Notas iniciais
Só uma história que a minha amiga escreveu e eu adaptei pra esse casal super fofo. Espero que gostem.

Calipso era uma garota sonhadora, daquelas que acreditam num amor verdadeiro. Seus olhos castanhos se destacam, seus lábios rosados, pele macia e seu cabelo castanho claro, quase loiro, que quando os raios solares iluminavam, pareciam feitos de ouro.

Ela estudava em uma escola pública, não era pobre nem rica. Calipso adorava ler e se interessava por esportes.

Em um dia qualquer, saiu apressada de casa e, chegando na escola, acabou tropeçando em uma pedra, coisa comum para ela. Todos os alunos que estavam lá riram. Calipso ignorou e pegou suas coisas , saindo de lá em seguida, indo na direção do corredor. Porém alguém a chamou. Ela se virou e deu de cara com Leo, um garoto um ano mais velho(magricela, mas lindo e, na opinião de Calipso, um babaca), com um sorriso meio torto foi chegando perto dela. Ela surpreendeu-se ao ver que ele carregava o seu diário.

Quando chegou perto o suficiente, ele estendeu a mão, na qual estava o diário e sorriu. Calipso, assustada por não ter percebido que esquecera de ajuntar o seu precioso diário, abriu um meio sorriso (daqueles para disfarçar o desconforto) e olhou diretamente nos olhos de Leo, que eram praticamente pretos se olhasse rapidamente, mas na verdade eram de um castanho escuro desconcertante e misterioso. Ele mantinha um sorriso desajeitado e mexia constantemente as mãos, como se estivesse nervoso.

Calipso pegou o diário e, nesse momento, Leo foi na direção contrária, como se não quisesse tocá-la. Ela ficou confusa, e percebeu que realmente era estranha, não pelo fato de andar com um diário na escola, mas sim porque não tinha amigos, ninguém em quem pudesse realmente confiar.

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Quando estava voltando para a casa, teve a sensação de estar sendo observada. Assim que chegou ao portão de sua casa, olhou por entre as árvores e encontrou Leo escondido. Furiosa, foi até ele batendo os pés.

- Por que está me espionando? – ela questionou, brava

- O quê? Te espionar? Tá loucona? – ele respondeu, fazendo-se de desentendido, mas depois suspirou – Na real eu só queria saber o porquê de você sempre andar sozinha.

- Ah, e por isso você me perseguiu? – ele abaixou a cabeça nitidamente entregando os pontos – Você tem certeza de que quer saber?

- Óbvio! – ele respondeu prontamente

- Ótimo! – falou e se aproximou mais de Leo, colocando o dedo na cara dele – Sabe aqueles seus amiguinhos, aqueles que pegam qualquer garota? E aquelas minas idiotas que ficam com eles? Pois é, todos daquela escola são assim. Pronto, explicado. Pode ir embora agora.

Calipso correu para dentro de casa, ignorando o que Leo tentava lhe dizer. Por volta das onze horas, naquela noite, quando finalmente ia se deitar, ouviu barulhos de algo se chocando contra a sua janela. Foi ver o que era e viu Leo, que logo a viu e gritou:

- A maioria das pessoas daquela escola são assim, mas eu vou provar para você que sou bem diferente deles.

Calipso fechou a janela bruscamente, odiando Leo por ficar atormentando sua noite. “ Por que ele não pode sair logo da minha vida?” ela pensou.

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No dia seguinte, quando chegou a escola, ela foi ao seu armário e dentro de seu livro favorito havia um bilhete, que dizia o seguinte:

Me encontre no almoço. Estarei sozinho. Ps: Só vai saber quem é se for.

Calipso ficou pasma. Nunca havia recebido algo assim. Ela ficou meio em dúvida sobre ir ou não, mas imaginava quem era e por uma estranha razão, ela teve vontade de ir.

No almoço foi em direção a cantina, e descobriu que suas suspeitas estavam corretas. Quem deixara o bilhete foi ninguém mais ninguém menos do que Leo Valdez!. Chegou a mesa e disse:

- O que você quer?

- Calma ai, miss estresse, só quero conversar. – ele respondeu levantando as mão em sinal de rendição – Acha que consegue se comportar como uma pessoa civilizada?

Calipso bufou: — Tá, ótimo. Sento com você. – ela cedeu – Mas você terá que pagar o meu almoço.

- Sem problemas, doçura.

Calipso a protestar, mas Leo levantou e foi pedir o almoço deles. Quando ele voltou, ela quis saber o real motivo de ele estar fazendo isso.

- Agora pode me dizer o que você quer. – ela mandou

- Eu já te disse ontem. – ele respondeu – Quero te provar que não sou igual aos meus amigos. Quero ser seu amigo. Por mais estranha e insuportável que você pareça ser.

Calipso riu.

- Você acha que vai ser fácil? – ela falou em tom de desafio.

- Sei que não, mas nenhuma garota resiste ao charme do gostoso pra dedéu aqui. – ele respondeu em tom de brincadeira. – E eu não costumo desistir.

- Ótimo. Então comece me falando sobre você – ela pediu.

- Prazer, meu nome é Leo Valdez, mas você pode me chamar de lindo.

- Babaca. – ela disse sorrindo

- Tenho 17 anos, não sei dirigir, amo cachorros e quero mudar o mundo. – ele falou num fôlego só.

- Nossa, direto e esclarecedor. – comentou Calipso – O que você sabe sobre mim?

- Sei que você vai dormir todas as noites as onze horas, que você não tem com quem desabafar, sei que adora ler e prefere os romances, gosta de futebol , apesar de ser engraçada jogando. Ai! – ele recebeu um tapa – Ama história e quando está nervosa morde seus lápis, o que muito sexy, com todo o respeito, claro.

Calipso estava boquiaberta. Ele havia prestado muita atenção nela, pois tudo o que ele falou era verdade.

- Ei, se eu for na sua casa sábado de manhã, você vai me bater? – ele perguntou de repente.

- Não sei. Tente e descubra. – ela respondeu, sorriu e saiu de lá.

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No sábado de manhã, Leo foi até a casa da Calipso Marrenta. Tocou a campainha e logo ela atendeu, com o cabelo todo desgrenhado, seu rímel borrado e seus lábios secos. Linda, na opinião dele. Ele se tocou que ela não esperava a sua visita.

- Você poderia pelo menos ter dado uma arrumada no visual, hein? – ele provocou

- Como eu ia saber que você iria madrugar na minha casa? – ela retrucou

- Mas já são nove horas, estrupício! – ele exclamou

- E daí? Espera, estrupício?

- Brincadeirinha. – Leo explicou, sorrindo travesso.

Ela revirou os olhos e deu espaço para que ele entrasse. Leo olhou em volta, tentando absorver cada detalhe.

- E ai? Cadê o rango? – ele perguntou

Calipso fingiu não ouvir e foi em direção a geladeira, pegando uma caixa de ovos de lá de dentro. Estendeu-a na direção de Leo.

- Acha que consegue se virar enquanto eu me arrumo? – ela perguntou, erguendo uma sobrancelha.

- Está brincando?! Claro que consigo. – ele disse como se fosse óbvio. – Suba e deixe o Chef Leo entrar em ação.

- Por favor, tente não colocar fogo na casa. – ela pediu

Calipso subiu até o quarto e tratou de colocar uma roupa melhor. Depois de alguns minutos, ela desceu, usando um jeans surrado, descalça e com sua blusa velha de Hogwarts. Logo se deparou com um monte de cascas de ovos espalhadas pela casa. Ela riu e começou a ajuntá-las. Então viu que Leo colocava uma dúzia de ovos na frigideira, tentando fazer algo parecido com um omelete.

- Você chamou um time de futebol para tomar café aqui? – ela questionou brincando

- Não, é o seu café da manhã, Miss Marra, você está meio magra. – ele respondeu me analisando.

- Idiota.

Ele sorriu e os dois começaram a comer. Quando terminaram o café BEM reforçado, limparam a cozinha e subiram para o quarto de Calipso, onde Leo ficou observando, fascinado, a enorme estante de livros dela.

- Você tem que me emprestar alguns! – ele falou

- Pode ser, menos os meus preferidos. – ela respondeu

- Esses mesmo que eu quero, porque serão os meus favoritos também.

Então instalou-se um clima tenso entre eles. Leo percebeu que Calipso ficara vermelha e constrangida com a situação. Então ele pegou o travesseiro e bateu nela, correndo em seguida. Calipso foi atrás, rindo.

Depois de correrem quase uma maratona, eles voltaram para o quarto, ainda rindo. Então Leo olhou bem para Calipso, que sorria abertamente e pensou que nunca vira coisa tão linda. Ele a abraçou e colocou os lábios perto de sua orelha.

- Sou diferente dos garotos da escola, Cali. – ele começou – Porque não olho apenas para a beleza, eu dou muito valor para o caráter de uma menina, de conhecer o que ela gosta e dá valor. E, Calipso, eu acho que você se tornou alguém que eu gosto, que eu dou valor.

Ele olhou no fundo dos olhos dela e roçou seus narizes, dando um leve choque; Calipso não podia acreditar. Leo estava sendo perfeito e ela odiava admitir que também estava se apaixonando por ele. Leo a envolveu em um abraço capaz de segurar o mundo, então Calipso foi obrigada a se entregar. Os lábios se tocaram e tudo ao redor deles sumiu; o tempo pareceu parar e a única coisa que se ouvia eram as batidas dos corações.

- Miss Marra, eu não sei como, mas acabei percebendo que quero te aturar e te irritar pra sempre.

- Sempre. – ela concordou com os olhos marejados.

Notas finais
E então? O que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!