In My World.
25 Capítulo 25: Você não é minha mãe.
Notas iniciais
Ele abriu um sorriso e me fitou com aqueles olhos que brilhavam em um momento único.
- Mas o que disse a Margarida? – perguntei curiosa
- Disse que eu te amava, e iria ficar com você, não com ela – ele disse se aconchegando ao meu lado – Se perdeu a aposta Gusman.
- Então só se importa com a aposta? Se for isso terminamos agora mesmo! – eu disse o encarando e ele negou com a cabeça.
- Eu to com você, porque te amo e não por causa de nossa aposta boba – ele disse colocando seu braço em volta do meu pescoço
- Acho que vou retornar a casa de minha tia Mariana, é melhor, se não minha boca vai ficar toda machucada de tanto que irei te beijar na sua casa. Precisamos nos evitar – ele riu ao escutar aquelas palavras
- Se vai continuar lá em casa, e vou tentar te beijar pouco, eu tentarei mesmo que seja impossível. Porque esse seu lábio – ele mordeu o lábio inferior dele – E que lábio em – eu dei um tapa no braço dele
- Idiota – eu disse e escutei o sinal bater – Vamos retornar a sala, antes que venham atrás de nós
- Não ache que eu esqueci da sua aposta. Iremos cumprir ela hoje e sem mais Gusman – ele disse se levantando e eu indo ao lado dele até a sala. Eu não conseguia pensar como tudo foi tão rápido, nosso primeiro beijo foi no quarto dele quando ele falava de seu pai e eu de minha mãe, e ele me beijou do nada, me lembro daquele momento como se fosse hoje. Eu tirei o bv dele, ele não pode ter tirado o meu, mas era como se tivesse tirado, pois o beijo dele me motivava de alguma forma, eu podia senti-lo em mim, como se ele tivesse dentro de mim, como se ele fosse minha própria vida. E isso nunca havia acontecido, nós sempre nos odiamos e de repente estávamos ali namorando... mas como Alicia? Como isso foi acontecer? Uma coisa tão boa, aquele cabelo caído um pouco ao seu olho, a sua maneira de falar, de aprontar, ele era perfeito para mim, era não, ele é perfeito para mim. E eu quero que isso dure para sempre. Fiquei prestando atenção na aula, minha cabeça doía muito, e como a professora Helena viu que eu não estava bem, me mandou a enfermaria.
- O que se tem?
- Minha cabeça dói muito e estou gripada
- Bom.. acha que tá chegando a hora Miriam? – dizia a outra enfermeira.
- Acho que sim – ela disse sorrindo e me fitando
- Chegando a hora..d-do que? – eu perguntei inquieta e curiosa
- De você virar mocinha, esses pressentimentos podem estar indicando isso – a enfermeira disse sorrindo e eu sorri de volta. E se isso fosse mesmo verdade? É uma coisa normal, mas é muito nojento – Retorne a sala, até a saída se aguenta! Vai lá – ela disse e eu e retirei da sala agora essas enfermeiras eram o que? Vidente por acaso? Suspirei e retornei a sala e sentei-me em meu lugar e ouvi o sinal bater pelos corredores da escola. Agora seria a hora do hino, todo dia se sexta-feira. E eu iria cumprir minha aposta, não que eu estivesse com medo. Corri pro pátio com Paulo e limpei minha garganta.
- É Paulo, caso você fique gripado, pegou de mim – eu disse o avisando
- Coisa feia passando gripe pros outros
- Uai. Na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, até que a morte nos separe – disse sorrindo a ele que me encarou com a sobrancelha erguida e eu ri da cara dele – Vamos logo com isso, olha aí a diretora tá chegando com o 6º B. O que acha melhor que eu te agarre ou que você me agarre? – perguntei rapidamente
- Me agarra. Me mostra o que sabe, vou fingir que to chegando – ele disse correndo até Koki e vindo em minha direção. Encarei a diretora do outro lado, e puxei Paulo pela cintura, minhas duas mãos pousavam na cintura dele, fiquei alguns centímetros longe dele, e todos os olhares já viam em nossa direção, fui aproximando meu rosto do dele ao pouco e dei um selinho em seu pescoço que o fez dar uma risada em meu ouvido.
- Não me provoque – ele disse e eu coloquei meu dedo na boca dele fazendo ‘’shhhhh’’ para ele ficar quieto, então encostei meu lábio ao dele por 1 segundo, e encostei novamente para valer, passei uma mão em sua nuca e puxei alguns cabelos que haviam ali. E pedi entrada com minha língua em sua boca e ele cedeu fui brincando com a língua dele, desci minha mão até sua bunda e a apertei de leve e ele riu entre o beijo. Mordi a língua dele que mordeu meu lábio devagar para não me machucar, nisso a diretora já dava seus berros. E todos olhavam boquiabertos para nós dois, como eu sei disso? Marcelina gravara tudo, quando desgrudei meus lábios do de Paulo ele me encarou e colocou suas mãos em volta de minha cintura e saiu discretamente até a diretora que encarava nós dois.
- Quero que chame os responsáveis desses dois Professora Helena e converse com os pais deles, pois to sem paciência para isso – ela disse passando direto por mim e Paulo. Eu e Paulo nos encaramos e seguramos a risada. E fomos cantar o hino normalmente, após terminar de cantar o hino, Juliê veio em minha direção e de Paulo.
- Você vai ser meu Guerra – Juliê dizia ao ver Paulo e me ignorava e saía rebolando
- Menina louca – Paulo dizia enquanto eu concordava com ele. Escutamos o sino bater, era a hora da saída. Eu peguei meu skate, e Marcelina veio se aproximando de mim e de Paulo.
- NOSSA QUE BEIJO FOI AQUELE DE VOCÊS DOIS, SE COMERAM FOI? – ela disse rindo e zombando de nós dois – Namoradinhos – ela tentou nos ofender mas levamos na boa – E-Espera não ficaram irritados com isso?
- Não – eu respondi-a
- Então vocês são mesmos namorados?
- Somos – Paulo disse colocando sua mão em minha cintura – e cadê Jorge?
- Ele foi embora com a mãe dele que veio o buscar. Ele tá de castigo
- É eu sei. Mas e então vamos sozinhos? Ou o tio e a tia vem buscar a gente?
- Meu pai tá vindo – disse Marcelina – ele me ligou, chamaram ele na escola por causa do ocorrido de vocês!
- Ah – Paulo disse sem muita importância – Que bom para ele! – o pai de Paulo adentrou a escola e encarou o filho
- O que aprontou? – Roberto perguntava a Paulo
- Foi por isso que a Professora Helena chamou você aqui – Paulo disse seco. E saindo andando, fui atrás dele junto a Marcelina e entramos no carro, aonde ele estava e esperamos o pai dos Guerra’s o tio Roberto retornar e dar um grande sermão em mim e Paulo. Depois de uns 10 minutos o tio Roberto retornava ao carro e olhava para trás, encarando eu e Paulo.
- Alicia não esperava isso de você, ainda mais com o Paulo! Aonde foi parar seu juízo? – Roberto me dava um sermão eu o encarei e sorri
- Tio. Caso, você não esteja percebendo, o Paulo é legal e eu gosto dele, e não é por causa de você que vou ficar longe dele, e ainda mais foi só um beijinho – eu disse calma e sorrindo
- Um beijinho? Eu vi o beijinho de vocês pela câmera – ele disse ligando o carro e indo até a dos Guerra’s. Será que depois desse ocorrido ele iria deixar eu ficar na casa dele? O que iria acontecer? Levei meus pensamentos a longe e suspirei. Quando chegamos na frente da casa dos Guerras descemos no carro e entramos. Deparei com meus pais no sofá e ergui a sobrancelha
- Mas o que ela faz aqui? – eu disse me referindo a ela.
- Ela veio te ver e pedir desculpas – meu pai disse dando um belisco no braço de minha mãe
- DesculpaDesculpa – ela disse rápido que eu mal pude ouvir, mas dei de ombros
- Não desculpo. E você não é minha mãe – eu disse em um tom firme. Olhei meus ‘’tios’’ me observando e me fitando.
- Alicia sem mais brigas por favor – meu pai pedia e eu assenti com a cabeça.
- Como quiser, mas pra mim ela não é minha mãe! – eu disse os encarando
- Vamos para casa? – ele perguntava – Está atrapalhando os Guerras aqui.
- Não está nos atrapalhando de forma alguma – o Roberto falava
- Mas ela irá para casa. Eu contratei uma empregada para ficar de olho nela.
- PAI EU NÃO SOU MAIS CRIANÇA. TO ENTRANDO NA FASE PRÉ-ADOLESCENTE SERÁ QUE DA PRA CONTRATAR UMA BABÁ PRA MIM AF – eu gritava e ele me encarou
- Uma empregada, não babá. Ela fará as tarefas de casa, como te acordar. Ela tem 18 anos, se chama Caroline, e sem mais. Ajunte suas coisas e vamos – ele disse por fim, como não tinha como discutir, peguei minhas coisas me despedi dos meus tios e de Marcelina e Paulo
- Vejo vocês amanhã no clube – Alicia disse sorrindo
- Que clube? – Roberto perguntava
- Ah o da rua da escola. Nós da turma combinamos de ir – Marcelina disse com carinha de anjo – Deixa?
- Veremos – o Roberto disse encarando Paulo e sorriu. Eu saí pela porta com meus pais e entrei ao carro e fomos para nossa casa.
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