugir, eu tive que correr, pra não me entregar, as loucuras que me levam até você, me fazem esquecer que eu não posso chorar — ela cantava bem baixinho então escuto sua voz ficar mais fraca, ela havia adormecido.
Pov Alicia.
Acordo com Professora Helena me chamando, abri meus olhos lentamente e acordei Paulo passando minhas mãos em seus cabelos e ele foi abrindo os olhos até estar finalmente aberto.
- Já chegamos na escola? — ele perguntou
- Já sim — disse me levantando e pegando minhas coisas — Minha mãe veio me buscar Guerra.
- Tchau Gusman — ele disse — Nós vemos na escola.
- Espero que não apronte mais comigo — eu disse colocando minha blusa de frio.
- Isso não será possível — ele dava um riso maléfico.
- Não será possível te manter vivo também — pisquei pra ele e sai do ônibus. Encontrei minha mãe e passei direto, ela me puxou pelo braço e eu soltei meu braço das mãos dela.
- Vamos logo que quero ver meu pai — eu disse entrando no carro e ficando em silêncio. Ela entrou no carro e seguimos para casa. Assim que chegamos em casa vi meu pai, corri até ele e o abracei o mais forte que pude, ele era tudo que eu tinha, ele me entendia como ninguém, minha mãe que devia ter esse papel, mas não, ela estava muito ocupada querendo saber a opinião dos outros.
- Como foi?
- Ah foi legal — eu disse já subindo as escadas — vou dormir to cansada.
- Boa noite AlicE — ele disse para me irritar.
- Alicia papai não venha me irritar — eu disse da escada e entrei em meu quarto, fui até meu banheiro, me despi, e comecei a tomar um banho quente, aquela água caía sobre meus cabelos e meu corpo, e eu só ficava pensando porque Paulo havia me tratado diferente, porque ficamos tão próximos de repente? E como assim ele me ama a muito tempo, levei meus pensamentos a longe e me enrolei na toalha, me sequei, e coloquei meu pijama, era um short verde bebê e uma blusa de frio cinza, os coloquei e sai do banheiro. Deitei em minha cama e me cobri e a única coisa que fiz, foi pegar no sono.
Pov Marcelina.
- PAULO ANDA LOGO ESTAMOS ATRASADOS DAQUI A POUCO OS GUSMAN'S TÃO PASSANDO AQUI VAI LOGO IMBECIL — eu gritava. Paulo desceu das escadas correndo e me encarou.
- Calma tampinha, pra que pressa? — ele disse indo até minha mãe e dando um beijo na testa dela. Eu despedi dos meus pais e sorri, eu iria passar meu final de semana no sítio com Paulo, Alicia e Jorge. Meus pais não iriam pois eles iriam trabalhar, apenas os pais de Alicia irão. Então escuto a campainha saio correndo e atendo a porta e vejo o pai de Alicia, Afonso.
- Oi tio — eu disse o comprimentando. Paulo olha pro pai de Alicia e o encara.
- Oi — Paulo diz suspirando.
- Oi crianças — pai de Alicia diz.
- PAI — Alicia aparece atrás dele — Não somos crianças, e sim pré-adolescentes — ela diz. Ela está acompanhada de Jorge, que falava com ela e eles riam baixo.
- Vamos PRÉ-ADOLESCENTES? — Afonso disse e todos nós rimos. Eu e Paulo entramos no carro dos Gusman's — Jorge vai na frente, Paulo, Alicia e Marcelina atrás — apenas obedecemos Paulo ficou no meio pois eu queria ir na janela também.
Pov Alicia.
Novamente Paulo no meio e olhando para a mesma janela que eu, só que agora ela está abaixada então apenas avistamos a paisagem que se passe lá fora, então sinto nossas mãos se tocarem sem querer e meu coração acelera de um jeito que me deixa maluca. Eu disfarço passando as mãos em meu cabelo e deixando a mão no lugar de novo. Minhas mãos soam, minha respiração ofegante e meu coração acelerado. Porque só Paulo consegue me deixar desse jeito? Então sinto ele colocar sua mão em cima da minha e dessa vez não foi sem querer e sim de propósito, então eu fico em silêncio e continuo olhando para fora da janela, ele entrelaça nossos dedos e eu sorrio de canto e pude ver ele sorrir pois ele me olhava pelo retrovisor. Então meu pai para em um posto para abastecer o carro e eu arrumo coragem e olho pro Guerra que sorri.
- Alicia vai comprar gelo ali? — meu pai disse. Paulo soltou minha mão, eu abri a porta do carro, peguei meu dinheiro e fui até ao negócio que tinha gelo, peguei um seco de gelo e fui até o caixa levando o gelo e entreguei a ele.
- Pronto. Aqui tá o troco — disse dando a ele. Então voltei ao carro, pude perceber que Marcelina estava dormindo a um bom tempo, assim que me sento ao meu lugar. Jorge olha pra trás.
- Tão namorando? — ele diz em um tom baixo para meu pai não escutar.
- Não Jorge, nada haver — digo olhando pra fora da janela.
- Nada haver mesmo — Paulo concorda comigo. Jorge olha pra frente e ri baixo, eu dou um peteleco na cabeça dele e ele ainda continua rindo. Meu pai entra ao carro e ele continua a viagem até o sitio.
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