In Love With Her

8 A Festa parte I : Give Me Everything


Notas iniciais
estooou de volta
com a tão esperada festa hehe
boa leitura
vejo vcs lá em baixo!

MANUELA

Na sexta-feira, já estava tudo preparado para a festa, o Rafa era mesmo “o cara”. Nós não precisamos fazer absolutamente nada, ele simplesmente fez alguns telefonemas e estava tudo resolvido. O Dj já estava dentro, o buffet contratado, barman, garçons e decoradores, tudo nos conformes.

Rafael não permitiu que eu, Ana ou Lucas arcasse com qualquer tipo de despesas. Ele bancou toda a festa! E a explicação que deu quando reclamamos sobre isso foi simples:

-- É o meu presente para a Duda! Não se preocupem, meus pais disseram para eu me divertir enquanto estão fora e é isso que eu estou fazendo!

-- Mas Rafael, vai ficar muito caro se você pagar sozinho – discordou Lucas.

-- Não quero parecer esnobe nem nada do tipo, mas se eu estou fazendo a festa é porque posso pagar! Meus pais me dão muito dinheiro tentando compensar o tempo que passam longe de mim.

-- Mesmo assim Rafa, não é justo, nós também somos amigos da Duda e queremos ajudar! – disse eu

-- Gente, por favor, me deixem fazer isso! Se for pra atormentar a Duda com uma festa, que seja “a festa”. Além do mais, se ela ficar com raiva é mais uma chantagem emocional dizer o quanto nós nos dedicamos pra agradá-la.

-- Rafael, você não presta! – manifestou-se Ana

-- Nem um centavo! – completei

-- Ai, me beijem que eu sou divo! – disse Rafa fazendo-nos rir e dar aquele assunto por encerrado.

Ana ligou para a mãe da Duda pedindo para que ela fosse dormir em sua casa no sábado, já que não queria festa. A desculpa é que nós três faríamos uma festa do pijama em comemoração ao aniversário da Eduarda. Estava combinado que a Duda passaria o dia de sábado com a família e ás sete da noite, seu pai a deixaria na casa da Ana para passar o restante do fim de semana.

Eu já não me aguentava de ansiedade para aquela festa! Finalmente eu tinha criado coragem para dizer pra Duda tudo que eu estava sentindo desde a primeira vez que eu a tinha visto. Daquela noite de sábado não passaria!

Fui dormir extremamente ansiosa.

Depois da festa... Todos já tinha ido embora e nós estávamos sozinhas no terraço da casa de Rafael, observando as luzes da cidade brilhando ao longe.

-- Duda... Eu tenho que te falar uma coisa. Mesmo correndo o risco de você nunca mais olhar na minha cara... Eu tenho que fazer isso, não estou mais aguentando esconder que eu estou... Apaixonada por você – disse com toda a coragem que tinha disponível

-- Manu, eu... Eu... – ela começou a dizer, mas parecia não conseguir terminar.

-- Tudo bem, eu entendo – disse triste – Só me promete que não vai se afastar de mim por isso?

-- Do que você tá falando? Eu te amo Manuela! – e dito isso começou a me dar beijos molhados por toda a extensão do meu rosto.

Eu já estava estranhando aquilo, ela estava me deixando toda cheia de baba.

-- OK, OK Duda, agora você já pode parar com isso! – disse e abri meus olhos dando de cara com...

-- DOOOOBBY! Eca, eu não acredito nisso! Para de me lamber! – me levantei sobressaltada empurrando aquele labrador filho de uma cadela pra bem longe de mim – Espera aí, a porta do meu quarto estava fechada, como você entrou aqui Dobby? Não vai me dizer que aprendeu a aparatar igual um elfo doméstico! [N/A: para quem não sabe aparatar é um meio de tele transporte usado em Harry Potter, desculpem, mas não resisti rs]– disse isso e escutei uma sonora risada ecoar pelo meu quarto, me virei e vi Ana escorada na porta não se aguentando de tanto rir.

-- O-o que você tá fazendo aqui? – perguntei envergonhada

-- Ai Dudinha, você já pode parar com isso – respondeu a loira ainda rindo da minha cara – Que fofa! Já tá até sonhando com ela! – eu não sabia mais onde enfiar a cara de tanta vergonha.

Joguei uma almofada nela que fez uma falsa cara de ofendida

-- Bom dia para você também, senhorita “tive sonhos eróticos com a sua melhor amiga e agora não consigo olhar na sua cara porque estou com vergonha”.

-- Para a sua informação, o sonho não era erótico ok?

-- Se você tá dizendo...

-- Mas me fala, o que você está fazendo aqui? Aliás, como você entrou aqui?

-- A sua mãe me deixou entrar, ela estava de saída e disse que eu poderia ficar á vontade e eu pedi pra você dormir lá em casa com a desculpa da festa do pijama e ela deixou. E eu vim te chamar pra ir ao shopping comigo, preciso de uma roupa pra hoje á noite urgente!

-- Você me acordou á essa hora para ir fazer compras? Fala sério Ana! – reclamei

-- Como assim á essa hora? Já são mais de 10h!

-- Porque você não chamou o Rafael, garanto que ele ficaria contente de ser tirado da cama pra ir ás compras.

-- Acontece que o Rafael já tem coisas mais importantes pra fazer, ou você esqueceu que hoje vai ter uma festa na casa dele?

-- Ai, que seja! Mas já vou logo avisando que tenho que deixar o Dobby no Petshop primeiro – disse indo até o guarda roupa e escolhendo algo para vestir

-- Ok, nós deixamos seu cachorro no petshop, e de lá nós vamos para o shopping comprar minhas tão amadas roupas. Aliás, a senhorita já sabe o que vai vestir? – perguntou-me e eu apenas dei de ombros

-- Mais tarde eu olho isso, não se preocupe.

-- Como assim não se preocupe? Será que ainda não caiu a ficha que hoje á noite você tem que estar mais do que linda pra minha amiga?!

E não. A ficha ainda não tinha caído! E a insegurança bateu.

-- Ai meu Deus! Eu sou mesmo muito idiota. Eu não faço a mínima ideia de como fazer isso. Como é que eu vou olhar pra Eduarda e falar que estou apaixonada por ela? E se ela não me quiser? E se ela rir da minha cara? – eu já estava entrando em desespero

-- Manu é só deixar as coisas acontecerem. Deixa rolar que vai dar tudo certo!

Passamos praticamente a tarde toda dentro de provadores de lojas enquanto Ana tentava encontrar a roupa perfeita. Eu já tinha perdido as contas de quantas lojas já tínhamos visitado quando ela decidiu que iria usar um vestido que ela tinha esquecido que possuía e que seria perfeito. Era uma peça mesmo!

Do shopping, voltamos para a minha casa onde ela me ajudaria a escolher uma roupa também perfeita que levaríamos para a casa dela e nos arrumaríamos por lá mesmo. Tinha ficado combinado que o Math passaria por lá de carro e nos levaria á casa de Rafa assim que conseguíssemos despistar a Eduarda e dar uma desculpa para sairmos com ela no lugar da nossa noite de garotas. Acho que esqueci de comentar, o Matheus tinha 19 anos, o único que já tinha carteira de habilitação já que o restante de nós era menor de idade.

EDUARDA

Acordei um pouco chateada por não poder sair com meus amigos. Havia ligado para cada um deles e os chamado para sair, mas todos já tinham compromissos ou não poderiam sair então tudo que eu faria seria ir para a casa da Ana para uma noite de garotas. Por mim tudo bem, me divertia á beça quando ia dormir na casa dela!

-- Olha só como ela tá velha! Eu não tenho idade pra ter um mulherão desse tamanho como filha não! — disse minha mãe quando desci as escadas e me sentei á mesa junto com ela, meu pai e minha irmã.

-- É mesmo, meu bebezinho tá crescendo! – riu meu pai

-- Ok, já podem parar com as piadas! Estou apenas um dia mais velha que ontem

-- Parabéns Duda! Feliz aniversário! – disse Jéssica me dando um abraço

-- Valeu maninha – respondi enquanto pegava um pouco de café

-- Parabéns filha! – disseram meus pais ao mesmo tempo, nos fazendo rir

-- Brigada mãe, pai!

-- Então... O que nós vamos fazer hoje? – perguntou Jéss

-- Churrasco, na casa da sua avó, já que sua irmã não quer festa, vamos pelo menos almoçar por lá hoje.

-- Menina, você é doida de não querer comemorar seu aniversário? – perguntou minha irmã – Se fosse eu, ia querer uma festa daquelas!

-- Ainda bem que não é! – riu minha mãe

-- Que horas nós vamos? – perguntei ao meu pai

-- Vamos só terminar de tomar o café, aí você e sua irmã subam para se arrumar e saímos.

-- Ok, adoro visitar a minha véia – disse rindo

O churrasco estava super animado, com quase toda a família reunida na casa da minha avó como era de costume nos fins de semana. Passei um dia agradável, brincando e rindo com meus primos e tios. Logo no fim da tarde, fomos embora, pois meu pai tinha prometido para a Ana que me deixaria na casa dela ás sete em ponto e que isso era importantíssimo. Como o puxa saco que meu pai era da minha melhor amiga que era filha do melhor amigo dele, não hesitou em fazer as vontades dela.

Eram cinco para as sete e estávamos estacionando no portão do tio Jorge, o pai de Ana.

-- Amanhã, quando for vir embora, você me liga que eu venho te buscar ok? – disse meu pai quando eu ia descer do carro

-- Tudo bem, brigada pela carona.

-- Eu não fiz por você, fiz pela Aninha! – disse rindo da minha cara

-- Bom, acho que depois dessa, você já pode adotar a Ana e me mandar pra um convento né? – respondi fazendo-o rir ainda mais e desci do carro

-- Ô maluca! Entra aí, o portão tá só encostado – gritou Ana da janela do seu quarto.

Mal abri a porta e fui atacada por uma loira que quase me jogou no chão pulando em mim para me abraçar.

-- Parabéns Dudaaaaa! – gritou no meu ouvido

-- Eu tô mais velha, mas não tô surda. Ou pelo menos não estava até esse grito!

-- Para de reclamar e entra logo que a gente tem muita coisa para fazer!

-- Temos é? Já vou logo avisando que não vou te ajudar a organizar suas roupas por ordem de cor de novo! – a última vez que vim dormir na casa da Ana ela me obrigou a catalogar seus inúmeros vestidos cor de rosa e coloca-los em ordem

-- Não! Nós vamos sair. E não adianta reclamar porque já está tudo decidido, você não tem direito de protestar hoje! – disse vendo minha cara de contrariada

-- Tudo bem – suspirei resignada – Aonde nós vamos? – perguntei me deixando cair sobre o sofá

-- É surpresa e pode ir levantando essa bunda do sofá e já para o banheiro, senão vamos nos atrasar.

-- Cadê seu pai? – perguntei

-- Ele saiu faz uns 10 minutos, só volta amanhã á noite, é plantão dele. Agora vamos que você tem que se arrumar Eduarda.

-- E posso saber pelo menos com que roupa eu vou? Eu só trouxe pijamas e me recuso a usar um dos seus vestidos! – disse isso e só então notei que ela já estava toda arrumada.

Ana usava um vestido branco, com um laço preto de bolinhas brancas na cintura, uma sapatilha também preta de bolinhas brancas nos pés. Seus cabelos loiros caíam em elegantes cachos por seus ombros, sua maquiagem estava, como sempre, impecável.

-- É claro que eu já pensei em tudo, afinal eu sou demais! Suas roupas já estão lá em cima á sua espera

-- Não vou nem perguntar como você pegou roupas minhas sem que eu soubesse — disse seguindo-a escada acima até seu quarto

Quando Ana abriu a porta, surpreendi-me ao ver Manuela se maquiando de frente ao espelho.

Ela estava simplesmente linda. Usava um vestido preto tomara que caia que batia na metade de suas coxas bronzeadas com um decote considerável que realçava seus seios (não pude deixar de notar). Nos pés, sandálias de salto agulha que me deram arrepios só de olhar — se eu colocasse uma daquelas nos pés era apena uma contagem regressiva para que eu desse um senhor beijo no chão. Sua franja caída sobre o olho esquerdo deixava-a ainda mais linda. Usava uma maquiagem escura que realçava seus maravilhosos olhos que á noite ficavam totalmente azuis.

Aqueles olhos que eram ora verdes, ora azuis me encantavam, mas não mais que a sua boca pequena, aos lábios rosados. E de repente fui tomada por uma vontade incontrolável de sentir o gosto daqueles lábios.

Céus, o que você está pensando Eduarda? Controle-se garota! – mandou meu cérebro, afinal eu nunca tinha sentido vontade de beijar alguém como eu estava sentindo naquele momento.

-- Ma-manu – foi tudo o que eu consegui dizer hipnotizada pela beleza da garota á minha frente

-- Ok, ok, o momento baba fica pra depois, agora vai tomar seu banho pra gente ir – disse Ana me empurrando banheiro adentro antes que eu pudesse protestar e dizer que não estava babando.

Terminei de tomar banho, me enrolei na toalha que se encontrava dentro do banheiro e saí para o quarto de Ana onde ela conversava animadamente com Manuela.

-- Onde estão as roupas que você disse? – perguntei para Ana que me indicou minhas roupas em cima da sua cama e se retirou junto com Manu para que eu me trocasse.

Vesti-me rapidamente com a calça jeans escura, a camisa xadrez vermelha de mangas ¾, e all star vermelho. Com toda a certeza, aquelas roupas eram minhas, mas a pergunta era: como a Ana tinha pegado elas?

Logo minha amiga voltou ao quarto para terminar de me arrumar. Pois é, ela insistiu tanto que deixei ela me fazer uma maquiagem bem leve, coisa que eu odiava usar — lado a lado com vestidos e saltos. Ana me conhecia bem ao ponto de não ter escolhido nenhum vestido para que eu usasse. Aquele tipo de roupa para mim era só em casos de emergência.

-- Pronto viu? Não morreu só porque passou um pouquinho de maquiagem, morreu?

-- Não, mas quase — brinquei

-- Engraçadinha, agora olha no espelho e me agradece porque você tá muito gata!

Fui até o espelho, ajeitei meu cabelo até ficar satisfeita e vi que a maquiagem não tinha ficado tão ruim assim.

-- O Math já tá aí, vamos? – perguntou Manu entrando novamente no quarto e ficou parada olhando para mim e eu para ela, nossos olhares sem desgrudarem-se um do outro por alguns segundos até que Ana quebrou o momento.

-- Vamos logo, vocês duas! – disse saindo

-- Você tá linda! – falou Manu baixinho quando eu passei por ela, me envergonhei um pouco, mas soltei uma leve risada e respondi:

-- Olha quem fala!

Chegamos ao portão e vimos um Gol vermelho de onde saía um som de Lady Gaga a todo volume.

I'm beautiful in my way
'cause god makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't hide yourself in regret
Just love yourself and you're set
I'm on the right track baby
I was born this way


Math saiu do carro balançando-se ao ritmo da música, nos fazendo rir.

-- Olha só que responsabilidade! Vou levar essas três gatas pra...

-- Pra lugar nenhum né Matheus!? – interrompeu Ana com um olhar ameaçador fazendo o pobre garoto engolir em seco

-- É... pra lugar nenhum! – concordou

-- Vocês não vão mesmo me contar pra onde vão me levar né?

-- Não! – responderam os três em uníssono

Fui todo o caminho em silêncio, olhando pela janela e tentando adivinhar para onde estava sendo levada.

Estávamos indo pela Pampulha, na orla da Lagoa. Eu só conhecia um lugar para onde poderíamos ir naquela região, o que significava que iríamos buscar o Rafael para ir conosco onde quer que fosse.

Estávamos já na rua da casa do loiro que me atormentava quando Ana começou a trocar SMS com alguém, provavelmente seu namorado.

Paramos de frente para os portões de ferro e Math buzinou. Logo o portão abriu-se dando passagem para o carro.

-- Estranho, tá tudo apagado aqui! – disse e os três trocaram olhares conspiratórios

Com certeza eles estavam aprontando alguma!

-- Aparentemente, alguém se esqueceu de pagar a conta de luz! – disse Math estacionando seu carro e nós descemos.

-- Gente, eu acho que o Rafa não está em casa – disse em dúvida.

-- Relaxa que ele tá lá dentro, e pediu pra você ir à frente – disse Ana com o celular na mão me mostrando uma mensagem do mesmo.

-- Ok – disse e segui pelo enorme jardim

Cheguei á porta e vendo que estava apenas encostada, empurrei-a, mas não conseguia ver nada do lado de dentro.

-- Rafa! – chamei entrando

Quase cuspi meu coração pela boca quando todas as luzes se acenderam e apareceu gente de todo canto gritando:

-- SURPRESA!!!

Fiquei estática, olhando pra cara dos meus amigos e colegas de escola, ainda me recuperando do susto. Ana, Matheus e Manuela entraram na casa gargalhando da minha reação e logo apareceram Lucas e Rafael e vieram me dar os parabéns enquanto eu reparava em cada detalhe da mansão do meu amigo que estava toda decorada.

-- Quem eu devo matar primeiro? – perguntei a eles que riram

O que antes costumava ser a sala, agora era uma pista de dança, com um DJ tocando ao fundo. A cozinha tinha se transformado no palco do barman que fazia diversos drinks. Tinham garçons espalhados por toda a casa servindo aperitivos.

A decoração estava bem a minha cara, mais no estilo rock, em tons de preto, vermelho e cores mais noturnas. Em um dos cômodos, havia um mural em forma de guitarra onde estava escrito: Feliz Aniversário Eduarda!

Fui andando pela festa e observando as pessoas que estavam ali presentes. Alguns vinham me desejar os parabéns, outros eu nunca tinha visto na vida. Parecia-me que metade da escola estava lá. Tinha gente de todo tipo e de todos os estilos.

Em alguns lugares já podia-se ver a pegação começando e me surpreendi com a quantidade de casais gays. Mas o que esperar de uma festa organizada por Rafael? Ele simplesmente era a pessoa mais bem relacionada que eu conhecia.

Apesar de odiar festas, eu devia admitir que meus amigos se esforçaram muito para me dar aquela e que a mesma estava ótima.

Estávamos todos sentados numa mesa um pouco mais afastada de toda aquela bagunça, perto da piscina.

-- Gente valeu mesmo, apesar de vocês terem desobedecido minhas ordens expressas de não fazer festa, isso aqui tá um arraso!

-- Você fala como se mandasse em alguma coisa! – disse Rafa

-- Rafael, eu dou a minha cara a tapa se isso não foi ideia sua!

-- Parece que nós perdemos a oportunidade de dar uns bons tapas na cara dessa aí né – disse Lucas beijando o Math

-- Querem parar de fogo vocês dois? – perguntou Rafael sendo totalmente ignorado

-- Acho que essa é a nossa deixa pra sair daqui – disse Manu e nós concordamos

-- Com certeza, eu vou é procurar meu gatinho! – disse Ana

-- E eu vou procurar UM gatinho! – completou Rafa saindo junto com ela

Manu e eu voltamos para dentro e fomos pegar algo para beber. O barman nos serviu duas bebidas que ela pediu.

-- Toma, você vai gostar! – disse Manuela diante a minha cara de dúvida, pois não estava acostumada a beber – Vai Duda, confia em mim! – completou me olhando fundo nos olhos e eu tomei um gole da tal bebida que afinal era realmente boa

-- É, até que não é tão ruim assim! – disse e recebi um sorriso brilhante em resposta

-- Vamos dançar? – chamou

-- Acho melhor não, não levo muito jeito pra isso – respondi meio tímida.

-- Vem Duda, você tem que aproveitar! Essa é a sua noite! – disse me puxando para a pista de dança sem me dar a chance de protestar

-- Tudo bem, mas só algumas músicas hein?

Tonight I want all of you tonight

(Esta noite eu quero tudo de você, esta noite)
Give me everything tonight

(Me dê tudo esta noite)
For all we know we might not get tomorrow

(Por tudo que sabemos, pode não haver amanhã)
Let's do it tonight

(Vamos fazer isso esta noite)

Ela começou a cantar e se mexer no ritmo da música enquanto eu apenas ia de um lado pro outro meio sem jeito e observando seus movimentos perfeitos.

-- Mexe esse corpo! – reclamou colocando as mãos em minha cintura e me fazendo balançar

Estremeci com o toque de suas mãos, mas dei um jeito de me mexer mais um pouco, mas ainda sem jeito.

-- Eu não sirvo pra isso! – disse rindo da minha dança ridícula

-- É só deixar a música tomar conta de você e sentir os movimentos – disse próxima, devido á música alta.

Don't care what they say

(Não ligue para o que digam)
All the games they play

(Todos os jogos que eles jogam)
Nothing is enough

(Nada é suficiente)
Till they handle love

(Até eles lidarem com o amor)
Lets do it tonight

(Vamos fazer isso esta noite)
I want you tonight,

(Eu quero você esta noite)
I want you stay

(Eu quero que você fique)
I want you tonight

(Eu quero você esta noite)

Manuela cantava me olhando nos olhos com uma expressão de quem queria que eu entendesse algo. Aquela letra de música também não me ajudava em nada a manter meus pensamentos focados em conseguir dançar direito.
Devia ser realmente engraçado olhar para nós duas dançando, ela com suas mãos em minha cintura e eu que nem um bonecão de posto, toda desajeitada. Nossa diferença de tamanho tornava aquilo ainda mais hilariante, pois, mesmo com o salto, a cabeça de Manuela alcançava apenas a altura do meu queixo.

Depois de um tempo dançando, eu acho que peguei um pouco o jeito da coisa.

Grab somebody sexy tell 'em hey

(Agarre alguém sexy e diga á ela “hey”)
Give me everything tonight

(Me dê tudo esta noite)
Give me everything tonight

(Me dê tudo esta noite)
Give me everything tonight

(Me dê tudo esta noite)
Give me everything tonight

(Me dê tudo esta noite)

Naquele momento, Manuela agarrou ainda mais a minha cintura, ainda cantando, me apertando contra seu corpo e fazendo com que meu coração acelerasse consideravelmente. Aquela vontade que senti na casa de Ana, voltou com toda a força.

A proximidade de Manuela me causava arrepios que eu não sabia – ou não queria – explicar. Estávamos tão próximas que eu podia sentir a sua respiração quente contra o meu pescoço.

Já tínhamos dançado umas três músicas, ainda coladas daquele jeito. Eu finalmente estava conseguindo fingir que sabia dançar algo. Estava me divertindo muito, mas não era a música que me fazia sentir assim, era a companhia.

Aos poucos, Manu foi parando de seguir o ritmo da música, parecia incomodada com alguma coisa.

Olhei para Manuela e vi que ela estava tensa, nervosa.

-- O que foi Manu? – perguntei preocupada

Ela levantou a cabeça, me olhando bem fundo nos olhos com uma expressão séria no rosto.

-- Eu posso conversar com você?

Notas finais
então... devo continuar ou paro por aqui mesmo?
kkkkkkkkkkkk