Notas iniciais
Eu sei, eu sei. vocês podem me matar. Demorei muittooooooooo, mas eu posso explicar. Tive minha formatura (eu era uma das que ajudava em tudo), viajei, voltei, fiz provas para ganhar bolsas, ganhei a bolsa, tive uma trabalheira com a documentação, tive preguiça, falta de criatividade e um monte de outras coisas. Na minha opinião o capítulo está terrível, mas eu prometo que os próximos estarão melhores.Qualquer erro me avisem, não consegui revisar. Mil perdões, e boa leitura.

Depois de um longo e extremamente cansativo dia, chego até meu quarto no hotel, largo as compras e sigo até o quarto de minha mãe para ver o meu filho.

Dou duas batidas na porta e loga ela abre, com um de seus grandes sorrisos.

“Minha menina linda. Que saudades a mamãe sentiu de você!”

“Mãe, eu não estou conseguindo respirar.”

Eu disse depois que ela me deu um abraço de urso. Como sempre, Donna Smoak é a Donna Smoak. Ela está usando um vestido verde, extremamente colado ao corpo e um sapato que é capaz de perfurar um ser humano de tão fino.

“Desculpa, é que eu estou tão feliz em ver que você não se deixou abalar pelas memórias de um senhor chamado...”

“Mãe!.”

A repreendi e olhei ao redor procurando Theo para ver se ele havia escutado.

“Não se preocupe, ele está dormindo.”

Minha mãe sabia que eu estava abalada, mas ela nunca iria dizer. As vezes a ignorância nos salva. Quando finalmente nos sentamos, vi em seus olhos a normal preocupação de mãe.

Eu a amo. É claro que a amo. Ela tem seu jeito, digamos, espontanêo e e suas roupas peculiares, seus grandes cabelos loiros e sua pele perfeita. Eu pareço mais uma avó que ela.

O fato é, antes de meu filho nascer, as coisas eram complicadas. Até os quatro meses de gravidez, pelo menos. Nós vivíamos brigando, por tudo. E eu não era um exemplo de filha, principalmente quando falava mal de seu estilo.

Eu me lembro das exatas palavras do dia em que decidimos, finalmente, agir como mãe e filha.

A barriga já estava começando a dar suas pequenas e grandes aparecidas sobre minha roupas e o peso do meu pequeno já estavam sendo notádos.

Estou num daqueles dias onde os hormônios te controlam. E esse mês, parece que uma represa está saindo de meus olhos.

Procuro uma roupa quando ouço um barulho na porta.

Depois de vestida, desço as escadas do apartamento e vejo minha mãe preparando um lanche.

Venha Felicity, você tem que se alimentar, por dois.”

Eu sei, já comi tudo o que minha doutora receitou para o lanche da tarde, talvez até um pouco mais.”

Respondi sentando.

Escutamos um barulho, que logo percebemos que é seu celular. Está escrito James na frente.

James é o novo caso dela. Eles estão juntos a duas semanas e eu não o suporto. Talvez porque ele seja um velho arrogante, que não sai desse apartamento.

Ouço minha mãe perguntar algo sobre uma surpresa, e ela indo em direção a porta. Meus hormônios mais uma vez resolvem tomar conta de mim que quando o vejo parado com um buquê de rosas vermelhas em suas mãos minha represa desaba.

Tento sair de fininho, porém o escuto me chamar, minha mãe me olha com seus olhos de “Faça amizade com meu novo namorado” e eu não resisto.

Eu sei que não nos damos muito bem, mas eu devo isso a ela. Afinal, ela não me julgou uma vez sequer pela minha gravidez e fuga, me acolheu em sua casa e ela é a minha mãe.

Eles conversam animadamente, estou quase dormindo quando percebo uma mudança repentina de assunto. Ele encosta seu braço em mim e diz, com a voz meio bebâda pela quantidade de vinho.

Você não tem vergonha?”

Perdão?”

Pergunto confusa.

De estar vestida deste jeito, quando tem visita em casa. Como se já não fosse vergonha suficiente ser mãe solteira.”

Como é que é?”

Me exaltei e imediatamente levante-me do sofá onde estávamos, vejo minha mãe parada na porta da cozinha, nos olhando, completamente paralisada.

Você ouviu o que eu disse...”

Foi neste momento que a minha mãe teve uma atitude inusitada. Ela partiu pra cima dele, não com socos e tapas. Mas com simples palavras, que me fizeram um bem inexplicável. Eu finalmente havia percebido que não estava sozinha.

Depois de ela terminar seu relacionamento e o expulsar de casa, sentamos no sofá. E ali eu desabei em lágrimas.

Eu não tinha chorado de verdade ainda. Chorei um pouco e fiquei imensamente triste quando fui traída. Chorei quando descobri que estava grávida e a criança não teria um pai.

Mas eu nunca tinha chorado pra valer, das outras vezes foram apenas algumas lágrimas. Porém agora, era como se eu tivesse chorado por tudo o que já havia acontecido em minha vida.

Minha mãe me abraçou e assim ficamos por um tempo.

Até ela segurar meus ombros, olhar em meus olhos e dizer:

Você será a melhor mãe do mundo, e eu estou muito orgulhosa de você.””

Theodore estava em meu colo dormindo, estavamos indo para o meu quarto, quando minha mãe segura meu braço.

Naquele momento não haviam palavras a ser ditas.

Ela sorriu para mim.

Eu sorri para ela.

Ela deixou um beijo na testa de Theodore e eu fui para meu quarto.

Já eram oito horas, Laurel daqui a pouco passaria aqui com Ray. Minha mãe já estava em meu quarto do hotel para ficar cuidando do meu filho.

Eu estava parada em frente ao espelho. Confesso que depois de um longo tempo, presa nas roupas mais caseiras, sem usar um vestido um pouco mais justo, ou sexy, eu havia perdido o jeito. O salto estava me encomodando, e o vestido fazia cócegas, apesar de que eu sabia que isso era apenas o nervosismo, junto com a possibilidade de reecontros acontecerem essa noite.

Meus cabelos loiros curtos estavam com pequenos caixos, soltos e mais claros. Muito pouco mais claros, mas já era uma diferença.

“Ai Meu Deus. Felicity, você está deslumbrante.”

Me virei e vi Laurel, com uma saia e blusa, seus cabelos estavam presos e ao seu lado estava Ray, elegantemente em um terno azul escuro, com seu cabelo de mocinho e seu sorriso charmoso.

“Devo confessar, você caprichou em?!”

Ele disse sorrindo.

Eu ri, logo depois entrou minha mãe. Não preciso nem falar que ela fez um escandâlo básico. Me abraçou, me beijou, se emocionou...

“O que vocês esperaram? Minha menina aqui não nega a genética.”

Falou jogando seu cabelo.

Dei um beijo em Theo que estava quase dormindo assistindo desenhos, e saí ao lado de Laurel e Ray.

Eu não fazia ideia de como agir essa noite. Estava nervosa e confusa, mas como eu sabia que teria que enfrentar meus medos. Antes cedo, do que tarde. Ou talvez não. Estou confusa.

Notas finais
Galera, vou estudar em turno integral agora, vai ser puxado, então só vou conseguir postar uma vez por semana.Comentem....