In My World.
54 Capítulo 54: Mas escolhi te perder...
Notas iniciais
Eu o olhei e fiquei cabisbaixa, não sabia o que dizer naquele momento, agora entendia porque Juliê se aproximava de mim. Apenas fechei meus olhos e desejei que eu morresse ali agora, mas isso não ocorreu, apenas senti Jorge me chamando.
– Alicia — ele disse — Você deve estar cansada, amanhã passo aqui viu? — ele disse beijando minha testa — Eu te amo.
– Eu também te amo Jorginho — eu digo o abraçando forte. Eu poderia morrer a qualquer momento, não poderia? Marcelina vem chorando e eu tento não chorar novamente ela se aproxima e me dá um abraço.
– Passo com Jorge por aqui — ela diz e saí do quarto. Me deixando sozinha com Paulo, o encaro de longe que está com os olhos vermelhos, ele aproxima o sofá perto da minha cama e abre um sorriso.
– Não quero que você morra.
– Eu não vou morrer Guerra, que bobagem — eu sabia que eu podia morrer mas não tinha medo da morte. Nunca tive, só medo de perder as pessoas que eu amo. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele me beijou. Sentir os lábios dele, era a maior sensação que eu tive em toda minha vida, não que ela acabe aqui, sentia os lábios dele colados aos meus, cedi o beijo assim que senti seus lábios, o gosto era de morango, um doce incrível, poderia ficar ali para sempre, ele foi passando sua mão boba em volta do meu corpo e eu sentia seus suspiros em meu pescoço, nos separamos por falta de ar e ele deixou sua respiração ofegante em meu pescoço o que me fez arrepiar novamente. Ele encarou meus olhos e eu encarei os dele, por um momento esqueci a dor que sentia, esqueci que estava em um hospital, só me importava uma coisa ali, o Guerra.
Pov Paulo.
– Alicia — eu digo a chamando e ela desvia o olhar para mim corada.
– Não diga nada Guerra, me desculpe por ter sido tão tola com você, meu ciúmes bobo deixou eu me levar, não sou de pedir desculpas e nem de ficar repetindo isso várias vezes, mas você pediu isso Guerra, você sabe que Erick é só meu amigo, não precisava ter agarrado Margarida — ela disse com uma certa tristeza e prosseguiu — Mas eu te perdoo, o mundo é feita de escolhas Paulo, e isso não é a gente que decidi, na verdade Deus sempre dá escolhas, você basta escolher uma, eu não escolhi estar doente, mas escolhi te perder...
– Alicia você não me perdeu — eu digo e ela fica corada sem saber o que dizer eu acho — Você nunca vai me perder — então lhe dou um selinho — E eu que to errado por ter agarrado Margarida, eu fui tolo de ter feito isso, me perdoa? Mas.. e você e Juan?
– Juan? Não existe eu e Juan, somos apenas amigos Guerra. E ele gostou muito de Juliê — ela me diz sorrindo de canto.
– Volta para mim? — a pergunto e aguardo a resposta dela. Ela me puxa e me beija, então sinto sua língua invadir minha boca e eu brinco com a língua dela e a sugo devagar, e ela sorri entre o beijo.
– Acho que isso responde sua pergunta — ela me diz sorrindo. É tão bom ter Alicia novamente em meus braços, é tão bom sentir o gosto de sua boca, é bom saber que você segura seu mundo novamente e bom saber que você está completo novamente — Guerra — ela me chama e eu a olho — Minha bombinha — ela diz se sufocando. Ela não tem bombinha por aqui, então grito um dos médicos que traz uma bombinha correndo e entrega a ela que consegue recuperar o fôlego.
– Iremos levá-los para um quarto mais confortável, aonde tem uma cama mais confortável — a enfermeira diz e nos leva até ele. Ela coloca Alicia deitada em uma das camas, e vejo a enfermeira sair.
– Isso está errado — eu digo puxando uma das camas e juntando perto da Alicia, tiro meu tênis e me deito atrás de Alicia que se vira para mim com dificuldade e encara meu rosto.
– Obrigada por ficar essa noite comigo — ela diz aproximando sua cabeça do meu peito e se aconchegando ali. Ela deita sua cabeça em meu peito, e eu beijo o topo de sua cabeça e acaricio seus cabelos, então nós dois caímos ao sono.
Pov Jorge.
Eu e Marcelina dormimos aquela noite na cama de casal, ela chorava em meus braços e eu a consolava.
– Marce, ela vai ficar bem, se você ficar triste, vai fazer ela ficar triste, então deixa os dias dela mais alegre, para ela poder saber que os dias dela aqui na Terra está sendo bom.
– Irei tentar Jorge, desde que você tente também — ela disse se virando para mim e subindo em cima de mim. Não esperava essa atitude de Marcelina, mas era ótimo o jeito inocente dela, inocente as pessoa acham que é sempre o lado RUIM, mas o inocente da Marcelina era bem melhor. Ela amarra seus cabelos e beija meu pescoço, o que me faz arrepiar, ela me dá um selinho demorado e eu posiciono minhas mãos em sua cintura enquanto ela invade minha boca. Nos separamos por falta de ar, ela se deita ao meu lado e dormimos de conchinha.
Acordamos pela manhã por Caio nos avisando que iria buscar Alicia, já era de tarde? Olhei ao relógio e marcava 15:00hr. Eu e Marcelina dormimos demais, ele sai do quarto se retirando, Marcelina ainda dorme ao meu lado, colo meus lábios ao topo da sua cabeça a acordando delicadamente, ela abre um sorriso e abre seus olhos.
– Bom dia princesa — eu digo dando um selinho.
– Bom dia — ela diz se sentando ao meu lado — Eu te amo — ela sorri.
– Amor. Caio vai buscar Alicia, se quer ir?
– Vai quase todo mundo, então acho que vou ficar por aqui. Quando Alicia chegar aí eu fico com ela, eu me importo muito com minha amiga, e nos afastamos muito.. — ela diz e eu roubo um selinho o que faz ela abrir um sorriso e mostrar seus dentes brancos.
Pov Alicia.
Sinto alguém tocando meus cabelos o que me faz abrir os olhos lentamente e vejo Paulo me olhando com um sorriso, assim que o vejo sinto borboletas em minha barriga.
– Oi Bela Adormecida — Paulo diz me dando um selinho. Eu abro um sorriso largo e coço meus olhos.
– Bom dia — eu digo bocejando e me espreguiçando — Eu quero meu pijama do power ranger, eu ainda to com essa fantasia sem graça — eu digo tentando me levantar mais minha cabeça está latejando de mais, e minha respiração tá lenta.
– Todos nós estamos de fantasias — ele diz e abre um sorriso — A enfermeira deixou o café da manhã aqui — ele diz pegando a bandeja e erguendo para mim.
– Comida de hospital é horrível, não me faça comer isso — eu digo olhando a comida e encarando uns biscoitos e leite.
– Só um pouquinho vai — Paulo insiste para mim e eu balanço a cabeça negativamente — Quer que eu faça aviãozinho? — eu solto um riso e quando abro a boca pra rir ele enfia um biscoito na minha boca e sou obrigada a engolir.
– EI — digo grito — Não quero comer.
– Assim vai ficar mais doente Alicia, para de manha e come logo isso — ele diz bravo e eu bufo. Pego os biscoitos e vou comendo um por um quando pego o leite e o bebo todo.
– Pronto — eu digo revirando os olhos.
– Isso seja obediente — ele diz me dando um selinho.
– O que vamos ficar fazendo nessa cama? — eu digo sem ânimo e fitando o teto. Olho para Paulo com um sorriso malicioso e eu começo a rir.
– Que é? Podemos fazer várias coisas nessa cama — ele diz e eu dou um tapa em seu braço.
– Idiota — digo rindo feito doida. Ficamos jogando conversa fora durante um tempo e vejo Juan adentrar o quarto.
– Mulher — ele diz se aproximando e fitando eu e Paulo — Vejo que vocês se resolveram.
– Oi marido, se resolvemos sim — eu digo abrindo um sorriso — E Juliê?
– Talvez ela vai morar aqui no centro — ele diz sorrindo e olhando para Paulo — se importa?
– E porque me importaria? — Paulo diz dando de ombros. Vejo Erick entrar junto ao resto do pessoal, uma parte só Caio e Victória.
– Erick porque está sumido? — perguntei enquanto ele se aproximava e me encarava com Paulo.
– Voltou com ele? — ele disse sem dar um "oi" ou "tudo bem Alicia? Soube que está no hospital"
– É voltei — digo.
– Vai se magoar de novo — ele diz revirando os olhos e Paulo se levanta para "tretar" com ele e eu dou um grito o que me faz ficar tossindo em busca de ar, pego a bombinha que a enfermeira me deu e puxo o ar.
– Erick e Paulo parem de brigar, prometem isso pra mim, prometem que vão parar de brigar por mim que estou aqui implantada nessa coisa — eles se encaram — VAMOS, não quero ver brigar entre vocês.
– Prometo, mas só porque é por você — Paulo diz levantando as mãos para mostrar se está cruzando os dedos ou não.
– Prometo — Erick diz levantando as mãos.
– Certo — eu digo sorrindo. Os meninos sorriem e ajeitam as coisas que eu e Paulo bagunçamos do quarto, nos levantamos mas antes de eu sair a enfermeira colocou um tubo no nariz para me ajudar a respirar.
– Hazel — Paulo me recordou e eu sorri e assenti. Então saímos do hospital e fomos para a casa de Caio.
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