In My World.
18 Capítulo 18: Será que posso ir no banheiro?!
Notas iniciais
Meu pai deixaram os Guerra's na casa deles e em seguida parou o carro na casa de Jorge.
- Se comporte, os pais de Jorge já estão sabendo que vai ficar aí — meu pai disse eu sorri e sai do carro correndo com Jorge. O problema é que chovia muito e o piso estava molhado e ele por acaso era liso, então só vi o Jorge caindo e eu caindo em cima dele, legal ele caiu de cara no chão e eu nas costas dele, me levantei rindo que nem doida e ele rindo junto a mim, estavámos encharcados de água, entramos na casa dele nas risadas. O seu pai nos entregou toalhas e disse que eu poderia ficar no quarto de hospedes, que era do lado do quarto de Jorge, eu agradeci e subi as escadas e entri no quarto de hospedes junto a Jorge.
- Boa Noite Licia — Jorge disse dando um beijo na minha testa.
- Boa noite irmãozinho — eu sorri e vi ele saindo do quarto, deitei na cama e adormeci.
Pov Jorge
Acordei de manhã e entrei no banheiro, me arrumei rapidamente. E sai já com o uniforme, peguei meus materiais e bati na porta de Alicia que gritou que podia entrar, entrei e olhei ela já arrumada e com seu skate na mão.
- Desde quando esse skate tá aqui?
- Eu passei em casa e peguei algumas coisinhas — ela me respondeu sorrindo.
- Ah, vamos pra escola?
- Vamos — ela sorriu pegando o skate e descendo as escadas comigo. Pegamos um monte de pão de queijo na mão e saímos correndo, ela colocou o skate na rua e começou a andar nele até chegar na casa de Marcelina. Ela tocou a campainha e encostou na porta, e eu vi a Marcelina abrir a porta e a abracei, sem pensar duas vezes.
- Oi princesa — eu disse e ela corou.
- Oi Jorginho — ela disse me dando um beijo na bochecha e me soltando — É pai eu to indo — ela estava saindo pela porta mas entrou na casa de novo — É.. Paulo vem logo — ela disse saindo da porta e entrelaçando nossas mãos. Eu dei um sorriso bobo enquanto a gente andava, estavámos esperando Paulo e Alicia virem logo então quando eles finalmente apareceram eu e Marcelina caminhamos para a escola — Me leva de cavalinho? — Marcelina pediu.
- Só um pouco — eu disse. Me abaixei e ela subiu em minhas costas, segurei os pés dela e fomos assim para a escola, quando chegamos na escola todos desviaram seus olhares para mim, deixei ela descer das minhas costas e ela me deu um beijo no canto da boca.
- Nós vemos no intervalo — ela disse sorrindo e saindo junto com Alicia. Paulo veio em minha direção e parou me encarando.
- Eu permito você ficar com minha irmã, mas se você a magoar se vai ver. E eu prefiro você com ela do que com Alicia — ele disse e riu — Tá com o terceiro livro aí?
- Estou — eu disse pegando meu livro e entregando a ele. Ele me entregou o mar de monstros e eu coloquei em minha mochila — Mas e aí tá gostando de Alicia? Se você magoar ela eu quebro tua cara — então ele começou a rir e eu o acompanhei na risada.
- Acho que sim cara, mas não conta pra ela não — ele coçou a nuca e o sinal tocou. Então nós dois fomos para a sala.
Pov Alicia.
Eu entrei na sala um pouco atrasada com Marcelina e o professor mandou a gente ir na frente.
- Porque chegaram atrasadas? — ele perguntava para nós. Af eu odiava o Carlos, professor de artes.
- Porque a gente estava no banheiro — eu sorri para ele irônica.
- Fazendo o que?
- PROFESSOR O QUE A PESSOA SE FAZ NO BANHEIRO? ELA FAZ XIXI, ELA FAZ COCÔ, ELA TROCA O .. — ele me interrompeu.
- Voltem ao seu lugar — então quando ele se virou todos começaram a rir. Ele se virou novamente — Alicia — eu bufei e voltei até ele.
- Sim querido professor — eu disse suspirando.
- Você e Marcelina não estavam com os meninos do 6º B não né?
- Não! — eu respondi e sai andando até meu lugar e me sentei ali. Fiquei pensando a aula inteira, estava nem aí pra essa aula chata, depois pegava tudo com a Marcelina. Estava super apertada pra ir no banheiro então levantei a mão e o professor me encarou.
- Sim?
- Quero ir no banheiro.
- Se não vai — ele disse.
- Vai professor deixa ela ir no banheiro — Jorge pediu.
- É professor deixa ela ir no banheiro — Paulo pediu também e eu ri baixo.
- É PROFESSOR DEIXA ELA IR NO BANHEIRO — Daniel pedia também e todos começaram a pedir.
- NÃO VOU DEIXAR E PRONTO — o professor gritou.
- PROFESSOR NÃO É VOCÊ QUE TÁ COM CÓLICA, NÃO É VOCÊ QUE TÁ SANGRANDO PELA VAGINA AGORA DA PRA DEIXAR EU IR NO BANHEIRO TROCAR MEU ABSORVENTE OU TÁ DIFICIL AI? EU TO APERTADA TÁ VENDO NÃO BOSTA? E SE EU COMEÇAR A FAZER XIXI AQUI VAI SAIR SANGUE, SANGUE TÁ LIGADO? — eu comecei a gritar, estava quase me mijando. Tá eu não estava menstruada, e nem tinha ficado mas eu tive que mentir era caso de vida ou morte.
- Alicia Gusman pode ir ao banheiro — ele disse por final. Eu passei por ele e dei um sorriso irônica.
- Obrigada — eu disse saindo de lá e indo até o banheiro. Entrei ao banheiro e fiz minhas necessidades quando sai, lavei minhas mãos, então ouvi alguém dar descarga quando vejo é Juliê.
- Ora Ora se não é quem roubou meu namorado.
- Ele não é seu namorado, agora dá licença — disse saindo do banheiro e retornando a sala. Quando retornei vi o professor me encarar e eu dei um sorriso sínico e sentei em meu lugar. Então vi uns 5 bilhetes em minha mesa. Abri a primeira folha, era de Maria Joaquina.
"Você já ficou mocinha? — Majo" Eu suspirei e respondi "Não, só estava apertada, então inventei isso" E entreguei a ela que sorriu assim que vir. E as outras perguntas era se eu já virei mocinha, mano o que que tem virar mocinha? Qual o problema de sangrar pela vagina? NENHUM NÉ. Se alguém tiver um problema com isso, vem aqui que eu resolvo de boa! Desviei meus pensamentos a longe e bateu o sinal do intervalo. Então esperei Marcelina e nós seguimos ao intervalo, eu sentei junto com as meninas e ficamos conversando. E elas começaram a comentar minha cena na sala e rirem.
- Eu não teria coragem de fazer isso que se fez — Valéria disse rindo — Sério foi ilário o professor ficou calado quando escutou o que se disse. Precisava ter gravado — ela ria e eu e as meninas também.
- Não achei graça — Margarida disse cruzando os braços.
- Você só acha graça roubar os namorados dos outros — Maria Joaquina dizia cruzando os braços.
- Você nem namora o Daniel por favor — Margarida disse revirando os olhos.
- Eu não to falando de mim e sim o que você tentou fazer com a Vale! — Maria Joaquina disse.
- Fiz mesmo, algum problema? E faço de novo — Margarida saiu rebolando dali pra falar com a Juliê. Eu e as meninas reviramos os olhos.
- ODEIO ELA — Valéria gritou.
- Nós todas odiamos, relaxa — Marcelina disse e então desviou o olhar para outro canto segui o olhar dela e ela estava olhando Jorge e eu balancei a cabeça negativamente. Então olhei para a turma que Jorge estava, e vi Paulo com Kokimoto, esses dois devem estar aprontando com alguém não duvido nada. Então quando Paulo viu que eu estava olhando pra ele sorriu, e eu retribui o sorriso. Então vi Juliê entrar na frente dele então revirei os olhos e voltei a falar com as meninas.
Pov Paulo.
Eu e Kokimoto estavámos falando do quanto a Marcelina estava apaixonada pelo Jorge e ele ria, então decidimos aprontar com alguém, em breve saberão. Então vi Alicia me olhar de longe e sorri e ela retribuiu o sorriso, a Juliê chega do nada me encostando na parede e encostando o corpo dela ao meu.
- O que se quer? — perguntei grosso.
- Você bebê — ela disse aproximando seus lábios dos meus e eu virei o rosto e ela me deu um beijo na bochecha. Então me soltei dela e fiquei do lado do Kokimoto.
- Endoidou? Já disse que não quero beijar você — eu disse. E Margarida chegou do nada e saiu me puxando pra um banco perto de onde Alicia estava, eu olhava Alicia de longe e ela me via e sorria de lado, então senti um belisco de Margarida — O que é garota?
- Me beija Paulo, amei o seu beijo no parque de diversões — ela disse
- Caralho você, Juliê e as amiguinhas dela não querem me deixar em paz não? Já disse que não quero beijar ninguém, MAIS QUE SACO — eu disse a deixando sozinha. Então senti mãos em meus olhos tampando.
- Adivinha — era uma voz enjoada, Marcelina.
- Marce — eu disse
- Acertou — ela disse aparecendo na minha frente — Vou ser rápida. Alicia tá gostando de você e se você contar pra ela que eu te contei se tá ferrado maninho — ela disse saindo andando com Alicia pra sala já que bateu o sinal. Alicia estava gostando de mim? Quando escutei essas palavras saírem da boca de Marcelina, meu coração foi a mil. Era estranha a sensação, mas fiquei feliz de saber que Alicia estava gostando de mim.
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