In My World.
21 Capítulo 21: Vingança fail.
Notas iniciais
O professor deu o vôlei em seguida, assim que a educação física acabou, fomos para o vestiário, é minha escola tinha um vestiário depois de vários pedidos a diretora Olívia. Eu entrei ao chuveiro de biquíni até porque não confiava vai se alguém pegasse a minha roupa igual nos filmes americanos, mas isso me deu uma ótima ideia, sorri maldosa. Tomei um banho só pra tirar o soar mesmo, então coloquei meu uniforme limpo que trazia todos os dias de Ed. Física, e ajeitei meu cabelo o deixando solto ele caía sobre meus ombros, ele estava perfeito, não que me importasse muito com isso. Sai e contei meu plano para Marcelina e Valéria.
– Muita maldade o que se vai fazer com Paulo, coitado do meu irmão – ela disse
– Maldade? Se esqueceu da tinta que ele colocou na minha carteira? Não dei o troco suficiente nele – eu disse – se quiser não precisa me ajudar – disse saindo pela porta e logo ouvi os passos de Marcelina me alcançando, então nós duas seguimos para o vestiário masculino enquanto Valéria vigiava a porta. Eu entrei de fininho e vi os meninos me notarem ao entrar no banheiro, todos de sunga como nós ficávamos de biquíni, os meninos do 6º B assobiavam enquanto eu adentrava o local, então fui até aonde Paulo estava e ele me encarou ainda com a cabeça de baixo do chuveiro.
– Veio ver eu tomar banho é? – ele perguntou rindo e viu Marcelina ao meu lado. Marcelina estava meio desligada conversando com Jorge, Paulo já me viu de toalha, e ele estava de sunga. Mas se a diretora nos pegássemos ali ou o professor estaríamos ferrada. Então ouço a voz do professor vindo
– Fudeu. Abre a porta aí Paulo anda – ele fez o que mandei e entrei na porta que ele estava tomando banho, ele desligou o chuveiro para não me molhar já que eu estava de uniforme, mas não adiantou muito, porque eu já estava encharcada, então fiquei calada.
– Vamos logo meninos daqui a pouco é a saída – o professor disse passando pelas cabines (portas) e parando na de Paulo – O que está fazendo aí Guerra, o chuveiro está desligado. Se já terminou saía! – ele disse continuando andando até sair pela porta, suspirei aliviada e encarei Paulo que estava ao meu lado.
– Mas que diabos veio fazer aqui? – Paulo perguntava
– Nada – eu menti e olhei para Marcelina mexendo os lábios que o plano estava cancelado, e pelo jeito Valéria não estava na porta se não, tinha nos alertados. Então senti as mãos de Paulo na minha cintura – O que pensa que tá fazendo? – o olhei
– Apenas te ajudando a descer da privada – ele disse me segurando pela cintura e me colocando ao chão, antes que me perguntem o que estava fazendo na privada, eu tive que colocar meus pés ali, claro com a tampa fechada, para que o professor não notasse que o Paulo tinha 4 pés.
– Obrigada – sorri com a roupa encharcada de água e ele me encarava – Bom pode abrir a porta agora – eu sorri e ele abriu eu saí da cabine.
– Me espera ali com Marcelina – ele apontava para um banco – Só vou me trocar, a não ser que você queira fazer isso pra mim
– Aí Guerra por favor! – eu disse saindo andando e me sentando ao banco junto com Marcelina que também estava encharcada. Jorge e Paulo saíram com as roupas e os cabelos molhados, então eu levantei e baguncei o cabelo de Paulo que fez careta mas nem fez questão de arrumar
– Eu tenho essa blusa de frio caso quiser já que sua roupa está molhada – ele me entregava a blusa de frio
– Está fazendo 35º aproximadamente e você me dá uma blusa de frio – o encarava
– Para de ser mal agradecida Alicia – Marcelina pegava a blusa que Jorge dava para ela, a de Marcelina era uma camiseta e não era de frio.
– Ah ok – eu disse pegando a blusa de frio do Guerra, enquanto ele procurava alguma coisa
– Aqui – ele disse pegando uma blusa de manga curta dele e me entregando e eu sorri
– Vou me trocar espere – eu disse pegando a blusa e entrando em uma cabine, tirei a camiseta molhada, o sutiã estava molhado, mas não poderia tirá-lo porque se não marcaria na blusa, peguei a blusa que Paulo me dera e coloquei. Amarrei a blusa de frio dele na cintura e saí do banheiro.
– Vamos para a saída antes que estranhem – Paulo disse sorrindo e nós concordamos.
Pov Paulo
Quando chegamos ao pátio sentamos em um banco afastados de todos, fiquei ao lado de Alicia o tempo inteiro. Alicia pegou o seu perfume na bolsa e começou a passar nela e em minha camisa.
– Minha camisa vai ficar cheirando a mulher – eu disse a encarando
– Calminha Paulo, Juliê não vai nem ligar que se ficou com outra – ela disse zombando de mim
– AlicE idiota – eu disse a irritando e ela me deu um peteleco em minha cabeça
– Em falar no diabo olha ele vindo aí – Alicia dizia vendo Juliê se aproximar cada vez mais até parar em minha frente e encarar Alicia
– Paulo – ela disse sentando em meu colo – Que ir jantar lá em casa?
– Não, valeu – eu disse curto e seco
– Acho melhor você ir, a não ser que queira que eu conte a diretora que Alicia estava no vestiário masculino, ainda agarradinha com você – nesse momento Alicia se levantou irritada e ia dar um belo tapa nela mas Marcelina e Jorge a impediram
– Ninguém vai acreditar em você, você não tem provas – Alicia disse tentando se acalmar
– Af, vai Paulo – insistiu Juliê
– NÃO PORRA – gritei impaciente e a tirei do meu colo
– Você vai se arrepender disso Guerra, você será meu – ela disse saindo rebolando
– AI SE EU PEGO AQUELA VADIA, VOU DAR TANTO TAPA NELA, MAIS TANTO TAPA QUE ELA VAI FICAR UM ANO INTERNA.. – eu beijei Alicia e ela demorou para ceder, coloquei minhas mãos em sua cintura enquanto ela se aproximava de mim e mordiscava meu lábio. Senti o perfume dela em minhas narinas, um perfume suave, aquela boca macia colada a minha me fazia tão bem por um momento esqueci meus problemas, esqueci a escola, esqueci tudo, só queria ela ao meu lado, ela puxou alguns cabelos de minha nuca e eu sorri entre o beijo, terminamos o beijo por falta de fôlego e quando terminamos sorrimos
– Que ação em – Marcelina disse rindo – Ouviram o sinal pelo menos?
– Não – eu disse e Alicia riu
– Eu escutei – Alicia disse sorrindo – Vocês vão com os seus pais?
– Sim, infelizmente – eu disse para ela que sorriu de lado
– Bom, eu e Jorge já vamos indo então – ela disse se levantando e colocando seu skate no chão e esperando Jorge se levantar – Amanhã devolvo sua roupa Guerra e obrigada mais uma vez – ela disse sorrindo – Tchau Marcelina – ela disse abraçando a Marcelina com toda força que fiquei com ciúmes
– E eu não ganho abraço? – perguntei olhando para ela
– Não, já ganhou beijo hoje – ela sorriu e viu Jorge se levantar – Até amanhã Guerra’s – ela disse andando com o skate até sair da escola e Jorge a acompanhando na caminhada.
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