Imprevisível

15 Primeiro Beijo


Notas iniciais
Desculpaaaaaaaaaaaaaaaaaa, eu sei que eu demorei tava sem inspiração pra varia XP. Oie, Viram que mudei o nome da fic e a sinopse, né? Bom... O motivo foi por que eu queria que a Sakura sofresse um acidente na fic e perdesse a memoria, mas... Ia ficar muito chato e eu não tenho criatividade pra narrar esse tipo de coisa, então mudei o titulo e a sinopse pra mim poder mudar o rumo da fic, ou seja, agora sim terei criatividade de sobra pra fazer a fic. Se é que entenderam alguma coisa. Enfim... Espero que gostem desse capitulo o proximo sairá em breve ou não, será grande ou não. Valeu por todos os comentarios, favoritos, acompanhamentos e etc. Boa Leitura!!

Capitulo 15

Primeiro Beijo

— Parece que estou ganhando essa — Murmurou Sasuke, próximo ao meu ouvido.

Soltei a barra de ferro e tentei relaxar no banco.

— Cala a boca — Falei irritadíssima.

Sasuke riu e deu um beijo em minha bochecha, me afastei rapidamente.

Já estávamos quase no topo dos trilhos, aquilo me apavorava, entretanto mantinha-me controlada, apesar das minhas mãos suarem muito e minhas pernas tremerem demais. Mas eu mal sabia que o pior estava para acontecer.

— Estamos no topo — Sasuke disse — Olha como a vista é bonita daqui de cima, Sakura — Tocou meu ombro — Abra os olhos. — Pediu. — Vai perder a melhor parte

Balancei minha cabeça negativamente, eu não iria abrir de jeito nenhum.

Mais acabei cedendo à curiosidade e abri os olhos.

Senti um baque, meu corpo foi impulsionado para frente, mas me segurei no banco. Abri meus olhos e então notei que estávamos no topo. E em questão de segundos o carrinho foi pra frente e mergulhamos em uma descida monstruosa.

A única coisa que se podia ouvir era gritos — que não eram meus — e a risada de Sasuke. Com os olhos ainda abertos eu podia ver o carrinho subindo e descendo em uma velocidade assustadora. E pra minha sorte quando subimos na rampa mais alta o carrinho fez um “trec” e parou.

— Vishi!

— Que foi? — Perguntei tremula.

Sasuke sorriu.

— Acho que além de ter perdido a aposta vai ter que ficar aqui em cima por um tempo.

Arregalei os olhos.

— QUE!? — Berrei.

Eu estava apavorada, muito apavorada. Meu coração batia descompassado e eu já podia notar alguns pontinhos pretos em minha visão, eu desmaiaria se não saísse daquele carrinho imediatamente. Podia ouvir os berros de outras pessoas que provavelmente estavam atrás, desesperadas assim como eu.

— Ei Sakura, está tudo bem? — Perguntou-me Sasuke, tocando meu ombro.

Meu ódio era tanto que só de ouvir a voz dele me irritava, não por eu ser implicante, é que naquela voz tinha um pontinho de zombaria, eu não duvidava nada que ele que tivesse armado tudo aquilo. Não o respondi, mantive meu rosto escondido entre as mãos e a cabeça baixa tentando respirar normalmente.

— Acho que vamos ficar aqui por algum tempo — Murmurou ele — Se o carrinho andar agente morre.

— Cala a boca!

Sasuke chegou perto e sussurrou:

— Agente vai morrer!

— Que parar de falar isso!

Ele não aguentou e começou a rir.

Pude notar que ele havia erguido o corpo, começando a se mexer dentro do carrinho ou vagão... Ah! Dane-se. O pior era que qualquer movimento que fazíamos, aquele troço enferrujado começava a balançar e ir pra frente em direção a descida colossal.

— PARA DE SE MEXER! — Gritei desesperada.

Ele riu alto.

Foi a primeira vez que o vi rir tão alto e como aquele riso era bonito, fazia as covinhas de suas bochechas aparecerem. Mas foi uma observação rápida, logo o pavor voltou a dominar, o vagão parecia balançar cada vez mais, meu estômago não iria aguentar aquilo.

— Sa-Sasuke — Sussurrei estremecendo — Por favor — Lancei-lhe o olhar mais inocente — o do gatinho do Shrek — que eu possuía — Me tira daqui. — Pedi.

Sasuke suspirou pesadamente, voltou a sentar no banco, pegando o celular do bolso da calça.

— Ganhei a aposta — Disse enquanto digitava um número na tela.

Revirei meus olhos.

“É, parece que estávamos namorando oficialmente agora”. — Conclui em pensamento.

Apenas uma ligação, isso foi o suficiente para que o carrinho ou vagão voltasse a se movimentar e desce em direção ao precipício , mas em questão de poucos minutos estávamos de novo em terra firme. Minhas pernas estavam bambas, Sasuke teve que me ajudar a caminhar, servindo de apoio. Ino veio correndo até mim, empurrou Sasuke o afastando de mim, em seguida me ajudando.

— Amiga você está bem? — Perguntou-me preocupada — Eu te mato Sasuke! — Esbravejou, olhando para o moreno que nem se importou com a ameaça. – Depois vou matar você Sai! — Gritou pro namorado que pagava o dono do brinquedo.

Assenti mesmo estando péssima.

— Eles subornaram o cara para desligar o brinquedo — Explicou Ino.

Sasuke se aproximou de Sai, que resmungava algo como “Vou cobrar o dobro”.

— Você trapaceou! — Apontei para Sasuke — Não vale!

Ele deu de ombros.

— Fui esperto — Se defendeu enquanto retirava um maço de cigarros do bolso.

— Me leva para casa agora! — Ordenei.

Antes que ele pudesse acender o cigarro, arranquei-o de seus lábios, jogando no chão e pisando em cima. Sasuke fechou a cara, olhou para o cigarro esmagado no chão e em seguida para mim, era como se eu tivesse pisando em algum diamante.

— Acho melhor leva-lá — Disse Sai se defendendo dos tapas de Ino.

Sasuke virou o rosto, despedindo-se com um aceno de cabeça.

— Vem — Murmurou o moreno pegando em meu antebraço.

E sem demora começou a me arrastar para a saída do parque. Ino acenava para mim, junto com Sai, e ela ainda batia nele. Passamos pelas catracas, indo direto para o estacionamento. Andamos até a Ferrari, alguns garotos estavam envolta do carro, analisando-o e discutindo sobre a velocidade e design do veículo, essas coisas que homem discute e eu – e a minha irmã – ficamos tentando entender.

Sasuke desativou o alarme, fazendo um bip rápido soar, ascendendo todos os faróis. Os garotos se assustaram e rapidamente se afastaram, Sasuke abriu a porta do carona e me empurrou para dentro, contornou o veículo e entrou. Ligou o carro fazendo o motor rugir alto, deixando os meninos impressionados.

— Exibido — Resmunguei, colocando o cinto.

***

— Chegamos — Disse Sasuke ao parar o carro na frente do meu prédio.

Eu me despedi dele com um aceno, e Sasuke me pegou pela mão.

— O que foi? — Perguntei.

— Sei que você não gosta de mim, mas eu sim. Quero uma chance com você.

— O que? — Fiquei paralisada.

“Sasuke Uchiha gosta de mim... AHHHHHHHHHH! Kami meu coração parou de bater, parou de bater!!!!!!!!! Socorro!”

— Como assim? — Perguntei incrédula.

Sasuke fez com que eu me sentasse no banco de novo e fechou aporta, travando-a em seguida.

— Desde que vi na minha disputa de racha te achei diferente.

— Obvio. Minha testa e enorme.

Ele riu.

— Não quis dizer isso, Eu te achei diferente por que você olhou pra mim como seu eu fosse uma pessoa comum. Você não olhou pra mim como se eu fosse Sasuke Uchiha.

Ele segurou a minha mão forte.

— Começamos a ser amigos. Você foi aquela festa, fiz sacanagem com você... E você ainda continua perto de mim.

— Claro. Se não percebeu, desde que você começou a falar comigo minha reputação mudou — Sorri sarcástica. — Parei de ser a nerd e me tornei a trouxa.

Sasuke me olhou confusa.

— Trouxa?

Comecei a rir.

— Deixa pra lá. E então... — Comecei a corar — Que historia é esse de você está gostando de mim? E quem disse que eu não gosto... De você?

Ele sorriu nervoso.

— Como pode gostar de mim? A testa de marquise, você tem problemas mentais?

Ele soltou minha mão e segurou meu queixou fazendo eu olhar pra ele.

— Não tenho problemas mentais.

— Então como pode gostar de mim?

— Acho que são os seus olhos.

Sorri corando instantaneamente.

— Mentiroso.

— Então?

— Então o que?

— É verdade que não gosta de mim?

Encolhi no banco.

— Bem... — Comecei a rir — Você e bem bonitinho e...

“Vou te sequestrar e levar pra uma ilha deserta!” — Pensei.

Sacudi minha cabeça varrendo esse pensamento sujo pra dentro da minha mente.

— Olha, acho que agente pode tentar.

— Tentar o que?

— Ser... Um...

— Casal?

— É, isso.

— Que bom.

Sasuke e eu nunca nos beijamos. E eu estava bem nervoso com a aproximação do seu rosto. Fechei meus olhos por extinto.

Quando demos nosso beijo de despedida, os lábios dele se demoraram sobre os meus. Ele puxou o freio de mão e sua boca viajou pela linha do meu maxilar até a minha orelha, depois foi descendo até o meio do meu pescoço, o que me pegou com a guarda baixa. Em resposta, suspirei baixinho.

— Você é linda — Ele sussurrou. — Fiquei distraído muitos dias distraído com você, com o cabelo preso deixando seu pescoço a mostra.

Ele encheu meu pescoço de beijos e soltei o ar, deixando um gemido escapar.

— Verdade? — Sorri, erguendo o queixo para que ele tivesse mais acesso ao meu pescoço.

— Uh-hum.

Sasuke se concentrou em meus lábios. Pegou cada lado do meu rosto e me beijou com um pouco mais de firmeza. Não tínhamos muito espaço dentro do carro, mas nos viramos como pudemos. Ele se curvou sobre mim, e dobrei os joelhos enquanto apoiava as costas na janela. Sua língua deslizou na minha boca, e sua mão segurou meu tornozelo e subiu até a minha coxa. As janelas ficaram embaçadas em poucos minutos, por causa de nossa respiração ofegante. Ele passou os lábios em minha clavícula, então ergueu rápido a cabeça quando a janela vibrou com pancadas ocas e altas.

Sasuke se sentou e eu me endireitei, arrumando a roupa. Dei um pulo quando a porta se abriu. Meu pai e Tayuya estavam parados ao lado do carro. Tayuya estava com a testa franzida, mas solidária à minha situação, já meu pai... parecia faltar muito pouco para que ele tivesse um acesso de fúria.

“Que ótimo meio de terminar um primeiro beijo” — Pensei.

Meu pai abriu a porta do carro. E encarou

— Se divertindo? — Perguntou meu pai.

— Muito — Respondeu Sasuke com um sorriso brincalhão.

“Ihu! Mais um pro interro!”

De repente, senti a situação ficar perigosa. Nunca tinha visto meu pai com aquela cara. A mão de Tayuya rapidamente foi parar no braço d meu pai, balançando a cabeça para Sasuke em um aviso silencioso.

— Vem, Sakura. Preciso conversar com você — Disse ela.

— Sobre o quê?

— Vem logo! — Ela exclamou.

Olhei para Sasuke e vi diversão no seu olhar..

— Desculpe, tenho que ir. — Falei pra Sasuke.

— Tudo bem. Vai em frente.

Sasuke me ajudou a sair da Ferrari e segurou a porta. Eu me virei e percebi que meu pai ia dar um sermão nele.

— Pai? — Tayuya o chamou.

— Vão na frente, vou ter uma conversa com esse rapaz.

“FODEU”.

Notas finais
Gostaram? Mereço comentarios, favoritos ou recomendações? Esero que sim, né. Beijinhos de tigre pra todos vocês meus amoreeeeeeees! Até o proximo.