In Love With My Guitar

10 Capítulo 10 - Hanna is... Drunk?


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– Você foi fantástica! – Um cara alto e loiro tinha chegado nela.

– Obrigada – Ela disse, virando o terceiro copo de alguma bebida. Era o quinto elogio que ela recebera.

– Leo é seu namorado? – Ele perguntou, sentando-se na banqueta mais próxima.

– Não. – Hanna disse sem emoção nenhuma. Tinha uma mínima tolerância a álcool e estava começando a ver tudo girar.

– Qual seu nome?

– Ariel. – Ela aprendera a mentir toda vez que se sentia desconfortável.

– Que lindo nome.

– Eu sei. – Dizendo isso, ela chamou o garçom novamente, pedindo outra rodada.

– Pode deixar que eu pago. – Se prontificou o tal cara.

– Não precisa.

– Eu quero.

Ela olhou-o, percebendo que os olhos do homem tinham a mesma tonalidade de verde que os dela. Porém, eram desprovidos de brilho. Deixando-o com um ar frio.

– Te conheço? – Disse ela. Com um tom grosseiro.

– Não. Mas eu te conheço. – O comentário fez a morena arquear uma das sobrancelhas bem definidas.

– De onde?

– Dos meus sonhos. – Ele disse, talvez querendo seduzi-la, mas o comentário fez Hanna cair na gargalhada.

“Que cantada tosca!” Ela pensou.

– Qual seu nome mesmo, Don Juan?

– Eric.

– Tá de brincadeira!

– Não.

– Tipo o príncipe da pequena sereia?

– Mais ou menos isso. – Ele sorriu.

Hanna encarou o copo cheio de bebida. Depois o virou de uma vez. Quando se deu por si, tudo no clube girava. Virou-se para Eric e disse:

Você paga. Eu vou indo.

– Bêbada desse jeito? – Sorriu o cara.

– Não estou – Hic – bêbada! – Ela disse, entre soluços. Mas ao se levantar, tropeçou no próprio pé. Quase caindo de boca no chão. E teria ido, se Eric não a tivesse segurado.

– Tá. Talvez eu esteja – Hic – um pouquinho alterada. – Ela admitiu, ainda nos braços fortes do loiro.

– Um pouquinho? – Ele sorriu.

– Não me teste! – Ela tentou parecer zangada. Mas sua cabeça girava muito.

Ele a colocou em pé. E sem mais nem menos, a pegou para um beijo.
Por alguns instantes, Hanna ficou paralisada, sem saber o que fazer. Sua mente não esperava por aquilo.
Ele continuava com o beijo, cada vez mais intenso. Até que foi parado abruptamente. Ela havia dado um tapa na cara do loiro.

– Porque fez isso? – Ele perguntou, acariciando a bochecha.

– Estou distribuindo tapas. – Ela respondeu seca como sempre. – Eu que pergunto. O que você está fazendo?

– Estou distribuindo beijos.

Ela ficou irritada. “Quem ele pensa que é pra me tratar assim?”

– Vai me dizer que você não gostou. – Ele disse em tom brincalhão. Ainda afagando a bochecha vermelha.

– Eu não gostei! – Hanna estava ficando corada. Talvez por causa da bebida. Ou então por causa de como o cara olhava para ela.

**

– Hey! Richard! – Leo gritava por causa do volume da música. O garoto chegou até ele, com algumas marcas de batom pelo rosto.

– E aí, Leo? Aproveitando? – O baixista perguntou, todo risonho.

– Não tanto quanto você, cara! – O de olhos azuis riu, enquanto Richard parecia um pouco envergonhado.

– Leo, quem é essa? – O garoto apontou para a loira que estava perto deles.

– Essa é Camille. Lembra dela? – Leo apresentou.

– Não. Eu a conheço? – Richard pareceu meio confuso, ao cumprimentar a moça.

– É aquela garota que estava no palco do Fire Burning um pouco antes de nós tocarmos.

– Ahh! A caipira! – O mais novo se lembrou.

– Eu mesma. – Camille não pareceu se importar com o apelido. Estava radiante.

– Prazer. Eu sou o baixista da Chrono Time. – Richard sorriu.

– “O incrível e esplêndido”. Foi isso que Leo falou no dia em que se apresentaram, né?

– É. – Leo parecia surpreso. – Lembra-se disso?

– Digamos que eu estava prestando uma atenção especial em você. – A loira sorria meio envergonhada.

– HEY! PESSOAS! – Um grito abafado veio de trás do grupo. Samuel e Yara vinham na direção dos três. De mãos dadas.

– Vocês dois também fazem parte da banda, não é? – Camille perguntou.

– Da Chrono Time. – Samuel respondeu. Olhando para ela com um ponto de interrogação no rosto.

– Você é o Samuel e você... A Yara. Certo? – Ela tentava se lembrar dos nomes.

– E você é...? – Perguntou Yara, extremamente desconfiada.

– Camille. – Ela respondeu, estendendo a mão. Que Yara apertou, sem muito interesse. – Aliás, onde você comprou essa calça? É linda! – O comentário fez a mais nova abrir um sorriso metido.

– É mesmo, não? Então, eu comprei... – Dizendo isso, pegou Camille pelo pulso, afastando-a de Leo.

Depois de alguns segundos, Richard abriu a boca para quebrar o “silêncio”, afinal, a música continuava alta:

– Só eu que to de vela aqui?

Os outros dois riram.

– Ainda tem a Linda. – Respondeu Samuel, brincando.

– Ah, qual é. Dá pra ver de longe que ela ta amarradona no garanhão aqui. – Richard disse, piscando para o moreno de olhos azuis.

– Quem? Eu? – Perguntou Leo. – Vira essa boca para lá.

Os três riram por um tempo.

– Hey, cadê a sua irmã? – Perguntou o baterista.

– Não sei. Estava bebendo ali no bar. – Richard deu de ombros.

– Não. Espera um instante. A Hanna bebendo? – Leo abriu a boca, em sinal de espanto.

– Foi o que eu vi. – Respondeu o baixista.

– Essa eu quero ver! – Dizendo isso, saiu disparado por entre as pessoas, com os outros dois o seguindo.

Chegou ao bar e não a encontrou. Olhou para os lados, procurando os cabelos extremamente negros da garota. Por fim encontrou, mas não do jeito que esperava.

Hanna estava embaixo de uma lâmpada, encostada na parede com um cara que ele não conhecia. Estavam se beijando profundamente.

Os três ficaram paralisados. Nunca a viram assim.

– Minha irmã me impressiona cada vez mais. – Dizia Richard, boquiaberto. – Já não bastava o carro, que eu nem sabia que existia, e ela subir no palco para cantar? Agora tem que se pegar com qualquer um por ai?

– Tá com ciúmes? – Perguntou Leo. Rindo, sem humor nenhum.

– E você não? – Retrucou o baixista.

– Não sei... – Respondeu. Virando-se para onde Yara e Camille estavam. – Mas não vou ficar para descobrir.

– Estou vendo que isso vai dar guerra. – Dizia Samuel, com a voz meio distante.

– Nem me fale. – Respondeu Richard.