In Love With My Guitar

15 Capítulo 15 – Olívia.


Notas iniciais
Hey peoples!
Queria dizer que estou muito feliz com os leitores leais que eu recebi e queria agradecer à Ana Lua pelo entusiasmo.
Ana, talvez eu pulique um livro com a história do Leo *-*
Quem sabe?

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- Você está bem?

— Sim. – Ela olhava aturdida para o palco. “Por quê? Porque aqui? Não podia ser em outro lugar?” A morena pensava.

— Hanna... – O loiro a chamava, querendo falar alguma coisa.

— Eric. Eu já disse! Estou bem! Juro.

— Se você diz...

Em cima do palco, Leo e sua banda tocavam músicas que ela nunca tinha ouvido antes. Mas isso não quer dizer que eram ruins.

— Eles são muito bons. – Eric olhava maravilhado para os meninos. Hanna não sabia ao certo se no olhar do loiro havia espanto por causa do Leo cantar tão bem. Se o motivo era pelos outros três serem menores de idade. Ou se era porque Hanna pertencia à família do baixista.

— Eles são mesmo. – Ela afirmou orgulhosa, embora a ideia de todos estarem no mesmo lugar não a agradasse.

— Você é parente daqueles garotos? – Uma moça ruiva se aproximou dela, apontando para o palco.

— Sim. Por quê? – A morena estava desconfiada da mulher. Afinal, sempre fora assim.

— Meu nome é Olívia. – Ela estendeu a mão para Hanna, que refletiu com o mesmo gesto.

— Desculpe, mas já nos conhecemos? Seu rosto parece familiar.

— Eu já te vi com o rapaz que canta. Estava no Fire Burning quando essa banda... Cono Line?

— Chrono Time. – A morena corrigiu, fazendo a ruiva abrir um sorriso maternal.

— Isso mesmo. Bom, eu estava lá quando eles tocaram.

— Está nos seguindo? – Hanna estreitou os grandes olhos verdes.

— Não. – Olívia parecia um pouco ofendida com o comentário. – Minha filha está se formando hoje, então eu estou aqui. Por coincidência essa banda também está aqui. E eu...

*

Em cima do palco, sob muitos olhares curiosos, Leo parecia explodir de tanta felicidade. Ver todas as pessoas ali se divertindo ao som da Chrono Time era a melhor sensação do mundo para ele.
No fundo, Samuel aproveitou que tinha um microfone por perto e começou a dizer:

— Já viram aquele filme “O Roqueiro”? – Claro que ele não deu tempo para alguém responder. – Estou pensando a mesma coisa que o velho Fish; “Eu fico no melhor lugar da casa. Entre o baixo e a guitarra.” – Pausa para ele piscar na direção de Yara, que ficou extremamente corada. Fazendo toda a platéia assobiar e bater palmas. – E vejo quando o cantor manda bem – Ele disse, finalizando com um pequeno solo.

Leo, na frente de todos, ria satisfeito.

— Obrigada novamente por nos darem a chance de estarmos aqui essa noite. Vamos dar uma pausa de cinco minutos, enquanto o orador da turma fala algumas palavras.

Assim a banda desceu do palco, acompanhados com uma salva de palmas.

Yara foi direto para o banheiro feminino.

Hanna da platéia pôde perceber onde a garota estava indo, correu até ela.

*

— Cansou de chorar? – Yara falou secamente assim que viu a morena entrar.

— Amável como sempre. – Hanna respondeu com um sorrisinho falso nos lábios.

— Que você quer? – A mais nova perguntou, enquanto arrumava seus rebeldes cabelos louros.

— Não posso vir desejar parabéns para minha querida amiga?

Yara olhou para a morena descrente, com um sorrisinho maroto nos lábios.

— Você tá precisando de dinheiro, Hanna?

— Haha. Como se eu fosse aceitar algo assim de você.

— Então... Porque está aqui?

— Queria te falar que... Parabéns. – A morena olhava para os lados, sem saber como a outra reagiria.

— Parabéns? Por quê? – Yara realmente não estava entendendo.

— A Chrono Time conseguiu... – Hanna respirou fundo. – Uma proposta de contrato com uma gravadora.

— O QUE? – Yara não sabia se a outra falava sério, consequentemente, não fazia ideia se pulava de alegria ou batia na morena.

— Acabei de falar com uma mulher chamada Olívia. Ela viu vocês tocando no Fire Burning e agora viu aqui, na formatura da filha. A mulher veio me perguntar se vocês estariam livres na sexta feira. Eu falei que sim, afinal, é um contrato com uma gravadora, eu sei que é isso que meu irmão quer e... – Hanna parou de falar no mesmo instante que percebeu o olhar aflito da loira na sua frente. – Que foi?

— Sexta? – Yara olhava a morena pelo reflexo do espelho. – Não podia ser outro dia?

— Que? Por quê? Como assim? Não devia ter aceitado uma oportunidade rara na sua vida? – Hanna agora estava ficando louca. Não entendia de jeito nenhum porque a mais nova estava daquele jeito.

— Não... Não é isso... Eu... – Yara suspirou – Sexta feira eu tenho licença para sair mais cedo da escola. Talvez eu nem vá.

— E o que isso tem a ver??

— Hanna... – A loira virou para encarar os olhos esmeralda da morena. – Meu pai foi assassinado.

*

— Nós fomos DEMAIS! – Samuel vibrava, escondido atrás da cortina do palco.

— Fomos sim. – Leo sorriu. – Tudo graças à Camille, que nos recomendou.

— Viva Camille! – Richard levantou um copo imaginário no ar.

— Viva! – Os outros dois ecoaram, fazendo a mesma coisa.

— Hey, Samuel, o que aconteceu com Yara e... Porque minha irmã está aqui? – Richard fechou a cara de repente.
Os outros dois olharam para a direção que o baixista apontava.

Hanna e Yara subiam juntas os degraus do palco. A loira estava com os olhos inchados e vermelhos, fungando de hora em hora.

— O que aconteceu? – Samuel levantou da bateria, alarmado, indo para a direção da namorada.

— Nada. – Yara tentou usar seu costumeiro tom de desdenha, mas estava com a voz falhando.
Vendo o estado da loira, o baterista apenas a abraçou carinhosamente. Enquanto ela derramava inúmeras lágrimas.

Leo puxou Hanna para longe dos outros. Quando achou que ninguém mais ouviria, olhou fundo dos olhos verdes da morena e perguntou o que tinha acontecido.

— Desculpa, mas não sou eu que tenho que contar para você. É ela. –Respondeu, suplicando com os olhos para que ele entendesse.

— Tudo bem. – Ele desistiu. Yara contaria para ele depois. – Você veio acompanhar o tal cara loiro? – Hanna percebeu uma pontinha de ciúmes nessas palavras.

— Sim... Leo, eu preciso falar uma coisa para você – Ela respirou fundo. A parte da gravadora ela contaria mais tarde, em casa. Quando eles estiverem mais calmos. Agora, ela precisava falar sobre uma coisa importante. Importante para ela... – Eu te...

— AS CORTINAS VÃO ABRIR! – Hanna foi enxotada do palco. O show iria continuar... E toda a coragem dela iria embora assim que ela descesse.

Leo passou o resto do baile atordoado, pensando no que Hanna iria falar.
“Eu te amo? Haha, até parece.” Ele pensava.