In Love With My Guitar
23 Capítulo 23 – We Will Rock!
- Bom dia, dorminhoca.
— Hun? – Ela gemeu, virando-se na cama e abrindo os olhos. Estava encarando o teto quando percebeu onde estava. — Eu dormi com você? – Ela perguntou franzindo o cenho.
— Depende. Em que sentido você fala? – Ele deu seu típico sorrisinho metido.
— Haha. Que engraçadinho você, hen? – Ela se virou para poder encarar os lindos olhos azuis que ele tinha.
— Dormiu bem? – Ele perguntou, acariciando levemente os cabelos negros dela.
— Sim. – Ela sorriu. Aquilo tudo era irreal. – Estou sonhando?
Em resposta, ele se aproximou, depositando um beijo delicado em seus lábios.
— Isso responde sua pergunta? – Ele sorriu, enquanto ela assentia. — Tenho boas notícias.
— Quais?
— Seu pai ligou há uns dez minutos...
— Pensei que eram boas notícias. – Ela fechou os olhos, imaginando que bomba estava para vir.
— Ele nos deu uma oportunidade. – Ele sorriu. – Uma oportunidade única, na verdade.
— A é? Qual?
— Ele fechou um acordo com uma banda grande. – Leo agitava a cama com tanto entusiasmo. – Duas, na verdade.
— Como assim? – Ela abriu os olhos novamente. Totalmente confusa.
— A Chrono Time vai abrir o show de duas bandas grandes! – Ele não sabia como conter o entusiasmo. – Maroon 5 e U2.
Isso fez Hanna despertar por completo, ela abriu um sorriso enorme e virou-se na cama, ficando de bruços.
— Sério? Leonardo McCoy, Adam Levine e Bono Vox juntos?
Ele acenou que sim com a cabeça freneticamente.
Então ela finalmente se tocou.
— MEU DEUS LEO! ISSO É MARAVILHOSO! – Ela se jogou nos braços do garoto, enquanto ele ria. – Jura mesmo? Essa é a oportunidade perfeita para vocês fazerem sucesso!
— É. – Ele sorria abertamente. Nunca esteve tão feliz assim, nem quando foi tocar no Fire Burning.
— Espera um minuto. – Ela se afastou dele, franzindo o cenho. – Se você me dizer que a apresentação vai ter só meia hora...
— Não! – Ele riu, caindo no chão e puxando-a junto. – Claro que não! Esse é um evento grande! – Ele encarava os olhos verdes e brilhantes dela. – Vai ser assim; nós vamos tocar até o Maroon 5 estar pronto para entrar. Aí nós saímos. Quando eles acabarem, nós entramos de novo e tocamos mais duas músicas. Então o U2 entra e nós saímos. Quando eles descerem do palco, a Chrono Time entra novamente e toca mais uma música, então as duas outras bandas sobem no palco e nós três tocamos juntos. – Ele terminou com ar sonhador.
— Isso é... – Ela estava maravilhada. – Perfeito!
Leo sorriu para a morena e a puxou para um profundo beijo. Seus corpos se encaixavam perfeitamente e suas línguas trabalhavam juntas.
Por muito tempo eles ficaram ali no chão, se beijando. Até que finalmente o ar faltou e Hanna se levantou de cima dele, puxando-o consigo.
Saíram abraçados do quarto, enquanto Samuel dançava e cantava com seu avental amarelo na cozinha.
— Estou pensando seriamente em trocar de lugar com você, Sam. – Leo ria da animação que o moreno apresentava.
— Admita Leozito. Eu tenho mais presença de palco que você. – O baterista piscava. Fazendo os outros dois rirem.
— Com certeza, meu amor. – Leo entrou na brincadeira, deixando o moreno ainda mais cheio de si.
— Preciso ficar com ciúmes? – Hanna perguntou, entre os ataques de risos que os dois provocavam nela.
— Depois do que eu vi ontem à noite? – Samuel encarou a garota. – Depois dos dois terem dormido juntos, eu perdi meu posto aqui. – Ele simulou um choro fingido.
— Aah! Que isso Sam! – Leo se soltou carinhosamente de Hanna, piscando para afirmar que aquilo era uma brincadeira. – Você sabe que eu sempre vou te amar. – Ele chegou perto do baterista e o abraçou, enterrando seu rosto contra o ombro do moreno que era mais alto que ele.
Samuel olhou para a garota, que agora se acabava de rir, e mostrou a língua.
— Viu? Eu cheguei primeiro! – Ele disse fingindo ciúmes.
— Cara. Que gays! – Yara apareceu na porta da cozinha.
— Vamos ter que discutir isso novamente? – O baterista encarou-a, fazendo Hanna rir freneticamente. Nos braços do moreno, Leo se debatia e murmurava algo que não dava para entender.
— Que? – Samuel perguntou.
Outra sequência de socos e algo que ninguém conseguiu entender.
— Acho melhor você soltá-lo. – Yara disse, sentando-se em uma cadeira.
O baterista soltou o pobre garoto e então todos puderam ver como Leo estava vermelho.
— Caramba! Quase morro! – Ele respirava ofegante, pegando o máximo de ar que conseguia.
— Eu também querido. – Samuel concordou. – De amor!
Ao ouvir isso, até Yara começou a gargalhar.
— Imagina se você está com raiva, então! – Leo disse espantado, para depois rir novamente.
— Que bagunça é essa aqui? – Richard entrou no cômodo com Zoe nas costas.
— Estávamos apreciando um lindo espetáculo. – Yara afirmou enquanto observava sua irmã descer das costas do baixista e sentar em outra cadeira.
— Que pena que eu perdi. – Richard lamentou.
— Hey, Sam. Que horas vai sair o café da manhã? – Leo perguntou, sentando-se ao lado de Hanna.
— Daqui a dois minutos. – Ele prometeu.
— Já escolheram as músicas que vão tocar? – Hanna perguntou inocentemente.
— Tocar? Tocar aonde? – Yara perguntou confusa.
— Você ainda não contou para eles? – A morena arregalou os olhos para Leo.
— Não. – Ele admitiu, sob três olhares curiosos.
— Contar o que? – Samuel agora tinha deixado de lado a brincadeira e olhava sério para o amigo.
— O Sr. Sullivan ligou e... – Leo contou tudo o que tinha falado para Hanna mais cedo.
— Sério? – Yara olhava boquiaberta para o moreno.
— É. — Ele afirmou.
— Porque não contou antes? – Richard perguntou.
— Não sei... Acho que eu queria digerir primeiro. – Ele suspirou. – Parece mentira, né? Do nada, nós simplesmente vamos abrir o show de duas grandes bandas...
— E vamos arrasar! – Yara completou com todo o entusiasmo que sentia.
— Quando é? – Samuel perguntou, enquanto tirava do forno uma travessa grande e cheia de pães com manteiga.
— Sábado que vem. Dia 10, acho.
— Uau... – Richard suspirava sonhadoramente. – Devemos isso ao meu pai.
— É. – Hanna concordou sem muito entusiasmo, enquanto pegava uma torrada amanteigada com cuidado e colocava na frente de Zoe. – Samuel, isso está com um cheiro ótimo!
— Eu sei. – Ele convenceu-se enquanto sentava em uma das cadeiras.
— Que humildade você tem, hen? Estou impressionada. – Yara provocava-o, para em seguir dar uma bela mordida na sua torrada.
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