In Love With My Guitar

26 Capítulo 26 – Do You Want...?


Notas iniciais
É pessoas... Esse é o fim da minha humilde fic.
Apesar da história do nosso Delicioléo (como algumas leitoras falaram) ter acabado, eu prometo fazer um prólogo.
Boa leitura e... Aproveitem =D

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– Hanna? – Ele gritava da porta.

– Já estou quase pronta! – Ela respondia.

– É, cara. As mulheres são assim. – Richard dizia do sofá.

– E como você sabe? Não tem namorada. – Leo olhava-o desconfiado.

– Anos de convivência... – Ele respondeu, olhando para o moreno que estava parado na porta. Por uma fração de segundos, espanto passou por seu rosto, para logo em seguida ser substituído por um lindo sorriso.

– Você está... – Leo olhava bobamente para a namorada. – Linda.

Ela passou correndo pela sala para que não tivesse que olhar para Richard e Samuel. Entrou rápido no carro e colocou a chave para dar partida.
O moreno a seguiu fascinado, mas assim que viu o que ela pretendia fazer, riu e perguntou:

– O que você está fazendo no banco do motorista?

– Eu vou dirigir. – Ela disse obviamente.

– Não, não vai. – Ele abriu a porta do passageiro e fez um aceno para que ela entrasse.

– Você vai dirigir? – Ela se levantou relutante.

– Sim.

– Você sabe? – A morena deu a volta no carro e passou por ele, sentando no outro banco.

– Sim. – Ele repetiu, fechando a porta e indo para o banco do motorista.

– Aonde vamos? – Hanna perguntou assim que ele deu partida.

– Surpresa. – Ele sorriu metidamente, fazendo-a revirar os olhos.

Depois de um cinco minutos rodando, Hanna estava inquieta:

– Leo?

– Sim?

– Tem uma coisa que eu quero te contar...

– Pode falar, ursinha.

– Eu... Eu fui aceita na melhor universidade do país. – Ela confidenciou.

– Jura? Isso é ótimo! – Ele não queria que ela visse a dor de baixo de suas palavras.

– Eu acho que vou ter que me mudar para lá. – Ela continuou.

– É meio óbvio.

– Mas...

– Hey. – Ele parou o carro no sinal vermelho e a olhou profundamente. – Nós vamos continuar nos vendo. Eu prometo.

Isso fez a garota sorrir afetuosamente.

– Nem que for preciso derrubar os seguranças de lá, eu vou te ver.

– Palhaço. – Ela sorriu, depositando um carinhoso beijo nos lábios dele.

O carro começou a andar novamente e a cada esquina que dobravam, Hanna começava a se familiarizar.

– Hey! Eu conheço aqui! – Ela disse espantada.

– Mas é claro que conhece. – Ele riu, estacionando o carro na frente de uma grande propriedade.

– Leonardo McCoy! O que estamos fazendo aqui? – Ela arregalou os olhos para ele.

– Você já vai ver. – Ele desceu do carro e deu a volta, abrindo a porta do passageiro antes que ela.

Leo pegou uma mochila preta do porta-malas e comandou Hanna pela propriedade.

– Isso é contra as leis, sabia? – Ela olhava tudo nervosamente.

– Não, não é. – Ele contrariou, fazendo-a seguir em frente.

Chegaram a um portão com arames ramificando-se a partir dele. Não havia como seguir em frente.

– Vamos voltar. – Hanna pediu.

– Não. Eu vou seguir em frente. E você também. – Ele largou a mochila no chão e começou a escalar. Por sorte, não havia arame farpado nem nada elétrico. Ele chegou ao topo e pulou, caindo no chão agachado.

– Jogue a mochila. – Ele pediu. Ela assim o fez, olhava a todo o momento para qualquer canto escuro que podia ser visto. – Está nervosa? – Ele perguntou dando seu típico sorrisinho metido.

– Mas é claro! – Ela respondeu.

– Vai ficar tudo bem. – Leo prometeu. – Vamos. Agora é você.

– Não, não. Você quer que eu estrague o meu lindo vestido, pra pular essa cerca?

– É. Vamos ursinha, não é tão difícil.

– Não pra você! – Ela resmungou, olhando para os lados freneticamente. Quando soube que não havia saída, ela finalmente começou a escalar, tomando o extremo cuidado de não deixar Leo ver coisas demais.
Chegou ao topo e olhou para o namorado.

– Eu não consigo Leo. – Ela murmurou, enquanto se sentia tonta somente por olhar para baixo.

– Claro que consegue. – Ele afirmou. – Pule e eu te pego. Simples assim.

Hanna hesitou por alguns instantes, mas sabia que não poderia ficar ali para sempre. Pulou para os braços do namorado, amaldiçoando-se mentalmente por ter ido com vestido.
Ele conseguiu pegá-la sem que os dois rolassem para o chão.

– Viu? Eu falei que ia ser fácil. – Ele sorriu, beijando a bochecha da garota que agora olhava atordoada para o chão.

– Não foi fácil. – Ela retrucou.

– Mas eu te peguei, não peguei?

Ela resmungou alguma coisa e se soltou dele.

– Bom. E agora?

– Agora você coloca isso – Ele pegou uma faixa preta da mochila e estendeu para a namorada. – enquanto eu te levo até um lugar.

– Sério? Uma venda? Pra que isso?

– Para ser especial. – Ele respondeu, ajudando Hanna a colocar o pano nos olhos e a levando pela propriedade.

Leo havia pensado a semana inteira aonde iria levá-la, e aquele era o lugar perfeito.

– Pensei que íamos ao cinema. – Ela disse, enquanto era guiada.

– Pensei que você nunca fosse passar maquiagem. – Ele retrucou.

– Chato.

Ele riu e parou de andar.

– Chegamos.

– Posso tirar a venda agora? – Ela perguntou.

– Sim.

Hanna tirou o pano dos olhos e viu exatamente onde estava. Começou a rir no mesmo momento.

– Sério? Você me trouxe para trás da arquibancada da escola? – Ela sorriu, ali foi o lugar onde deram o primeiro beijo.

Leo não respondeu.

Hanna ficou por um momento, parada. Lembrando do dia em que deixou o amor de sua vida ali, lutando por ela. Enquanto a garota ia viajar.

Ela se virou para saber o motivo de ele ter ficado tão quieto de repente, mas não estava preparada para o que viu.

Leonardo estava abaixado, apoiado em uma perna, enquanto a outra servia de apoio para seu cotovelo. Nas mãos, havia uma pequena caixa preta, coberta de veludo.

– Leo? O-O que você e-está fazendo?

– Sabe Hanna. Eu já te perdi mais de uma vez. Não estou disposto a ver isso acontecer novamente. – Ele dizia, olhando-a diretamente nos olhos. – Seu pai não acredita que eu mereço alguém como você. E eu queria provar, pelo menos uma vez, que ele está errado. Então, Hanna Sullivan, quer se casar comigo? – Ele abriu a caixinha de veludo e ela pôde ver um anel de ouro fino, com uma pedra simples em cima, brilhando por si só. – O que me diz ursinha? Aceita ser a mulher da minha vida? – Ele continuou encarando-a, enquanto a morena não sabia o que fazer nem falar. Ele levou a mão à boca para reprimir um grito de surpresa e depois sorriu.

– V-você está falando sério mesmo? – Ela perguntou.

Leonardo franziu o cenho e olhou-a com seriedade:

– Meu amor. Eu não brinco com coisa séria.

– Eu, eu... – Ela observava enquanto ele se levantava e a encarava ainda mais profundamente. – Leo... Eu não... Não... – Ela não conseguia dizer.

– Olha Hanna, eu entendo se você disser não. Mas não me deixe tão apreensivo assim. – Ele disse, abaixando a cabeça e fechando a caixinha. Quando ele ia guardar, a mão da morena o impediu.

– Não. Você entendeu errado, Leo. – Ela pegou o rosto do garoto que amava e o puxou para um beijo inesperado. – É claro que eu aceito me casar com você. – Ela sorriu. – Eu ia dizer que não vejo minha vida sem você.

Leo abriu um largo sorriso, colocando o anel no dedo de sua amada.

Ele abraçou Hanna e a encostou na trave de madeira que segurava a arquibancada.

– Eu te amo. – Ele sussurrou.

– Eu também te amo, menino. – Ela murmurou, beijando-o profundamente.

Hanna enlaçou seus braços ao redor do pescoço do garoto, puxando-o para mais perto.
As mãos dele passeavam pelas costas da morena, até que encontrou um rasgo, bem no meio.

– O que é isso? – Ele franziu o cenho, virando-a de costas para poder ver direito. – Acho que você estragou seu vestido quando pulou a cerca. – Ele concluiu, passando as mãos delicadamente pela pele que ela deixava à mostra, fazendo-a estremecer.
Ao vê-la se arrepiar com seu toque, um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.

– O que você está fazendo? – Ela perguntou. Enquanto sentia uma linha de beijos ser traçada pelas suas costas expostas.

– Nada. – Ele respondeu entre beijos.

– Nada, é? – Ela sorriu maliciosamente. – Conheço seu “nada”.

– Não, não conhece. – Ele afirmou, virando-a subitamente, para que pudessem se encarar.

– Já falei que te amo? – Ela perguntou, enquanto ele beijava seu pescoço.

– Já. – Ele respondeu, descendo com suas mãos pelo corpo de sua noiva.

– Eu te amo. – Ela repetiu. Enquanto se agarrava nos cabelos castanhos de Leo.

Entre beijos e carícias, os dois ficaram ali até amanhecer.

Passaram a noite no lugar em que se beijaram pela primeira vez.
Passaram a noite no lugar onde se apaixonaram pela primeira vez.
Passaram a noite no lugar onde fizeram amor pela primeira vez.

*

– Leo? – Hanna chamou enquanto voltavam para casa.

– O que foi?

– Eu nunca quis ter viajado. Não queria ter deixado você aquele dia. – Ela deixou uma lágrima rolar pela sua bochecha.

– Tudo bem. Agora eu estou aqui com você e é tudo o que a gente precisa. – Ele sorriu encorajadoramente para ela. – E aquilo? É... Foi bom de certa forma...

– Bom? – Ela olhou incrédula para ele.

– Sim. Você acha que se não tivesse ido viajar, você teria me beijado? E se você não tivesse me beijado, nós não teríamos essa noite maravilhosa. – Ele esclareceu.

– Você tem razão... – Ela admitiu, desviando seus olhos para a rua que passava como um borrão pela janela.

– Eu sei. – Ele riu. – Mas você ainda tem que me prometer uma coisa.

– O que? – Ela voltou sua atenção para ele.

– Me prometa que vai ser sempre você mesma. Independente de qualquer coisa que acontecer.

– Eu prometo, mas você quer brigar, né? Você sabe como eu sou pavio curto.

– Sei. Por isso mesmo estou pedindo que você me prometa isso. Porque é essa Hanna Sullivan que me ama. – Ele sorriu, parando na frente da casa.


Fim.

Notas finais
O prólogo já está pronto. Vou postar daqui a pouco, ou amanhã. Depende do meu humor =D
Estou triste por ter acabado, mas feliz por ter meu trabalho reconhecido!
Obrigada novamente às leitoras que fizeram essa fic se tornar possível.
^^
Que vocês tenham um ótimo 2012 e, tomara, que um Leo como esse entre na vida de vocês. kk