In Case

8 Capítulo 7


Notas iniciais
OLÁ PESSOAS DA MADRUGADA!! Como estão? Gente, vou passar rapinho pois to morta de sono. Quero agradecer aos QUINZE comentários. Vocês são de mais. Não sabe como os amo *--* Obrigada a todos os favoritos que me alegraram e me motivaram a postar esse hoje. AGRADECIMENTO ESPECIAL: Tinista, que linda é você. Não sabe como fiquei feliz por ter recebido sua recomendação. Saiba que amei cada palavra e estou extremamente encantada por elas. Ter uma leitora como você (assídua) é muito importante. E... eu to MEGA feliz por ser a primeira recomendação da fanfic *--* MUITO OBRIGADA MESMO. Bora ler? Nesse capítulo teremos momentos familiares, mas não antes de uma conversinha do León e da Violetta. Ps: Se possível, ignore os erros. Não deu tempo de corrigir. Boa leitura...

In Case — Capítulo 7

Casamento.

C a s a m e n t o.

Ele disse casamento?

O subconsciente de Violetta gritava de todas as formas, tipos e gêneros possíveis. Seu estomago revirava como máquina de levar, seus olhos se arregalaram em uma completa incredulidade e seus ouvidos formigaram, com receio de ouvir mais alguma coisa insana do moreno.

— Vo... — começou, sentindo sua garganta se contrair. — Você — respirou fundo, tentando completar sua frase com clareza. — Você está maluco? — gritou. Seu tom era de preocupação e medo, pois a única resposta adequada para aquele pedido inesperado, é que León está completamente maluco.

— Talvez — encurvou os lábios, humoradamente.

Vendo o susto nos olhos castanhos, ele apenas foi capaz de inspirar o ar profundamente, enquanto desenlaçava suas mãos.

— Você pode pensar que estou brincando, mas não estou — disse León, dando um passo para trás e bagunçando as madeixas de seu cabelo. — Eu quero mesmo que você se case comigo — afirmou, buscando o seu jeito mais maduro e sensato.

— É, você está completamente maluco — riu incrédula ainda sem acreditar nas palavras do moreno. — Casar? Nós dois? Eu e você? De onde tirou isso, Vargas? — ela fazia o máximo para não gritar novamente.

Isso é de mais até para ele. Não a cabimento nisso, nesse pedido. Ela sabia que mesmo sendo León Vargas, tem algo de errado nisso. Pelo poucos dias de convivência ela já sabia que ele não é uma pessoa romântica, ou se quer capaz de gostar.

Ele nunca pediria em casamento uma garota assim. A não ser se tivesse algo por trás disso.

— Violetta — ele suspirou. — Você tem os seus problemas, eu tenho os meus. O negocio é que eu preciso me casar e você precisa de dinheiro...

Ela o interrompeu.

— E você está sugerindo que eu me case por dinheiro? — perguntou incrédula.

— Claro — afirmou obvio. — Ou você pretende se casar por amor? — ironicamente ele perguntou, mas ela não disse nada. — Você vai querer se casar comigo ou não? — inqueriu já impaciente.

— Não mesmo — soltou uma breve e baixa gargalhada. — León, volte para o seu pai e vai brincar de viver — deu um passo a frente, o fitando atentamente — Você tem tudo o que quer em suas mãos, não sabe o que é problemas de verdade... A vida é muito mais do que dinheiro.

— Diz isso a você — irritado, ele retrucou. — Eu quero o meu dinheiro. Quero o comando da empresa da minha família. E você precisa de ajuda — ergueu as mãos para cima e a cada novo fato levantava um dedo. Violetta apenas revirou os olhos. — Não seja idiota, por favor...

— Então eu serei inteligente se me casar com você? — soltou uma risada incrédula e nervosa. — León, eu aconselho você a ir ver um medico, porque a cada nova coisa que você diz, com mais medo eu fico …

— Droga, Violetta, você não está entendendo nada — ele já começava a ficar nervoso e impaciente.

— Não estou mesmo.

— Preste atenção! — pediu, juntando todas as suas forças para se manter calmo. — O meu pai só ira me deixar ser presidente da empresa se eu tiver uma família. Ele quer que eu me case — disse entre dentes. — Passei os últimos dias tentando encontrar uma garota que me interessasse e que estivesse disposta a cometer qualquer loucura — mordeu o lábio inferior, desfilando os olhos sobre ela. — E, olha só, encontrei você — apontou o dedo para ela, sorrindo sínico.

— Não é só porque eu tenho alguns problemas que eu irei me vender — mostrou-se ofendida. — Não pretendo me relacionar tão cedo — ergueu os ombros, firme em sua decisão.

— Eu não quero me relacionar com você, apenas quero te colocar uma aliança e ser feliz com toda a minha fortuna — sorriu mais abertamente.

Como se estivesse em um sonho – ou em um terrível pesadelo – Violetta tombou suas pálpebras fortemente, as abrindo em seguida. Sentiu-se decepcionada ao ver o homem descarado a sua frente, com as sobrancelhas erguidas, esperando uma fala dita por ela.

Devia sentir-se ofendida com as palavras dele? Afinal, León estava alegando que a mesma é interesseira o bastante para se casar por dinheiro. Contudo, é um tanto grosseiro e errado de sua parte pensar isso sobre alguém que ele mal conhece.

Vendo a inquietação da moça, León resolveu, mais uma vez, se pronunciar.

— Eu vou ser mais claro, okay? — afirmou e mesmo contra gosto, ela assentiu. — Se você aceitar se casar comigo, prometo que será uma relação de fachada. Eu não toco em você... — afirmou, tombando a cabeça e se corrigindo segundos depois: — Claro que, se você me pedir eu farei com maior prazer — sorriu de forma maliciosa, mas ao ver a expressão da morena, se encolheu. — Enfim... Você poderá ajudar sua família, comprar tudo o que quer e não precisará trabalhar feito uma condenada — jogou as mãos para o alto, como se tudo o que ele dissesse fosse a melhor coisa do mundo.

De alguma forma, para Violetta, é.

— León... — inspirou o ar profundamente, o soltando com violência. — Não. Não, León. Isso é loucura! — passou as mãos nas madeixas, sentindo-se encurralada no meio daquilo tudo.

— Eu sei que é — se aproximou mais dela — Porém, é a única solução rápida que vejo para nós dois — desviou o olhar, voltando a fita-la segundos depois. — Juro a você que também não quero me casar. Mas não tem o que fazer mais.

— Olha, sinto muito, mas eu não...

Ele a interrompeu.

— Faz assim... — roubando a atenção dela, ele começou. — Pense um pouco a respeito e me dá sua resposta, okay?

— Tá! Tudo bem — meio incerta, ela disse. — Agora me dê licença que eu preciso ir — se despediu, virando de costas e rumando para o seu destino.

X X

No hospital, Violetta conversava com a mãe. Depois da conversa com León as coisas pareceram não fazer mais sentido. Afinal, não é todo dia que você é pedida em casamento por um cara que conhece a menos de uma semana. É estranho e sem sentido.

É totalmente maluco.

… e eu não sei o que fazer — confessou, já no fim dessa louca história.

— Ual! — com dificuldade, sua mãe exclamou. — Isso tudo aconteceu em quatro dias? — ainda surpresa, perguntou.

— Sim — suspirou, sentindo ganas de chorar por conta da confusão que havia se metido. — É tudo tão surreal. Não acredito que ele tenha mesmo me pedido em casamento — suspirou, passando as mãos pelo seu rosto. — Obvio que eu não irei aceitar, mas...

— Mas? — dando a voz a curiosidade, sua mãe ergueu as duas sobrancelhas.

— Mas eu fico imaginando se eu disser sim... — confessou, sentindo-se estupida por suas palavras. — O papai precisa de tratamento para voltar a se movimentar. Ele precisará de remédios e cuidados — só com o pensamento, uma lagrima solitária escapou de seus olhos. — Você também precisa ficar de repouso por um tempo e o Fede está perdido nesses acontecimentos.

— Minha querida — sentiu as mãos da mais velha acariciar seu rosto. — Meu coração doí em apenas imaginar como nossa família entrou na ruina — disse cabisbaixa. — O seu pai está sofrendo, eu estou sofrendo, você está sofrendo. Todavia eu percebi enquanto ficava deitada aqui, nessa cama — deu duas batidas no leito. — que não é certo você sempre tomar as nossas dores.

— Como assim, mãe? — já com os olhos marejados, Violetta indagou.

— Eu estou bem — afirmou. — Irei cuidar do seu pai e dar a ele todo apoio que necessita. Federico irá continuar estudando e fazendo o que gosta. E você — sorriu abatida. — Você, minha filha, irá voltar para Buenos Aires e viver sua vida.

Balançando a cabeça em um sinal negativo, Violetta sussurrou:

— Eu não vou voltar.

Ao ouvir a resposta da filha, a figura feminina mais velha simplesmente suspirou.

— E vai ficar fazendo o que aqui? — perguntou, buscando a calma dentro de si.

— Ajudando vocês — afirmou, com a voz fina. — Assim como eu sempre fiz. Não permitirei que passem fome.

— Violetta....

Ela a interrompeu.

— Não discuta comigo, mãe. Por favor — seu tom é de suplica. — Foi um erro ter ido embora. Tenho que aceitar que garotas como eu jamais conseguirão o que quer.

— Como são as garotas como você? — o olhos vermelhos e inchados de Angeles – que poucas horas trás, chorava como uma condenada por conta do marido – se estreitaram, curiosos.

— Fracas — suspirou, fazendo o máximo de força para que as lagrimas presas em seus olhos não saíssem.

Tentativa em vão...

X X

A noite já havia chegada e Violetta não sairá do hospital. Depois da conversa complicada que teve com a mãe, ela tratou de anima-la, dizendo que tudo daria certo e que eles voltariam a ser uma família. E que logo logo German voltaria a andar.

Oh, como ela queria esta certa de suas palavras.

Caminhando pelos corredores gelado daquele lugar, Violetta avistou seu irmão um pouco mais a frente, sentado em uma das cadeiras de plástico, com as mãos sobre o rosto.

— Fede? — sentou-se ao seu lado, tocando-lhe os ombros.

— Oi — tragando a saliva com certa dificuldade, ele murmurou. — O que foi?

— Você está bem?

— Sabe que não — inspirou o ar profundamente, enquanto passava a mão em sua garganta, como se tivesse algo o sufocando. — Não aguento mais isso — confessou sorrateiramente.

— O que? — um tanto quanto confusa, Violetta foi obrigada a indagar.

— Acabei de sair do quarto onde papai está — olhou para frente, com um olhar perdido. — Ele me odeia, Vilu.

Assim que tais palavras foram processadas, ela olhou para o irmão com pena. Os olhos inchados, a expressão triste e melancólica. Coitado.

— Não diga isso, por favor — pediu quase em uma suplica. — Ele está mal, Federico. Não tem nada haver com você.

— Por favor digo eu — serrou as pálpebras com força. — Você mais do que ninguém sabe que é assim desde quando eramos crianças — uma lagrima caiu de seu rosto, seguida por outra, e o outra. — Na verdade, desde que Chris morreu — sussurrou roucamente, em meio a suas lagrimas.

Triste, Violetta acariciou o rosto do italiano, que estava mais pálido do que o normal. Secou as lagrimas dele fazendo o máximo de esforço para prender as suas. O puxou para um abraço, sentindo seu coração se apertar dentro do peito.

— A culpa não é sua, meu irmão — acariciou suas costas, mantendo sua voz firme. — Papai não deveria trata-lo assim — suspirou chateada.

Se ela pudesse pegaria toda a dor de Federico e passava para o seu pequeno corpo. Desde que se entende por gente viu o seu pai maltratar o primogênito de uma nova geração dos Castilho. E sempre viu Fede abaixar a cabeça para ele, sem discutir ou discordar.

Oh, como era triste ver as lagrimas dele presas em olhos repletos de dor e sofrimento.

— Tenho que te contar uma coisa — disse ele, enquanto se afastava e enxugava seu rosto com a palma da mão. — Alguns dias atras, bem antes do acidente, eu recebi uma carta — sorriu sem jeito.

— Uma carta? — ela estava confusa.

— Sim — concordou com um aceno de cabeça. — É de um escritório em Las Vegas... Eles me chamaram para fazer um estagio lá — sorriu ainda mais, com um brilho no olhar. Um brilho bom agora.

— Que bom, Fede — alegrou-se também. — Mas, e a faculdade? — lembrando desse detalhe, ela questinou.

— Não sei. Talvez passe ela para uma de lá... Ou tranque-a por um tempo — deu de ombros. — Vai ser bom pra gente, Vilu.

— Por que pra gente? — inqueriu.

— Por que além do estagio eu terei um bom emprego — disse com um sorriso. — Um amigo meu tem parentes por lá e me arranjou algo bacana — inspirou o ar, sentindo-se mais leve.

— Fede...

Ele a interrompeu.

— Os tios dele são donos de uma pequena pousada, próximo ao centro. Eles irão me dar um quarto se eu os ajudar com algumas coisas... Será ótimo para mim — afirmou, querendo tranquiliza-la.

— Você quer mesmo fazer isso? Quer ir embora? — perguntou o que seu interior ordenava.

Como resposta ela recebeu o silencio. Ambos se olharam e, depois de alguns poucos segundos, Federico soltou uma pequena risada, deixando Violetta confusa.

— Creio que eu também devo pergunta-la isso, não? — arqueando as sobrancelhas, perguntou. — Você quer ficar aqui, Violetta? — disse de uma vez.

Surpresa com a pergunta dele, ela apenas foi capaz de olha-lo surpresa. Realmente não esperava ouvir essa pergunta dele. Agora.

— É o certo a se fazer — disse depois de alguns segundos.

— Então só porque você está abrindo mão dos seus sonhos eu também devo fazer, é isso?

— Não. Não foi isso que eu quis...

Ele a interrompeu.

— Foi sim — disse com convicção. — Eu estou indo para seguir meu caminho, mas também estou indo para que... para que quando eu voltar, nossos pais tenham orgulho de mim — confessou, remexendo em suas mãos. — Se German não conseguir voltar a andar, pelo menos, quem sabe, ele fique feliz quando eu ganhar meu diploma — sorriu encantado. — Quando eu conseguir ser o que ele tanto quer.

— Fede — disse em um suspiro.

Violetta então entendeu o que seu irmão estava dizendo. Ele havia escolhido o caminho que German tanto sonhou para Chris, mas que ele nunca pode terminar.

— Qual é o estagio que você está indo fazer, Fede? — cerrou as pálpebras, já imaginando a resposta.

Alguns segundos se passaram e Violetta foi obrigada a abrir seus olhos, encontrando o dono das madeixas negras com o olhar baixo, temeroso.

— Me responda — pediu em suplica.

— Advocacia — respondeu prontamente. Ao ouvir as palavras, a Castilho sentiu – o restante – de seu coração se espedaçar. — E-eu havia mandado minha inscrição a alguns meses atrás, quando papai jogou na minha cara que eu seria um... péssimo jornalista — contou em um fio de voz. — E ele tem razão.

— Não, não tem — tentou reverter aquela situação.

— Pare — pediu ele. — Eu sou maduro o suficiente para saber que não haverá futuro nessa carreira que eu escolhi... Além do mais, ele e Angie ficaram felizes em dizer por ai que tem um filho advogado.

— Você faria isso por eles? — perguntou incerta.

— A quanto tempo que você não vê um sorriso verdadeiro deles, Vilu? — ela abaixou a cabeça. — Farei qualquer coisa para trazer um pouco de felicidade a nossa família.

As palavras dele foram acertando direto no interior da morena. Ela sentia orgulho dele. Sim, sentia. Pois assim como ela, ele se tornou adulto cedo de mais — até mais cedo do que ela. E ele faria qualquer sacrifício pela família.

Tirando-a de seus pensamentos, Violetta ouviu seu celular pitar. Sacou ele do bolso de sua calça e viu que era uma mensagem de León. Suspirou, antes de abrir.

"Estou voltando para Buenos Aires hoje. Em menos de cinquenta minutos estarei indo para o aeroporto. E então? Se decidiu?

Se estiver disposta a aceitar minha proposta, me encontre na frente da sua casa em vinte minutos. Se não estiver lá, já sei que sua resposta é não."

León.

Notas finais
E então? E agora? KKKK Não respondi os comentários, mas farei isso hoje. Gente, eu to tão feliz *--* 23 favoritos em Oito capítulos? VOCÊS SÃO OS MELHORES LEITORES DO MUNDO!!! Querem mais um amanha (porque eu quero) Se comentarem bastante eu posto um, até dois, amanha. Beijos e boa sexta a todos ♥♥