In Another Time
3 Uma poção desconhecida
Notas iniciais
Toc, Toc, Toc
Alguém bateu na porta de uma casa rosa que tinha um jardim cheio de Lírios e Petúnias, os trouxas eram pessoas engraçadas, tinham casa parecidas uma próxima as outras, era algo difícil de entender, no mundo bruxo cada um tinha seu terreno com a sua casa com alguma privacidade, era algo que todos os bruxos gostavam.
Dentro da casa uma garota ruiva acabava de terminar de se arrumar, ela tinha um vestido verde que realçava seus olhos, uma maquiagem leva, ela pegou a bolsinha pequena que continha um feitiço de expansão, algo que ela aprendera em Hogwarts, a melhor escola de magia e bruxaria da Europa.
— Vou indo papai. – Ela deu um beijo em seu pai que estava sentado no sofá e se dirigiu a cozinha para se despedir de sua mãe que terminava de preparar a janta para esperar o querido namorado de sua irmã Petúnia. – Mamãe vou indo, quero sair antes que chegue o Dursley, tenha um feliz ano novo.
Elas se abraçaram apertado.
— Querida se cuide e se divirta por favor.
Sua mãe lhe deu um beijo na testa, e antes que Lily conseguisse se virar para sair da cozinha ela ouviu a voz intragável de sua irmã.
— Lilian parece que tem alguém da sua laia aqui. – Petúnia gritou da porta fazendo uma cara de desgosto, qualquer coisa que a aproximasse da magia a fazia surtar.
— Petúnia mais respeito com o namorado da sua irmã. – Ela ouviu seu pai resmungar do sofá, ela queria realmente se enterrar. – Venha entre meu rapaz.
A ruiva não sabia o que deveria fazer, se saia correndo ou ia até a sala e salvava o Potter, passado 5 minutos e tomando toda a sua coragem ela foi até a sala e encontrou uma Petúnia de cara feia, enquanto seu pai conversava animadamente com James.
— É nos temos o quadribol lá em Hogwarts, é como se fosse o futebol de vocês, mas em vassouras, eu sou o capitão do time da Grifinoria, espero que consiga trazer a Taça da Copa esse ano. – Falava um James muito alegre em seu sofá, e o pior nem era isso, seu pai o ouvia atentamente com um sorriso no rosto.
Ela parou para observar a cena, talvez James não fosse tão ruim assim, ele realmente se encaixava ali, era como se sempre tivera feito parte daquilo, conversando com seu pai enquanto ignorava a cara feia que Petúnia lançava a ele, quando Lily pensou em se sentar a campainha tocou e Petúnia levantou arrumando o vestido e o cabelo.
— Olá Potter, não precisava vir. – Ela disse fazendo com que o maroto a olhasse e ante que ele pudesse fazer qualquer comentário ela continuou. – Acho melhor irmos aparentemente Dursley acaba de chegar, boa sorte papai.
E com isso ela puxou James do sofá e foi em direção ao hall de entrada da casa, quando ela abriu a porta, deu de cara com Petúnia e Valter Dursley.
— Ela é insuportável Vava, não aguento mais ela aqui com todos seus truques de mágica, como se já não bastasse ela trouxe outro de sua laia para dentro de casa. — Resmungava Petúnia ao seu namorado que apenas seguia com a cara de foca que a genética o tinha proporcionado, enquanto comprimia seus pequenos olhos sem saber o que falar aparentemente.
Lily sentiu uma vergonha imensa pela conversa que Potter teve que escutar, era exatamente por isso que ela não queria que ele a buscasse, mas invés dele se sentir chateado pelas palavras de Petúnia, James agarrou sua mão com certa delicadeza e pigarreou para anunciar que estavam parados na soleira da porta, quando a loira se desgrudou do Dursley de cara feia, dando passagem para os dois saírem dali ela quis sair correndo, mas ao invés disso escutou:
— Olha eu sinto muito pela Lily ter uma irmã que nem você, que não consegue ver um palmo na frente do seu enorme nariz. Você deveria se orgulhar da irmã que tem, ela é a aluna mais inteligente da escola, sem contar que é uma amiga incrível, mas ao meu ver sua noção do que está perdendo esta muito longe de voltar. Vamos Lily. – Potter começou a puxar Lily para o jardim, antes que algum dos dois pudesse responder.
— Ela é uma aberração. – Petúnia gritou, antes dos dois desaparatarem para a casa dos Potter, e então não se via mais nada naquela rua escura.
Oito horas, casa dos Potter – Lily.
A casa de James era incrível, sua mãe conversara comigo bons dez minutos antes de ter que dar atenção aos convidados que chegavam, enquanto isso Sirius e Remus estavam em um canto conversando sobre alguma travessura que aprontariam na volta das aulas.
A cada cinco minutos ela percebia que um certo moreno, ajeitava os óculos enquanto a encarava, Lily não sabia mais o que fazer para não corar, ela dava alguns sorrisos e abaixava a cabeça antes de olhar pra qualquer lado que não fosse o que James estava.
— Então meninos, que tanto conversam? – ela tentou não ser invasiva, mas curiosa.
— Estávamos apostando para saber se James já te levou para conhecer a casa. – Disse Sirius com um sorriso sacana, aquele mesmo que ele usava para conquistar metade de Hogwarts.
— Não de bola Lily, Sirius odeia perder a piada. – Disse Remos, que parecia constrangido o que dava na cara que era verdade o assunto da aposta.
— Bem então que outras apostas vocês já fizeram? – Ela indagou enquanto encarava os dois que pareciam absolutamente desconfortáveis com o silencio que ela ocasionara.
Algum tempo depois do silencio constrangedor e de um elfo surgir oferecendo champanhe, ela decidiu que o melhor a se fazer seria sair um pouco, aquela sala era enorme, mas mesmo com apenas 20 pessoas nela parecia um pouco claustrofóbica para Lily, a coisa certa a se fazer era sair tomar um ar, quem sabe admirar o céu e voltar como se a vontade de não estar ali não existisse, e foi o que ela fez.
A casa dos Potter não era uma mansão, mas com toda a certeza não dava para se referir como uma casa pequena, ela era branca, tinha dois andares e provavelmente tinha mais quartos do que moradores, mas ainda assim não era uma mansão, ou não parecia pelo menos não para ela, a casa era realmente aconchegante e acolhedora, mas ao mesmo tempo Lily queria estar com sua família, em sua casa, com as suas coisas, talvez ninguém a entendesse, mas apesar do desprezo de Petúnia, ela nunca deixou de considerar aquela casa seu lar, com o jardim maravilhoso de sua mãe com todos os lírios e todas as petúnias.
O céu estava tão estrelado quanto era possível para uma noite de véspera de ano novo, na verdade ela imaginava que ela nunca tinha visto um céu tão bonito, ela suspirou Lily amava as estrelas, logo após amar as flores.
Ela observava tão atentamente a noite estrelada que nem percebeu uma mulher se aproximar, ela era alguns centímetros mais alta que a ruiva, mas tinha alguns fios brancos já aparente, vestia uma roupa de festa branca como se pedisse a paz no mundo, ela parou ao lado de Lilian observou o céu por algum tempo antes de começar a falar.
— Eu imagino que essa recepção esteja um pouco chata para você. – Disse Euphemia com um pequeno sorriso no rosto, ela gostaria de negar, mas a falta da família dela e de gente que ela conhecesse além dos marotos era um dos motivos que a deixava quase entediada. – Bem vocês adolescentes podem superar um pouco de tedio acredito, é a primeira vez que passa essa data longe de sua família?
— Sim, natal e véspera de ano novo sempre foram muito importantes pra mim, sempre imaginei que passaria com a minha família, minha irmã e eu tivemos uma discussão alguns dias atras e eu resolvi vir, achei que fosse ser o melhor, na verdade eu nem sei porque estou contando isso para você. – E ela não tinha ideia mesmo, mas nem pode se dar ao luxo de pensar o motivo.
— Bem eu sempre briguei com a minha irmã, na verdade até deixamos de nós falar, imagino que não pelo motivo que você, eu me casei com um Potter fui a desonra da família obvio que logo após ter sido selecionada como grifinoria foi o que mais chocou. – Euphemia falava com uma tranquilidade como se tivesse falando da vida de outra pessoa. – Eu também não sei onde quero chegar, nem o motivo de querer ver as estrelas e a encontrar aqui, mas imagino que em breve descobriremos, sabe porque Lilian?
A garota ruiva não sabia, ela nem fez questão de abri a boca para tentar responder.
— Tudo nessa vida tem um motivo, imagino que você está exatamente onde deveria estar essa noite. — Dizendo isso ela se dirigiu para dentro enquanto deixava a ruiva pensativa para trás.
James – Sala dos Potter.
— Vocês viram a ruiva? – Já era a decimas vez que ele perguntava aos amigos e a única coisa que conseguira deles era um silencio perturbador. – Eu quero mostrar uma coisa pra ela.
— O que seria essa coisa posso saber pontas? – Disse Sirius arqueando a sobrancelha com curiosidade – Seu quarto?
— Não seja bobo Sirius, isso não realmente impressionante de se mostrar a uma garota, ainda mais a Lily. – Ele disse sério, na verdade ele queria mostrar a sala secreta de seu pai, Lilian era uma amante de poções era a melhor aluna de Hogwarts, e talvez ele conseguisse conversar com ela mais cinco minutos com um pouco de privacidade.
— Bem eu vi uma cabeleira ruiva saindo lá fora, talvez se você quiser verificar. – Remos disse com um pequeno sorriso e depois virou para Sirius – Pode passar pra cá.
Mas James nem deu muita bola, ele saiu em direção ao céu estrelado.
Sala de poções, casa dos Potter. – Alguém.
A sala era bem iluminada, diferente da sala nas masmorras em Hogwarts, mas nenhuma pessoa que estava naquela sala sabia o que tinha dentro dela, e o quão importante seria para o futuro de todos ali.
James observava a ruiva ao lado dela com um olhar de extremo enquanto, ela era apaixonada pelas aulas de poções e ele até pensara em se gabar dizendo que seu pai era um excelente preparador, tanto que criara uma loção para os cabelos rebeldes o ruim é que não servia para nenhum Potter, o cabelo era indomável custava o que custasse, mas provavelmente Lily já sabia e mesmo que uma parte dele quisesse falar isso, sabia bem no fundo que aquilo não mudava nada para ela, não era algo que ela se importasse.
— Bem o que seria isso? – Lilian perguntou para James apontando para o caldeirão.
— Na verdade eu não faço ideia, papai tem trabalhado em algo super secreto, eu já tentei todas as maneiras de descobrir, mas ele consegue ser bem evasivo quando se trata disso. – James disse enquanto observava o caldeirão que continha algo muito similar a uma nuvem, na verdade ele não tinha uma comparação melhor para dar.
— Bem parece uma poção bem complicada. – Ela suspirou.
O silencio tomou o cômodo, nenhum deles sabia o que falar, então apenas ficaram observando o caldeirão com aquele aspecto nublado dentro onde saia algumas fumaças.
Eles ouviram a porta abrir e então algumas vozes “Não eles não devem estar aí” e “é o único lugar onde não procuramos” e então “Você sabe que se Fleamont descobrir que estamos aqui vai matar a gente.”, a ruiva tentara focar em algo, mas não conseguia ver nada, era como se fossem fantasmas falando, mas as vocês eram bem conhecidas, até mais do que ela gostaria.
James entendeu que os amigos queriam bisbilhotar e soube na hora que estavam com uma capa, mas na hora que foi se virar para Lilian explicar o que estava acontecendo ele deu um passo para atras esbarrando no caldeirão e então ele só arregalou os olhos de preocupação, rezou para que nada acontecesse, para que ele estivesse sonhando, seu pai ia matar ele.
Mas já era tarde demais, a escuridão tomou conta de todos.
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