In Love With My Guitar

18 Capítulo 18 – The Studio


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– Estão prontos? – Hanna perguntava na porta.

– ESPERA! – Leo gritava do quarto.

Hanna revirou os olhos, se não fosse a banda de seu irmão, ela teria deixado o moreno ali.

Quando todos já estavam prontos, entraram no carro e Hanna deu partida. Seguiram para o estúdio de gravação que Olívia tinha recomendado.
A morena pediu para Richard ir na frente com ela, não queria ter que conversar com Leo.

No banco de trás, Samuel cantava animadamente alguma coisa como: For some reason I can't explain, once you'd gone there was never. Never an honest word. That was when I ruled the world.

– Não sabia que você gostava de Coldplay! – Yara exclamou.

– Você não sabe muita coisa sobre mim. – Ele piscou para ela.

– Não vão começar, hen?! Não to a fim de ficar de vela! –Resmungou o Leo, irritado.

– Chegamos. – Hanna anunciou assim que o carro parou em frente a uma casa térrea. Ela era bem cuidada e bonita aos olhos de qualquer um que passava na rua. Mas era ainda mais especial para os quatro garotos (e Hanna).

Em um enorme letreiro, estava escrito em grandes letras vermelhas: OLD MUSIC. Estúdio de música.

– Uau. – Foi tudo o que Yara conseguiu dizer.

– É. No fim parece que não fui eu nem o Samuel que ficamos boquiabertos. – Richard sorria, fazendo Yara se irritar.

– Eu só não vou te dar um soco no nariz, porque estou feliz demais com isso. – Ela respondeu.

– Vamos entrar ou não? – Perguntou Hanna.

– Você vai junto? – Leo pareceu espantado.

– Eu disse para você que eu estaria em todos os momentos. – Ela arqueou uma sobrancelha. – Não acreditou?

Leo ficou mudo.
Samuel passou dando um tapinha nas costas do amigo.

Entraram na casa e uma mulher de cabelos castanhos se aproximou.

– Olá. – Ela sorriu cordialmente.

– Olívia? – Hanna parecia chocada.

– Hanna! Vocês vieram! – A mulher logo os reconheceu. – É. Eu sei que estou estranha. – Ela suspirou. — Apenas pintei meu cabelo. E ficou assim tão diferente. Bom, isso não é relevante. O que importa aqui, são vocês! – Ela abriu os braços para os quatro garotos que a olhavam espantados. – Vamos, vamos.

Eles passaram por uma porta e logo estavam em um estúdio. Daqueles que tem uma mesa enorme cheia de botões e uma cabine a prova de som.

A mulher ordenou que todos entrassem na cabine. Quando Leo virou-se para seguir os outros, a mulher o chamou.

– O que é isso? – Olívia apontou para o pacote que o garoto carregava.

– Minha guitarra. – Ele respondeu. “Óbvio”

– Nós temos umas ali. – Ela apontou para a cabine, onde os outros já estavam posicionados.

– Eu prefiro tocar com minha própria. – Ele disse decidido.

– Olívia. Não podemos esperar por muito tempo. Deixa o menino entrar logo. – Falou um cara que estava sentado em uma grande cadeira, provavelmente cuidando daquela imensidão de botões.

– Tá. Entre logo. – Ela desistiu.

– Seguinte. Esse CD vai ter quatorze músicas que vocês vão escolher. É melhor fazerem bem. Não conseguirão outra chance como esta tão fácil. – O homem recomendou pelo microfone, assim que todos estavam prontos para tocar.

– Nos dê cinco minutos para arrumar a ordem. – Pediu o vocalista.

cinco minutos! – O homem respondeu.

A banda se reuniu e começaram a discutir quais músicas iriam entrar para a DEMO.

*

– Você é parente de qual? – Olívia perguntou à Hanna, que estava em pé ao lado do homem dos botões.

– Richard. – Ela respondeu.

– O de olhos azuis? – A mulher insistiu.

– Não. – A morena respondeu secamente. Até mais do que pretendia. – Do baixista. O moreno de olhos verdes. – Ela apontou para o irmão que agora olhava atentamente para Samuel.

– Essa banda já saiu na Minutes, não é? – Olívia continuou a perguntar.

– Sim.

– Espera. Não era você aquela garota que estava na foto? – A mulher encarou Hanna.

– Infelizmente.

– Você não parecia infeliz na foto.

– Bem... As coisas mudam. – Hanna suspirou.

Na cabine, Leo virou para o homem e fez um sinal de Ok. No mesmo instante, o cara falou para que eles começassem a tocar a primeira música.

A primeira canção, não era desconhecida para Hanna. Ela conhecia, tinham tocado-a uma vez, em um evento da escola. Pelo o que a morena sabia, a música se chamava “These Walls”.
Falava algo sobre todo mundo tentar colocar algum amor na vida. E que todo mundo sente um coração partido às vezes. Era muito bonita. Mas seria linda para a morena, se os dois não tivessem brigado na noite retrasada.

Terminada a primeira faixa, passaram para a segunda; “Great Escape”.

A morena lembrava perfeitamente a letra da música. Afinal, foi Richard que fez.

– Você me prometeu que você estaria sempre aqui para me botar para cima, quando eu estiver para baixo. Para me ajudar, quando o meu dia é flagrado.

Mas não há ninguém agora, que possa ser confiável. – Ela cantou junto até o fim da música. Mesmo não a escutando, Hanna seguiu os lábios do cantor.

– Qual a terceira? – O homem perguntou.

– Down. – Ela pôde ler os lábios do moreno.

“É a música que ele cantou no Fire Burning. Ela lembrou.

Depois disso, vieram quatro músicas que ela nunca ouvira antes.

“Love is a Marathon, A Million Years, Living for the First Time e Seven Days without You.” A morena acompanhava a seleção.

Ao acabar a sétima canção, Leo gesticulou na direção de Hanna. Logo em seguida, o homem virou a cadeira para ela, falando:

– O garoto quer que você ouça a próxima música. – E dizendo isso, ele apontou um fone para ela.

Hanna sentou na cadeira ao lado dele.

– Está me ouvindo? – Leo perguntou do outro lado.

A morena fez que sim com a cabeça. Então, o garoto fez um sinal e a música que ela mais gostava começou a tocar.

[n/a: Tradução.]

– Pare de chorar,

Vai ficar tudo bem

Apenas pegue a minha mão

Segure forte

Eu te protegerei

De tudo a sua volta

Eu estarei aqui não chore


Você é pequena

E parece tão forte

Meus braços irão te segurar

Proteger-te e aquecer

Esse laço entre nós

Não pode ser quebrado

Eu estarei aqui

Não chore


Porque você estará em meu coração

Sim, você estará em meu coração

De hoje me diante

Agora e pra sempre

Você estará em meu coração

Não importa o que digam

Você estará em meu coração

...Sempre


Por que o que eles não conseguem entender

O que nós sentimos

Eles não confiam

O que eles não podem explicar

Eu sei que somos diferentes

Mas por dentro

Nós somos iguais


Porque você estará em meu coração

Sim você estará em meu coração

De hoje me diante

Agora e pra sempre


Não os escute

Porque o que eles sabem

Nós precisamos uns dos outros

Para ter, para apoiar

Eles irão ver com o tempo

Eu sei


Quando o destino te chama

Você deve ser forte

Eu posso não ficar com você

Mas você tem que ser firme

Eles irão ver com o tempo

Eu sei

Nós mostraremos pra eles


Porque você estará em meu coração (Acredite em mim)

Você estará em meu coração (Eu estarei lá)

De hoje em diante

Agora e sempre

Porque você estará em meu coração (Acredite em mim)

Você estará em meu coração (Eu estarei lá)

De hoje em diante

Agora e sempre

Você estará em meu coração


Sempre!

Eu estarei com você

Eu estarei sempre lá pra você

Sempre e sempre

Apenas olhe acima de seu ombro

Eu estarei lá.


“Essa é a música que Leo tinha feito para mim.” Ela pensou.


Terminada a música, Leo fez um gesto, perguntando se o homem tinha parado de gravar. Ele fez que sim. Então o moreno encarou Hanna e disse:

Ursinha. Esse foi um pedido de desculpas. – Dizendo isso, ele deu um lindo sorriso para ela. Mas logo depois se virou para o funcionário, falando sobre as próximas músicas.

O resto da gravação foi engraçada. Nos intervalos, Richard e Samuel faziam mímicas por causa do vidro à prova de som. Yara tentava ao máximo não pensar no pai e na irmã. Tentava se divertir – O que não era difícil.

Até Olívia parecia ter achado graça dos dois.


No fim da tarde, tinham em mãos um CD com quatorze músicas que eles fizeram. Como Leo já havia preparado a capa, o trabalho ficou completo em menos de 24 horas.

Olívia disse que iria mandar a cópia para uma boa gravadora que ela conhecia.
Todos agradeceram e foram sorridentes, até o carro.


– Leo. – Hanna o chamou enquanto dirigia.

– Sim? – Ele respondeu.

– Obrigada pela música. – Ela disse, ignorando o fervor que sentia em suas bochechas.

– De nada. – Ele sorriu para o retrovisor, para que ela pudesse vê-lo no reflexo.