Notas iniciais
Voltei depois de um LONGO LONGO LONGO hiatus... me perdoem por favor!

Escutamos Bella gritando do andar de cima mais uma vez.

-Desculpe, tenho que voltar para a Bella. – disse Carlisle.

Assenti.

Leah saiu de um cômodo da casa juntamente com Seth e veio até mim.

-Rachel? – ela perguntou – O que está fazendo aqui? Está tudo bem?

Ela olhou para a minha perna.

-Ah, foi só um corte. – falei

-E como você veio parar aqui?

-Ela se perdeu na floresta. – disse Riley aparecendo pelo corredor. –Quase foi morta por um urso, sorte que estava caçando pelas redondezas.

-Se perdeu de novo? – perguntou Leah

-É, parece que eu sou mesmo uma garota urbana agora.

-Ele te machucou?

Riley fez uma cara de quem se sentiu ofendido.

-Por que todos perguntam isso?

-Por que acho que todos sabem que você é um sanguessuga anarquista! – disse Leah quase indo para cima dele

Seth entrou na sua frente.

-Leah, não viemos para lutar, lembra? – ele falou – Não importa o quão irritante o vampiro possa ser.

Riley aceitou a ofensa assentindo.

-Pronta para ir para casa? – ele perguntou se virando para mim.

-Você não vai levá-la a lugar nenhum. – disse Leah

-Hey, está tudo bem, Leah. Mas mão precisa se importar, Riley. – falei – Sei que todos tem coisas importantes para se preocupar. Tipo a saúde de Bella.

-A minha presença não fará diferença aqui. – ele disse

-Podemos te levar, Rachel. – disse Seth

-Não precisam fazer isso, sério. Nenhum de vocês...

Fui interrompida por mais um grito. Seth e Leah se viraram para a escada e subiram como um raio.

Riley colocou as mãos nos bolsos da calça e encolheu os ombros.

-Acho que só sobramos eu e você.

Ele era mesmo muito insistente.

O segui até a cozinha.

-O quê? – falei – Você vai me carregar no colo mais uma vez?

Ele franziu a testa.

-Não! Vou pegar o carro do Edward emprestado. Ele não tem usado com freqüência.

Descemos uma escada escondida atrás de uma porta, as luzes da garagem se ligaram automaticamente, reluzindo nos carros.

-Uau. – consegui falar

Havia uma BMW M3 vermelha, uma Mercedes S55, um Jeep Wrangler, um Porshe 911 e um Volvo C30.

-Estes carros são todos de vocês? – perguntei

-Não. Cada um pertence a um Cullen. Infelizmente não ganhei o meu ainda.

-E qual você queria?

-Um Camaro preto.

-Ah, que modesto.

Riley foi até o Volvo e o mesmo apitou, ele abriu a porta do passageiro para mim.

-Tem certeza que Edward não vai ficar bravo com você?

Ele encolheu os ombros.

-Ele está cuidando da namorada-cadáver dele. Ele não vai se importar.

Franzi a testa e entrei no carro. Ele fechou a porta e logo em seguida estava dentro do carro. Me assustei.

-Foi mal. – ele disse com um sorriso malicioso – Coisa de vampiro.

Sorri e ele deu partida no carro.

Riley não dirigia com cuidado, muito pelo contrário, eu praticamente voava quando o carro deslizava ao fazer as curvas. O cinto começou a me machucar na última curva, dei graças a deus por não ter mais nenhuma. Me assustei quando vi a placa de La Push passar por nós. Ele havia quebrado o código. Não falei nada, ele sabia o tamanho da confusão em que estava se metendo.

Ele não diminuiu a velocidade quando entrou na reserva, e quando estacionou na frente da casa de Billy, quase voei pela janela.

-Chegamos. – ele disse

Como se eu não tivesse percebido.

Soltei o cinto e saí antes dele vir com cavalheirismo.

-Como sabe onde moro? – perguntei

Ele saiu do carro.

-Já perdi a conta das vezes em que vim aqui para espiar Bella enquanto ela saia com seu irmão.

-Mas por que você e não Edward?

-Ele não tem cara de pau o bastante para vir até aqui. Ele estava presente quando fizeram o acordo de terras entre vampiros e lobisomens, não eu.

Ah, nossa.

Paul e Billy saíram da casa, Paul olhou para Riley com ódio.

-O que você estava fazendo com essa coisa? – perguntou

-Nossa, ele é mesmo engraçado quando fica com ódio. – disse Riley

-Riley... – falei

Paul atravessou o espaço que o separava de Riley, agarrou-o pela jaqueta de couro e o jogou por cima do capô do Volvo.

-O que você estava fazendo com ela?! – grunhiu Paul

-Paul, acalme-se. – disse Billy

Segurei o braço de Paul.

-Chega, Paul! – falei – Riley me salvou de um ataque de urso, eu me machuquei e ele me levou até o Dr. Cullen! Só isso.

-Ele poderia ter te matado! – disse Paul virando-se para mim com as mãos cerradas.

Ele estava falando do urso ou do vampiro? Acho que era dos dois.

-É, podia, mas ele me salvou.

Nós nos olhávamos agora, dava para ver que Paul sofria de um conflito interno, matar o vampiro ou me escutar. Por fim, ele abriu as mãos, antes cerradas. Eu o abracei, ele não tinha culpa do que tinha acontecido, e até entendo essa obsessão por mim. Ele era quente, todo o frio que eu estava sentindo, apesar das três blusas que estava usando, desapareceu. Poderia ficar ali a noite inteira.

Riley levantou-se e olhou o estrago no capô.

-Nossa, que beleza. Edward vai me matar.

Paul me soltou e virou-se para ele.

-Eu posso adiantar o trabalho dele.

-Ei, chega! – falei, me virei para Riley – Obrigada pelo resgate mas acho melhor você ir embora.

-Agora que a diversão estava começando?

Paul estava pronto para lhe dar um soco ou algo do gênero quando entrei no meio dos dois.

-Riley, é sério.

O vampiro deu um sorriso malicioso e disse:

-Vou querer o dinheiro do seguro.

Paul tinha conseguido desviar de mim para atacá-lo, mas Riley já estava dentro do carro, e tinha dado a partida.

Eu olhei para Paul.

-O que foi isso? – perguntei

-O que foi isso?! O que foi... Rachel, você estava com um sanguessuga e esperava que eu o deixasse impune depois de invadir a nossa reserva e te levar para o covil dele?!

-Paul, ele me salvou de um ataque! Preferia que eu morresse?

-Não! Rachel...

-Acontece que enquanto ele salvava a minha vida você estava dando uma de seguidor do Sam por aí!

-Chega, vocês dois! – disse Billy – Paul, é melhor você ir embora.

Ele olhou para Billy e assentiu.

-Cuide dela por mim. – ele disse

Depois virou-se para a floresta e desapareceu.

Billy me olhou e cruzou os braços.

-Não me olhe assim. – falei

Me virei e entrei em casa, Billy veio logo atrás.

Jake não dormiu em casa, estava nos Cullen, como de costume. Então acabei dormindo no quarto dele. Acordei sem dores musculares e feliz da vida, não me importando com o desastre que havia sido o dia anterior, e a avalanche de acontecimentos. Seth e Leah estavam agora eram aliados de Jacob, mas ele não os queria por perto, não queria que eles ficassem lhe rondando, então fiquei de encontrar Leah na casa de Charlie, cuja era a nova casa dela e de sua família.

Charlie atendeu a porta e ficou surpreso em me ver.

-Minha nossa, Rachel!

Eu sorri.

-Como vai, Charlie?

-Meu deus, como você cresceu! E está linda!

-Ok, Charlie, ela já entendeu, deixe a garota respirar. – disse Sue aparecendo na porta

Ela me abraçou depois que entrei.

-Já estamos de saída. – disse Leah descendo as escadas que dava para o hall

-Mas já? Não vão querer alguns biscoitos? – disse Sue

Minha boca encheu d’água ao pensar nos biscoitos, mas Leah falou antes de dar a resposta.

-Não, obrigada, vamos comer na lanchonete. Precisamos ter umas conversas de amigas.

-Oh, ok.

Leah pegou meu braço e me puxou para fora da casa, ao nos aproximarmos do meu carro, ela me puxou mais uma vez.

-Meu deus, o que aconteceu? – perguntei depois de descermos as escadas da varanda

-Nada, só preciso sair um pouco. Vamos andando até a cidade. — ela disse com um tom normal

Eu a lancei um olhar confuso.

-Eu só... Eu só preciso sair deste mundo por uns instantes, tá? – ela disse — Tipo, lembrar que eu tinha uma vida antes de virar um lobo gigante.

-Eu nunca te vi como um lobo. – falei batendo um ombro no dela – Você deve ser maravilhosa.

Leah revirou os olhos.

-Você é louca. – ela disse andando pela calçada

Nós duas demos risada.

-Olha só pra gente. – falei seguindo-a – Falando normalmente sobre lobos gigantes.

-Ainda me lembro de quando éramos crianças e brincávamos na reserva, correndo de um lado para o outro, sem preocupações, só fantasiando o nosso próprio conto de fadas.

Eu sorri nostalgicamente.

-Era muito bom. – falei

-Falando em conto de fadas... Fiquei sabendo do incidente com Paul e Riley ontem.

-Meu deus, como as notícias correm nesta cidade.

-Na verdade, eu escutei da boca do próprio Riley. Se gabando por que entrou na reserva e encarou Paul.

Revirei os olhos.

-Mas o que realmente aconteceu? – ela perguntou

-Bem, depois de Carlisle me curar, ele ofereceu para me dar uma carona, e eu aceitei, mas eu não pensei que ele iria entrar na reserva para provocar ciúmes em Paul.

-É, não tinha como você saber mesmo. Estes vampiros são imprevisíveis.

-E como andam as coisas lá?

Ela me olhou, curiosa.

-Desde quando você quer saber o que rola na casa dos Cullen?

-Não me olha assim! O meu irmão se apaixonou por uma morta-viva cuja o namorado é um Cullen, é claro que eu quero saber o que está rolando. Ninguém me fala nada.

-Bem, Bella está em uma situação crítica, digo, crítica mesmo. Ela piorou muito, tanto que está internada na casa dos Cullen em um quarto adaptado.

-Isto é horrível. – falei franzindo a testa

-Nem me fale. Jacob não consegue sair do lado dela, e nem Edward.

-Novidade.

-E quanto e você e Paul?

-O quê?

-Você não me contou tudo o que aconteceu ontem.

-Ah, é. Bem, claro que Paul estava em casa me esperando chegar, viu Riley e o jogou por cima do carro de Edward.

-Uau. – ela disse e deu uma risada – Eu adoraria ter visto isso.

Eu a olhei.

-Não tem graça! Eles podiam ter se matado!

-E daí? Pelo menos você ia ficar livre dos dois.

Fiquei calada. Ela me olhou surpresa.

-Ai meu deus, Rachel. Não vai me dizer que...

-Que o quê?

-Que você está começando a gostar do Paul.

Senti meu rosto corar mas falei:

-Meu deus, não!

-Ah, então é o vampiro.

-Não! Leah, não!

Ela começou a dar risada.

-Não acredito que vivi para ver esta história se repetir. – ela falou

-Leah... – respirei fundo – Vamos mudar de assunto.

-Ok, ok. Mas como você os separou?

-Leah...

-Desculpe, mas eu preciso saber o que fez Paul parar, por que nada entra no caminho dele quando se trata de matar um vampiro.

-Eu falei para ele que Riley salvou a minha vida e que não tentou me matar, e então eu o abracei.

-Ah, está explicado.

Eu a dei um empurrãozinho.

-E o amor do imprinting triunfa mais uma vez! – ela disse

-Não tem amor nenhum. – falei

-Ah, Rachel, até eu que odeio esta droga de imprinting consigo ver que o Paul é completamente apaixonado por você. Então, ele mudou por você.

-Eu não posso pensar nisso.

-E por que não?

-Por que no momento eu estou pensando no meu estômago vazio!

-Ah, vamos, seja forte, só são mais uns quarenta minutos até o centro.

Ela me puxou mais uma vez.

Quando finalmente chegamos à lanchonete, depois de cortarmos um grande caminho pela floresta, pedi uma torta de frango e Leah pediu um monte de salada.

Eu a olhei.

-O que foi? – ela perguntou

-Salada? Sério?

-Olha, depois que você se torna um animal, você acaba se apegando a eles.

-Você virou vegetariana?

-Mais ou menos.

Quando a comida chegou, ficamos sussurrando uma para a outra sobre as pessoas que entravam na lanchonete, pessoas do nosso passado.

-Meu deus, o Earl bêbado não mudou nada. – falei

Ele estava no canto contando histórias com sua voz enrolada para um grupo de pescadores.

-Quase nada mudou nesta droga de cidade. – disse Leah — A não ser o surto de vampiros e lobisomens.

Leah assentiu para as pessoas ao nosso redor, elas não faziam idéia do que estava acontecendo ao redor delas, só iam para a escola, trabalhar, depois iam à lanchonete, e depois voltavam para o aconchego seus lares. Mal faziam idéia de que aqueles monstros nos quais liam em contos eram reais. Eu tinha inveja deles.

Notas finais
E aí??!!! gostaram????