In Memorium In Advance
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Clarity please speak to me...
Não da mais... O que fazer quando se encontra caindo num poço sem fundo? Quando tudo em que você acreditava passa a não fazer mais sentido.
Eu o amava mais do que poderia imaginar, na verdade, passei a amá-lo de tal forma, bom, explicarei como tudo começou;
Era início de primavera, e tive de voltar à universidade para buscar alguns livros em que basearia o meu TCC (Trabalho de conclusão de curso). Estava prestes a me tornar licenciada em Língua Inglesa, estudava de manhã e dava aula em escolas de ensino fundamental na parte da tarde. Tudo corria de forma tranquila, até que eu o vi, lindo e sublime, em uma calça skinny preta e blusa larga do Lynyrd Skynyrd, perfeito, o cabelo preto e liso caia até quase os ombros e brotava suor de sua testa, pois corria afinal já era mais ou menos 14h e devia estar atrasado para a próxima aula.
Lindo, suspirei, mas voltei ao meu objetivo, passei pelo saguão principal e ao final estava a biblioteca, depois de que peguei o livro, voltava para a sala de estudos que ficava do outro lado do saguão.
A sala estava lotada de alunos do segundo e terceiro período que haviam se atrasado, praguejei enquanto andava pelos corredores das mesas a procura de um local vago, era quarta feira e eu tinha horário vago para estudar até as 18h00min em que teria reunião com o corpo docente da escola em que trabalhava, mas eu precisava estudar, até que encontrei uma mesa, ao final do local, ótimo, tanta gente pra encontrar, e no único lugar que eu encontrei para ficar estava meu ex-namorado, Frank e eu não nos falávamos mais do que era exigido pela boa educação, afinal, tínhamos terminados de uma forma não muito boa a mais ou menos um ano atrás, mas não vem ao caso agora. Puxei a cadeira mais distante possível e sentei, abri meu caderno de anotações, não pude evitar reparar olhadas mais quentes que brasa para cima de mim (Sei que o que fiz foi errado, mas já havia muito tempo dês de o ocorrido).
Algum tempo depois, ouvi uma cadeira sendo puxada ao meu lado, reconheceria estes olhos castanhos a quilômetros de distância.
- Ei, posso? — Era o menino bonito de mais cedo, me lançou um sorriso de lado, não entendi muito bem o que significava, suspirei e sorri de volta para ele.
- Claro. – Me fiz de desinteressada, voltei meus olhos para os livros de Gramática.
- Não consigo entender essa matéria, deve ser por isso que faço música – Chegou mais perto e sorriu mais uma vez.
- Anne McMoy, prazer – Sorri e estendi a mão.
- Craig Mabbit – Segurou minha mão.
Não precisou de muito para nos tornar próximos, ele era uma pessoa fácil de lidar, e eu sempre tive muita paciência, sim, eu precisava sim de paciência, afinal ele costumava ligar com frequência, e geralmente nas horas mais impossíveis do dia, mas não estava acontecendo nada entre agente, era bem amizade mesmo o que rolava, ele me contava sobre a vida dele e perguntava sobre o meu dia, ele tinha Brooke, ele a namorava a uns 8 meses, mas ele parecia muito apaixonado, e eu tinha Frank, apesar de tudo minha cabeça o tinha gravado bem lá no fundo, ainda não tinha esquecido ele.
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