Notas iniciais
N/ Miss Black: Hello gente, eu aqui de novo para perturbar vocês ..
Antes de qualquer coisa, eu tenho que explicar uma coisa. Quando a proposta do imprinting foi feita pela a Cris Black, eu pensei que fosse livre e fiz o que será apresentado para vocês. Lembrando que não tenho pratica com essas coisas. Vamos lá!
Autoras: Miss Black & Paty Black
Beta: May Black.
P.S: Fiz o pedido do Banner, mas não ficou pronto . .Sorry!!!

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POV Leah


Eu não via à hora de tudo aquilo terminar e eu poder enfim seguir a minha vida. Eu já havia decidido, iria embora depois que toda aquela confusão com os Volturi terminasse, isso se eu conseguisse sair viva de tudo aquilo.

Eu ainda não estava acreditando que estava arriscando a minha vida para ajudar os sanguessugas dos Cullens. Mesmo depois do tempo que passei “ao lado” deles eu ainda não me sentia confortável. No fundo eu sabia que só estava fazendo aquilo por causa do Jake, não podia negar o pouco da ligação que tivemos esses dias.

E aqui estamos nós. Vampiros e lobos unidos em um só propósito de defender o objeto de imprinting do Jake. Olhar para os lados e ver o olhar, a expressão de todos chega a ser torturante. Pensar no meu irmão tão novo que ainda não viveu a metade do que tinha que viver parado aqui, pronto para se sacrificar dói em minha alma.

–Lee, eu preciso que você se concentre, ficar pensando que eu vou morrer não me ajuda em nada.

–Desculpe Seth... Eu... Eu...

–Está nervosa, eu sei, mas temos que manter o foco. Eles logo estarão chegando, e teremos que estar preparados para um possível ataque.

–Vou tentar.

Eu não gostava nem um pouco daquela conversa mental, ainda mais que todos podiam ouvir. Ter os olhos do Sam em mim também não estava ajudando em nada. Ter o Sam ao meu lado todos os dias era o que deixava tudo uma porcaria de vida.

Um a um os Volturi começaram a aparecer. Com aqueles mantos negros cobrindo seus corpos. Se a intenção era deixar impressão de morte eles podiam comemorar, pois era somente nisso que eu pensava, nós iríamos morrer.

–Porra Lee. – Seth conectou-se novamente comigo mentalmente.

–Desculpe.

Reparei em cada membro da guarda italiana que estava em nossa frente. Eram todos com aquela cor pálida, ar de superioridade e olhos vermelhos sangue.

Ao que estava ao centro tirou o seu capuz supuz ser o lider deles,e os seus guardas fizeram a mesma coisa. Passei meus olhos sobre cada um com indiferença. Mas quando os meus olhos bateram numa figura olhos de olhos de rubi de um dos Volturi eu perdi o meu chão. Minhas pernas fraquejaram, senti como se no mundo só existisse nós dois e mais nada importava, só o que importava era que ele estivesse ao meu lado.

Eu não podia acreditar, estava tendo um imprinting, e pior, com um vampiro, um vampiro que eu tinha que lutar. Como eu poderia ser tão azarada?

Mas eu não poderia lutar contra aquilo, já sentia que aquele anjo do mal fazia parte da minha vida, do meu mundo. Eu estava disposta a ser o que ele quisesse. Se fosse do querer dele que eu me virasse contra os meus irmãos eu viraria. Sabia que isso era mais do que errado, era proibido, mas não podia fazer nada diante de tanto amor, diante da adoração que eu estava sentindo por aquele ser de olhos frios e expressão maligna. Agora eu teria que escolher entre lutar ao lado dos meus irmãos ou abandoná-los para ficar ao lado do meu escolhido.


POV Alec

Eu tinha mais de quinhentos anos e nunca havia tido uma companheira. Não que eu já não tivesse desfrutado da companhia de vampiras, pelo contrário, já havido tido os meus momentos, mas nada mais do que noites regadas de sexo. E não ajuda em nada a forma de vida que temos ao lado dos nossos mestres.

Desde que coloquei os meus pés em Volterra eu vivo para servir Aro Volturi, não podendo nem pensar sem que eu tenha alguém em minha cola. E a obsessão que o Aro adquiriu pelos Cullens nos levou até esse momento. Parados frente a frente com eles. Eles prontos para morrerem um pelos outros, nós prontos para matarmos um por um.

Passei os meus olhos por cada vampiro e lobo que estavam em nossa frente. Seus olhares eram mortais, possuíam ódio. A situação chegava a ser até cômica. Continuei a minha observação minuciosa e os meus olhos caíram sobre um lobo cinza de olhos penetrantes. Seu olhar estava grudado em mim, parecia poder ler a alma que eu não tinha.

Senti como se uma força puxasse-me em sua direção, era como se eu tivesse que estar ao seu lado, protegendo-lhe de todo o mal que pudessem lhe fazer.


POV Leah

–Nem pense nisso Leah. – a voz do Sam ecoou em minha mente.

–Porra Lee, um sanguessuga, ainda um Volturi. – Seth havia se metido na conversa.

–Não tenho culpa, não é como se eu tivesse escolha.

–O que aconteceu? – agora era o Jake. –Ah não Lee. – ele lamentou.–Porra Leah, isso é hora para você ter imprinting?

–Vai se foder Jake, você melhor do que ninguém sabe que não controlamos isso.

–Eu sei, mas ele é o seu inimigo, não o seu aliado.

–Você acha que eu queria ter a merda de um imprinting? Ainda mais por um sanguessuga? Tudo o que eu queria era que essa “festa” toda terminasse logo para que eu sumisse nesse mundo e nunca mais aparecesse por aqui. — senti o Seth e o Sam ficarem inquietos ao meu lado.

–Eu sei, mas concentre-se na possível luta.

–Possível luta? Eu não vou lutar contra ele Jake, não posso. E nem posso ficar assistindo esses sanguessugas irem atrás dele, e se ele ficar ferido? – senti uma dor imensa em meu peito só em pensar nessa possibilidade, eu teria que protegê-lo, não podia perdê-lo, não agora que havia finalmente o encontrado. Não era o que eu queria para a minha vida, mas se havia acontecido eu só podia aceitar.

–Eu não vou deixar ninguém chegar perto dele. – Jake prometeu.

–Jake eu...

–Lee, você confia em mim ou não? Eu estou falando que não vou deixar ninguém chegar perto dele.

–Tanta gente para isso e ela tem imprinting justo com um inimigo, isso só pode ser birra. – Paul falou ao sentir o que tinha acontecido.

–Não podemos lutar contra eles. – eu suplicava ainda encarando aqueles olhos.

–Concentre se Leah. – a voz do Sam era dura.

–Mas Sam... – tentei protestar.

–Eu mandei você se concentrar. – não pude fazer mais nada depois da forma que ele falou só me restou acatar a ordem.

Ele estava com os olhos em mim, devia estar sentindo a gravidade que estava nos puxando um para o outro.


oOo


Passaram horas que estávamos ali. Por sorte não passamos de conversa e conseguimos provar para os Volturi que os Cullens eram inocentes.

Eu não via à hora de sair daquele lugar, e quando finalmente pude sair eu corri para longe sobre os protestos do Sam.

– Leah. – ele gritou em minha mente. –Leah volta aqui.

– Lee. – Seth se meteu e começou a correr ao meu lado.

–Volta Seth, preciso ficar sozinha. – apertei ainda mais as minhas patas na terra e corri sem rumo e direção, eu precisava clarear a minha mente.

Desviava das árvores em minha frente com muita precisão. Senti a presença de algum lobo me acompanhando no silêncio, mas não lhe dei atenção, continuei correndo até que ele não se fazia mais presente. Eu não podia ter sofrido imprinting com aquele ser de olhos ruins e maldosos. Aquele ser com aqueles olhos de rubis que penetravam a minha alma.

Sons estranhos passaram a sair do fundo da minha garganta, eram sons bestiais. Se tivesse pessoas ao meu lado elas estariam assustadas, eu rosnava, mas sabia o que estava acontecendo, eram sons de um animal, mas um animal que estava sofrendo, uma fera que sentia uma dor em sua alma. Meu corpo não aguentou mais e simplesmente desabou. Eu não sabia onde estava. Só sabia que o meu corpo imenso de lobo estava ao chão, com a face encostada na terra, comendo poeira. Eu não tinha força para levantar. Meus sons de rosnados passaram a ser soluços. Senti algo salgado no meio dos meus lábios. Eu havia deixado a minha forma de loba sem perceber. Apertei o meu corpo nu com força e deixei aquela tristeza que deveria ser alegria se apossar do meu corpo.

Não sei quanto tempo fiquei daquele jeito deitada agarrada ao meu corpo. Meus gemidos de dor e soluços já haviam cessado e agora eu sentia o cheiro da terra em minhas narinas e o gosto da terra em meus lábios. Ainda sem força para ficar em pé, sentindo os meus olhos inchados, percebi meu corpo ficar arrepiado. Eu não estava sozinha naquele local. Sem mover o meu corpo elevei os meus olhos em direção das árvores. Mesmo no escuro pude ver o seu corpo alvo, os seus olhos de rubi que deixavam o meu corpo arrepiado. Ele estava imóvel entre as árvores, um ser humano não o veria ali e nem teria sentido a sua presença. O seu manto preto cobria o seu corpo e a sua cabeça, mas percebi quando a sua língua passou sobre os seus dentes em sinal de desejo. Ele parecia um demônio parado ali com aquele manto, não parecia, ele era um demônio que havia aparecido para me atormentar.

Como se ele nem tivesse se movido saiu das árvores e parou há alguns metros de distância de mim com tanta leveza que eu me senti hipnotizada. Ele tinha sentido a conexão que tinha acontecido entre a gente, mas em seus olhos estava claro que ele também não compartilhava daquela conexão e que não estava disposto a continuar com aquilo, ou seja, ele me mataria.


POV Alec

O olhar que aquele lobo de pelagem cinza estava deferindo em minha direção estava me deixando incomodado, ou melhor, excitado.

Senti o meu veneno salivando em minha boca e uma vontade imensa de cravar os dentes naquele pescoço, mas a vontade de saber como era na forma humana também era grande, isso me assustou e surpreendeu, mas foi isso que eu fiz quando toda aquela batalha que não me pertencia terminou.

–Alec. – Jane me chamou ao ver que eu já me dirigia para longe dali. –Aonde você vai?

–Preciso fazer uma coisa, já terminamos aqui não é? – ela deve ter sentido o olhar do lobo em minha direção também.

–Que coisa Alec?

–Já terminamos aqui, não terminamos?

–Alec. – Aro se aproximou de mim lentamente. –Está acontecendo alguma coisa?

–Nada. – eu já não suportava mais a presença daquele homem na minha vida.

–Nada? E por que a minha querida Jane está com esse olhar mortal em sua direção?

–Eu disse que preciso fazer algo, e ela não quer aceitar.

–O que seria? – ele sorriu abraçando a Jane que pareceu extasiada com aquele toque.

–Coisas minhas. – o sorriso que ele tinha sumiu.

–Isso é você se revoltando contra a sua família Alec? – Jane agora ficou inquieta ao lado dele.

–Não sei ainda o que é, eu só sei que preciso sair e pensar.

–Pensar? O que você precisa pensar?

–Em algumas coisas Aro. – eu não ficaria ali perdendo o meu tempo.

–Alec. – Aro me chamou de novo. Respirei fundo e voltei a olhá-lo. Dessa vez olhei com ódio, eu não suportava mais toda aquela situação. Viver naquele castelo abaixo de ordens atrás de ordens. Eu não tinha direito de dar ouvidos aos meus desejos, sentimentos e não podia viver a minha vida como eu queria. –Você está com raiva de mim Alec? – aquela sua voz serena que tentava passar uma coisa que ele não era atingiu os meus ouvidos. –Eu lhe fiz uma pergunta e gostaria de obter respostas.

–Eu já disse que preciso pensar Aro. Já terminamos aqui não foi? – ele encarou a Jane que lhe encarou de volta. Ela estava passando o que havia reparado.

–Interessante Alec. – Aro voltou a sua atenção para mim com um sorriso maligno na face. –Por que será que o lobo cinza estava lhe olhando daquele jeito?

Senti o meu corpo tremer com a forma que ele falou daquele lobo que eu nem sabia o porquê de estar me olhando daquele jeito. Ele o cobiçava.

–Agora eu entendo o porquê você quer sair para pensar. – ele se aproximou de mim. –O olhar foi intenso demais, deixaria qualquer um perturbado mesmo. – ele estendeu a mão para me tocar, mas eu evitei o contato, não o queria na minha mente, tinha intenção de ir atrás daquela fera.

Ele arqueou a sobrancelha e sorriu.

–Vá pensar Alec. – o tom da sua voz havia mudado. –Vai pensar e depois conversamos. – aquilo tudo parecia um truque, mas eu não me daria o luxo de ficar pensando se era ou não. Virei às costas e corri na direção que o lobo cinza correu.

Tive que contornar quase todo o território, para que os Cullens não sentirem o meu cheiro e os restos dos lobos também, mas demorei mais da metade do tempo que eu demoraria se tivesse feito o mesmo caminho que ele. Por várias vezes senti o seu cheiro e depois de quase o dia todo, eu a avistei deitado no chão totalmente imóvel.

Meus olhos ficaram arregalados ao constatar que era uma mulher. Ela era uma loba e não lobo como eu tinha pensado quase o dia todo. Eu só a segui porque queria saber o porquê do olhar penetrante, e agora a imagem que eu tinha era de uma linda mulher de pele morena totalmente nua deitada no chão frio e sujo.

Algo dentro de mim brigava com o demônio que queria matá-la, algo dentro de mim queria tê-la nos braços e amá-la enquanto o assassino que existia dentro do meu ser queria aniquilar e ceifar a vida daquele inimigo.



POV Leah

Ele se aproximou de mim em passos lentos. Eu não poderia mais ficar deitada naquela mata. Busquei força do meu interior e fiquei em pé, deixando meu corpo a mostra. Seus olhos passearam pelo meu corpo.

–O que você está fazendo aqui? – a minha voz saiu rouca pela quantidade de tempo que fiquei sem falar somente chorando.

–O que você está fazendo aqui? – fechei os olhos quando escutei o som da sua voz. Ela era linda aos meus ouvidos, mesmo sendo voz de um ser maligno.

Abri os olhos novamente e para o meu total espanto ele estava ainda mais perto de mim. Já havia tirado o capuz e agora eu podia ver melhor os seus olhos vermelhos cor de sangue passeando pelo meu corpo. Ele voltou a passar a língua sobre os caninos e percebi o seu veneno. Era impressionante como aquele ato havia me hipnotizado, como o cheiro dele não era ruim ao meu olfato, pelo contrário, ele tinha um cheiro maravilhoso, era único.

–Você sabe que eu vou te matar, não sabe? – a voz dele trouxe-me de volta ao momento. –Eu achei fascinante a forma que você ficou me olhando, mas só quero provar do seu sangue. – ele aspirou o meu cheiro no ar. –Você tem o cheiro delicioso, é diferente do cheiro dos outros.

Ele deu mais dois passos em minha direção.

–Triste será privar as pessoas desse seu cheiro. – seus dedos tocaram a minha face. O seu toque gelado queimou a minha pele, era literalmente fogo e gelo tocando-se naquele momento.

Eu não o atacaria, mesmo que quisesse eu não teria forças para destruir aquele ser divino que estava parado em minha frente pronto para cravar os dentes e terminar com a minha vida. Fechei os meus olhos e aguardei a morte chegar. Com ela viria o final do meu sofrimento de anos e eu não precisaria viver aquela magia chamada imprinting.

–Prometo que não vai doer nada. – sua voz rouca invadiu a minha audição.

Fechei ainda mais os olhos e esperei sentir a dor, mas ouvi um rosnado bestial ecoando por todos os lados da floresta. Abri os meus olhos assustada com aquilo e o ser em minha frente olhava para os lados com cara de assustado. Segui o seu olhar e uma alegria encheu o meu peito. Meus irmãos estavam ali, toda a minha matilha estava presente. Reconheci um por um.

–Se afasta dela. – Jake saiu de trás de uma árvore. Alec olhou para ele e depois olhou em minha face. –Eu não vou mandar de novo, se afasta dela ou eu vou matá-lo.

Fechei os olhos com aquelas palavras. Eu sabia que ele não faria aquilo, nem podia, mas o vampiro em minha frente não tinha conhecimento dessa parte. E eu torcia para que ele sentisse medo e me deixasse ir embora.

–A ligação de vocês é incrível.

–Vou falar só mais uma vez. – a voz do Jake estava ameaçadora. -Se afasta dela agora! – finalmente os dedos dele deixaram a minha face e com um sorriso totalmente demoníaco nos lábios ele deu alguns passos para trás. Suas mãos estavam no ar como se mostrasse que não estava mais tocando em mim.

–Agora é a parte que lutamos e eu morro? – indagou cinicamente. Estava na cara dele que se o matasse estaríamos lhe fazendo um favor. Me fez pensar que ele sabia que aquilo podia acontecer se ele me seguisse.

–Não. – Jake se aproximou de mim entregando um pano em minha mão. –Veste. – ele voltou à atenção para o vampiro em nossa frente que nos encarava. –Essa é a parte que você sai correndo de volta para os seus sanguessugas de merda. Eu não quero e nem posso lhe matar, isso acabaria com a vida de uma pessoa que eu gosto muito. Agora sai daqui.

–Você vai realmente perder a chance de me matar? Eu não a deixaria viva, nenhum de vocês se o caso fosse ao contrário.

–É isso que nos torna melhor do que você. Isso que nos faz dignos. – o sorriso que o anjo do mal carregava naqueles lábios lindos sumiu. –Vou lhe dar cinco minutos. – os outros lobos saíram mais um pouco das sombras das árvores e aos poucos foram o encurralando, eles precisavam assustá-lo.

Ele sem muita pressa olhou em minha direção com um brilho intenso nos olhos, colocou o capuz do manto negro sobre a cabeça e virou as costas lentamente sumindo no meio das árvores. Permanecemos parados da mesma forma. Ninguém mexia um músculo, afinal aquilo poderia ser um truque dele. Quando não sentíamos mais o cheiro dele tão forte quanto estava nos permitimos nos mexer.

–Como você está? – Jake depositou a mão em meu ombro e olhou em meus olhos com um olhar terno.

Totalmente inconsciente dos meus ato eu o abracei e voltei a chorar. O meu corpo todo doía, cada músculo, tudo estava doendo, mas nada era comparado a dor que eu estava sentindo no meu interior. Nada podia ser igualado ao vazio e ao sentimento de solidão que se apossou do meu corpo quando percebi a figura daquele ser saindo pelo meio das árvores. Eu estava sozinha de novo.


POV Alec

Atravessei os portões de Volterra sentindo meu peito pesado. Eu não tinha mais um coração batendo para sentir dor, mas era isso que eu sentia. Era um aperto no peito e eu não sabia o porquê.

A viagem até aqui tinha sido solitária demais, eu nunca me importei de ficar sozinho, mas depois que os meus olhos encontraram aquele ser de olhos negros e pele morena tudo em minha volta que um dia importou para mim pareceu insignificante. Nada mais fazia sentido e nem era mais tão importante assim.

–Pensou? – Jane veio me receber. Nada respondi, segui para o meu quarto que ficava no castelo de pedra. –Aro quer falar com você.

–Depois eu vou.

–Agora Alec. – respirei fundo e rumei ao salão principal, onde os anciões passavam os seus dias dando ordens ao mundo dos vampiros.


oOo


–Queria falar comigo Aro? – adentrei a sala e como sempre ele estava sentado em seu trono.

–Pensou?

–Todo mundo irá me fazer essa pergunta agora? – ele sorriu.

–Você anda muito cheio de si Alec. Existi algo que esteja lhe incomodando? Alguma coisa que você queira me falar?

–Tirando o fato de que eu não aguento mais tanta cobrança? Acho que não.

–Desde quando o gêmeo insignificante resolveu mostrar que existe? – Caius perguntou.

–Caius meu irmão, Alec não é insignificante, ele só estava precisando pensar, não é Alec?

–Sim.

–Então eu vou perguntar de novo, pensou?

–Sim.

–Que bom. Acho que agora você pode voltar ao normal não é? Deixar esse seu lado que se importa com as coisas de lado e voltar a ser quem você é, não pode?

–Sim.

–Que bom. Acho melhor você ir descansar, ou até mesmo tomar um banho, pois o seu cheiro está meio estranho. – fiz uma pequena reverência aos dois e saí do grande salão indo em direção do meu quarto.

Senti-me preso no exato momento que a grande porta de bronze fechou-se atrás de mim. Uma sensação de que eu não pertencia mais aquele lugar afundou-se no meu ser. O vento entrou pela janela e eu senti o cheiro dela em minhas mãos e um pouco em minha roupa. Em um ato involuntário levei os dedos em direção das minhas narinas e aspirei aquele cheiro que para mim era maravilhoso, era doce, inebriante, era excitante e sem dúvida apaixonante.

Imagens da forma que ela me encarava enquanto estávamos na batalha tomaram conta da minha mente como se fosse uma fita sendo rebobinada. A forma que ela estava deitada ao chão, o que o meu corpo sentiu quando eu passei os dedos em seu rosto e o quanto eu hesitei em matá-la quando senti a sua pele quente. Mesmo que o resto da matilha não aparecesse, eu sabia que não seria capaz de matá-la, eu só não sabia o porquê.

POV Leah

Eu estava deitada em minha cama. Assim que cheguei em casa minha mãe me encheu de mimos e me ajudou a tomar banho e agora enfim eu estava sobre as cobertas dentro do aconchego do meu quarto. Eu sentia-me cansada fisicamente e mentalmente, contudo o cansaço físico não era o suficiente para me fazer dormir. E a minha mente não parava de pensar nele. No seu toque em minha pele, no seu cheiro e na forma que eu viveria agora que estava longe do meu objeto de impressão.

–Lee. – Seth bateu na porta do meu quarto. –Posso entrar?

–Pode Seth. – não adiantaria nada falar que não, ele entraria do mesmo jeito.

–Como você está?

–Bem. – respondi virando o rosto para o lado da parede e segurando o choro. Senti a sua mão alisando os meus cabelos que ainda estavam molhados. –Eu vou ficar bem. Não precisa se preocupar. Vou seguir o plano que eu tinha... Vou embora daqui.

–Você ia embora porque ainda estava apaixonada pelo Sam, agora que sofreu imprinting com outro, você pode ficar.

–Como que eu vou ficar aqui Seth? Você consegue me explicar? Ou ter uma solução para essa dor que está me matando? Se você tem, por favor, me fala, porque não quero sofrer mais do que eu já sofri nessa vida. – seus dedos tocaram as lágrimas que estavam caindo dos meus olhos.

–Você está chorando?

–Eu choro Seth, se você ainda não reparou eu me transformo em lobo, mas ainda sou humana. – ele sorriu, já estava acostumado com o meu mau humor, e hoje em particular ele estava pior.

–Desculpe, eu só achei estranho você chorar, não a vejo derramar uma lágrima desde que o nosso pai morreu. Vou deixar você dormir, você deve estar muito cansada. – seus lábios tocaram a minha testa. –Vai dar tudo certo, nós vamos conseguir dar um jeito nisso, nem que eu tenha que ir até Volterra e trazer aquele sanguessuga para você.

Eu tive que sorrir com essa, o meu irmão tinha esse poder sobre mim. Eu podia estar no meu pior dia, mas ele sempre conseguia fazer com que eu sorrisse, era por isso que eu o amava.

–Eu lhe amo Seth, e quero que você saiba que se alguma coisa acontecer comigo você tem que cuidar da mamãe.

–Não quero falar sobre isso Lee. – ele pareceu perturbado com aquela conversa. –Eu já disse que vamos dar um jeito, amanhã mesmo converso com o Sam e veremos o que vamos fazer a respeito. – ele voltou a beijar a minha testa e dessa vez saiu do quarto me deixando sozinha.

Não consegui mais lutar contra o cansaço e deixei a escuridão me guiar torcendo para que quando eu acordasse tudo não tivesse passado de um terrível pesadelo.


oOo


Acordei pela manhã e reparei que não tinha sido um sonho, ou melhor, pesadelo. Eu estava deitada na minha cama com a mesma roupa que tinha colocado na noite anterior e tudo parecia como na noite anterior, a diferença era a pessoa que estava sentada em uma cadeira ao lado da minha cama me observando.

–Veio ver se eu não tinha surtado? – Jake estava parado olhando-me com pena. –Não faz isso, por favor, me olha com qualquer olhar, mas não sente pena de mim, se você não quer me deixar pior do que eu já estou não me trate como se eu fosse quebrar.

–Você não entende que eu consigo entender você? Já parou para pensar em que situação eu me encontro? Se ela não me aceitar? Ela é uma criança Leah, ela pode me rejeitar também.

–Mas ela tem a completa noção da sua existência.

–E ele tem da sua.

–Mas ele não sentiu e nem sente nada por mim Jake, diferente do que a Nessie sente por você. Você sabe muito bem que ela tem sentimentos por você, mesmo não sabendo o que eles realmente representam ainda. Eu não o terei ao meu lado nem para tê-lo como amigo, e eu não sei quanto tempo o meu corpo e ser irão aguentar isso.

–Eu conversei com os Cullens ontem.

–Mais essa agora. Mais gente para sentir pena de mim.

–Ninguém está sentindo pena de você. E eu fui colher informações sobre ele. – a conversa me interessou. Jake sorriu ao perceber o quanto eu mostrei interesse com aquilo.

–E então?

–O nome dele é Alec Volturi, ele é irmão da Jane, a loira que estava ao lado dele. Assim como a irmã dele ele possui poderes especiais. Ele tem o poder de neutralizar o sentido de uma ou mais pessoas ao mesmo tempo, deixando-a sem sentido. O que me faz pensar que ele poderia ter usado isso contra a gente, e não usou. Ele simplesmente foi embora como mandamos.

–Você está querendo encontrar esperança onde não tem Jake.

–Alguém tem que tentar encontrar já que você desistiu de lutar.

–É uma batalha sem chances de ser ganha. Aceite e faça os outros aceitarem, porque eu já aceitei.

–Você pensa que será fácil?

–Com o tempo eu não vou mais sentir e quando eu perceber não estarei mais nesse mundo.

–Quando foi que você se tornou tão amarga?

–Quando tudo que um dia eu sonhei para mim foi tirado das minhas mãos. Agora se você puder me dar licença, eu preciso me arrumar. – mesmo contra a vontade ele saiu do quarto bufando. Eu sorri com aquilo, o tempo de convivência que tivemos me deixou mais próxima dele e de certa forma eu ficava feliz em saber que ele queria o meu bem.

oOo

Dias após a visita dos Volturi eu me encontrava pior do que o dia que os meninos me encontraram na mata. Eu nunca pensei que fosse ansiar tanto para morrer algum dia na vida como eu estava ansiando agora. Nada mais fazia sentido. Minha vida que já era amargurada ficou ainda pior

POV Alec

Dias, que pareceram meses, foi esse o tempo que passou depois da nossa pequena visita aos Cullens e nada nem ninguém conseguia fazer com que eu parasse de pensar nela.

Acredito que se eu fosse afortunado pelo sono eu teria sonhado todas as noites com ela me olhando com aqueles olhos lindos e profundos.

Eu não sentia mais vontade de nada. Nem me alimentar eu estava mais fazendo e não entendi o porquê de tudo aquilo. Ela era uma simples loba que havia se juntado com os Cullens para irem contra as leis dos vampiros, contra as leis que eu fui criado desde que me tornei o que sou hoje. E nada daquilo era perdoável. Acontece que nada daquilo mais me importava. Já fazia tempos que eu não me sentia mais bem-vindo ao meio da guarda, mesmo tendo a minha irmã por perto, eu sentia como se aqui não fosse mais a minha casa.

–Alec. – eu estava parado fazia uma hora na mesma posição olhando Aro punir uns vampiros que haviam ido contra as suas leis.

–Sim... – virei em sua direção.

–Você quer ter a honra? – ele apontou com os olhos frios para uma vampira que parecia suplicar por perdão com os olhos. Virei os olhos para o outro lado da sala em uma resposta muda de um não explícito. Jane rosnou ao lado dele.

–Nem pense nisso. – falei sem lhe encarar. Eu tinha a certeza que ela tentaria me torturar por aquilo.

–Se não vai fazer o que o Aro está mandando o que você está fazendo aqui? – Marcus dirigiu-se a mim... O que me deixou completamente surpreso, afinal ele nunca falou comigo.

–Não seja por isso. – comecei a caminhar em direção da grande porta bronze do salão principal.

–Alec. – a voz fria de Aro cortou o ar como um raio. Virei e vi quando ele arrancou a cabeça da vampira. Um som estridente de metal rompeu o ar deixando-me nervoso com aquilo, com a forma que ele me encarava. – Aquele dia que você disse que queria pensar eu perguntei se era você rebelando-se contra a sua família. Você disse que não, então como você me explica essa sua atitude agora?

–Só fiz o que o mestre Marcus pediu. – ele sorriu balançando a cabeça em negativa.

–Você anda muito estranho ultimamente. Tem a ver com o olhar do lobo? – meu corpo ficou rígido. –Será que eu terei que ver o que aquele lobo fez com você? Você não vai mesmo me responder não é? Felix e Demitri, por favor. – olhei para os lados e os dois estavam vindo em minha direção. Respirei fundo e neutralizei os seus sentidos. Os dois ficaram parados sem poderem ver e ouvir. –Belo truque Alec, mas se você não quer que eu faça a mesma coisa com a sua irmã... – ele agarrou Jane pelo pescoço jogando a cabeça da vampira que ele havia arrancado longe e apertou o pescoço da Jane com força. –E não pense que eu não seria capaz disso.

Liberei Felix e Demitri dos meus poderes, não porque eu achei que Aro seria capaz de matar a Jane e sim porque eu não queria mais viver. Ajoelhei-me no chão e esperei que a minha cabeça e os meus braços fossem agarrados por eles.


POV Leah

Eu estava deitada na ponta do penhasco olhando os meninos pularem do mesmo. Era impressionante como eu sentia como se estivesse morrendo aos poucos. Nunca pensei que ficar longe daquele ser de olhos frios faria com que eu me sentisse a pior das pessoas do mundo.

–Não vai pular? – Sam apareceu em minha frente. Desde que eu tinha sofrido o meu imprinting eu não sentia mais o meu coração batendo por ele.

–Não. – respondi com o meu mau humor de sempre. Aquilo eu não podia mudar.

–Eu estava conversando com o Jake e...

–Sam. – o interrompi. –Não precisa ficar aqui dizendo que sente, está bem? Eu já entendi que o meu fardo é ficar sozinha. – respondi ficando em pé e correndo em direção do penhasco e pulando.

A sensação de liberdade quando eu pulava daquele lugar era incrível. Abri os braços deixando o corpo em posição horizontal, fechando os olhos sentindo o vento batendo em meu rosto. Inclinei o corpo e logo senti a água fria batendo em meu corpo e me envolvendo, levando-me ao local que no momento parecia o mais calmo possível.

Logo o meu corpo emergiu. Olhei em volta e os meninos me olhavam de cima do penhasco. Nadei até as pedras e saí do mar indo em direção da praia. Andei pelo meio de algumas pedras e quando achei que estava escondida e longe sentei no chão. Eu ainda não tinha chorado, e era impressionante como estava me sentindo angustiada hoje, como se algo de ruim estivesse pronto para acontecer.

Meu coração estava batendo acelerado mais do que o normal. Era como se ele estivesse precisando de mim. Pela primeira vez desde que tudo aquilo tinha começado eu chorei deixando o gosto salgado das lágrimas baterem em meus lábios. O que eu faria?


POV Alec

Aro deu ordens para que me levassem para a prisão, decidiria depois o que fazer comigo. Para Marcus e Caius ele deveria me matar na certa.

–Alec. – a voz da minha irmã chegou aos meus ouvidos. –O que anda acontecendo com você? – Jane parecia ser fria perante muitos, mas eu conhecia o verdadeiro “eu” da minha irmã e esse estava diante dos meus olhos agora.

–Eu não quero mais viver aqui Jane, e se não posso seguir a minha vida, eu prefiro morrer. – ditei olhando em seus olhos.

–Aro está pensando no que fazer com você. Por que você não deixa ele lhe tocar?

–Porque não quero que ele veja os meus pensamentos. Eles pertencem somente a mim e mais ninguém.

–Creio que não seja assim meu querido Alec. – a voz fria dele caiu sobre os nossos ouvidos agora. –Esse lugar é tenebroso. – ele disse olhando para as paredes da prisão. –Devemos melhorar um pouco isso, assim quando traidores da raça resolverem dar o ar da graça eles ficarão em um lugar bonito, não é Alec? – eu nada respondi e ele sorriu. –Você quer sair daqui Alec? Se você não responder, eu não posso saber quais são os seus desejos.

–Quero. – respondi.

–Por quê?

–Preciso de motivos?

–Claro que sim, aqui lhe tratamos tão bem, somos a sua família, acho que você não tem o porque ir embora... Há não ser que algo tenha acontecido, e só ficarei sabendo se você deixar com que eu lhe toque.

–Já falei que não vou deixar. — falei com firmeza.

–Então você irá ficar aqui preso. – os olhos dele penetraram em minha face. Ele virou as costas.

–Aro. – o chamei. Eu precisa vê-la, sentia como se nada mais estivesse fazendo sentido sem ela ao meu lado. Estiquei a mão e ele sorriu vindo em minha direção.

Tocou em minha mão de olhos fechados. Tudo que eu tinha passado esses dias passou-se em minha mente. Ele “sugou” tudo de olhos fechados e um sorriso de canto. Quando abriu os olhos ele me encarou.

–Tinha sentido a força que era esse laço que os lobos possuíam quando toquei em Edward no dia da batalha. E pelo o que eu vi, nem você entende que ligação é essa. Só sabe que precisa estar ao lado dela, meu querido. – puxei a minha mão do contato dele. –Você anda muito arredio Alec. Isso não é legal para você.

–Eu quero sair daqui. – falei com ódio.

–Ah... Você quer sair daí... O que você acha que eu devo fazer Jane minha querida? – o olhar da minha irmã, apesar de estar um pouco distante, estava preocupado. Ela era a minha irmã gêmea, por mais que com o tempo ela tivesse se transformado em uma pessoa fria tanto quanto o Aro eu conhecia as expressões dela, e aquele brilho que passou em seus olhos no momento da pergunta me fez perceber que ela estava temendo por mim e pelo o que o Aro pudesse fazer comigo se ela desse uma reposta errada.

–Qual será o fim dele? – ela virou para encará-lo.

–Vai depender da sua resposta minha linda. – os dedos dele tocaram a face da minha irmã. Ela fechou os olhos com o toque.

–Eu acho que deveríamos deixá-lo ir. Está escrito na face dele que ele não pertence mais ao nosso clã, e deixá-lo aqui só nos trará problemas.

–E deixá-lo ir também, minha linda Jane. Alec mostrou em seus pensamentos que sua lealdade mudou... Que agora tudo que sente pertence àquela loba de olhos penetrantes e sofridos, ele irá se juntar aos Cullens, e pode vir a lutar contra as nossas leis.

–Ele não fará isso, não é Alec?

–Não. – respondi seco. Aro sorriu. Quando as coisas não iam como ele queria aquele sorriso frio sempre aparecia em seus lábios.

–Acho que ainda seria melhor matá-lo.

–Você disse que seria conforme o que eu falasse, deixe-o ir, ele não irá voltar-se contra as nossas leis. – ele voltou a alisar o rosto da Jane com as duas mãos dessa vez.

–Se ele fizer qualquer coisa que eu julgue ser contra as minhas leis, quem pagará pelos erros do seu irmão será você minha princesa. – seus dedos apertaram o queixo da Jane. –Você está me escutando? Se ele fizer algo, voltar-se contra mim, você morre e depois eu o caço e aquela loba. – em seguida ele roçou os lábios nos lábios de Jane.

–Entendeu?

–Sim mestre. – ela respondeu baixando a cabeça em submissão a ele.

Ele fez sinal para um dos guardas que estava ali no canto presenciando o momento. A cela foi aberta e eu permanecia no meu lugar. Não sabia até que ponto aquilo tudo era verdade ou até mesmo teatro. Anos de convivência com ele me fizeram entender que em Aro Volturi ninguém pode confiar.

–Você está livre criança... Para viver esse sentimento louco que você acha estar sentindo. – ele deu dois passos para longe da cela. Olhei nos olhos da Jane e temendo que eu morresse saí correndo de dentro da minha prisão.

Qual foi a minha surpresa quando reparei que eu já me encontrava fora do castelo sem ter sofrido nenhum arranhão. Sem olhar para trás comecei a correr em direção daquele sentimento novo que me puxava de encontro aquela loba que tinha rondado a minha mente esses meses passados.


POV Leah

–Aonde você vai? – Seth perguntou quando eu estava saindo.

–Correr.

–Aonde? – lhe lancei um olhar carregado, mas nem isso pareceu lhe dar medo. Ele permaneceu parado me olhando como se eu não tivesse falado nada para ele.

–Por aí Seth, não precisa ficar com medo, eu não vou me matar. – tentei sorrir, mas a tentativa falhou quando percebi os olhos do meu irmão encararem o chão. –Você acha que eu sou capaz de uma coisa dessas?

–Você está destruída Lee. Sofrendo pelos cantos, chora mais agora do que quando você sofria pelo Sam, eu temo pela sua vida. Não sei o que anda passando em sua mente.

–Você não temia assim por mim antes.

–Porque o Sam não era o seu imprinting, diferente desse vampiro desgraçado. Não sei o que esperar de você nesse momento Lee. Desculpe, mas eu temo pela sua sanidade e o seu físico. – ele tinha razão, eu estava acabada. Não precisava de muito esforço para saber que algo de muito grave estava acontecendo comigo.

–Não vou fazer nada, está bem? Só quero sair para caminhar pela praia, nada demais, prometo que eu volto sem nenhum arranhão. – sorri em sua direção, mas ele não retribuiu o sorriso. –Qual é Seth, eu prometo que não vou fazer nada. Não quero ver você e a mamãe sofrerem. Ter perdido o papai já foi sofrimento o suficiente.

Andei até ele e o abracei. Ele retribuiu o abraço com força.

–Eu te amo. – ele sussurrou. –Não faz besteira.

–Eu também te amo... Você e a mamãe. E eu não vou fazer nada, pode ficar tranquilo. – me soltei dos seus braços e saí correndo adentrando a floresta localizada atrás da minha casa.

Deixei o meu lobo interior falar mais alto e logo eu estava explodindo em um lobo cinza colocando-me a correr sem rumo. Eu estava pronta para ir embora, não ficaria mais na reserva aonde as pessoas me olhavam com pena. Era assim na época do Sam e estava sendo assim tudo de novo.

Acelerei o passo e ao fundo escutei um uivo de dor cortando o ar. Alguém tinha descoberto que eu estava fugindo de La Push. Cravei ainda mais as patas na terra e corri o mais rápido que consegui. Eu tinha essa vantagem ao meu favor, conseguia correr bem rápido, e agora era a hora perfeita para isso.

Eu não sei quanto tempo ao certo corri, só sei que parei quando a noite já se fazia presente e a lua banhava a minha pele cinza de lobo. Diminuí os passos ao chegar próximo de um riacho. Eu precisava me alimentar e beber um pouco de água, eu tinha passado o dia correndo e agora estava cansada.

Olhei em volta e reparei que tinha uma cachoeira, a cascata caía linda dando uma graça ao local. Deixei a quentura tomar o meu corpo e logo o lobo já tinha me deixado. Desamarrei a bolsa que estava presa em meu pé e deixei na ponta da margem.

O local tinha uma caverna logo perto e estava rodeada por árvores frutíferas, perfeito para passar uma noite. Eu não sabia para onde iria, mas no momento estava bom ali.

Andei até a ponta do lago e depositei um pé dentro da água, ela estava gelada e julgando pelo o horário estava tarde, o que significava que a água deveria estar ainda mais gelada.

Tomei coragem e pulei de uma vez só dentro do lago. A água bateu em meu corpo quente fazendo-me tremer. Emergi no meio do lago gemendo um pouco, mas nada que não me acostumasse com o tempo. Deitei o corpo para boiar olhando a lua que banhava aquele local que era lindo. Eu estava sentindo uma paz imensa dentro de mim, e de certa forma estava feliz.

–Lindo. – ouvi a voz e o meu corpo sobressaltou. Mirei os meus olhos para a margem do lago e ele estava parado na ponta me olhando. Seus olhos cor de rubi esquadrinhando todo o meu rosto. –Eu não sei dizer quando é que você fica mais linda, se é sem o luar sobre o seu corpo ou com o luar dando um toque especial.

–Como você me achou aqui? – meu coração estava acelerado.

–Eu fui atrás de você na sua aldeia. – está certo, eu não esperava por aquela resposta.

–Você fez o que? – indaguei.

–Fui atrás de você na sua aldeia. – suas mãos foram em direção da capa negra que ele usava por cima das vestes tirando e jogando a mesma na ponta dos pés ao chão. Meu olhar acompanhou o movimento perfeitamente.

–E por que você veio atrás de mim? – eu dei dois passos para trás. Ele sorriu, e foi como se tivesse mais uma lua ali, pois pareceu iluminar tudo, mas eu sabia que era somente o meu ser sentindo a presença dele, eu já me sentia até mais forte só por estar conversando com ele.

–Você não sabe mesmo a resposta? – as mãos agora foram para o casaco que ele estava usando e assim como a capa ele o tirou jogando ao chão.

–Se eu soubesse não tinha lhe perguntado. – ele gemeu com a minha resposta.

–Maravilhosa. – foi só o que ele falou depois da pequena patada que ele tinha levado. –Desse jeito você me encanta ainda mais.

Sua camisa foi tirada e teve o mesmo destino que as outras peças de roupa.

Meus olhos pararam em seu corpo, fique hipnotizada, nunca pensei que um ser de estatura média como ele poderia ter um corpo como aquele. A pele alva que parecia leite de tão branca brilhava a luz do luar. Senti a minha boca salivar com a visão, ele era perfeito. Seus cabelos castanhos, os olhos de um rubi intenso combinando com o corpo que parecia ter sido esculpido pelos deuses.

Sua mão passou pelo seu próprio corpo como em uma carícia provocante. Seus lábios contraíram-se em um sorriso safado ao mesmo tempo em que parecia diabólico. Ele era um demônio, agora eu estava certa, mas era um demônio que estava me levando à loucura com o pequeno jogo de sedução.

–Tenho que confessar que fiquei com raiva quando me falaram que você tinha ido embora, minha vontade foi...

–De que? – desafiei, eu não me entregaria fácil, mesmo que eu já estivesse completamente entregue, ele não precisava saber disso.

–De quebrar e matar todo mundo... Como que ninguém conseguiu lhe pegar? Depois entendi que lhe deixaram ir embora, e temi não lhe encontrar. Mesmo eu não sendo um rastreador consegui lhe seguir, acho que os laços que nos unem são mais fortes do que eu pensei, não é? – suas mãos agora foram para o coturno que ele estava usando o tirando e logo depois as meias. Só faltava a calça. Ele percebeu o meu olhar sobre a peça, como se pedisse para tirar logo. –Só falta uma peça para que eu lhe torne minha.

Meu corpo ficou arrepiado com aquelas palavras. A forma que ele falava deixava tudo obsceno. Suas mãos desceram para o cinto, logo depois abrindo o zíper e o único botão que fazia-se presente na calça. Logo a peça estava junto das outras e ele trajava somente uma boxer. Meus olhos gravaram cada detalhe do seu corpo com cobiça. As pernas grossas que eram escondidas pela calça e pelo o monte de roupas que ele usava. Passei a língua sobre os lábios, minha boca estava salivando, eu queria prová-lo.

A risada dele cortou o ar me fazendo olhar de volta em seu rosto. Sua língua passou pelos seus dentes caninos que estavam expostos e em seus olhos o brilho do desejo e luxúria. Devagar ele colocou o primeiro pé dentro da lagoa e consequentemente dei passos para trás me afastando, mesmo que o meu corpo clamava pelo o dele eu ainda queria fugir.

Cravei os meus olhos nos dele e quando dei por mim ele já estava na minha frente. Seu cheiro doce invadiu as minhas narinas, era o perfume dos deuses, como se tudo nele me chamasse. Não era aquele cheiro adocicado e enjoado que os outros vampiros tinham, para mim o cheiro dele era maravilhoso, combinava perfeitamente com o homem com cara de menino que estava em minha frente.

Senti o meu corpo bater contra a pedra fria que cercava a cachoeira, agora não tinha mais para onde fugir. Um sorriso vitorioso passou pelos seus lábios e o pouco do espaço que ainda existia entre a gente foi dissipado com um passo. Suas mãos foram postas uma de cada lado do meu corpo apoiado na pedra, fechando as minhas rotas de fuga.

–Minha. – seu hálito adocicado e frio bateu contra os meus lábios. Os movi automaticamente deixando-os levemente abertos.

Ainda com as mãos na pedra ele aproximou o seu rosto e a ponta da sua língua fez o contorno dos meus lábios de maneira lenta e torturante. Deixei um gemido escapar pelos meus lábios. Sua língua invadiu a minha boca devagar. Fechei os olhos e abri mais a boca para receber aquela língua quente que explorava toda a minha cavidade. Cada espaço ele explorou com a língua antes de trançar a minha língua em uma dança mais do que sensual. Minhas mãos apertavam a lateral do meu corpo, eu não queria tocá-lo. Apertei as minhas coxas com força cravando as unhas no local.

O beijo que ele me deu foi o beijo mais longo que eu já tinha dado na vida. Não sei quanto tempo permanecemos naquela guerra de lábios e línguas, mas eu sabia que queria muito mais daquele homem, e o meu coração disparou em saber que ele estava disposto a me dar tudo.

Seus lábios deixaram os meus os sugando levemente e prendendo entre os dentes. Seus olhos estavam ainda mais vermelho sangue e a sua face era de um predador nato.

Fiquei perdida em seu olhar e não percebi quando enfim os seus dedos gelados tocaram a minha pele. Quando o gelado entrou em contato com o meu corpo quente eu dei um pulo. Sua mão direita passou pela lateral do meu rosto indo em direção da minha nuca, ele puxou os meus cabelos para trás deixando o meu pescoço exposto a seu bel-prazer. Desceu a boca na região e roçou os dentes fazendo-me gemer.

Eu não me faria de rogada, ele era meu, estava escrito. Desisti de maltratar a minha pele e levei as duas mãos em suas costas sentindo o seus músculos que estavam situados ali. Cravei as unhas, como eu estava fazendo antes em minha perna, ele permaneceu com as carícias no meu pescoço puxando o meu cabelo de leve.

Ele puxou o meu corpo para cima e envolvi a sua cintura com as minhas pernas. Ele sustentava tudo somente com uma mão. Levei os lábios a explorar o seu pescoço, sentindo o quanto ele era cheiroso e apetitoso para mim. Se uma hora eu odiei ter sofrido imprinting com ele, agora eu não sentia mais. Tudo parecia perfeito.

Ele prensou totalmente o meu corpo na pedra e soltou enfim o meu pescoço que ardia devido às chupadas que ele estava dando no local. Seus olhos encaravam o meu novamente, ele adorava fazer aquilo, parecia que queria mostrar que era ele que estava dominando tudo.

Suas mãos desceram para explorar o meu corpo devagar. Seus dedos tocaram os meus seios de forma simultânea. Arqueei o corpo com os seus toques. Ele prendeu os meus mamilos entre os dedos os puxando de leve. Desceu a boca em direção do meu pescoço e com a língua traçou um caminho do pescoço em direção do seio direito, deixando um rastro de saliva que parecia queimar o meu corpo. Sua boca abocanhou o meu seio com força e vontade, o colocando todo dentro da boca. Enquanto a outra mão não deixou o meu seio esquerdo em paz, o tocando e o maltratando.

–Alec. – gemi sem pudor o seu nome. Era o nome do homem que estava me dando prazer, eu não podia negar isso. –Ahh...

Igualmente como o beijo eu não sei quanto tempo ele ficou intercalando entre os dois seios, eu só sei que ele era calmo para fazer as coisas, nada era com pressa e tudo saía perfeito. Gemi loucamente com suas carícias em meu corpo, e olha que eu não tinha nem lhe sentido dentro de mim ainda.

Sua boca finalmente deixou o meu seio esquerdo que estava vermelho com o mamilo totalmente duro de prazer. Com uma mão ele me colocou sentada sobre a pedra, senti um tremor apossar-se do meu corpo por causa do frio, mas ele logo foi embora, deixando o meu rosto totalmente rubro com o que percebi que ele estava prestes a fazer.

De leve ele empurrou o meu corpo para ficar deitado sobre a pedra. Elevou as minhas pernas as deixando flexionadas sobre a pedra. Meu corpo estava totalmente exposto para ele e aquilo me deixou com vergonha, pensei em protestar, mas a sua mão passou pelo meu corpo com posse. Ele posicionou a face no meio de minhas pernas, e eu senti o frio que maltratava o meu corpo ir embora quando a sua boca tocou o meu sexo com um leve beijo. Sua mão ávida tratou de abrir caminho entre o meu sexo encontrando assim o meu ponto de prazer.

As chupadas que ele dava em meu clitóris estavam me levando a loucura. Meu corpo aos poucos passou a formar um arco quando os seus dentes roçavam em minha carne inchada. Seus dedos desceram para a minha fenda os introduzindo de leve e os tirando em uma tortura fodida. Ele fazia tudo devagar, o que significava que eu estava indo a loucura com os seus toques lentos que eram feitos de propósito.

–Alec. – supliquei somente com o seu nome. Ele sorriu sobre o meu sexo dando-me ainda mais prazer. Contudo para o meu completo desespero ele tirou os dedos da minha fenda e passou a chupar somente o meu clitóris. –Quero mais! – pedi.

–Mais o que? – ele falou sobre o meu sexo. –Diz para mim o que você quer...

–Eu quero sentir os seus dedos me foderem Alec, por favor. – ele rosnou e levou os dedos de novo em meu sexo os introduzindo. Agora a velocidade de tudo tinha aumentado, tanto dos dedos quanto da língua em minha carne. –Mais forte!

–Mais forte só com o meu pau. – ele debochou.

–Então enfia o seu pau duro e fundo em mim agora Alec!

Ele rosnou feito um animal. O rosnado dele cortou o ar feito um trovão. Ele saiu totalmente da água e me fez ficar de joelhos em sua frente.

Sua mão foi em seu membro rígido o manipulando de leve, puxando o prepúcio, deixando a glande vermelha à mostra. Levei a mão em seu pênis sem pedir permissão e os movimentos que ele estava fazendo eu passei a fazer, arrancando gemidos sôfregos dele que estavam me deixando feliz. Ele estava de olhos fechados e tomou um susto quando eu rodeei o seu membro com a minha boca, brincando com a glande, sentindo o seu pré-gozo saindo de sua fenda. Passei a língua no local o ouvindo gemer

Suas mãos fecharam em meu cabelo empurrando o pênis para dentro da minha boca com força.

–Boca deliciosa. Deixa-me foder essa boca linda Lee. – ouvir o meu nome sendo pronunciado por ele, mesmo naquele momento, foi um choque de emoção, ele estava completamente entregue a mim, e agora não tinha mais volta.

Passei a chupar com gosto, passando a língua pela extensão e chupando as bolas dele às vezes. O membro inchado, quente e pulsante entrava e saía da minha boca da forma e na velocidade que ele bem entendia e queria.

–De quatro. – ele ordenou de uma hora para a outra puxando os meus cabelos para que a minha boca deixasse o seu membro. Obediente eu fiz o que ele mandou, eu estava necessitada de mais.

Fiquei de quatro sobre a pedra empinando totalmente o meu quadril e a minha bunda. Sua mão passou pelo meu sexo que já escorria a minha excitação pelas pernas.

Senti a sua mão pesar na minha nádega direita fazendo-me gemer. Foram tapas atrás de tapas dos dois lados e até no meio da nádega. Seu dedo brincou com o meu orifício escondido, rodeando-o as vezes em que ele ficou somente alisando o meu bumbum.

–Pede de novo Lee. Diz para mim o que você quer. – ele disse com a voz arrastada mordendo a minha nádega.

–Quero que você me foda, forte e duro Alec. Faz-me sucumbir ao prazer pelas suas mãos. – sem aviso ele enterrou fundo em meu sexo fazendo-me gritar e morder os lábios com força.

–Ahh.. Alec... Assim... Forte. – ele segurou em meu quadril estocando com força. Eu sentia o seu membro bater fundo e com isso eu via pequenas estrelas.

Ele rosnava feito um animal enquanto as suas mãos passeavam pelo meu corpo. Sua língua passou a chupar o suor que estava no meu dorso.

–Minha. Somente minha. – parecia ser o mantra para ele. –Diga-me quem é o seu dono Leah. – ele puxou os meus cabelos para trás fazendo com que o meu corpo ficasse em arco.

–Você, só você é o meu dono.

–Diz para mim somente quem pode lhe chupar e lhe comer assim?

–Vo...Vo...Você. – falei em meio ao gemido.

–Então grita o nome do seu dono. – ele proferiu um tapa em minha nádega ao mesmo tempo em que estocou com força.

–ALEC! – gritei como ele tinha mandado.

–Boa menina. – afundou ainda mais fundo em mim.

–Al...Ale...Alec. – eu estava chegando ao meu prazer. Senti o meu sexo contrair em pequenos espasmos. Fechei os olhos e gritei quando o meu prazer veio com força total me deixando totalmente desnorteada.

Suas estocadas foram aumentando e logo senti o membro dele inchar dentro do meu sexo e ele rosnou derramando a semente dele dentro de mim.

Deixei o meu corpo cair sobre a pedra e o dele veio junto. Ele saiu de dentro do meu sexo e puxou o meu corpo de encontro ao seu. Fiquei quieta e nem me mexi, estava esperando o momento em que ele levantaria para ir embora.

–Posso colocar a minha roupa? – perguntei ainda de costas para ele curtindo o carinho que ele fazia nas minhas costas.

–Roupa? – ele virou o meu corpo e ficou por cima dele. –Eu não terminei de lhe amar e provar, tem muita coisa nesse corpo que eu quero sentir.

–Eu pensei...

–Você pensou? – ele tentava passar segurança com aqueles olhos de rubi.

–Que você fosse ir embora. – desviei o olhar. Seus dedos voltaram a tocar a minha face puxando para lhe encarar.

–Ir embora? – ele sorriu como se eu tivesse falado alguma piada. -Agora que eu encontrei uma razão para viver, você acha mesmo que eu vou embora?

–Você irá ficar? – tentei esconder a alegria que aquilo me fazia sentir.

–Por toda eternidade Lee. No começo eu não sabia o que tinha nos ligado, o porquê de eu ficar pensando em você e o porquê da vida não fazer mais sentido. – suas mãos acariciaram os meus cabelos com carinho. –Agora eu sei que a vida tem razão e sentido. E as minhas são você. Não me importo com nada mais nessa vida, desde que você esteja ao meu lado. Não me importo se vamos morar naquela caverna. – ele apontou para a mesma. –Se vamos morar na sua aldeia ou em cima de uma árvore, o que importa para mim é que você esteja presente na minha vida. – ele fechou os olhos e respirou fundo. –Nunca pensei que um dia eu falaria qualquer coisa do tipo para uma pessoa, mas eu preciso falar antes que eu morra de tanta ansiedade.

–O que foi? – alisei o seu rosto. Ele abriu os olhos e sorriu. Roçou os lábios sobre os meus de novo. Fazendo-me perceber que eu viciaria fácil naqueles lábios, que eles seriam como drogas para mim, e que eu teria prazer de consumir e tornar-me dependente daquela droga que era Alec Volturi. Eu já o amava e todo esse amor estava escrito em meus olhos e na forma que eu estava disposta a me entregar a ele todos os dias.

Suas mãos voltaram a alisar o meu corpo. Um sorriso safado passou pelos seus lábios, ele estava pronto para outra e eu também, meu corpo já avisava isso. Voltou a me beijar com volúpia.

–Eu te amo. – ele sussurrou sobre os meus lábios. –Amo como nunca amei ninguém na vida. E estou disposto a morrer por você.

Puxei o seu corpo de encontro ao meu e passei a amá-lo novamente como tínhamos feito há poucos minutos atrás, e a nossa vida juntos estava somente começando.


Fim...



Notas finais
N/ Miss Black: Bom people, acho, ou melhor, tenho certeza que fechamos aqui essas sequências de ones. Agradecer no nome de todas as autoras por vocês terem acompanhado esse projeto. Ficamos felizes que vocês participaram, comentaram e recomendaram. Acho que falo por todas quando digo que tentamos fazer o nosso melhor.
Bom acho que é isso .. Um beijo a todas e até o próximo!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!