In High School

7 7 - OH, MEU HERÓI


Notas iniciais
Uau, consegui atualizar, depois do que eu passei ...
Depressão básica na semana, alguns me disseram "Zoro e Sanji? PUTZ, NADA A VER, você é uma idiota, os dois NUNCA ficariam juntos, sou contra yaoi em One Piece"
Fiquei realmente deprimida com isso, pensei até em excluir essa fic, depois pensei em excluir minha conta! mas depois de uma sessão de terapia com meu Akamaru, eu desabafei tudo com ele, e ele me falou "au-au" e aquilo melhorou tudo, eu voltei a ser forte como sempre sou e superei esses comentários idiotas a respeito da minha estória (afinal, eles são contra yaoi mas se fossem duas gostosonas se comendo, tipo Hancock e Robin, por exemplo, eles teriam 1001 sangramentos nasais e pediriam mais, preconceituosos de merda) aí eu gritei "ME DEIXEM SER FELIZ" afinal, o melhor yaoi é quando os personagens se odeiam HAHA.
Peço desculpas por ter tido tais pensamentos, e quero agradecer muito a vocês que comentam essa fic, elogiando, me influenciando a continuar, porque sem vocês essa fic não seria nada, Obrigada mesmo *-*
bom, chega de falar de mim, vamos falar de coisa boa, vamos falar de CAPÍTULO NOVO ... ta aí, vão lá ler ... xô

Em uma agradável manhã de segunda feira, ele acordava, ainda meio tonto por levantar tão repentinamente deste jeito, mas se não se apresasse, sabia que iria se atrasar.

Ainda no piloto automático, ele segue para o banheiro lavar seu rosto e tomar um banho para tentar acordar, sempre com aquele pensamento positivo de “Cacete como eu odeio acordar cedo, como eu odeio segunda feira, merda”.

Se retirando de seu banho, agora com o terno vestido, todo elegante, com o cabelo arrumado e perfumado, ele segue para a cozinha, aonde encontra Zeff, já tomando seu café enquanto vê o resultado de algum jogo de futebol em seu jornal matinal, ao mesmo tempo em que segura uma xícara com um café praticamente fervendo.

Sentando-se na mesa, aonde se encontravam várias doces frescos, tudo de primeira mão na culinária confeiteira (é o que se espera encontrar na casa de dois cozinheiros) ele senta-se, come algo e logo pega seus livros para ir para a Thousand Sunny Academy School.

Manhã agradável, sol não muito forte, nem muito calor e nem muito frio, tudo estava tão normal até Sanji ser atingido novamente por todas aquelas lembranças.

“Kuso-marimo, por que não saí da minha cabeça?”

Tentando novamente afastar os pensamentos que o perturbaram por todo o domingo inteiro, ele prosseguia até achegar em sua escola, já tomado pelo nervosismo de cogitar a possibilidade de encontrar Zoro na entrada da escola, ele tenta sem sucesso algum manter a calma, clima quebrado ao ver que ele definitivamente não estava no lugar aonde costumava ficar.

Um mar de duvidas e curiosidade surgiram em sua cabeça loira, que sem ao menos perceber, já indagava mil e uma questões e algumas parcelas de sua mente já cogitavam possibilidades assombrosas.

“é Sanji, você matou o cara” dizia uma delas.

“Se não matou ele deve estar BEM doente, caído de amor pelo gostosão aqui” debochava outra.

“Digam-me, por que DIABOS eu quero saber dele? Não estou nem aí” pensava o verdadeiro Sanji, tentando se enganar.

Inutilmente ele tentou calar suas versões que discutiam dentro de sua cabeça quando o mesmo chegou em sua sala de aula e reparou o lugar que pertencia ao espadachim completamente ausente de sua presença, por mais que nos últimos anos Sanji sempre prestasse atenção nas aulas (mesmo achando aquilo tudo um saco) e quase nem reparando no garoto que quase sempre estava dormindo nas cadeiras do fundo.

– ei, Usopp – ele se dirigiu para um de seus colegas.

– que foi, Sanji? – respondeu o narigudo, educadamente.

– não acha que alguém faltou nessa sala hoje? Tipo... hã ... Alguém que sempre ficava lá trás, dormindo –.

– talvez, por que quer saber? –

– por nada não – ele estava prestes a se dirigir para seu lugar quando Usopp o chama novamente.

– AH SIM! O Roronoa Zoro faltou – ele falou, fazendo o loiro olhar para si muito mais interessando do que estava antes.

– e você sabe o porquê dele ter faltado? – indagou Sanji, sem conseguir esconder sua curiosidade.

– não, não sei... E por que isso te interessaria? Vocês dois quase nunca se falam, e quando se falam nunca se dão bem –.

– isso não me interessa pff – bufou ele revirando os olhos, como se realmente estivesse perguntando por perguntar – eu só ... ah quer saber? Não interessa –

Ele sentou em seu lugar para esperar seu professor chegar, enquanto Usopp fica mais confuso do que nunca com essas reações estranhas do cozinheiro.

O tempo passou, os alunos atrasados de sempre foram entrando e nada do esverdeado aparecer, e Sanji não tirava o pensamento disso por nenhum segundo sequer, mesmo se martirizando por tais devaneios.

Nico Robin que passava tranquilamente pelo corredor, distraída com seu livro, como sempre fazia, tropeçou, derrubando-os na frente do loiro, fazendo-o acordar e ter seus sentidos alertados para quase que automaticamente ajudar a dama com as coisas que a mesma havia derrubado, porém sem seus extras de cotejamento e cavalheirismo exagerado, estava pensando tanto em Zoro que nem sequer conseguia fazer isso.

– oh, Desculpe, Sanji-san – desculpou-se a bela moça de cabelos negros.

– não foi nada, Robin-cwhan – ele respondeu, porém com apenas um sorriso sem graça, Robin logo concluiu que aquilo era MUITO estranho.

– você está bem, Sanji-san? –

– estou sim Robin, não se preocupe comigo – ele respondeu, desviando olhar da moça, sem ao menos lhe fazer os usuais elogios exagerados e gracejos.

–ok, mas se precisar de qualquer coisa... Estarei ali, ok? – respondia Robin, entendendo que ele não queria falar o que se passava de errado, mas ela entendia, afinal, era calma e serena como ninguém, sua voz parecia purificar o local.

(...)

Tendo chegado a hora do almoço, o cozinheiro dirige-se para a oficina de culinária da escola, a qual fazia parte desde que estudava ali.

Caminhando pelo corredor de sempre, com todos aqueles adolescentes reclamando dos professores, de seus pais, e conversando sobre assuntos fúteis enquanto guardam seus livros no armário, ainda distraído e não parecendo nada bem comparado ao Sanji usual, ele nem sequer percebe que acaba esbarrando em alguém.

–oh, desculpe – diz o loiro sem sequer prestar atenção em quem havia esbarrado.

– ora ora, olha quem está aqui, o valentão daquele dia na festa – disse Buggy – espero que tenha se divertido muito as minhas custas.

– e o Roronoa Zoro, como é que anda? Fiquei sabendo que agora vocês são amiguinhas – disse Cabaji, um dos capangas de Buggy.

O narigudo era um dos brutamontes que existem em todas as escolas, sem exceção, e que por sua vez sempre juntavam seu grupo de subordinados, alguns outros menos fracos para mandarem-nos fazer coisas, com a desculpa ‘é por nossa amizade’. Pessoas como Mohji e Cabaji eram desse tipo.

Era preciso ser surdo e cego para não reparar que em todo o tempo em que se fica ali, na Thousand Sunny Academy School, que Cabaji e Zoro tem uma richa antiga, os dois simplesmente não se batem, e quando se batem, Zoro vence, deixando alguns outros com uma raiva possessa, típico daquele tipo de gente.

Sanji nunca se importara com nada disso, esse tipo de informação apenas chegava a seus ouvidos sem que ele pudesse impedir, bom... Tanto faz.

O que importa é que agora havia um brutamonte narigudo, com um garoto esquisito que parecia usar pelúcia na cabeça (porém não parecia ser menos malvado) e um outro espadachim sinistro, com uma franja que cobria seu olho esquerdo, e seus cabelos negros do lado direito de sua cabeça eram todos trançados para trás, junto com seu cachecol xadrez que cobria metade de seu rosto, o deixando com uma áurea muito mais pesada do que a normal.

Não que Sanji estivesse com medo, porém eram três contra um, e aquilo exigia uma retirada urgente, entendam: ele apenas admitia sua desvantagem, e junto com isso, a partir daquele exato momento, começara a odiar todos os espadachins do mundo, principalmente o Roronoa, era inevitável concluir que essa aproximação havia o metido nessa encrenca (pelo menos era assim que Sanji concluía, colocando a culpa no moreno das madeixas verdes, como sempre)

– você pode não se importar, mas se não sabe, eu vou te contar: o boato que corre aqui nessa escola é de que eu nunca deixo barato quando alguém me faz algo, como você fez, e esse boato é verdadeiro – diz ele se aproximando de Sanji cada vez mais, estalando os dedos como se estivesse se preparando para bater, e estava!

– será que você simplesmente não consegue deixar o passado para trás e seguir em frente, hein? – indagou Sanji, irritando-o mais ainda.

– Agora não tem mais volta, VOCÊ VAI APANHAR MUITO E COM POMPA – ele gritou erguendo sua mão para um soco, Sanji estava prestes a desviar quando é salvo como uma donzela.

– sempre abusando da covardia, não é mesmo, Buggy? – disse ninguém menos que o próprio Roronoa Zoro, segurando a mão do narigudo com a lâmina de uma de suas espadas, enquanto segurava as outras duas ainda em suas bainhas, preparado para qualquer momento tira-las e usa-las contra aqueles três, principalmente em seu arquirrival Cabaji.

– apareceu pra defender sua amiguinha então, não é mesmo, Zoro? Acho que você está levando essas apostas a sério demais – diz Buggy deixando Sanji confuso.

“aposta?!?”

mais uma palavra e eu te faço passar o resto do mês com a mão enfaixada, seu merda – diz o espadachim. Buggy então recua, ainda conseguindo rir da situação, enquanto ordenava para Cabaji guardar suas espadas.

– fique esperto com esse seu amigo, hein, chutador – disse ele enquanto se afastava.

Sanji fica mais pensativo do que nunca naquele momento, é tirado de seus devaneios quando o maior lhe chama atenção.

– De nada – diz Zoro, exigindo pelo menos um “obrigado” vindo do loiro mal educado.

– o que você queria que eu falasse? OH, MEU HERÓI, VOCÊ ME SALVOU? Estamos em publico, kuso-marimo! –

– um agradecimento por eu ter te salvado de uma surra seria bom – diz ele enquanto segue o loiro que se retira do local ainda com raiva – ei, aonde vai? –

– vou pra casa – ele responde mal humorado.

– eu te acompanho –

– só pra ficar me lembrando de que me salvou? Primeiro: eu não preciso disso, poderia ter dado uma surra naqueles dois bem de boa, e segundo: Estamos quites, eu te salvei um dia, fiz sopa pra você, cuidei de seu machucado e ... e... – ele ficara mais nervoso do que o normal quando estava perto do moreno das madeixas esverdeadas apenas de lembrar daquele beijo, sentia suas bochechas pegando fogo, quando parou no portão da escola para tentar respirar fundo, ainda com o maior ao seu lado.

– e eu adorei — respondeu Zoro, fazendo Sanji fitar seus orbes escuros pela primeira vez no dia – você é muito bom nisso – ele admitia – e não é todo dia que eu elogio alguém assim -.

Sem sequer perceber, um sorriso surgiu no canto da boca do loiro, sendo retribuído por um pequeno, mas também sincero sorriso do espadachim.

Ele diminui a velocidade de seus passos em direção a sua casa, quando percebe que o moreno ainda lhe acompanha.

– Nas terças você sempre fica na escola até tarde, não é? – ele indagou.

– como você é insistente, cara ... e como merda você sabe disso? Anda me espionando? –

– claro que não, apenas te observo de longe, afinal, eu também fico nas terças – falou o espadachim, surpreendendo o loiro, que nem sequer havia reparado nisso em nem sequer uma terça feira.

– e...? – ele pediu uma continuação.

– Me deixe aprender a ser gentil e a te convidar para tomar um saquê depois que sairmos então –

– vou pensar no seu caso – o loiro se fez de difícil.

– na quadra da ala oeste, esteja lá, sobrancelhas de bigode – disse ele enquanto voltava para a escola, sem ao menos perguntar para o loiro se o mesmo apareceria.


É claro que ele iria aparecer, apenas era orgulhoso demais para admitir isso para Zoro.

Notas finais
24 leitores ~dançando de felicidade~
9 favoritos ~ainda dançando e rebolando like a Spirit~
45 reviews ~rindo feito Brook ~
Só mesmo uma recomendação pra me deixar mais feliz ainda *-*
E aí? o que acham? eu mereço?
E o capítulo? O que acharam dele? Modéstia parte eu achei super fofo :3 HAHA
kissus e até o próximo :*